Because I Love You .
4 Nunca desafie um Di Ângelo .
Notas iniciais
"— Droga... — Murmurou. — Amanhã promete. "
Como Thalia não foi para escola hoje por conta de seu pé, o mesmo já nem doía mais, ela só não queria ir mesmo. Não parava de pensar na aposta com Nico. Então achou que seria melhor matar o tempo arrumando o apartamento, assim se distraia um pouco. Colocou a musica no ultimo volume enquanto fazia. Mas logo escutou sua campainha tocar.
— Já vai! — Gritou diminuindo o som e caminhando até a porta. Se fosse mais um vizinho reclamando alguém sairia de lá com olho roxo, Thalia não estava com paciência pra isso hoje. — Olha eu não vou abaixar o som...
Nico sorriu de lado. — Tudo bem, eu gosto dessa musica.
— Nico?... O que faz aqui?
Ele estava encostado á porta, usava calça jeans, All star e uma camisa gola V preta.
— Como assim o que faço aqui? Achou que eu esqueceria?
Thalia revirou os olhos, já suspeitava do que se tratava aquilo.
— Você me deve uma ida ao cinema Grace. — Ele sorriu. — vim aqui avisar que te pego as oito.
— Espera... Tipo, hoje as oito? Não está muito encima da hora?
— O que? Claro que não. — Nico se aproximou repentinamente dela, lhe dando um beijo na bochecha, virou-se de costas caminhando até o elevador. — Te pego as oito, e te trago de volta inteirinha prometo.
Thalia sentiu seu rosto esquentar novamente, acenou para o elevador com suas portas já fechadas.
— Tchau... — Murmurou fechando a porta em seguida.
Virou-se e entrou em casa sentando-se no sofá. Sentia seu coração inquieto, será que... Não, não era possível.
— Uma Grace nunca sentiria nada por um Di Ângelo! — Afirmou levantando-se do sofá. — N-não é...? — Sacudiu a cabeça espantando aqueles pensamentos. — É claro que não! Mas ainda assim tenho que ir ao cinema com ele. — Olhou para um pequeno relógio digital que havia encima do raque.
Ainda eram 15:30, tinha bastante tempo até a hora do encontro, voltou-se ao som aumentando o volume novamente, e voltou a fazer o que fazia antes de Nico chegar.
...
Quando finalmente acabou conferiu novamente o relógio.
— Deuses! — Já eram 19:30. — O encon... Quer dizer, o cinema com Nico! — Thalia correu até o corredor subindo as escadas rapidamente.
Assim que chegou ao quarto, disparou até o banheiro, tomando um banho rápido, saindo de lá trocou de roupas mais rápido ainda. Coloco uma blusa do AC/DC preta que mostrava parte da sua barriga, um all star cano alto e algumas pulseiras espalhadas pelo braço. Deixou seus cabelos soltos revelando suas mechas azuis, como de costume contornou os olhos com um lápis escuro. Olhou-se no espelho e... Uau! Estava mesmo linda.
Nem ela sabia o porquê de esta tão arrumada, já que só iria para o encontro porque perdeu a posta, não era como se quisesse aquilo. Conferiu as horas novamente, desta vez observando o celular. Eram 20:00 em ponto, e foi só tempo de guardar o celular no bolso novamente que uma buzina tocou lá embaixo.
Thalia saiu do quarto descendo o lance de escadas, caminhou até a sala subindo no sofá, e observando pela janela que tinha bem acima dele. Thalia tinha certo... Hm, receio com a altura, digamos assim. Então observou só por alguns poucos segundos, mas pode vê Nico encostado em um carro lá embaixo.
Por algum motivo sentiu seu estômago queimar como se tivesse comido o prato mais apimentado do mundo. Tentou ignorar aquilo, desceu do sofá pegando as chaves da casa no balcão, seguindo para fora, fechou a porta em seguida e desceu as escadas indo até a recepção. Quando chegou lá, ela pode ver Nico pela porta de vidro, mas o mesmo ainda não havia notado sua presença. Ele estava parado mexendo nos cabelos.
“Ele fica tão lindo mexendo no cabelo... — Thalia arregalou os olhos. — Espera... Como assim fica lindo?? que estou pensando?!”
— Thalia. — O menino gritou tirando-a de seu conflito interno.
Ela olhou naquela direção e Nico sorria largamente, desencostou-se do carro e acenou para ela.
“ Tá, é impressão minha ou está bem quente aqui?”
— Oi. — Tentou sorrir aproximando-se do menino.
— Você está linda. — Nico observo-a dos pés a cabeça. — Muito linda. — Sorriu de lado enquanto coçava a nuca.
Thalia se perdeu naquela cena por alguns segundos.
— Ah... Obrigada, Você também... — Parou para observá-lo. Por incrível que pareça ainda não havia reparado nas roupas de Nico.
Ele usava uma regata do Avenged Sevenfold. — “Não sabia que ele gostava de Avenged, okay Thalia controle-se.” — Com uma jaqueta de couro por cima, usava também uma calça Jeans que estava rasgada nos joelhos, e coturnos.
— Então... — Nico murmurou, E Thalia notou que ficara tempo de mais o encarando. — Vamos? — Ele sorriu abrindo a porta do carro.
Ela assentiu um pouco envergonhada, entrou no carro sentando-se no banco do passageiro, e Nico entrou logo em seguida dando partida e saindo dali. Em poucos minutos chegaram ao Shopping, para falar a verdade demoraram mais tempo para achar uma vaga do que para ir até lá. Depois de muito tempo vagando pelo estacionamento Nico finalmente achou uma vaga.
— Ah, finalmente... — Thalia murmurou abrindo a porta.
— Espera! — Nico gritou e a menina parou no mesmo momento um pouco assustada.
— O que foi criatura?
— Deixa isso comigo. — Ele sorriu saindo do carro caminhando até o lado dela. Abrindo sua porta.
— Oh... Que cavalheiro. — Thalia saiu do carro.
Nico assentiu. — Sempre.
A menina sorriu. Nico fechou a porta, e os dois seguiram até o shopping.
— E então, o que vai querer vê? — Ele perguntou assim que chegou ao cinema.
— Terror! Com certeza terror! — Thalia falou com um sorriso um pouco assustador no rosto.
Nico engoliu o seco.

— Terror?... Bem eu estava pensando em um romance, na verdade já havia até comprado os ingressos... — Falou um pouco envergonhado. — Achei que ia gostar, mas não tem problema, posso comprar outros. — Virou-se caminhando em direção a fila.
Thalia segurou seu braço antes que continuasse.
— Não... Tudo bem, Pode ser um bom romance. — Forçou um sorriso.
— Serio?
Ela assentiu.
— Então vamos lá, já vai começar! — Ele sorriu pegando em sua mão.
Thalia sentiu seu rosto esquentar novamente.
. . .
Entraram na sala, que estava completamente lotada. Era incrível a quantidade de gente que paga para ver um filme ilusório.
— Aqui, vem, ta vazia. — Nico continuou a segurar sua mão puxando-a até uma das poltronas.
Foi só tempo de sentar, que o filme começou. Nico finalmente largou sua mão, mas manteve a dele sobre o braço da poltrona como se pedisse “Coloque sua mão aqui na minha”. Thalia ficou encarando a mão dele.
— O que foi?
— N-Nada. — Thalia virou-se encarando a tela. — Volte a ver o filme bobão.
Nico levantou os braços em rendição.
— Sim senhora! — Virou-se para tela também.
. . .
Depois de longas duas horas de tortura, o filme finalmente acabou, é adivinha só? A mocinha ficou com o galã, e eles viveram felizes para sempre. O clássico final feliz, Thalia viveu a tempo o suficiente para saber que isso não acontecia no mundo real.
“ Preferia ter ido ver um filme de terror.” — Pensou enquanto encarava os casais saindo agarrados, algumas meninas chorando com o rosto apoiado no ombro do acompanhante.
— Credo. — Thalia murmurou encarando-nos com cara de nojo. — Que frescura.
Nico gargalhou a seu lado.
— Você é hilária sabia.
— Eu sei, estou pensando seriamente em fazer stand up.
Nico sorriu novamente levando a menina junto. Depois que saíram do cinema, seguiram para uma das lanchonetes, e ai sim Thalia parecia feliz. Comeram alguns hambúrgueres enquanto conversavam sobre coisas banais, e depois seguiram até o estacionamento novamente.
— Poxa, você come em! — Nico falou enquanto caminhava pelo local em busca de seu carro.
— Bom, eu poderia me sentir completamente insultada com isso... Mas é a verdade, o que posso fazer? — Thalia deu de ombros.
Nico sorriu novamente. — Está um pouco frio não é? — Ele observou o estacionamento, fazia um barulho quando o vento chocava-se contra os carros.
— Não... Estou bem.
Ele a encarou. — Qual é você ta com um short e não ta com frio?
— Não.
Nico revirou os olhos tirando a jaqueta e jogando-a encima da garota.
— Ao menos vista isso. — Continuou seguindo o caminho sem encará-la. — Não precisa ser tão marenta.
Thalia agradeceu mentalmente por ele não está olhando em sua direção. Seu rosto devia está completamente vermelho. Ela pegou a jaqueta do menino de cima de sua cabeça, e a vestiu, por mais que não quisesse assumir estava morrendo de frio, e a jaqueta de Nico era tão quentinha... E cheirava tão bem...
— Chegamos. — Ele anunciou tirando-a de seus pensamento, apertou um botãozinho destravando as portas do carro.
Como de costume Nico abriu a porta para que ela entrasse, entrando logo em seguida, dando partida no carro.
O caminho seguiu completamente silencioso até a casa de Thalia, quando finalmente chegara, Nico estacionou o carro em frente ao prédio.
— Voilá! — Ele sorriu soltando-se do cinto de segurança. — A madame está entregue. Inteirinha como prometido.
Por um segundo, a ideia de sair daquele carro perturbou Thalia. Ela ouvia perfeitamente o que Nico dizia, mas não conseguia sair, não conseguia parar de encará-lo. Perdeu-se completamente nos lindos olhos negros dele, e sem ao menos notar, foi se aproximando... Se aproximando... Mais e mais, e quanto finalmente se deu conta do que fazia parou mais que imediatamente. Mas seus rostos já estavam bem próximos. Thalia olhou para Nico que estava com cara de paisagem, sua boca vermelha estava entreaberta e completamente convidativa e o mais perturbador! Estava a menos de um dedo da sua, Thalia podia sentir a respiração dos dois chocando-se no ar. Aquilo era tentação de mais.
— E então... — As palavras fugiram da boca da menina. — Estou aqui com minha boca a poucos centímetros da sua. E você não vai fazer nada?
Assim que Thalia disse a ultima palavra, Nico aproximou-se de vez, segurando-a pela nuca e puxando-a para perto. Seus lábios se tocaram e um choque correu por seu corpo. O beijo inicialmente era calmo, mas logo se tornou mais urgente, o menino pediu passagem com a língua e Thalia cedeu sem nem pensar duas vezes. Ele a mordia e beijava de forma tão intensa que era como se Thalia estivesse em combustão, seu corpo inteiro fervia. E quando as mãos dele que antes estavam em sua nuca, saíram de lá, indo para sua cintura segurando-a com força, trazendo-a para mais perto. Ela se perdeu ainda mais, agia por total impulso, dando às costas a razão. Suas mãos agarraram a nuca do menino com força trazendo-o para perto também.
Mas logo o ar se fez necessário, separam-se ofegantes. Thalia abriu seus olhos aos poucos e mais uma vez observou Nico. Seus lábios estavam ainda mais vermelhos, sua respiração pesada, e seus olhos estavam ainda mais negros, tornando difícil distinguir o que era pupila ou Iris. Ele passou a língua pelos lábios com um sorriso malicioso no rosto.
— Nunca desafie um Di Ângelo Lia...
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