Because I Love You .
31 Não pode ser. . .
Notas iniciais
Era uma manha ensolarada, Nico levantou em um pulo da cama. Hoje completava exatamente quatro meses, sim QUATRO longos meses que Thalia estava no Hospital, Nico não teve noticias dela todo esse tempo. Depois de muitas tentativas frustradas de invadir o Hospital, Nico finalmente entendera o motivo de não o deixarem entrar, quer dizer ele já estava na lista negra para visitar Thalia, mas agora ele não podia se quer pisar no hospital. Jason comentou que seu pai não dera permissão para Nico fazer as visitas, e ameaçou processar o hospital se houvesse qualquer falha na segurança. E também proibiu Jason de dar qualquer noticia sobre Thalia ou seu estado a ele.
Mas ao menos havia uma coisa boa nisso tudo, Annabeth, Piper e os demais voltaram a falar com Nico, ou seja, o grupo estava unido mais uma vez, só faltava. . .Thalia.
O menino tentou espantar aqueles pensamentos da cabeça. Depois de quatro meses ele finalmente se sentia mais aliviado, claro que ainda sentia falta de Thalia, mas estava começando a cicatrizar suas feridas. Seu coração não doía mais, não como antigamente, Thalia provavelmente estava bem. Já que na ultima vez que eles se viram ela abriu os olhos.
Nico bate as mãos sobre o rosto. Não gostava de lembrar aquelas imagens, só em lembrar-se do que acontecera aquele dia ele sentia seu estomago revirar, e lembranças ainda piores cortavam sua cabeça.
Ele caminhou até o banheiro jogando água sobre o rosto, deu um longo suspiro e se olhou no espelho. Seus cabelos negros que agora estavam maiores que o normal, Caiam sobre a testa fazendo com que o menino o jogasse diversas vezes para o lado tentando livrar sua visão. O rosto continuava pálido como sempre, seus olhos negros agora pareciam mais sérios, e mais calmos, vendo tudo de outra maneira. De certa forma não ver Thalia estava fazendo bem para ele.
Um amor nem sempre faz bem as pessoas, na verdade geralmente e algo assustador e que acaba com você, claro tem seus lados bons, mas também têm seus lados péssimos, Nico havia aprendido isso da pior forma.
O menino balançou a cabeça mais uma vez espantando aqueles pensamentos. O que diabos estava acontecendo? Ele já havia superado a falta dela. . .Não e?
– Arg! – praguejou caminhando até o boxe. E ligando o chuveiro logo em seguida, uma água fria escorreu por suas costas espantando logo os malditos pensamentos. – Já faz quatro meses Nicolas. . .Você tem que superar isso.
Saiu do banho poucos minutos depois, então caminhou até seu armário pegando uma camiseta qualquer, seguida por sua jaqueta de couro, colocou seus clássicos jeans rasgados, e seus coturnos. Caminhou até a bancada pegando seu celular e conferindo as horas.
– Pelos Deuses! – Os olhos do menino se arregalaram. Ele estava atrasado muito atrasado. Correu pegando sua mochila encima da cama é desceu as escadas o mais rápido que pode.
A casa como sempre estava vazia, Bianca havia voltado a sua escola, e Hades estava sempre “ocupado de mais” para se preocupa com Nico. Ele caminhou até a bancada da cozinha pegando uma das frutas. E imediatamente lembrou-se de Thalia, sempre com sua maça em mãos, sorriu de lado com aquela lembrança, a garota descendo as escadas correndo com sua maça, suas bochechas um pouco vermelhas por conta da corrida. . .era encantador.
Nico arregalou os olhos voltando a si. E então largou a maça na fruteira pegando uma outra fruta qualquer. Caminhou até seu carro entrando no mesmo é dando partida. Se arrependeu profundamente ao morder a fruta. Aquele gosto amargo invadiu sua boca, e laranja ainda com casca espirrou para todos os lados, inclusive em seus olhos.
– Merda! – Ele praguejou mais uma vez. Era só pensar em Thalia que Nico começava a ficar todo distraído. – Como diabos não havia notado que isso era uma laranja?, E como ia comer uma laranja? – Abriu o vidro do carro e olhou para os lados discretamente, a rua estava vazia. Nico jogou a laranja pela janela e acelerou o mais rápido que pode.
Um sorriso fugiu de seus lábios. – Mas que merda acabou de acontecer? Ainda bem que ninguém viu isso. . .
O menino finalmente chegou à escola, estacionou seu carro na mesma vaga de sempre, e então caminhou até o carro de Annabeth, que era onde sempre estavam seus amigos.
– Hey. – Fala levantando uma das mãos.
– Hey. – Falam em uníssono olhando para o menino. E no mesmo momento alguns sorrisinhos escapam do grupo.
– O que aconteceu com seus olhos? – Annabeth pergunta tentando conter um sorriso.
– O que? Como assim? – As mãos de Nico vão inquietas ao celular, ele pega o mesmo em seguida se olhando no reflexo. Seus olhos estavam completamente vermelhos. Ele suspirou. – Se eu falar que foi uma laranja. . .Vocês vão acreditar?
Annabeth deixa seu sorriso escapar. – Claro. . . Mas não ligue pra isso esta uma gracinha.
Todos do grupo abafam um sorriso.
– Realmente nem parece que você virou a noite vendo filmes de romance e ouvindo musicas tristes. – Percy fala com um sorriso irônico no rosto.
– Eu não fiquei assistindo filmes. . . – O menino revira os olhos ao se lembrar. – Caralho Percy aquilo só aconteceu uma vez. E você jurou não contar a ninguém!
Todos da roda sorriram descontroladamente.
– Nico ver filmes de romance? – Piper pergunta sorridente, suas mãos já sobre a barriga.
– Foi só uma vez! No primário. . . – O menino cruza os braços. – Qual é eu tinha acabado de levar meu primeiro fora.
Todo o grupo sorriu mais uma vez.
– Pobre Nico, com seu coraçãozinho partido venha aqui eu te dou um abraço. – Percy estica os braços caminhando até o amigo.
– É Nico precisa de um abraço. – Annabeth concorda fazendo o mesmo.
– Abraços! – Piper agarra o garoto também.
As bochechas de Nico estavam completamente vermelhas. – Mas que diabos ! me soltem! – Ele tentava Sair dali se mexendo inquieto. – Foi uma laranja ! uma laranja !
Todos do grupo sorriam menos Jason que estava encostado no carro, Com suas mãos no bolso inquieto. Vez ou outra o loiro olhava para os lados, as mãos saiam dos bolsos e iam aos cabelos. . .Todos pareceram notar ao mesmo tempo. Jason estava escondendo algo, e ele era péssimo para disfarçar.
– O que foi ? – Annabeth pergunta encarando o loiro.
– O que? – Ele arregala os olhos e corta contato visual imediatamente. – Nada . . .
Piper se posiciona na frente do garoto, seus rostos perigosamente próximos. As bochechas de Jason ficam vermelhas. – O que foi Jason ? Anda me fala. – A garota fazia uma carinha de cachorro sem dono.
Para os que não sabem mesmo depois do que aconteceu aquele dia no Hospital Jason e Piper não são namorados, na verdade eles não tocaram no assunto nem uma vez se quer depois daquilo, era como se eles tivessem ignorado o ocorrido, como se fingissem que nunca aconteceu.
– O-o que ? – Ele vira o rosto corado. – Eu...n- não estou escondendo nada.
Piper faz um bico, um bico que aos olhos do loiro era incrivelmente fofo. Ele cortou contato visual o mais rápido que pode, mas logo a seu lado Percy o encarava.
– A qual é... Conta bonitão. – Ele encosta-se ao carro, fazendo um biquinho igual o de Piper.
– Annabeth ! pelos deuses controle seu namorado!
Annabeth da um sorriso de lado. – Não posso fazer nada, eu o aguento por muito mais tempo que vocês. – Ela da de ombros.
Percy vira o biquinho em sua direção. – Como assim me aguenta? – Ele faz a cara mais fofa de todo o mundo, e a loira da um sorrisinho de lado, sentindo seu coração derreter.
– O meu peixinho vem aqui. – Ela estica os braços agarrando o menino.
Percy da um sorrisinho torto segurando a cintura da menina e ia se aproximando para um beijo. Mas Piper colocou a mão entre os dois.
– Sem melação!
Todos sorriem mais uma vez, e Percy faz um biquinho. Annabeth se aproxima dele lhe dando um selinho rápido, e o menino sorri de lado.
– Ok Jason agora pode falar! – A loira exige.
Os olhos do menino parecem relaxar ele encarava um canto do estacionamento. – Não preciso falar nada. . .
Todos do grupo pareciam curiosos e olharam naquela direção. Menos Nico que estava de costas ainda com uma cara emburrada e as mãos nos bolsos. Ele assistiu a expressão de seus amigos mudar bem em frente a seus olhos. Todos arregalaram os olhos, e Piper e Annabeth tinham lagrimas nos mesmos. Nico estranhou aquilo, então virou também encarando aquela área do estacionamento.
Os olhos do moreno se arregalaram, ele sentiu seu estomago se revirar, suas mãos soarem e suas pernas tremerem. – Não pode ser..

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