Because I Love You .
18 Enfim namorados.
Notas iniciais
O dia amanheceu e um raio de sol invadiu a janela do quarto, indo direto aos olhos de Thalia, que os abriu com dificuldades tentando acostuma-se com a claridade, tentou se levantar, mas algo a impedia de tal feito. Olhou para o lado e notou que estava envolta nos braços de Nico. Foi inevitável não sorrir. Subiu seus olhos aos de Nico e assustou-se ao notar que estava com os olhos abertos a encarando.
— Olha quem finalmente acordou. — Sorriu e puxou Thalia novamente para a cama. — Bom dia.
Os braços de Nico eram tão aconchegantes... Thalia se sentia segura neles. Fechou os olhos e aproveitou a sensação, envolvida em todo aquele calor logo lembrou-se do calor da noite passada. Seu rosto corou e corou ainda mais ao lembrar que dormira feito pedra logo depois.
— Bom dia... — Murmurou, sua voz abafada pelo braço dele. — Me desculpa...
— Desculpar pelo que minha morena? — Nico beijou-a na bochecha.
— Por... Sabe: Dormir ontem.
Nico sorriu.
— Sabe, Thalia. Depois de tudo o que você fez ontem. — Sussurrou roçando seus lábios na orelha dela. — É supernormal estar cansada.
Thalia corou escondendo seu rosto no peito dele.
— Idiota. — Murmurou.
Nico sorriu novamente, aproximando seu rosto no cabelo dela, cheirando ali enquanto fechava os olhos.
— Obrigada...
— Obrigada? Pelo que?
— Por me dar a noite mais incrível da minha vida.
Nico deu uma risadinha.
— O mesmo vale pra você.
Thalia levantou a cabeça do peito dele e o encarou fixamente.
— O que foi? — Nico franziu a testa.
— Como assim o mesmo vale pra mim?
— Hm... Deixe-me explicar. — Puxou-a pelo braço, jogando-a contra a cama e subindo sobre dela, beijando-a no pescoço até chegar a sua orelha sussurrando na mesma: — Ontem, foi a melhor noite da minha vida.
Thalia novamente corou, mas logo um sorriso malicioso preencheu seus lábios.
— Você não devia falar isso. — Entrelaçou seus braços no pescoço de Nico. — Porque ainda temos muitas outras noites pela frente.
Nico mordeu os lábios e aproximou-se dela, beijando-a de maneira intensa. Mas logo sentiu certo soldado despertando então achou melhor afasta-se dela. Levantou-se da cama e puxou um dos lençóis amarrando em sua cintura.
— Aonde vai? — Thalia perguntou sentando-se na cama.
— Bom, o café não vai se preparar sozinho. — Sorriu, mas logo seu sorriso desapareceu.
— O que foi? — Thalia franziu a testa, assustada. Seguiu olhar de Nico por seu corpo, ele estava vidrado encarando-a, ou melhor, encarando uma área em especial. Seus peitos. Que estava descobertos pelo lençol que acabara de escorregar por seu corpo. Thalia sorriu. — Pervertido! — Falou jogando o travesseiro nele. Nico acordou de seus devaneios bem a tempo e segura-lo no ar.
— Você também olharia em meu lugar.
— Claro que não! — Thalia cobriu seus seios com o lençol novamente.
— Ah não? Jura que não? — Nico deixou cair propositalmente o lençol que o cobria. Imediatamente Thalia olhou naquela direção e seu rosto ficou vermelho. Nico sorriu vitorioso. — Pervertida! — Imitou a voz dela jogando o travesseiro de volta, amarrando novamente o lençol na cintura.
Thalia sorriu ainda corada.
— Idiota, eu não falo assim. — Lhe mostrou a língua.
— Eu não falo assim. — Nico novamente a imitou. Thalia fez uma careta e ele sorriu. — Tá, agora vou descendo. Vou fazer o café, se quiser tomar banho o banheiro é ali. — Apontou para a porta ao lado da janela.
— Okay... — Olhou na direção apontada.
— Já volto, minha morena. — Sorriu beijando-a na testa. Thalia rosnou.
— Você sabe o que faz comigo me chamando assim? — Aproximou-se dele e mordeu seu lábio inferior.
Nico sorriu movendo o rosto para trás, separando seus lábios dos dela.
— Minha morena. — Sussurrou, por fim correndo até a porta saindo imediatamente de lá.
Thalia sorriu mordendo o lábio inferior, depois sorriu ainda mais descrente da atitude do menino. Se levantou e seguiu até o banheiro tomando um banho longo e demorado, mas saiu assim que sentiu cheiro de bacon.
Cara, bacon. O que é melhor que bacon?
Desligou o chuveiro e pegou uma toalha, enrolando-a em seu corpo saindo do banheiro, pegou uma blusa qualquer de Nico e a vestiu, descendo as escadas da casa. Assim que chegou a cozinha, ele estava de frente ao fogão. Usava somente um avental sobre a cueca box. Thalia olhou para sua bunda, tão bonitinha. Sorriu e aproximou-se abraçando-o por trás.
— Bom dia, minha dona de casa gostosa.
Nico sorriu.
— Isso é assédio. — Olhou para Thalia pelo canto do olho, mas assim que a viu soltou as panelas e a agarrou pela cintura. Encarando-a fixamente nos olhos, mordendo o lábio inferior.
— O quê? — Perguntou franzindo cenho e encarando Nico, que a essa altura a levantava colocando-a sentada no balcão.
— Você faz de proposito não é? — Apertou sua cintura com força enquanto descia uma trilha de beijos por seu pescoço.
— Na-Não sei do que está falando. — Ofegou.
— Você está com minha blusa de proposito não é? — Prensou-a sobre o balcão forçando seu corpo contra o dela.
Thalia gemeu sofregamente.
— Isso s-sim é assedio. — Sorriu, mordendo o lábio inferior. — Você tem tara por meninas com suas roupas Nicolas? — Passou as unhas por seu pescoço, arranhando a área. Nico mordeu o lábio para se conter.
— Tenho tara por você usando minhas roupas. — Corrigiu beijando-a em seguida.
Thalia correspondeu de forma urgente. Nico segurou-a pelas coxas forçando para o lado, deixando-a com as pernas abertas posicionando-se no meio delas, enquanto ainda a beijava ferozmente. As mãos infiltraram-se por dentro da blusa tocando-a na barriga.
— Você quer fazer isso aq-aqui? — Thalia arfou.
Nico deu um chupão em seu pescoço, passando o dedo por sua intimidade ainda coberta pelo fino tecido da calcinha.
— Ni-Nico... — Thalia afundou as unhas em seu ombro.
— Si-sim?
— Tem, tem algo... Algo queimando.
No mesmo momento Nico se afastou, dando um salto para trás.
— Minhas panquecas! — Desligou o fogão tirando imediatamente as panelas dele.
Thalia não conseguiu conter a risada, aquela cena era hilária de mais.
— Do que está rindo, Grace? — Nico levantou as sobrancelhas.
— Es-essa cena. — Debatia-se sobre o balcão segurando a barriga. — Essa cena foi tão broxante.
Nico a encarou. Ela estava sentada sobre o balcão, balançava as perdas para frente e para trás como uma criancinha faz. Sorriu, estava tão fofinha.
— Só não vou brigar com você, porque está incrivelmente fofinha ai. — Apontou para ela.
Thalia fez um bico.
— Não chame Thalia Grace de fofinha!
— Mas você é! O que posso fazer? Está parecendo até uma criancinha. — Sorriu pegando as panelas e seguindo até o outro lado da cozinha colocando-as sobre a mesa. Começou a servir os pratos e novamente olhou para Thalia. — E então. Não vai comer meu bebê?
Thalia não pareceu satisfeita com o novo apelido, permaneceu com o rosto sério enquanto cruzava lentamente as pernas sobre o balcão, subindo a blusa por suas coxas e sorrindo maliciosamente para ele.
— Agora pareço uma criança? — Sua voz saiu mais provocante do que pretendia. Com o dedo indicador chamou Nico para perto, enquanto mordia o lábio inferior.
— Agora não... — Murmurou aproximando-se. Indo em passos lentos até Thalia, mas assim que parou a sua frente ela desceu da bancada, passando por ele e sussurrou próximo ao seu ouvido:
— Vamos comer... — Sorriu sentando-se a cadeira. — Isso parece bom em! — Esfregou as mãos e olhou para Nico que estava com cara de paisagem. — O que foi?
— Você adora me provocar, não é?
— Ah sabe... Faço o possível. — Falou dando de ombros, pegando um pedaço de bacon e colocando na boca, revirando os olhos. — Hm... Agora vamos comer, isso está realmente muito bom.
Nico sorriu caminhando até a mesa também, sentando-se de frente para ela. Ficaram em silencio por apenas alguns segundos, mas logo Thalia o quebrou:
— Sabe, já faz um tempo deis de que não tomo café assim. Na verdade acho que... Nunca tomei.
— Assim? — Nico franziu a testa. — Assim como?
— É meio idiota. Você deve achar bobo da minha parte, mas eu acho especial. — Sorriu envergonhada. — Sempre invejei as famílias sempre felizes tomando café da manhã juntas, sorrindo. — Thalia fitou seu prato. — Sabe, nunca tive um café da manhã assim, até hoje.
Nico sentiu seu coração derreter a encarou completamente encantado. Levantou-se puxando sua cadeira colocando-a ao lado da dela.
— Como você consegue ser tão fofa? — Segurou o rosto dela e pode vê-lo corar entre suas mãos.
— Eu não sou fofa...
Nico a beijou. Um beijo calmo e cheio de carinho, pedindo passagem com a língua e Thalia cedera sem nem hesitar. Suas línguas dançaram juntas em uma perfeita sincronia. Quando o ar se fez necessário afastaram-se novamente. Nico juntou sua testa a dela encarando-a nos olhos, passando o polegar por seus lábios.
— Como consegue ser tão perfeita? — Nico sentiu seu rosto esquentar. — Você é tão linda, fofa, e sem fazer nem um esforço.
Thalia sentiu sua respiração falhar por um segundo.
— Pare de falar besteiras, Di Ângelo. — Cortou contato visual. Seu rostinho completamente vermelho.
Nico sorriu novamente, virando o rosto dela em sua direção mais uma vez. Beijando-a. Dessa vez com mais voracidade. Thalia o deixou um gemido escapar, suas mãos apertaram com força a nuca dele trazendo-o para perto cara vez mais. Depois de um tempo dessa forma a falta de ar tornou-se insuportável. Nico separou seus lábios dos dela e Thalia o encarou, confusa.
— Por que paramos?
— Sabe, Thalia. Existe uma coisa chamada oxigênio. — Sorriu. — Os seres humanos precisam dele para viver.
Thalia revirou os olhos.
— Mas podemos respirar depois, podemos sabe... — Aproximou-se novamente. — Fazer isso depois. — Sussurrou.
— Ninfomaníaca! — Nico sorriu afastando-se um pouco. — Paramos porque temo escola agora. Ou você quer ficar aqui, comigo, o dia inteiro?
— Escola! — Thalia se levantou. — E eu não sou ninfomaníaca, já esqueceu que era virgem até ontem?
Nico sorriu maliciosamente.
— Ontem... O que acha de repetirmos o que aconteceu ontem? — Levantou-se também puxando-a pela cintura aproximando seus lábios dos dela.
— Na-na-ni-na-não. — Thalia colocou a mão em frente a sua boca empurrando o rosto dele para trás. — E depois eu sou a ninfomaníaca?
Nico sorriu soltando a cintura dela, levantando os braços em rendição.
— Okay, okay... Desculpe, é que você vicia! — Aproximou-se brevemente dela lhe dando um selinho e correndo escada acima em seguida, foi tudo tão rápido que Thalia ficou sem reação alguma.
Mas logo sorriu, pegou um pedaço de bacon encima da mesa e correu escada acima atrás dele.
. . .
Assim que chegou lá encima Nico já estava vestido. Usava uma calça jeans e coturnos e colocava sua camisa. Uma branca de mangas longas. Ele estava incrivelmente lindo.
Thalia entrou e bateu na porta fazendo-o olhar em sua direção.
— Eai? Tô bonito? — Perguntou abrindo os braços e dando uma voltinha.
Thalia sorriu.
— Sim... Da até pena de tirar tudo isso ai à noite.
O rosto de Nico ficou completamente sério.
— Eu posso tirar tudo agora. — Afirmou com as mãos, já indo a barra de sua camisa.
— Não, não! — Thalia sorriu e caminhou até ele, segurando a blusa no lugar. — Estava só brincando!
Nico encarou Thalia por alguns segundos. Seu sorriso era tão lindo. Por que achava tudo em Thalia tão atraente?
— Pare de me olhar com essa cara de tarado, Nicolas! — Segurou o rosto dele apertando suas bochechas, fazendo-o ficar com uma careta fofinha.
Nico sorriu e a beijou, ficaram apenas alguns segundos daquela forma, logo Thalia se afastou.
— Eu não tenho nada para vestir... — Queixou-se enquanto encava suas roupas jogadas no chão.
— Você está ótima assim. — Nico lhe abraçou dando um beijo em sua bochecha.
— Ah, claro. Super normal, vou pra escola assim. — Thalia se virou para andar, mas Nico a puxou pelo pulso antes que fizesse, trazendo-a para perto novamente.
— Nem pense nisso... — Segurou-a pelos pulsos privando seus movimentos. — Só eu posso te ver assim. — Deu um selinho nela. — Ouviu? — Perguntou dando outro selinho. Thalia sorriu entre os beijos.
— Ciúmes, Di Ângelo?
— O quê? Claro que não... Mas só eu posso ver a Thalia gostosa com minha blusa.
— Sim senhor! — Thalia fez reverencia. — O senhor é quem manda. Mas o que quer que eu vista então?
— Pode usar uma roupa de Bianca. Já que seus gostos são parecidos e vocês são praticamente do mesmo tamanho. — Deu de ombros, Thalia se separou e fez um bico nos lábios.
— Quem é Bianca?
Foi á vez de Nico sorrir.
— Ciúmes, Grace?
— Claro que não... — Cortou contato visual. — Só quero saber quem é Bianca.
Nico a abraçou novamente.
— Bianca é minha irmã. — Sorriu. — Não precisa ter ciúmes, minha morena.
Thalia corou ainda mais.
— E deis de quando você tem uma irmã?
— Deis de sempre, ela é mais velha, não vem pra casa faz um tempo já... Papai achou que ela era muito rebelde, sua personalidade era difícil de lidar. E ela tinha um namorado que bem... Meu pai não gostava muito. Para separar eles dois ele colocou Bianca em uma escola interna só para garotas.
Thalia notou que Nico pareceu meio triste ao falar da irmã. Como se sua ausência fosse algo doloroso.
— Desculpe. Falei de mais? — Perguntou sem jeito.
— Não. — Negou com a cabeça. — Claro que não. Me desculpa eu. Sou uma idiota, não devia ter ciúmes de sua irmã.
— Então assume que estava com ciúmes? — Sorriu.
Thalia suspirou cansada.
— Sim, assumo. Contente?
Nico a beijou novamente.
— Sim, muito. — Falou assim que se separaram. — Agora vem, o quarto de Bianca é aqui. — Segurou sua mão e a levou até o próximo cômodo. — Pode escolher o que quiser.
Thalia caminhou até o armário de Bianca e... Wow! Tinham mesmo muito em comum. Seu armário era repleto de blusas de banda, e tinha até uma linda, maravilhosa e perfeita. Blusa do Green Day. Obviamente Thalia a pegou sem nem pensar duas vezes, pegou também um shorts jeans qualquer e colocou seus coturnos.
Saiu do quarto já vestida, Nico a esperava encostado no corrimão da escada. Assim que a viu lhe estendeu a mão.
— Vamos?
Thalia respirou fundo sentindo seu coração acelerar.
— Vamos... — Sorriu e segurou sua mão.

E assim, de mãos dadas, foram em direção ao seu primeiro dia de aula como namorados.
Sim, enfim namorados.
Nico sorriu.
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