Bebê de Outubro
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Pov.Narradora
Gael estava exaltado, apenas pensando na idéia de ter um bebê dentro de casa, ou que poderia ser procurado e preso pela polícia acusado de sequestro de incapaz. Já Karina e Pedro mantinham o mesmo pensamento, de que não podiam simplesmente deixar uma criança indefesa nas mãos de quem não presta, como dizia na carta o pequeno Samuel era deles afinal foram os mesmos que o encontrou.
–Calma pai não podemos deixar ele por ai, na mão de qualquer um -protestou Bianca.
– Não ė na mão de qualquer um, ė da Policia que vai encontrar os familiares desse... Dele.- Receou ao falar do bebê.
–Gael ta tarde, vamos esperar até amanhã coitado dele deve estar com fome e precisando de um banho.- Dandara tentava a calmar os nervos dos presentes alí.
–Não da pra esperar,amanhã cedo pode aparecer alguém por aqui e nos acusar...-Foi interrompido por um sonzinho que chamou atenção de todos.
Logo o pequeno som foi virando um choro agudo que fez Gael se sentir agoniado, logo Pedro colocou o bebê conforto sob o sofá e olhou para as garotas sem saber o que fazer,mas foi Karina quem tomou a iniciativa de ir até la e pegar o pequeno, ficou com ele um pouco desengonçado nos braços mas foi pegando o jeito, mas mesmo com os balanços da loira o garotinho não parou de chorar.
–Ele deve estar com fome.-se manifestou João.-Eu sei como ė isso.
– Ele precisa do leite materno mas ja que não temos tem que ser o normal mesmo.-Dandara que entendia melhor de bebês, argumentou.
–Mas não temos como dar o leite sem mamadeira, e se dermos banho não teremos fraldas parar colocar nele- A irmã mais velha ditou mais problemas.
–Ainda está cedo, da tempo de ir no mercado.- examinou o relógio, e logo virou para Gael e percebeu seu contragosto na situação.
–Gael é só por essa noite.- Implorou.
– Ta bom SÓ por essa noite.-deixou claro, causando sorrisos dos outros.
Enquanto Dandara, Gael e João iam ao mercado, Bianca separava uma pequena bacia para dar banho no bebê e os utensílios para o preparo do leite, Karina ninava Samuel e Pedro apenas olhava, admirado com cena.
– Ta olhando o que?- questionou ao perceber como o garoto a olhava.
– Só estou vendo que dentro dessa brutamonte tem uma coração por mais pequeno que seja.- Adorava vê-la irritada.
– A garoto se vai ficar me amolando vai embora.- se alterou.
– Calma ai esquentadinha, foi um elogio.- levantou e seguiu a seu encontro.- Posso segurar ele.
–Se não for derrubar.- Dito isso ergueu o pequeno até os braços de Pedro.
– Ele ė tão pequeno.- Fez bico e tentava segurar o pequeno bolinho em seu braços.
– Você ė todo desengonçado.- zombou a loira com um sorriso
– Olha quem fala.- retribuiu o gesto.
De longe Bianca olhava a cena animadamente, pensando no progresso que poderia ter quanto a aos sentimentos de sua irmã por Duca. Tempos depois Gael, sua namorada e seu enteado voltaram vendo Karina e Pedro já sentados no sofá e a lutadora ria do jeito atrapalhado de ele segurar o gorduchinho e o roqueiro apenas a olhava admirando tanta beleza.
– Nossa quanta sacola.- Bianca entrou na sala.
– Quando a gente vinha do mercado achamos algumas, passamos pelo centro e achamos algumas lojas abertas, ai compramos chupetas e algumas roupinhas.- Dandara se sentia radiante.
– Precisa de tudo isso. — Karina parecia impaciente.
– Precisaria de muita coisa ainda, mas como ė apenas por essa noite isso ė mais que o suficiente.- Gael lembrou da partida do pequeno Samuca no dia seguinte.
– Não querendo me apegar mas eu poderia dormir aqui? Só hoje?- Pedro arriscou perguntar, mesmo sabendo que poderia sair dali aos murros.
– Perdeu a noção moleque? Só ė o que me faltava.- a garota já falava explosiva.
– Não seria uma boa idéia. -Gael tentou ser calmo, afinal achou aquilo um abuso da parte do menino.
– Ta bom então, pelo menos eu tentei, né Samuca.- Ficou triste.
Pedro entregou o bebê para Karina e antes de se virar olhou para o menino, Karina percebeu tanta ternura no olhar de Pedro que achou estranho mas sentiu uma sensação apertada no peito.
– Pedro! Pode ficar.- Ele abriu um sorriso largo- Mas não vai acostumando não ė só hoje. — Ele voltou e se sentou ao seu lado.
– Obrigada.
Dandara ajudou as meninas a darem banho e o leite e logo o pequenino dormiu.
–Eu tenho que ir.- Dandara se pronunciou despedindo-se.- Pedrinho eu passo la na sua casa e aviso seus pais que você vai ficar aqui.
–Valeu tia Dandara, Tchau Brother. — Deu um toquinho de mão com João.
Esperaram que Gael levasse os dois até a praça, quando voltou, todos começaram a se preparar para dormir e Karina levou travesseiro e cobertas para Pedro, e foi saindo da sala com o bebê no colo.
–Pra onde esta levando ele?- Perguntou surpreso.
– Uė para meu quarto.- respondeu óbvia.
– Pensei que deixaria ele aqui comigo.
– Ai como você viaja ele vai ficar comigo, quero aproveitar ele por essa noite. — Mas eu também queria ficar com ele essa noite por isso vim dormir aqui. E assim se iniciou uma discussão chamando a atenção dos outros presentes na casa.
– De novo, parem de brigar.- falou bravo.- o que foi dessa vez ?
– Ela quer levar ele sendo que eu vim pra ficar essa noite com ele.- explicou o roqueiro
–mas ele vai ficar comigo.- rebateu Karina
– Só tem un jeito.-parou- a Karina dorme aqui na sala com vocês, porque não vai dar pro Pedro dormir no quarto. Bianca deu a idéia
– Ta brincando né — olhou pra irmã- Tudo bem, me ajuda a pegar o colchão.
E assim fez Bianca ajudou Karina a levar o colchão até a sala.
No meio da noite Samuel começou a chorar e Pedro acordou no pulo, já Karina como dormia como pedra permaneceu imóvel.
– Esquentadinha-chamou- acorda pô- cutucou- Karina-Dessa vez mexeu de um lado para o outro.
– Ai que foi- murmurou atropelando as palavra
– Ele ta chorando.- falou sem saber o que fazer.
– Esquenta a mamadeira lá.
Enquanto Pedro ia na cozinha, Karina tentava acalmar o bebê para que não acordasse o resto da casa, logo Pedro voltou com a mamadeira e entregou a Karina, que olhava para o bebê em seu braços com os olhos brilhando, Pedro achou aquilo a cena mais linda. Sentou-se ao lado de Karina e ficou olhando Samuca sugar o bico da mamadeira com força. Quando o leite acabou Karina colocou ele para arrotar e como Dandara havia ensinado e ficou un tempo com ele nos braços.
–Ele ė fofo né? -Pedro o admirava.
– Ele ė lindinho. Foi a vez de Karina elogiar.
– Da vontade de apertar.
– Sabe vendo você assim me da vontade de fazer uma coisa. — nesse momento olhava no fundo dos olhos azuis da menina.
– Do que você esta falando?- olhou desconfiada.
Ele foi se aproximando com os olhos fixos nos dela e hora ou outra olhava para seu lábios, tocou levemente o rosto da garota.
– Isso. — sussurrou a última palavra antes de puxa-la para um beijo calmo, intenso mas com volúpia e assim a noite não poderia ter sido melhor. Sabiam que quando o beijo cessasse brigariam, e se mágoariam mas resolveram apenas aproveitar o momento.
Continua...
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