Bebê de Outubro 2
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Pov. Narradora.
Karina não estava acreditando nos fatos que acabara de presenciar.
– Como assim, você abandona ele e me aparece aqui, do nada.- Karina se revoltou.
– Queridinha você tem muito o que aprender ainda, já passei por essa fase.- Fatinha falou com seu jeitinho.
– Não me provoca.-A lutadora falou entre dentes.
– Ó garota, fala logo o que você quer, que já estou ficando sem paciência.- Pedro ficara bravo como poucas vezes.
– Ė simples, eu vim buscar o garoto.- Disse indo até Samuca, mas foi puxada por Karina.
– Você não encosta um dedo nele.- Olhava para funkeira com fúria.
– III desgruda.- ela disse puxando sua mão
– Quem ė você em revoltadinha?- Perguntou para Karina.
– EU sou a mãe dele.- Deu ênfase.
–Ah entendi, ė com vocês.- Apontou para Pedro e Karina.- Que eu negociarei.-Arqueou a sobrancelha.
– Não tem negócio.- Disse Pedro.
– E você lindinho, vai facilitar né?- fez bico para o roqueiro.
– Eu vou ser o seu pior pesadelo.- Debochou ele.
– Não vou ficar gastando saliva com vocês, mas fiquem sabendo que eu vou na justiça e até no inferno para levar ele comigo.- Deixou o aviso e saiu.
– E agora?- Karina abraçou Samuca.
– Não sabemos do que essa louca ė capaz.- Suspirou Pedro.
– O que temos a fazer ė esperar.- Disse Gael.
–Afinal o que ela fez foi abandono de incapaz, não vai ser tão fácil assim tira-lo de vocês.- Completou Pri.
–Assim espero.- Karina Soltou o ar pesado.
Karina treinou mais um pouco e logo seus alunos começaram a chegar e com eles vieram os de Pedro fazendo assim o roqueiro subir para Ribalta e deixando Samuca com Karina. Assim que o mesmo terminou de dar as aulas começaram as dele que juntou a Jade, Bianca, João, Ruiva, Mari e Jeff, a primeira aula seria de Dandara e assim como em todas as aulas dela Nando se juntou ao grupo, estavam ensaiando uma música escolhida pela professora e assim que acabou ouviram uma voz vindo do fundo da sala.
– Eu não acredito, Nando?- Disse Fatinha abraçando o roqueiro.
– Fatinha, menina que saudade. -Disse Nando com a mesma felicidade.
– E como está levando a vida de solteiro? Espero que melhor que eu em.- Ela falou ainda abraçada a ele.
– Como assim? Você e o Bruno não estavam casados.- Se mostrou surpreso.
– Disse bem, estávamos.- Se entristeceu.
– Mas o que, que aconteceu em?-passou a mão nos cabelos dela.
– Ė que tivemos um problema, eu acabei ficando gra...- Foi interrompida.
– Ah não, você de novo não.- Dizia Pedro revoltando, quando percebeu a presença da garota.
– Olha o bonitinho, que não quis colaborar comigo.- disse com desdém.
– Vocês já se conhecem?-Nando disse sorridente.
– Como eu estava dizendo Nando, eu acabei ficando grávida e eu e o Bruno acabamos não podendo cuidar do bebê por causa de problemas financeiros e familiares e então como teríamos que dar ele em um orfanato, eu resolvi que queria o melhor para ele então deixei ele aqui em um lugar distante da aonde moravamos e quando o Bruno soube ficou bravo comigo, me deu um tapa no rosto e foi embora.-Ela já tinha os olhos marejados, e Pedro ficou impressionado com tanta semelhança com seu relacionamento com Karina.- Ai eu passei um tempo pagando uma pena na cadeia porque ele me denunciou e agora que eu consegui me reerguer vim para buscar, mas ele e aquela revoltadinha da mulher dele não estão facilitando, e eu só queria que me moreno me perdoasse não sei mais o que fazer sem ele.- Ela chorava nos braços de Nando.
– Quer dizer que você ė a louca que abandonou o Samuel?- Jade se pronunciou.
– Louca não.-Se defendeu.- Sem opção.-Fez bico.
–Menina, mais ė doidinha mesmo, você acha mesmo que eles vão dar o menino assim pra você, o Samuca acha que eles são os pais dele, eles já conversaram com ele e disse que não são os pais verdadeiros, mas o menino os considera.-Nando tentava não piorar as coisas.
– Mas eu vou tentar, não o abandonaria de novo.- Disse determinada.
– Boa sorte.- Disse Pedro com sarcasmo.
Fatinha foi embora, Pedro passou a mão na nuca com o olhar preocupado.
– Essa menina ė um perigo. -Disse Jeff.
– Agora, ferrou de vez.- Ele disse enquanto digitava algo no celular.
– Pedrinho, você ta bem, já terminei o que queria fazer com vocês hoje, e os minutinhos que faltam ė livre, quer sair um pouco da sala?-Dandara disse atenciosamente.
– Tudo bem tia Dandara, estou bem vou esperar a...- Foi interrompido.
– Licença.-Disse Karina como sempre um pouco envergonhada.
– Claro querida pode entrar.- falou a professora sorridente.
– O que aconteceu?- Ela disse enquanto eles por costume davam um selinho sem querer, mas acabou passando batido...Ou não.
– Aquela... A Maria de não sei la o que.- Balançou as mãos e ela assentiu sabendo de que tratava-se.- Apareceu aqui para falar com o Nando, e deixou o recado de que não sairia sem lutar pelo Samuca.-Ela bufou.
– Ela não vai tirar ele da gente.-Disse firme.- Ele é nosso filho.- A firmeza foi embora e a mesma fraquejou.
– Calma, agora ė só esperar e ver no que vai dar.- Ele disse indo abraça-la.
Apesar de tentarem evitar um ao outro sabiam que ambos precisavam de um abraço apertado e assim estavam fazendo, as pessoas que viam em volta se comoviam e então foram todos fazendo uma roda e os abraçando tudo em conjunto e muitos disseram que estariam alí para lutar com eles.
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No fim da tarde Pedro, Karina e Samuca foram para casa, e assim como combinaram as 18:00H chegaram para jantar Duca, Bianca e Duda, Jade, Cobra e Aninha, João e Bárbara, Mari, Jeff e Pablo, Dandara e Gael. Se juntaram todos na mesa, as criança sentaram em cadeirões que ficavam guardados, como não tinha lugares para todos pegaram alguns banquinhos e se sentaram.
Começaram uma conversa totalmente desordenada, um terço falava de um assunto, e o resto de outros completamente diferentes formando assim um falatório ensurdecedor que foi cessado quando Karina chegou pondo as travessas de comida na mesa, os meninos se olhavam cúmplices, deram um sorriso.
– A não, gente.- Dizia Jade já sabendo o que viria a seguir.
E como imaginaram eles começaram a passar o dedo indicador por todas as travessas que estavam na mesa e em seguida levando a boca, era sempre assim quando eles se reuniam em casa para almoço ou jantar.
– Vem cá, você tem quantos anos em, parecem criança.- Dizia Bianca fazendo cada de manhosa.
– A ė né?- Dizia Duca enquanto passava o dedo melado de molho no nariz da esposa.
– Para Du.- Ela dizia fazendo o mesmo. E assim os meninos entraram na brincadeira fazendo a mesma coisa com suas amadas, até as crianças entraram na brincadeira mas acabaram sujando as roupas.
– III temos uma surpresa para as mamães.- Dizia João divertido olhando clara Karina, Bianca, Jade e Mari.
– Para gente não, que começou isso foram vocês então seria mais justo se vocês limpassem.- Mari disse calmamente autoritária já entregando a bolsa de Pablo para Jeff.
– Como assim, isso não está certo.- Jeff disse se negando a troca-lo mas mudou de opinião logo em seguida quando Mari apenas arqueou a sobrancelha.
– O mesmo para você, falou Ruiva que mesmo não tendo filhos estavam do lado das amigas.
Os meninos se levantaram e se espalharam pela sala, cada um mais enrolado que o outro, as meninas observavam e apenas riam, quando por fim terminaram, viam aquilo como uma etapa da vida conquistada. Sentaram-se novamente na mesa e começaram a comer civilizadamente, Karina mal havia colocado o garfo na boca e a campainha tocou, bufou e foi entender, voltou a cozinha com alguns papéis em mão.
– O que ė isso em?- Mari perguntou.
– Ė da justiça.- Pedro temeu ser algo do divórcio mas a cara de surpresa de Karina o fez pensar na possibilidade de não ser.
– Ė sobre uma audição que eu e Pedro teremos que comparecer para tratar da guarda de Samuel contra aquela tal de Fatinha.- Ela disse soltando o papel sobre o tapete quando encerrou a leitura do mesmo.- E agora?- Ela disse olhando para Pedro que permaneceu intacto tendo a mesma reação que a loira.
Continuaa...
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