Bebê de Outubro
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Pov.narradora
Pedro já estava impaciente por ter que deixar Karina esperando por isso apressou o pai.
– Já esta terminando?- passou as mãos nos cabelos.
– Que pressa ė essa meu filho? — Marcelo o olhou confuso.
– Ė que eu falei pra Karina que eu só ia trazer a TomTom em casa e depois ia voltar pra ficar com ela e com o Samuca.
– E por que não disse antes? Pode ir.
– Mas o senhor não vai precisar de ajuda?- perguntou.
– Não, pode ir eu já estou terminando.- falou despreocupado.
– Valeu.-estava saindo pela porta quando seu pai o chamou.
– Apenas torne sério.- Marcelo piscou e Pedro sorriu.
Ainda tinha um sorriso que se desmanchou quando estava atravessando a rua e viu uma cena aterrorizante, naquela hora sentiu repulsa e ódio de Cobre. Atravessou correndo e antes que o vilão pudesse fazer besteira Pedro se jogou em cima dele mas teve todo cuidado para deixar Samuel a salvo, o bebê foi rolando então enquanto Pedro tentava tirar Cobra de cima dele Karina pegou o pequeno e colocou no banco ao lado de onde estavam, quando a loira se virou viu um Pedro totalmente ensanguentado e Cobra não tinha nenhum arranhão que continuava a bater no garoto magrelo. A lutadora partiu para cima de Cobra e como sabia lutar não foi tão atingida, mas Cobra não teve dó da garota e batia nela como se estivesse batendo em um saco de porradas, Pedro apesar de estar fraco conseguiu se levantar, tentava tirar o lutador de Lobão de cima da menina. Foi quando Cobre simplesmente se levantou cambaleou com a visão embaçada e saiu correndo.
– Nossa olha como você está detonada.- Mas Karina nem se mexeu o que preocupou Pedro.– Karina.- cutucou- Garota você está me assustando.- Não obteve resposta.
Já desesperado pegou a menina no colo, mas lembrou de Samuca em espécie de malabarismo conseguiu pegar os dois e seguiu rápido para sua casa, chegando lá seus pais conversavam, se assustaram com o desespero do garoto.
– O que acontecei com vocês? — Marcelo Se preocupou com os hematomas de Pedro e a garota em seus braços.
– Me ajuda aqui.- Delma foi até o filho e pegou Samuel que chorava e por conta da loucura de Cobra tinha alguns arranhões no rosto e nas mãos.
Pedro foi para o seu quarto e colocou Karina em sua cama e pegou uma caixinha com os primeiros socorros enquanto seus pais cuidavam de Samuca.
– Calma eu vou cuidar de você.- o garoto passava um algodão com remédio fazendo Karina murmurar e fazer caras de dor. — Vai ficar melhor eu prometo.- Ele realmente estava sentindo as dores dela.
Ela foi se recuperando aos poucos e encostou na cabeceira da cama, e Pedro foi subindo de acordo com os ferimentos e quando chegou no pequeno corte no queixo da garota ficou olhando fixamente para a boca de Karina que percebeu e abriu um pouco os olhos para olhar para a boca do mesmo ele foi ficando mais próximo e quando viu que ela não se esforçou para sair resolveu aprofundar, mas... O celular de Karina tocou e ela fechou os olhos novamente resmungando concerteza não teria condições de atender ja que apenas se ajeitou e já estava quase dormindo. O menino pegou e celular e viu que era Gael foi até a sala e entregou para seu pai que atendeu foi para outro lugar.
– Vamos trocar essas roupas e limpar os ferimento enquanto você me conta.
Delma seguiu para seu quarto e voltou com uma muda de roupa para Karina e foi ajudar a trocar a menina enquanto Pedro foi tomar um banho. Quando saiu sua mãe o ajudou com os ferimentos que reclamou que estava dolorido.
– Cade a TomTom?- ele percebeu que a menina não estava lá.
– A Dandara levou ela pro cinema já que o João não quis ir.- Delma ajeitou a cama da filha.– Você dorme aqui hoje.
– Tudo bem.- Se deitou com um pouco de dificuldade, foi quando seu pai entrou no quarto.
– Pensei que aquele homem fosse sair pelo telefone, ele estava louco pela demora da filha.- Marcelo como sempre tenso.
– Da pra ver a quem ela puxou.- Pedro provocou a menina mesmo sem ela poder se defender.
Todos foram dormir e Pedro ainda ficou encostado na cama observando Karina dormir num movimento involuntário foi levantando com dificuldade e inda até sua cama onde a garota tava e acariciou os cabelos curtos, se sentiu estranho balançou a cabeça para espantar os pensamentos e voltou para cama.
====== Na Manhã seguinte ======
Pedro não foi para escola estava indisposto, quando acordou notou a cama onde Karina dormia vazia e viu sua mãe saindo banheiro com a menina apoiada em seus braços.
– Obrigada dona Delma.- Karina estava serena.
– Só Delma, senta aqui e espera que o Pedrinho te leva. — Olhou para o filho que assentiu.
– Quer ajuda também?- a mãe dele perguntou.
– Muito obrigado mas acho que consigo sozinho.- sorriu para mãe.
– Então ta bom.- Saiu.
– Ta melhor?- Ele foi até Karina.
– Na medida do possível.- Ela se ajeitou. — Vou tomar banho e já volto pra te levar.
Ele se levantou com dificuldade e foi para o banheiro. Karina ficou olhando pelo quarto e percebeu que dormiu a noite toda sentindo o cheiro de Pedro, sem querer se pegou cheirando o travesseiro, sorriu mas parou quando ouviu a porta do banheiro ser aberta. Corou quando viu o menino saindo do banheiro apenas de calças, ficou o fitando enquanto o mesmo escolhia uma blusa.
– Ta tudo bem?- ele não perdeu a chance de sorrir.
– Ė claro que esta. Anda logo moleque parece um mulherzinha.- Se irritou com seus próprios atos.
– Calma ja vou... esquentadinha.- Disse a ultima palavra em tom de provocação, e ganhou um olhar fuzilador.
Quando eles estavam organizados Pedro levou Karina até a sala e pegou Samuel entregando a ela, que passou os dedos nos ferimentos do pequeno e suspirou. Pedro sorriu com a cena. Quando Karina foi se levantar não teve muito sucesso por isso Pedro alcançou suas pernas e a pegou no colo.
– EEI, eu tenho pernas.- a lutadora se assustou.
– Eu sei mas estão com certas dificuldades.- Sorriu.
Era engraçado já que Pedro não estava aguentando ele mesmo e agora estava levando Karina que segurava Samuca. Foi andando de vagar e parando um pouco durante o caminho para tomar folego afinal apesar de estar conseguindo andar não estava menos machucado do que ela. Quando finalmente chegaram na frente da academia já se passavam da 10:00H e assim todos estavam lá. Entraram e só quando chegaram lá dentro arrancando olhares de todos que Pedro colocou Karina no chão e segurou em sua cintura.
– Minha filha como eu fiquei preocupada com você.- Gael foi abraçar Karina. -
Calma pai.- a menina desviou do abraço fazendo Gael apenas encostar os mãos na filha.
– Meu Deus K e Pedro o que aconteceu com vocês?- Bianca saiu da pequena sala.
– Digamos que já não basta apanhar da esquentadinha agente acabou sendo espancados por aquele tal de Cobra.- Pedro resmungou.
– E o coitado do Samuca acabou levando.- Karina mostrou os ferimentos do bebê.
– Mas esse moleque não tem jeito mesmo.- Gael estava ficando nervoso.
– Eu acho que ele esta louco.-Karina protestou.
– Ele parecia um bêbado.- Pedro ainda segurava Karina.
– Vou ter que ir falar com ele.- Gael estava irritado.- Você vai pra casa. Disse para Karina.
– Ta bom, mas quem vai me ajudar com ele?-Apontou para Samuel.
– O Pedro- Duca disse pela primeira vez. — Esse moleque?- Gael sobressaltou.
– Ele quem ė o responsável pelo Samuca.- Bianca usou as palavras de seu pai contra ele.
– Tudo bem, MAS sem gracinha.- Ordenou.
– Vamos lá.- Pedro pegou Karina no colo. E puderam ouvir alguns HUUMM, fazendo Karina revirar os olhos. Quando chegaram na casa de Karina o garoto a colocou em seu quarto e ficou com Samuca sentado na cama de Bianca.
– Obrigada, por... por me ajudar.- Karina falou envergonhada.
– Obrigada você, se não tivesse me ajudado você estaria inteira e eu não estaria aqui pra encher sua paciência.- ele disse sério.
– Porquê não pensei nisso.- Falou divertida mas ficou séria ao ver que o menino permanecia sério.
– Por que me ajudou? — Ele perguntou.
– Uė como assim?- Deu de ombro. -
Eu não estraria aqui agora e seria um alívio pra você. — nesse momento ele ja estava de frente para ela.
– Eu não sou nenhuma psicopata.- Ela franziu a testa.
– Mas estaria mais feliz se eu não estivesse na sua vida.- Ele percorreu os olhos pelo rosto dela.
–Estou feliz por saber que você faz parte dela.- Falou em um impulso olhando nos olhos dele que se aproximou.
– Estou feliz por você me fazer ficar assim.- Eles estavam próximos demais, podiam sentir a respiração do outro e cada vez mais perto eles foram fechando os olhos...
Continuaa...
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