Beauxbatons

3 Escolhidos.


Notas iniciais
Finalmente o primeiro capítulo. Devo avisar que as coisas estão meio confusas no início mesmo. Alguns podem interpretar a cena final como briga, outros como início de uma amizade, mas, tenham em mente que eu não posso fazer eles amigos para sempre logo de cara, certo? kkkk Espero que gostem.

Janeiro começara novamente como se o Natal mal tivesse acontecido há alguns dias atrás. O clima frio ainda continuava, mas já não nevava tanto quando no mês passado, mas ainda assim os alunos da Beauxbatons mantinham-se aquecidos com roupas a mais e dentro do enorme palácio.

Assim como em Hogwarts, as mesas eram separadas pelas casas, a única diferença era que em vez de quatro eram somente três.

Papillonlisse há direita, Ombrelune no meio e Bellefuille há esquerda.

A única diferença em seus uniformes eram os brasões em suas roupas azuis de boa qualidade francesa.

Uma mulher sentada no meio do corpo docente se levantou revelando sua altura monstruosa, mas beleza e postura de uma dama. Rapidamente todos pararam suas refeições e conversas e passaram a encarar a diretora que os encarava sem muito receio.

– Bonne nuit! – Disse Olímpia fazendo uma breve reverência com a cabeça.

– Bonne nuit, directeur. – Os alunos responderam em uníssono.

– Espero que tenham passado bem no Natal. – A diretora disse com um breve sorriso. – Bem, anteriormente, alguns dias antes do ano novo recordo-me de ter dado a notícia sobre o intercâmbio proposto pelo ministério da magia, oui?

Um breve murmúrio começou.

– Já temos uma data definida para os escolhidos, e será amanhã. – Anunciou a diretora e a conversa ficou mais forte.

– Amanhã? – Alguma garota perguntou abismada. — Assim não temos tempo de avisar nossos pais, non?

Alguns alunos assentiram.

– Uma dama nunca levanta a voz desse jeito, senhorita Belex. – Olímpia disse séria e a garota se encolheu em seu lugar. – Os pais de vocês já estão cientes dos acontecimentos e infelizmente nem eles, nem eu, nem Minerva McGonagall estamos acima do Ministério da magia.

Todos se calaram.

– De todo modo... – Continuou ela acenando para dois homens que entraram carregando um enorme objeto que parecia o famoso cálice de fogo, mas envolta dele saía uma áurea que se assemelhava um arco-íris e era completamente preto. – O ministério da magia nos deixou este cálice aparentemente sem nome, então decidimos chama-lo de o cálice negro.

Os homens colocaram o cálice ao lado da diretora que mesmo com o enorme tamanho do cálice parecia minúsculo perto dela.

– Quais os critérios de escolha? – Um garoto perguntou em voz alta.

– Esta meu caro, é uma ótima pergunta. – Olímpia dissera um pouco abatida pela falta de resposta. – A única coisa que posso afirmar é que qualquer um de vocês pode ser sorteado, do primeiro ao último ano.

Alguns alunos não sabiam como reagir. Uns aprovavam a ideia, outros não. Alguns eram movidos pela emoção e desejo de vitória, outros pela vontade de experimentar outro lugar, já a maioria, nem fazia questão.

Mas a escolha não era deles.

– Devemos começar, oui? – Perguntou ela passando a mão pelo cálice que brilhou ainda mais.

Sua áurea mudava de cor, como se cada cor fosse um requisito que eles procuravam, uma hora demorava mais no vermelho, em outra mal ficava três segundos no verde.

E então rapidamente um papel negro voou do cálice parando exatamente na mão da diretora que abria o papel com a mesma curiosidade ardente que dominava todos os alunos.

Procurou com os olhos pelo enorme salão a pessoa com o nome escrito e então devagar e em alto tom dissera:

– Da casa Ombrelune, Jean Pierre Dumas.

Os aplausos soaram e alguns apertavam as mãos do jovem garoto de dezesseis anos. Seus cabelos negros bagunçados e o sorriso sedutoramente desafiador entravam em contraste com os belos olhos azuis severos.

Ele parecia feliz por ter sido escolhido.

Outro papel pulara do cálice negro voltando à atenção de todos para a diretora que já agarrava o papel no ar.

– Da casa Bellefuille, Zoë O'Bryan Sky.

Novamente a salva de palmas fora ouvida e a bela garota de mesma idade na mesa de Bellefuille dera um pequeno sorriso que combinava com sua personalidade encantadora. Seus cabelos ondulados castanho-escuros emoldurado sob o belo rosto sonhador, com a franja reta que caía nos olhos verde-água por alguns centímetros a deixavam com um ar de boneca, a mais bela boneca humana.

O cálice explodira em cores e soltou ao mesmo tempo dois papeis negros que intercalavam-se no ar como uma batalha para ver qual seria escolhido primeiro, mas a diretora pegou os dois ao mesmo tempo.

– Da casa Bellefuille, Dulce Kiney e da casa Papillonlisse, Louis Flamme.

A bela garota de cabelos ondulados louros sorriu com os aplausos, sentia-se confortável. Portou um sorriso maroto nos lábios já imaginando o que poderia aprontar fora dos olhos ágeis de Olímpia. Seus olhos verdes claros e a boca levemente rosada contribuíam para a aparência de menina rebelde.

Louis Flamme sorriu enigmático, como se quisesse dizer algo, mas o sorriso fosse a melhor escolha para a ocasião. Alto com os cabelos bagunçados castanhos, olhos heterocromáticos azuis e verdes lhe davam uma aparência amigável, ainda mais rodeado de amigos que lhe davam os parabéns e outros soltavam um “sinto-muito”.

O último papel demorara a sair, quando parecia que ele iria sair, as cores mudavam novamente, como se tivesse procurando algo muito profundo, um trunfo ou só quem sabe o menos idiota já que os “melhores” já tinham sido sorteados.

E depois de dois longos minutos, o último papel pulara e voara para as mãos da diretora que o abriu curiosa pela demora.

Assim como fez no primeiro papel, passou os olhos pelos alunos a procura da pessoa.

– Da casa Papillonlisse, Alícia Beauvoir. – Dissera por fim e os aplausos foram soados novamente.

Alícia Beauvoir diferente dos demais não demonstrou nenhuma reação. Nem alegria, nem tristeza, nem sorriu, apenas fez a sua melhor cara de nada, o que não combinava com a sua beleza exótica. O cabelo comprido louro e liso, acompanhado pela pele alva e olhos tão verdes que com certeza pareciam que iam brilhar no escuro, o sorriso não estava incluso, mas a expressão pensativa a deixava com um ar mais sexy.

– Hey, Miss Simpatia, demonstre o mínimo de entusiasmo. – Louis Flamme dissera para a loira que o encarou mortalmente revirando os olhos logo após.

– Após o jantar, eu quero os cinco na minha sala. – A diretora disse se retirando do salão.

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Aquelas cinco pessoas não poderiam negar como era estranho andar lado a lado. Mesmo que fossem da mesma escola nunca tinham trocado mais do que duas palavras durante todos esses anos, exceto por Louis que parecia muito satisfeito em andar cutucando o braço do Alícia que mantinha sua cabeça reta sem o encarar.

Zoë observou sua atual situação com cuidado, era quase involuntário, mas sua mente não parava de trabalhar em momentos de tensão e momentos onde o silêncio era absoluto.

Ela estava ao meio, do seu lado esquerdo a loira da mesma casa que a dela e do mesmo ano, mas nunca foram amigas, mesmo quieta ela mantinha o sorriso maroto nos lábios.

“Nota mental parte um, tomar cuidado com Dulce Kiney.” – Pensou Zoë.

Ainda do seu lado esquerdo um dos mais pegadores de Beauxbatons, parecia do tipo que uma palavra errada bastasse para despertar um brutamonte escondido dentro dele, era muito sedutor, mas parecia muito perigoso.

“Nota mental parte dois, tomar cuidado com Jean Pierre.” – Pensou Zoë novamente.

Do seu lado direito estava o garoto irritante, mas belo, que cutucava a outra loira e sorria cada vez que via que ela estava se irritando. Talvez fossem amigos, ou talvez ele fosse do tipo que sentia prazer em irritar os outros.

“Nota mental parte três, tomar cuidado com Louis Flamme.” – Pensou Zoë novamente.

– Vocês parecem ter uma boa relação. – Dulce disse maliciosa quebrando o gelo entre todos.

Louis sorriu maroto.

– Não exatamente. – Respondeu ele. – Ela pode descobrir o que você fez no verão passado, não é miss simpatia?

A boca de Dulce se abriu um perfeito O, mas sorriu aparentemente animada.

– O que eu fiz no verão passado, miss simpatia? – Perguntou Dulce aderindo ao apelido.

Alícia revirou os olhos e deu de ombros.

– Não é como se eu pudesse saber. – Respondeu somente.

– Talvez ela saiba, mas prefere não sair falando para todos quantos homens você pode ter dado no verão passado. – Jean disse friamente fazendo Alícia abrir um mini-sorriso e os outros caírem na risada.

Inclusive a própria Dulce que não parecia ter ficado ofendida.

– Está interessado no número? – Perguntou Dulce a Jean.

– Nem um pouco. – Respondeu ele somente.

– Por que miss simpatia? – Perguntou Zoë a Louis que agora andava com os braços atrás da cabeça.

– Olhe bem para ela, não é a pessoa mais simpática que você já viu na vida? – Louis perguntou irônico e Zoë riu um pouco.

Alícia olhou para trás, especificamente para Zoë e sorriu misteriosa.

– Mas eu sei o que você fez no verão passado. – Afirmou Alícia e voltou a olhar para frente.

– Uh, talvez isso possa ficar interessante. – Jean disse para si mesmo quando pararam em frente a uma estátua que guardava a sala da diretora.

Notas finais
Desculpem qualquer erro, eu não revisei o capítulo. AH, E NÓS TEMOS UMA CAPA AGORA, TA UMA BOSTA, MAS EU FIZ Ç.Ç
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.