Beauty - No Limite Da Loucura
20 Beauty 20- Second Act - Garotas e Garotos Bonitos Se Conectam - Dedicado a Mrs Doubt
Notas iniciais

Saito POVs:
Kurenai ficou alguns segundos me olhando, como se estivesse tentando me decifrar, como se estivesse tentando pescar algo nas entrelinhas:
–Bom, então vou falar com eles e depois vou ir marcar a data.
–Quero me casar rápido, não quero esperar meses, no máximo quero me casar em uma semana.
–Por que tanta rapidez, para alguém que nem queria casar.
–Quero começar a jogar logo. –Sorrio determinada.
–Certo, então vou marcas o casamento para sábado.
–Não quero uma coisa muito grandiosa, quando menor melhor.
–Claro que não! Esqueceu que você é uma diva pop? Seu casamento tem que ser o mais chique, extravagante e luxuoso possível! –Faço uma careta de desgosto. –Preciso ir marcar essa data hoje mesmo, temos apenas uma semana. Eu tenho que ver o bufê, fazer a lista de comidas e aperitivos, ir à confeiteira encomendar o bolo, reservar o lugar, achar um padre, fazer a lista de convidados, contratar uma orquestra para tocar, além de todas as coisas que eu tenho que fazer para a festa depois do casamento. E nós duas temos que achar um vestido, marcar o dia de noiva no salão de beleza, escolher onde passaram a lua de mel, escolher a decoração do lugar, etc. Emi, temos muito trabalho pela frente, vou ter que me desdobrar com a turnê e com o casamento. Obvio que algumas coisas eu vou mandar a Shizune fazer, já que ela está sem nada pra fazer.
–Em que país eu vou me casar? –Kurenai pega o celular e procura por algo.
–Bom, o dia que a turnê vai bater vai ser quando você estiver na... Romênia! –Ela fala com um tom de voz simples.
–Eu nunca fui para a Romênia. –Digo em conclusão.
–Ah, é um lugar divino. –Ela sorri com encantamento. –Cheio de campos e vales, um lugar perfeito para se morar.
–Você já foi para lá?
–Se eu já fui para lá? Emi, eu sou romena. –Quase tive um ataque cardíaco.
–Como assim romena? Seu nome é Yuuhi Kurenai, não tem nada de romeno nele.
–Meus pais são japoneses, mas eu nasci na Romênia e sou naturalizada no Japão. –Pisquei algumas vezes, esperando a ficha cair.
–Por que você nunca me falou?
–Você nunca perguntou! –Ela da um sorriso.
–Como eu iria saber que você era romena? Eu sempre pensei que fosse japonesa. –Kurenai começa a rir da situação. –Mas, você já foi para a Romênia?
–Muitas e muitas vezes, sempre que da eu vou para lá.
–Você sabe falar romeno?
–Obviamente.
–Então fale alguma coisa. –Essa história toda está muito mal contada, será que Kurenai realmente é romena?
–Hmmm, vamos ver... –Ela olha para cima pensativa. – Já sei! Lupul poate pierde dinții, dar niciodată natura sa! –Não entendi nada.
–O que você falou?
–É um ditado lá da Romênia, “O lobo pode perder os dentes, mas nunca a sua natureza”. Isso vale para você, Emi.
–O que?
–O ditado, mesmo que você tenha mudado tanto por fora, sua natureza continua a mesma.
–Lá vem você com esse papo novamente. –Reviro os olhos.
–Queria te fazer uma pergunta!
–Faz, faz, já que você está tão preocupada comigo hoje. –Disse sem paciência e colocando a mão na têmpora.
–Eu tenho uma duvida, você e o Sasuke tiveram uma grande história de amor...
–Grande onde? Fomos namorados só por uma semana, isso não pode ser considerado uma grande história de amor.Alias, foi menos que uma semana!
–Não importa se foi uma semana ou dez anos, o importante é a intensidade do sentimento que nutrimos, agora me deixe falar! –Ela disse se exaltando um pouco. –Eu queria saber se você não sente mais nada por ele, nem um tiquinho que seja, por favor Emi, quero sinceridade em sua resposta.
Ponderei durante alguns segundos e comecei a pensar:
–Amor, não! As coisas não são com a mesma intensidade e cegueira que antes, não são tão inconseqüentes. Acho que amor não sobrou mais nada, mas... Eu não sei ao certo, quando estou perto dele é como se algo dentro de mim se... Desliga-se, mesmo por alguns segundos, mas, às vezes eu sinto umas sensações entranhas quando estou perto dele.
–Sensações estranhas... –Ela diz me incentivando a falar mais.
–Eu não sei muito, mas acho que, quando estou com ele, eu acabo me desprendendo um pouco de mim mesma, e eu não gosto disso. –Kurenai dá um largo sorriso.
–Vou te contar uma história! –Eu a olho, curiosa. – Minha querida Emi, existe uma batalha entre dois lobos dentro de todos nós. Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego. O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé. –Pensei em suas palavras durante alguns segundos.
–Qual lobo que vence? –Ela sorriu, fechou os olhos e os abriu novamente.
–É aquele que você alimenta! E se você o alimentar de mais, ele acaba te devorando. –Abaixei minha cabeça e crispei os lábios.
–Por que está me falando tudo isso?
–Eu quero que você entenda que quanto mais você alimentar esses sentimentos dentro de você, mais eles irão te consumir, você só encontrará paz... No perdão! –Ela coloca a mão no meu ombro, eu olho-a e ela me devolve um sorriso amistoso, mas me fecho ainda mais.
–Não tem mais como eu voltar atrás, não quero que meu esforço seja em vão, eu vou até o final, e nada nem ninguém vai me impedir disso, mesmo que eu me destrua, eu vou destruir ele antes!
–Acho que você chegou num estágio em que palavras não surtem mais efeitos, você está cega de ódio e rancor... –Kurenai é interrompida, pela camareira que entrou no quarto.
–Oh, désolé, pensait qu'il était vide. –Ela se desculpava.
–Êtes viré, rue! –A camareira saiu chorando porta a fora.
–O que você fez? –Kurenai me olhava surpresa. Kurenai pode saber falar romeno, mas não sabe falar francês.
–O que eu sei fazer de melhor. –Sorri travessa. –Mas, você veio aqui só para me encher o saco?
–Aaaaah, ia quase me esquecendo. Você e Sasuke foram convidados para ir à uma festa de gala no hotel George V. As festas nesse hotel são sempre as mais badaladas pelas celebridades, socialites e membros auto sociedade.
–Você sabe que eu odeio ir nessas festas de velhas ricas que ficam se exibindo com jóias, roupas de grife e cachorrinhos irritantes.
–Você também é muito exibicionista, não sei do que está falando.
–Mas eu tenho bons motivos para me exibir, sou linda, jovem, gostosa, rica, famosa e tenho um “noivo” super gato que é do mesmo nível que o meu. Já aquelas velhas revestidas de formol não tem nada além de dinheiro.
–Você está falando da esposa do embaixador?
–Isso mesmo, aquela velha carcomida me odeia, nunca me aceitou como namorada do filhinho dela, sempre me tratou como inferior mesmo eu sendo quem eu sou. Meu namoro e quase casamento com o Mike terminou por causa dela.
–Sinto que você sente uma certa... Simpatia por ele.
–Claro que sim, ele foi muito importante na minha carreira, além de ter sido um bom capacho por um tempo, era um excelente escravo. E convenhamos, era difícil me controlar perto dele, ele tinha um corpo muito convidativo.
–Hump, você e essa sua mania de ficar usando as pessoas. –Ela meche a cabeça negativamente.
–E por que não? Para mim todos nós seres humanos somos descartáveis, não existe ninguém especial ou diferente, somos todos membros da mesma raça.
–Estou vendo que você está precisando é de alguém que te vire do avesso. Bom, vou indo agora, já passei tempo de mais conversando, preciso avisar aos meninos e começar a arrumar as coisas para o casamento. E você mocinha, trate de tomar seus remédios adequadamente!
–Ok, ok “mamãe” –Falo com desdém, ela da um sorriso e se vira para ir embora.
Eu pego o celular do lado da minha cama e vejo que já eram 16hm00min. Sasuke já deve ter saído para os seus compromissos, que não são poucos. Eu também já estava na minha hora, precisava ir ao estúdio de fotos, tirar minhas fotos para a capa do CD. Coloquei uma roupa sexy, me maquiei, perfumei e sai de casa com minha MTT Turbine Superbike Y2K.
Dentro de alguns minutinhos eu cheguei ao estúdio de fotos, Hidan e Shizune estavam a minha espera:
–Saito, que bom que chegou, estava esperando ansioso. –Joguei minha bolsa na poltrona e me joguei no sofá vermelho de veludo.
–Qual a idéia para a capa?
–Estava pensando em algo bem sexy e erótico como de costume, mas dessa vez quero algo mais... Divino.
–Divino? –Arqueei as sobrancelhas.
–Estava pensando em algo como você ser uma sereia, linda e poderosa, e em sua volta um monte de homens nus, desesperados para te tocar e encantados pela sua beleza. –Sorri.
–Adorei a idéia! –Disse com um sorriso malicioso nos lábios, o que fez Hidan ficar um pouco rubro.
–E-Eu sabia, tanto que os modelos já estão terminando de se arrumar. –Ele disse tentando voltar ao normal.
–O que tem para arrumar? É só tirar a roupa e pronto! –Hidan riu.
–Você sabe muito em que não é assim.
–Onde está o Cherry? –Falo olhando para os lados procurando Cherry.
–Está terminando de maquiar os modelos. –Faço uma cara sutil de espanto.
–Ele é meu maquiador particular, ele tem que estar a minha disposição. –Cruzo os braços e as pernas.
–Calma, Emi! Ele já está terminando... Falando no diabo... –Diz ele olhando atrás de mim, me viro e vejo Cherry vindo até mim como uma gazela cor de rosa.
–Afroditeeeeeeee! –Ele gritava, saltitante. Eu revirei os olhos e ele finalmente chegou. –Estava louca te esperando minha deusa, por que demorou? –Ele fazia uma carinha de cachorro sem dono, eu apenas levantei as sobrancelhas.
–Não fique tão desolado, Cherry. Eu já cheguei!
–Já que chegou, vamos começar a produção da nossa deusa. –Ele estendeu a mão para me ajudar a me levantar, eu a ignorei e me levantei sozinha. Cherry adorava meu jeito, ele não se incomodava, na verdade, ele dizia que esse era o meu charme.
–Vamos logo, pintosa! –Disse ríspida me dirigindo ao meu camarim.
–Ain, adoro quando me chama desse jeito, minha deusa! –Ele saltitava enquanto me seguia.
Fomos até o meu camarim, logo veio o figurinista, cabeleireiro e manicure. Fiquei sentada recebendo os cuidados de todos eles:
–Aí! –Reclamei por que a manicure havia me tirado um bife enorme, estava até sangrando um pouco. –Olha o que você fez com as minhas delicadas unhas, sua cretina! –Disse entre os dentes.
–Perdão, Saito-sama! –Ela estava com medo.
–Ta fazendo a Kátia? –Cherry falou com a manicure e depois se voltou para mim. -Olha o que ela fez com as suas mãos, Afrodite! –Disse Cherry pegando na minha mão, quase chorando. –Tâ loca? Não sabe a importâncias dessas mãos? Essas mãos são as mãos de uma deusa! Agora vou fazer o doce aqui, me segura, mona! –Pierre veio segurar Cherry que ia quase para cima da mulher.
–Não exagere, Cherry! –Disse colocando a mão na testa, em sinal de cansaço.
–To passada, to nude! Tragam uma água para nossa deusa, rápido! –Pierre falou eufórico para os subordinados, enquanto abanava Cherry. Eu apenas fiz sinal para os seguranças se aproximarem.
–Desaqüenda daqui, mondrongro, bagaceira! –Disse Cherry. EU segurei o riso.
–Tirem essa incompetente daqui, ta demitida! –Os seguranças a levaram carregada. –Chame a outra manicure! –Disse para Shizune.
–Imediatamente. –Shizune foi correndo.
–Pronto, terminei a make, de uma olhada minha deusa. –Cherry abriu espaço para eu me olhar no espelho a minha frente.
–Está perfeita, Cherry! Você é o melhor.
–E aqui está a sua roupa! –Disse Pierre vindo com a roupa.
–Nossa, perfeita! Vocês são os melhores, nunca me decepcionam. –Os dois começam a rir baixo.
–Isso é por que conhecemos os seus gostos melhor do que ninguém. –Cherry fala pegando o copo d’água e me entregando.
–É verdade, vocês já estão comigo à muito tempo, e nunca foram demitidos.
–Que bom, né mona? –Diz Pierre. –Mas vamos parar de falação e vestir essa linda roupa.
Fui me vesti e depois fui para o local onde tiraria as fotos. O espaço era todo branco, havia vários holofotes e no centro de tudo havia um grande trono todo envolto de flores, que iam dos pés até em cima e um pouco pelo chão. O trono ficava em cima de um pequeno palanque branco que só cabia o trono, devia ter mais ou menos 1,5 m, ele era alto e havia uma escada que tava para a frente do trono. Os modelos eram um mais lindo que os outros, tinham os corpos esculpidos e pareciam anjos em forma de mortais, o mais bonito deles não parava de me fitar, e eu como não sou boba retribui o olhar com um sorriso. Ele tinha os cabelos castanhos, a franja tampava o olho esquerdo, os olhos eram um tom caramelado, a pele branca como neve e os lábios rosadinhos, nariz fino, maxilar bem desenhado, ombros largos, mãos grandes, um peitoral igual a um gladiador e pernas torneadas.
Só de olhá-lo eu já perdi o fôlego, mas de uns tempos prá cá eu não estou como antes, não sei muito bem, mas não fico mais tão animada com homens como antes, é como se nenhum deles me agradasse o suficiente, ou não fosse bom o suficiente, será que estou muito exigente? Antigamente eu tinha um olhar clinico para homens, alguns eu tinha um casinho rápido, outros prolongado, me divertia bastante, mas nada de sexo. Mas nesses últimos dias não olho eles da mesma forma, o que está acontecendo comigo? Deve ser esse casamento maluco que esta fritando meus neurônios, só pode:
–Vamos lá meninos, vamos começar o ensaio, já sabem o que fazer! –Disse Hidan se posicionando atrás da câmera.
Subi as escadas e me sentei no trono com a minha pose de maioral, os outros modelos ficaram abaixo de mim e o ensaio começou.
No começo da minha carreira eu me sentia muito perdida, não sabia como tirar foto direito, por que aliás, eu nunca fui de tirar fotos, tanto que não tenho muitas fotos da minha juventude. Foi um período difícil, o meu antigo fotógrafo não tinha paciência comigo e ficava gritando. Mas depois que conheci Hidan aprendi a olhar as fotos de outro jeito, ele me ensinou que fotos são como um espelho do tempo, sempre que as olhamos podemos ver nosso passado, nossa antiga personalidade, nossa antiga aparência. Ele falava que era o único modo de captarmos momentos importantes e eternizá-los. O modo mágico como ele falava da fotografia me fazia ficar encantada por ele, tivemos um namorico, mas logo depois acabou. Acho que ele ainda gosta um pouco de mim, mas eu o considero apenas um amigo.
O ensaio terminou e eu estava no camarim me preparando para ir embora, quando ouvi a portar bater, olhei para trás e era o modelo que me fitava mais cedo no ensaio, ele se aproximou e ficou do meu lado, parado. Ficamos nos encarando durante alguns segundos em completo silêncio:
–Perdeu alguma coisa? –Levanto meu queixo em sinal de superioridade.
–Não, mas gostaria muito de achar. –Ele me olha da cabeça aos pés e dá um sorriso malicioso.
–Não sabia que modelos fossem tão atrevidos.
–Eu normalmente não sou assim com qualquer uma, sinta-se honrada.–Fiz cara de descrente. Não acredito, esse cara é um completo narciso, arrogante. É como eu estar olhando para a minha versão masculina.
–Honra? Nossa, não percebi que você fosse tão importante, desculpe, te confundi com alguém insignificante. –Ele ri como minha resposta e parece estar se divertindo.
–Meu nome é Utakata, gostei muito de trabalhar com você, queria saber se poderíamos jantar algum dia desses.
–Desculpe, estou noiva, não sei se meu futuro marido deixaria.
–Você não parece o tipo de mulher que se deixa controlar por um homem, você me parece uma mulher livre e ousada. –Sorrio com a constatação.
–Bingo!
–O meu tipo ideal de mulher. –Ele sorri mostrando seus dentes perfeitos e brancos como perolas.
–Deixa para a próxima. –Falo dando uns tapinhas no seu rosto, ele segura minha mão e vira o rosto para dar um beijo na palma da minha mão, não me impressiono, mas sinto um arrepio pelo corpo inteiro quando ele passa levemente a língua. Tiro minha mão bruscamente e saio andando, olho para trás e ele está com um sorriso sínico no rosto. Esse homem é perigoso, sinto que o conheço, seu toque me é familiar, mas de onde? Eu já ouvi esse nome em algum lugar, mas não me lembro. Ele é um modelo famoso, deve ser isso. Ignorei a cena anterior e me dirigi até a minha moto no estacionamento, peguei a chave e liguei. Preciso ir para casa me arrumar para a festa de Réveillon.
Sasuke POVs:
–Então ela aceitou? –Disse surpreso.
–Sim! –Kurenai dizia com um sorriso enorme no rosto.
–Nossa, eu pensei que ela iria falar um monte e soltar os cachorros para cima de você.
–Ela fez exatamente isso. –Kurenai fala sorrindo sem graça.
–Por que ela aceitou? –Meu semblante muda para algo mais sério.
–Bom... –Ela fica alguns segundos pensando. –Ela tem seus motivos, em vez de me perguntar, pergunte diretamente para ela.
–Falando nela onde ela foi?
–Ela está num ensaio fotográfico para a capa do novo CD dela, está junto com Hidan, Pierre e Cherry.
–Hidan? –Levanto as sobrancelhas ao ouvir o nome de mais um dos namoradinhos de Emi.
–Pelo jeito que você falou já deve saber, né?
–Infelizmente. –Olho para Kurenai, sua expressão é séria, mas seus olhos brilham como uma constelação inteira.
–Isso pode ser... Ciúmes? –Dou um pulo do sofá.
–NEM PENSAR! –Falo de supetão. Sua expressão se torna cada vez mais séria, ao mesmo tempo o brilho fica mais intenso, assustador!
–Isso pode ser... Ciúme reprimido?
–Kurenai... –Digo já sem paciência com a mão na têmpora. –Você não tem milhões de coisas para fazer? Tipo... –Faço uma cara pensativa. –Preparar o casamento? –Termino a frase com grande sarcasmo.
–Oh, você tem razão. Amanhã nós vamos para a China, então você e Asuma tratem de ir procurar uma loja para comprarem um smoking, o mais bonito, caro e elegante que tiver. Quero ver os dois como príncipes.
–Estou mais para rei, Kurenai. –Diz Asuma do fundo da sala fumando um cigarro.
–Já falei para fumar essa porcaria lá na varanda!
–Ok, já estou indo. –Asuma se levanta e abre a porta da varanda.
O silêncio prevalece algum tempo na sala, olho para Kurenai e ela está toda sorridente mexendo no tablet, provavelmente deve estar acertando os detalhes do casamento. O barulho se esvaia com o som da porta se abrindo e se fechando logo em seguida, Emi aparece se arrastando pelo corredor:
–Ah, Emi! Eu estava te esperando para te perguntar algo, qual flor e cor você quer no casamento? –Kurenai pergunta animada.
–Orquídeas negras. –Ela fala sem animo algum, parece um zumbi se arrastando.
–Bom... –Kurenai parece meio sem graça. –Acho que vai deixar algo bem exótico, orquídeas negras não são fáceis de achar, elas são feitas em laboratório e vamos precisar de muitas flores. Não acha melhor algo mais romantico? Que tal tulipa? Ou até mesmo algo mais simples como flores do campo...
–Kurenai! –Ela eleva um pouco o tom de voz sem mudar a expressão de desanimada.
–Sim, querida?
–Eu quero orquídeas negras, isso é uma ordem! –Ela volta a andar e vai em direção ao seu quarto.
–O que deu nela? –Perguntei confuso.
–Sono! Emi não dormiu direito hoje e ainda teve que ficar horas no ensaio, ela deve estar exausta. Uma noite de sono ruim afeta brutalmente o humor de Emi, ela fica totalmente desmotivada e improdutiva. Mas agora vocês terão que se arrumar para a festa, então ela não irá dormir.
–É verdade, bom, não sei com que roupa ir.
–A única roupa que se vai em momentos como esses, uma roupa chique! Alias, ia quase me esquecendo, eu já marquei a data do casamento de vocês, vai ser no sábado! Shizune milagrosamente conseguiu marcar em uma catedral na Transilvânia.
–Transilvânia? Misericórdia, que idéia de girico foi essa de marcar o nosso casamento na cidade do Drácula?
–Eu achei maravilhosa a idéia, nós vamos para a Romênia, e existe melhor lugar para se casar? Acho que foi por isso que Saito escolheu orquídeas negras, iria combinar.
–Só falta eu me casar fantasiado de conde Drácula. –Kurenai riu gentil.
–Ok, ok, agora vá se arrumar.
Subi para o meu quarto, mas antes passei pelo quarto de Emi e abri a porta devagar deixando apenas uma fresta, tendo a linda visão de vê-la com a perna apoiada na cama, passando creme, vestida com um hobby e um pijama de seda preto. Bati na porta algumas vezes:
–Entre! –Ela falou sem entusiasmo. Abri a porta e entrei.
–Por que aceitou?
–Eu deveria perguntar isso, Kurenai falou que você respondeu rapidamente, por que fez isso? –Ela parou de passar creme nas pernas e me encarou seriamente, com a mão na cintura. –Parece até que você tem exatamente certeza do que quer, me diga... Uchiha, nenhum momento pensou em falar não? –Ela serrou os olhos, como se estivesse desconfiada.
–Não!
–Não responda tão depressa! –Ela parecia tentar controlar a irritação. –Pense pelo menos um pouco.
–Para que pensar? Se eu já tenho a resposta na ponta da língua. –Sorri de canto.
–Você não deveria fazer isso, deveria se casar com alguém que ama, se casar por interesse... –Ela me encarou durante um tempo, como se não tivesse certeza se devesse falar ou não. -É errado! –Disse desviando o olhar. Caminhei em sua direção parando em sua frente e chamando sua atenção.
–E foi exatamente por isso que aceitei casar com você! –Ela arregala os olhos e corou sutilmente. –Por que acho que daqui a um tempo bem distante, bem distante, mas bem, bem, bem distante mesmo, tipo mil anos, talvez eu goste um pouco de você e isso é o suficiente para eu me casar. –Ela fecha a cara e eu sorrio ao ver o resultado da minha provocação.
–E eu vou te odiar pela eternidade. –Ela aumenta a voz em uma oitava.
–Me pergunto por que você me odeia tanto, será que fiz algo no passado para merecer isso? –Falo seriamente a fitando com um olhar acusador.
–Pode ter certeza que sim, e fez algo muito ruim. –Ela me lança o mesmo olhar.
–Ah é? E o que por exemplo? –Aproximo meu rosto mais ainda do dela.
–Algo muito ruim que não vale a pena lembrar. –Ela também aproxima o rosto, o bastante para sentirmos a respiração um do outro. Nos encaramos por alguns segundos, e eu sinto um clima rolando.
–Sabe, já faz um tempinho que não nos beijamos, acho que daqui a pouco vou acabar esquecendo o delicioso gosto da sua boa e a maciez dos seus lábios. –Ela cora um pouco e desvia o olhar.
–Ainda bem, não quero que isso aconteça com freqüência, na verdade, não quero que aconteça nunca mais. –Continuamos com nossos rostos próximos, e Emi não fala com a mesma autoridade e rigidez que falava quando estava longe de mim, até parece que perdeu as forças.
–Que pena... –Estendi meu braço e acariciei seu rosto, repousando meu polegar em seus lábios. –Eu queria senti-los novamente. –Seu rosto está um pouco corado e seus olhos estão semicerrados.
–Isso... Não vai... Acontecer! –Ela diz fracamente.
Eu acaricio seus lábios delicadamente e me aproximo aos poucos, ela tenta recuar um pouco, mas não consegui, eu a agarro pela cintura:
–Às vezes não é nada mal... Se deixar levar pelo momento. –Digo num tom rouco em sua orelha, vejo que ela se arrepiou.
Volto a fitá-la e a me aproximar devagar, fechamos os olhos no mesmo ritmo em que nos aproximamos, mas no último momento percebo que ela abre os olhos de repente:
–Se deixar levar uma ova! –Ela pega o frasco de creme que estava em suas mãos e esborrifa todo no meu rosto.
–Sua desgraçada! –Digo limpando meu rosto. –Esse creme poderia ter entrado no meu olho.
–Não se preocupe, ele não causa irritação nos olhos, é importado. –A olho furioso com o rosto todo melecado.
–Por que você sempre faz isso? Até parece que tem medo de mim. –Falo com um sorriso malvado no rosto e ela se irrita.
–Obvio que não tenho medo de você, acha que não tenho coragem? –Ela franzi o cenho.
–Então me prove. –A olho com um sorriso desafiador e com o queixo erguido. Sei que ela odeia quando faço isso.
–Muito bem, eu provo, o que você quer?
–Deixe eu te tocar o quanto eu quiser, se você não tem medo de mim então não reaja, fique parada. E não se preocupe, eu sei o momento de parar, não quero te molestar nem nada. –Sorrio malicioso. Ela vira o rosto levemente e encara o chão, pensativa.
–T-Tudo bem, ainda temos tempo para a festa. –Ela retira o hobby, fazendo-o deslizar e cair em seus pés fazendo um montinho. –Vá em frente.-Ela me olha seriamente.
Dou a volta e vou até a porta, girando a chave para trancar-la. Me viro e caminho até ela novamente, me aproximo e a pego no colo, fazendo ela se assustar. Ela parecia até uma mocinha indefesa:
–Nossa, você é bem mais leve do que eu pensava, quanto você pesa?
–54! –Arregalo os olhos.
–Só isso? Você faz alguma dieta?
–Pare de falar! –E-E... Vá direto ao ponto. –Ela desvia o olhar com a cara emburrada e o rosto corado. Tão meiga, nem parece a Emi que eu conheço.
Caminho até a cama e a repouso sobre ela, ela se deita e segue todos os meus movimentos com os olhos. Começo tirando minha jaqueta de couro negra e meus coturnos, tiro minha camisa logo em seguida e depois minha calça, ficando apenas de cueca boxer com listras cinza e preta. Emi me ignora e fita o teto, com essa atitude dela eu subo na cama por cima dela, colando nossos corpos um no outro. Ela toma um susto e me encara com olhos arregalados:
–N-N-Não precisa ficar tão próximo...
Eu acaricio seu rosto e ela se encolhe, seus rosto a cada minutos muda para um vermelho mais aparente. Aproximo meu rosto do dela e roço meus lábios com os seus, sem beijar, apenas a fazendo desfrutar da sensação, ela solta alguns gemidos de objeção, seguro seu rosto delicadamente e beijo sua testa, suas bochechas e suas pálpebras. E a cada beijo ela dá mais e mais gemidos de resistência, eu me aproximo de seu ouvido e falo com uma voz serena:
–Não precisa ficar com medo, eu não vou te obrigar a nada. Pelo menos uma vez na vida, confie em mim! –Ela me observa durante alguns segundos.
–Se não vamos fazer sexo então por que está fazendo tudo isso? –Ela pergunta acanhada e com a voz baixa.
–Por que eu quero te dar prazer. –Sussurro apenas para ela ouvir. –Quero te tocar, sentir você, de uma maneira que você permita. –Ela me observa durante mais algum tempo, até fazer que sim com a cabeça.
Eu olho fixamente seus olhos, e me aproximo para um beijo. E pela primeira vez nosso beijo foi diferente, não foi aquela coisa ardente e cheia de luxuria, não! Foi um beijo casto e inocente, um beijo calmo e sem pressa. Pela primeira vez eu senti... Que ela me aceitou totalmente, do começo ao fim. Não foi uma coisa que ela se deixou levar, foi algo que ela permitiu, com toda a sua consciência. Nossas línguas se entrelaçavam, em uma dança pacifica, sem nenhuma das duas querendo tomar o poder, as duas apenas lutando juntas, em harmonia.
Nossas mãos se tocando lentamente, como se estivessem decorando, mapeando cada canto, cada curva, cada mínimo espaço vazio do nosso corpo, tanto ela quanto eu estava fazendo isso. E nesse momento eu fui tomado por algo que eu não sentia há muito tempo, algo que eu até mesmo tinha me esquecido como era. Um desejo que não era apenas carnal, eu não estava simplesmente sentindo um simples desejo de possuir o corpo dela, eu estava sentindo um desejo mais profundo, que só senti uma vez na vida: O forte desejo de possuir seu coração. Nesse momento não era mais meu corpo que me controlava, era meu coração, minha alma, todo o meu ser, toda a minha existência estava ansiando por toda a existência dela. E principalmente nesse momento, eu não tinha mais apenas uma simples esperança, eu tinha a completa e inteira certeza que a pessoa ali na minha frente era a Sakura, não vai ser uns papeis que vão me fazer duvidar. Eu tenho certeza, do fundo do meu coração e da minha alma, que Saito Emi, é Sakura. E agora, eu só preciso fazê-la falar.
–Sasuke... –Emi falava entre o beijo.
–Hm? –Emi me olha.
Nesse momento os olhos de Emi se tornaram opacos e gélidos:
–Já está na hora, precisamos ir para a festa! –Ela disse seca.
–Certo. –Não iria adiantar insistir. –Bom, vou para o meu quarto tomar um banho. –Digo me levantando e Emi se levanta em logo em seguida, pego minhas roupas e me dirijo até a porta.
–Te encontro lá em baixo. –Ela vira o rosto para não me olhar nos olhos.
–Te vejo depois. –Espero uma resposta mais ela nada diz, então eu apenas abro a porta e saiu.
Não pense que pode fugir de mim para sempre Haruno Sakura! Eu vou te fazer confessar, custe o que custar!
Saito POVs:
Esperei até ouvir o som da porta se fechando e me joguei na cama, com a respiração irregular e o coração a mil, sentia meu corpo e rosto queimarem. Lembrava do que aconteceu, do jeito como ele me tratou e tocou, fazia meu coração se apertar cada vez mais. Coloquei as mãos no rosto e apoiei meus cotovelos no joelho:
–O que está acontecendo comigo?
“mas eu te amo Sakura, e quero dar o máximo do meu amor para você, eu não quero mais ficar longe de você”, “O que? Eu... Me apaixonar por aquela feiosa? Eu nunca me apaixonaria por uma garota feia como aquela!”,” não vou embora enquanto não te ver segura”, “HAHAHAHAHAHA e a coitada ainda achou que eu a amava, foi tão fácil enganar ela, e sabe por que? Ela é uma completa idiota”,“Eu te amo!”, “Mas eu nunca amaria ela, nem em mil anos!”
Senti meus olhos marejarem, mas contive minhas lágrimas, as sequei ante que elas caíssem e deslizassem sobre minha face. Cerrei meus punhos fortemente, tão fortemente que sentia minhas unhas cravadas na palma da minha mão, apertava meu maxilar com tanta força que sentia que meus dentes quebrariam. E fitei a parede, como se pudesse destruí-la apenas com o olhar. E fui invadida por aquele sentimento familiar e que já se hospedava em mim há muitos anos, aquele sentimento que me devorava por dentro e fazia apodrecer tudo, aquele sentimento doloroso, como se estivesse jogando óleo quente em uma ferida aberta. Aquele sentimento que não consigo me livrar: Ódio!
“Sakura, lembre-se de tudo que ele fez para você, lembre-se de todas as suas feridas, lembre-se das pessoas que perdeu, lembre-se dos sonhos que se foram, lembre-se da pessoa que morreu ai dentro, e quando estiver pronta, vingue-se!”
Eu não vou parar, não vou parar nunca, enquanto eu não o ver na merda, humilhado, destruído, infeliz! Quero que ele experimente o que eu senti todos esses anos, quero que ele sofra tudo o que eu sofri. Eu não descansarei, eu não dormirei bem todas as noites, eu não respirarei direito enquanto eu não completar o meu objetivo. Eu vou destruí-lo, eu vou acabar com tudo que ele preza, eu vou acabar com a vida dele!
Sasuke POVs:
Entrei no chuveiro e liguei na água fria, apenas ela nesse momento poderia relaxar meus músculos e silenciar meus pensamentos que gritavam em minha mente. Meu corpo estava fervilhando, meu estava rosto corado, minha respiração descompassada, e eu estava excitado, muito excitado:
–O que está acontecendo comigo? –Disse fitando os azulejos do box.
Não quero fazer algo tão humilhante como me masturbar, eu nunca mais fiz isso desde a adolescência. Não vai ser agora que vou precisar. Apenas preciso parar de pensar no corpo dela e sentir a água fria.
Estou tão confuso e com medo, estou sofrendo um inferno dentro do meu coração e dentro da minha mente. Se Emi realmente for a Sakura então por que ela está fazendo tudo isso? Por que está aceitando se casar e por que aceitou essa porra toda desde o começo? É nítido o quanto ela me odeia e tem rancor de mim, não é para menos, ela tem seus motivos, eu fui muito cafajeste com ela, obvio que ela não vai me perdoar facilmente. Mas estou com medo principalmente de uma coisa: Se ela for a Sakura, então ela se tornou assim, desse jeito, e se ela se tornou assim, tenho um forte instinto que ela talvez tenha se aproximado... Pare se vingar. Na verdade eu tenho quase que uma certeza, que ela está apenas jogando comigo. E isso só me faz sentir mais ódio dela, a Sakura que eu conheço nunca faria isso, nunca mentiria desse jeito, nunca seria tão falsa e dissimulada, nunca seria essa pessoa perversa e maquiavélica. Minha Sakura nunca brincaria assim com as pessoas, nunca as olharia como se fossem apenas simples e descartáveis peças de xadrez. Estou começando a pensar que mesmo se ela for a Sakura nada vai mudar entre a gente, por que eu acho... Que minha Sakura... Não existe mais, ela morreu definitivamente e não tem como voltar.
Desci as escadas, vendo Kurenai e Asuma com roupas elegantes. Kurenai se virou para me ver e ficou branca como papel:
–V-V-Você vai assim? Com essa roupa casual? Sasuke, estamos indo para um lugar cheio de pessoas da alta sociedade! –Ela falava irritada.
(Roupa de Sasuke: http://estilomasculino.com.br/wp-content/uploads/2014/04/NLM-5.jpg)
–Não quero parecer um velho, quero mostrar para aquelas múmias o poder da juventude. –Falando isso até me fez lembrar meu colega de escola Rock Lee e do Gai-sensei. –Sou um cara descolado, não nasci para vestir essas roupinhas engomadinhas. –Kurenai fez que não com a cabeça desaprovando minha atitude, mas assentiu.
–Faça como quiser, Sasuke.
Logo depois ouvimos barulho de salto alto, me virei para ver e era Emi, com uma roupa diferente da habitual, Emi me olhou e falou:
(Roupa de Emi: http://data.whicdn.com/images/65948312/large.jpg)
–Você vai assim? –Ela parecia estranhar.
–Olha quem fala. –Ironizei.
–Eu estou moderna e elegante, você está totalmente fora do padrão.
–OS DOIS ESTÃO TOTALMENTE FORA DO PADRÃO! –Kurenai falava gritando.
(Roupa de Kurenai: http://divadiz.com/wp-content/uploads/2011/04/Scarlett-Johansson-no-Globo-de-Ouro-2011_thumb.jpg)
–Calma, Kurenai! Você sabe que uma das obrigações das celebridades é chamar atenção. As revistas vão adorar falar sobre a gente, “O casal rebelde em meio ao tradicional” –Emi espalmava as mãos uma do lado da outra no ar e depois as separava, como se fosse o título. –Perfeito!
–Espero que isso funcione. –Kurenai falou tentando não soar irritada.
–Chega de falação e vamos crianças! – Disse Asuma.
(Roupa de Asuma: http://4.bp.blogspot.com/-3SftmPMEWoI/T2qnC7-VfBI/AAAAAAAAAiA/BioNJ6OrxWk/s1600/358700-3333_3354_Smoking_3_bot%C3%B5es_com_Gravata_Borboleta.jpg)
–Não me chame de criança! –Disse Emi irritada.
–Ok, pequena grande mulher, vamos logo. –Ironizou, o que fez Emi cerrar os olhos e crispar os lábios.
–Não se esqueçam de agir apaixonadamente, por que hoje vamos anunciar o casamento. Se preparem para uma semana infernal cheia de repórter, telefonemas para matérias de revista e paparazzi’s de plantão fora do hotel.
–Mal posso esperar. –Disse Emi com sarcasmo.
Asuma abriu a porta e saímos do hotel. É, aquela seria uma noite e tanto, na verdade, uma semana e tanto...
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Explicando os "Acts":
Antes que alguns me perguntem por que eu separe a história em Acts eu vou explicar:
(Angel-sensei falando)
Act (Ato): As músicas clássicas são escritas como peças de teatro divididas em atos, sempre são fragmentadas, divididas em concertos e óperas, nunca completas, geralmente as completas duram 1 hora, ou mais (Eu toco piano e sou estudante de música, então eu sei sobre essas coisas, e sim eu amo música clássica).
Isso significa que Beauty tem 3 atos, 3 fragmentos, 3 fazes. E quais são esses atos? Vou falar a seguir:
First Act: A faze antes do acidente, quando Emi ainda era Sakura.
Second Act: A faze em que se passa dez anos após o acidente e Sakura se torna Emi.
Third Act: A faze em que Sasuke descobre toda a verdade sobre Emi e o passado de Emi aos poucos é revelado, assim como o resto da trama.
E para cada Act temos uma trilha sonora diferente, combinando com o Act:
First Act: Christina Perri — Human
Second Act: Lana Del Rey — Born To Die
Arigatou por tudo e até a próxima :)
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