Beauty - No Limite Da Loucura
14 Beauty 14- Second Act - Garotas E Garotos Bonitos Se Beijam
Notas iniciais

–Então que tal se beijarem para todos nós vermos? Todos estamos ansiosos por esse momento! Se vocês realmente são um casal então isso deve ser algo fácil. -A platéia começou a gritar beija, beija, beija.
–Por mim tudo bem, mas na verdade... Sou bastante tímida. -Faço uma carinha de anjo. -E também sou uma pessoa bem reservada.
–Está querendo fugir do beijo? -Pergunta a apresentadora sádica.
–Não, não! Mas é que não me sinto confortável beijando na frente de tantas pessoas. -Faço um rostinho tímido e todos concordam. Ufa, consegui me livrar dessa.
–O que você acha disso Uchiha-san? -Sasuke me lança um rápido olhar de malicia.
–Respeito minha amada e sei que ela não se sente confortável fazendo isso em público.
–Percebemos que eles são um casal bem unido.
A entrevista continuou harmônica, conseguimos fazer nosso papel de casal apaixonado perfeitamente. Antes parecia impossível nos darmos bem, mas agora até que estamos virando parceiros. Mas isso não significa que viramos amigos, por que isso nunca acontecera. O Sasuke é o motivo de toda a desgraça que aconteceu na minha vida, se ele não tivesse feito aquilo então tudo seria como antes. Ops, estava tão distraída que esqueci de ligar para a minha mãe! Pego meu celular e digito os números, alguns bips depois ela atende:
–Sakura! Por que não me ligou antes? Estava preocupada, de repente você desaparece e só vem falar comigo dias depois! -Ela parecia realmente irritada.
–Desculpa, mas você sabe como sou ocupada.
–Onde você está?
–Neste momento estou em New York.
–POR QUE FOI EMBORA DE REPENTE? -Ela começa a gritar possessa.
–Mãe, eu já passei tempo de mais em Tokyo por causa do filme, eu preciso retomar os meus shows.
–Poderia ter pelo menos me avisado, eu queria ir ter me despedido de você no aeroporto.
–A viajem foi de ultima hora, viajei ontem à noite e cheguei de manhã.
–Ok. Ah, filha!
–Sim, mãe?
–Eu queria te ligar para falar que achei alguns pertences seus aqui em casa.
–Pertences? Pensei que tivesse levado tudo quando fui embora com Kurenai.
–Eu achei os seus antigos óculos! -Ela fala toda feliz.
–Sério? Nossa, pensei que tivesse perdido. -Quando eu estava com Kurenai ela me pagou uma cirurgia para me curar da miopia, então eu não preciso mais de óculos. -Mas que bom que achou algumas coisas minhas.
–Você sabe muito bem que não levou tudo, principalmente... Seus quadros.
–Como assim? EU PEDI QUE QUEIMASSE ELES, VOCÊ NÃO FEZ ISSO?
–Eu fiquei com pena, filha, você é tão talentosa, e esses quadros são um tesouro, eu nunca faria isso.
–Olha, quando eu voltar para o Japão eu mesmo vou queimar tudo!
–Okey filha, faça o que quiser, mas eu queria te fazer uma pergunta.
–Pergunta mãe! Você sempre se intromete na minha vida mesmo. -Falo um pouco exaltada, mas minha mãe apenas ignora.
–Você destruiu e queimou quase todos os seus quadros, acho que aqui em casa só sobraram dois, mas... eu queria saber... -Ela fica um pouco receosa de falar.
–Pode perguntar mãe! -Faço uma voz impaciente.
–Por que só o quadro daquele garoto você guardou? No dia do acidente você fez a maior confusão por que não queria que ele fosse para a ala de bagagens, queria ir agarrada com aquele quadro. Por que... Você tem tanto carinho por aquele quadro?
–...
–Filha?
–Preciso ir agora, tchau mãe!
–Espera, filha... -Desligo o telefone na cara dela. Por que ela sempre tem que me fazer essas perguntas desnecessárias? Fico algum tempo me acalmando desse estresse. Ela sempre fica me perguntando isso e eu sempre ignoro, no final a conversa sempre acaba nisso, mas acho que eu nunca respondo... Por que ainda não tenho uma resposta para essa pergunta. Por que... Você tem tanto carinho por aquele quadro?, essa pergunta ecoa em minha mente. Não é carinho, é só que... Aquele quadro... É a única prova que aquilo tudo teve um lado bom, que aquilo não foi apenas um pesadelo sem fim, que aquilo tudo... Não foi uma completa mentira, por que naquele quadro eu vejo um lado bom no Sasuke, um lado bom que não existe!
–Sua mãe? -Tomo um susto ao ouvir a voz de Sasuke atrás de mim.
–VOCÊ ME ASSUSTOU!
–Estava falando com sua mãe no telefone? -Ele me olha sério.
–E se eu estivesse? Qual o problema?
–Nenhum! Isso apenas me surpreendeu, e muito! -Ele caminhar e se senta no sofá do camarim, eu apenas o acompanho com os olhos. -Na verdade eu nunca pensei em você ter uma família, isso nunca me passou pela cabeça, mas eu queria muito conhecer sua família.
–Nem pensar, quanto mais você se manter longe da minha vida, melhor! -Pego meu casaco que estava pendurado na cadeira e o coloco no corpo. -Vamos?
–Preciso resolver algumas coisas aqui ainda. -Eu apenas o observo.
–Ok, vou indo na frente. Você sabe onde é meu apartamento, não sabe?
–Obviamente!
–Então até mais. -Pego minha bolsa e saio porta a fora.
–Vagabunda mentirosa!
Sasuke POVs:
–Família? -Kurenai piscava os olhos confusa.
–Eu ouvi ela falando com a mãe dela no celular, como eu nunca ouvi falar sobre qualquer parente dela então decidi perguntar para você.
–Eu também nunca ouvi falar de qualquer familiar dela.
–Como não? Você é a pessoa que está há mais tempo com a Emi, você deveria saber.
–Saito nunca falou sobre a família comigo, aliás pelo o que eu soube ela era órfã.
–Órfã? M-Mas ela estava falando com a mãe...
–Quando eu encontrei Saito ela tinha apenas 20 anos, ela era maior de idade, mas legalmente ela ainda não era independente, então me tornei sua tutora. O juiz me falou que ela era órfã, sua mãe havia morrido num acidente aéreo e seu pai estava desaparecido, como se passou muito tempo então a procura por ele foi cancelada e ele foi dado como morto também.
–Você sabe quais eram seus nomes?
–Eu nunca procurei saber, achei que esse assunto só incomodaria.
–Mas e essa mulher? Quem poderia ser?
–Se eu te contar uma coisa... -Ela olha para os lados com seriedade.- Você promete não falar a ninguém e também não falar a Saito que eu te contei.
–Prometo!
–Acho que esse lugar não é apropriado para conversarmos, vamos tomar um café.
–Ok.
Saímos da emissora e vamos para uma cafeteria próxima, nos sentamos em uma mesa aleatória, Kurenai pediu um café frappé e eu um mocaccino e então começou a falar.
–Cinco anos atrás eu era uma espécie de caçadora de talentos, andava pelas ruas procurando futuros artistas. Minha renda era minúscula e eu morava em um apartamento meia boca no subúrbio de Tokyo, apenas esperando um dia achar uma pessoa talentosa o suficiente para me fazer ganhar muito dinheiro, e foi ai que eu achei a Saito, ela trabalhava em uma cafeteria como essa, ela era garçonete. Á principio eu nem a percebi, seu visual era desleixado e ela usava uns óculos fundo de garrafa ridículos, ela era um figura cômica, quem olha para ela hoje mal imagina que ela era assim. Mas quando eu vi sua beleza por trás dos óculos eu fiquei muito impressiona, eu olhei e pensei Hey! Essa garota poderia ser uma modelo, ou talvez uma atriz! Por que uma jovem tão bonita está aqui? Desperdiçando sua beleza e juventude? Com essa aparência ela poderia ir longe!, eu ofereci meus serviços a ela, mas obviamente ela não aceitou. Um tempo depois ela veio me procurando falando que queria ser uma cantora famosa e foi aí onde tudo começou. Mas onde eu quero chegar é que é impossível a Saito ter uma mãe, a pessoa mais próxima que ela tem para chamar de mãe sou eu, que sempre cuidei dela.
–Isso não é tão impossível assim, ela pode ter sido criada por alguém antes de você.
–É possível, por que a Saito... -Ela apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos, seus lábios ficaram na frente de um jeito que não dava para vê-la falar. — -Morava em Down City! -Arregalei os olhos só de ouvir esse nome.
–D-D-D-DOWN CITY? N-Não seria aquele distrito rebaixado onde ficam concentrados os criminosos e mafiosos?
–Esse mesmo! Saito morava em um prédio abandonado lá, pelo o que eu saiba ela não tinha família então se virava como podia, por isso trabalhava em uma cafeteria como uma simples garçonete.
–Olhando para ela assim eu nem consigo imaginar que ela um dia foi pobre.
–O que eu quero dizer é que desde os quinze anos Saito sempre viveu sozinha, então eu me pergunto quem poderia ser essa mulher que ela chamou de mãe.
–Será que poderia ser a verdadeira mãe dela?
–Sasuke! Isso não é possível, a mãe de Saito morreu em um acidente de avião carbonizada!
–Então fica difícil!
–Eu não sei muito sobre o passado da Saito antes dos 20 anos, as únicas coisas que sei dela são as coisas que ocorreram com ela nesses cinco anos. Na verdade a única coisa que sei sobre ela antes dos 20 anos são que os pais dela estão mortos, o resto... Eu não sei nada. -Ela não me convenceu quando disse isso, na verdade, acho que ela sabe mais que todos.
–Quer que eu investigue mais?
–Existem muitas coisas que a Saito odeia, mas o que ela não suporta de qualquer um é que se intrometam na vida dela, é melhor esquecer isso, se a Saito quisesse que soubéssemos, ela mesmo diria! -Apenas assenti em silencio. -Asuma-san falou comigo e disse que vocês dois foram convidados para uma festa hoje.
–Festa? -Estranhei a notícia, eu não sabia de nenhuma festa. Asuma e seu talento de inventar eventos de ultima hora.
–Sim, parece que hoje é o aniversário de um amigo da Saito, muitas celebridades de Hollywood estarão lá, acho que será ótimo para você se socializar com as estrelas. Lá estará cantores, atores, diretores de teatro e cinema, escritores e muito mais, você pode até mesmo conseguir trabalhos novos. Imagine você estrelando um filme de Hollywood?
–Sim! -Sorrio animado. -Eu definitivamente irei para esta festa.
–Então ante logo, vá para o apartamento da Saito.
–Certo!
Peguei o meu carro e sai correndo em direção ao apartamento de Emi, quando cheguei na entrada fiquei impressionado. Ela morava em uma cobertura. Pelo o que eu soube esse era o apartamento oficial dela, era sua verdadeira casa, mas era enorme! Entrei na entrada, era tudo de ouro e mármore, no teto havia um lustre imenso de cristal. Subi o elevador dourado e encaixei a chave do andar, cada andar era um apartamento e para chegar nele era preciso encaixar uma chave no painel para entrar no apartamento. A porta se abriu e dei de cara com um apartamento imenso e luxuoso, que tinha uma vista fantástica de New York, quanto será que foi esse apartamento? Foi o mais caro por que é uma cobertura, aposto! Ouvi um barulho vindo do andar de cima e subi as escadas de vidro, abri a porta de onde vinha o barulho e percebi que naquele imenso cômodo era o camarim particular de Emi. Cabeleireiros, maquiadores, figurinistas, personal stylists iam de um lado e do outro, Emi ficava no meio de todos apenas sendo arrumado.
–Tudo isso para uma festa de aniversário? -Emi me olha seca e nada diz.
–Para tudo! Quem é esse boy maravilha? -O maquiador pergunta para Emi.
–Esse é o meu namorado, Uchiha Sasuke! -Diz ela sem entusiasmo.
–Oh-my-god! -Ele falava pausadamente com o queixo caído.- Que deus grego é esse? -Pelo jeito ele era gay.
–Se controle, Cherry! -Ela falava rindo.
–Deixa que eu cuido desse garotão. -Disse o figurinista, vindo e me levando até um provador. No meio do caminho o desgraçado ainda apertou a minha bunda.
–QUAL É A TUA, CARA! -Digo quase partindo para cima dele, a biba apenas solta um berro estridente.
–Não ligue para o Pierre. -Dizia Emi rindo da situação.
O tal Pierre me joga dentro do provador e entra junto comigo.
–Tudo bem, agora... Tira a roupa!
–O QUE?
–Eu preciso ver seu corpo para poder ver que roupa vai te cair bem, né meu amor! -Olho para ele com receio, mas o profissional ali era ele, não podia fazer nada.
Começo a tirar a roupa e a ter que suportar seu olhar de cobiça, isso me dá nojo, eu apenas me controlo para não dar um murro na cara desse viado. Termino de me despir e fico apenas de cueca, ele fica boquiaberto enquanto olha a minha ferramenta.
–Terminou de olhar ou quer uma foto? -Digo ríspido.
–Uma foto não seria nada mal. -Rosno para ele e ele volta ao normal. -B-Bem, já tenho uma idéia da sua roupa, já volto! -Ele sai correndo saltitante. Lá dentro estava muito calor e decido sair daquele provador.
–Que calor! -Quando saio de cueca as bibas ficam todas ouriçadas. Quando olho para Emi ela está vermelha como um pimentão. Isso me impressiona muito, nunca vi ela tão vermelha e envergonhada.
–Calor? Aqui ta pegando fogo! -Diz um dos viados.
–E-E-ENTRE NESSE CARALHO DE PROVADOR AGORA! -Ela diz gritando que nem uma loca.
Entro no provador e fico esperando o baitola voltar com minha roupa, até que finalmente ele abre a cortina com um sorriso no rosto:
–Você sabe qual o tema da festa?
–Não! -Digo grosseiro.
–Festa a fantasia!
–Ah não! Esse povo ainda não sabe que já passou da idade de fazer festa a fantasia?
–É divertido, e eu pensei em uma fantasia perfeita para você?
–Ah é? E Qual? Super herói? Pirata? -Ele ri.
–Não, que tal uma fantasia de fantasma da ópera?
–Hmm, interessante. -Sorrio de lado.
–Viu? Eu sou um gênio, todos gostam das minhas roupas. Bom, aqui estão as roupas e a mascara, vista-se logo. -Ele coloca uma muda de roupa em cima da poltrona e se retira.
Me vesti e sai de lá, quando abri o provador Emi ainda estava fazendo as unhas com a manicure e pedicure, eu já estava pronto. Meia hora depois ela ainda estava fazendo a maquiagem.
–Não dá para ir mais rápido não?
–Vá dar uma volta pela casa, nunca ouviu que mulheres demoram para se arrumarem. -Diz Emi num tom natural.
Me levantei e saí de lá, decidi dar uma olhada pela casa, ela era muito grande, fui para o lugar que seria o meu quarto, ele tinha uma decoração neutra e era bem iluminado, muito confortável, elegante e enorme, eu gostei. Caminhei até outra porta e a abri, quando entrei senti meu queixo encostar no chão com tamanha surpresa.
–T-Ta de brincadeira comigo, esse é... O QUARTO DA EMI? O meu quarto perto dela é uma bosta!
O quarto da Emi era parecia o quarto da Maria Antonietta, em uma parede tinha um enorme quadro de Emi, estava linda como sempre. Decidi olhar seu closet que ficava em uma porta na parede, era enorme, tinha um cômodo lá dentro para roupas, outra para bolsas, outra para joias, e a maior de todas eram para sapatos. Procurei no quarto inteiro, mas não tinha nenhum álbum de família ou qualquer coisa familiar, fiquei frustrado. Decidi andar mais um pouco pela casa até que me deparei com uma porta que eu ainda não havia entrado, o estranho é que tinha um painel numérico do lado da porta, tentei abrir e não abria, então deduzi que para entrar naquela sala eu precisaria saber a senha. Muito suspeito, essa é a única porta em toda casa que precisa de senha alem da porta de entrada-. Fiquei olhando o painel mais um pouco:
–SAIA DE PERTO! -Olhei para o lado e vi Emi ainda com bobs no cabelo.
–Ei Emi, que lugar é esse... -Ela chegou me empurrando.
–NUNCA MAIS CHEGUE PERTO DESSA PORTA, NUNCA MAIS! SE VOCÊ CHEGAR PERTO EU JURO QUE TE MATO!
–Ei, se acalme! -Ela começou a me empurrar mais e mais.
–FIQUE LONGE DESSE LUGAR! -Ela estava totalmente descontrolada.
–Ei, calma! Eu só quis saber o que era, eu não vou chegar perto. -Ela estava ofegante de tanto gritar, mas quando viu a sua atitude logo tratou de se recompor.
–P-Perdão, eu não queria gritar com você.
–Tudo bem, estou acostumado. -Riu sarcástico.
–Apenas não chegue perto dessa porta, ok?
–Ok? -Sorrio mais uma vez. Ela dá as costas e entra em seu camarim, eu logo desmancho o sorriso. Muito suspeita essa atitude! Olho para a porta e a observo por um tempo. Tem algo atrás dessa porta, e agora eu vou descobrir o que é.
Asuma e Kurenai chegaram para irmos para a festa, Kurenai estava com uma fantasia de pirata muito sexy e Asuma com uma fantasia de vampiro, ele toda hora ficava brincando com suas presas.
–Nós parecemos um pouco iguais, você tem capa e eu também. -Dizia Asuma.
–Não temos nada a vê!
–Onde está Saito? -Pergunta Kurenai cortando a conversa.
–Ainda está se arrumando. -Digo entediado.
–Bom, a festa já vai começar, é melhor irmos na frente.
–Ela poderia ficar irritada.
–Que nada, ela nem se importa.
–Ok, então.
Decidimos ir para a festa, chamo o motorista e em alguns instantes já estamos na mansão onde será a festa. Na entrada um enorme tapete vermelho, havia um corredor de fotógrafos, os artistas estacionavam na frente do tapete, desciam e caminhavam até a entrada. O motorista estacionou e nós descemos, paramos um pouco para sermos fotografados e depois entramos na festa. Lá dentro estava cheio de malabaristas e pessoas que ficavam penduradas em panos no teto, um Dj tomava conta da música e o lugar era cheio de luzes pirotécnicas. Os garçons estavam mascarados e no bar tinham bar mans fazendo bebidas coloridas e florescentes. Nossa, essa festa está muito boa.
Eu, Kurenai e Asuma entramos em meio da multidão. As mulheres logo me lançaram olhares maliciosos e cheios de desejo. Acho que não seria nada mal eu sair com uma ou duas, não é mesmo? Emi mesmo impôs essa condição, poderíamos sair com quem quiséssemos. Nós logo nos sentamos em um sofá circular com mesa estilo aquelas que tem em lanchonetes americanas, só que ela tinha o ângulo de 180°, bem em frente haviam algumas mulheres circenses que estavam semi nuas, lugar perfeito.
–Que tal mudarmos de lugar? -Disse Kurenai incomodada.
–Esse lugar está bom, temos uma ótima visão. -Disse Asuma rindo, ela logo o lançou um olhar raivoso. Acho que vi uma pontada de ciúmes, mas não seria nada mal eles se tornarem um casal, acho até que combinam. Mas se algo acontecer entre os dois com certeza não vai ser por causa da iniciativa de Asuma, ele pode até ser um gênio em marketing, mas é burro como uma porta quando se trata de amor, ele ainda não percebeu que Kurenai gosta dele e nunca vai perceber.
–Vem, vamos dançar! -Disse Kurenai puxando Asuma para a pista de dança, em segundos eles sumiram.
Fiquei um tempo ali parado na mesa, apenas observando a festa, quando senti que alguém se sentou ao meu lado:
*Dialogo em Inglês (Mas vou colocar no português para ficar mais fácil)*
–Miaau! Parece que o gatinho está solitário. -Olhei para o lado e vi uma linda mulher com uma fantasia de mulher gato, ela tinha os cabelos cor chocolate e os olhos cinza, simplesmente fascinante. Ela segurava dois drinks na mão e me estendia um.
–Não estou mais! -Sorri malicioso e ela retribuiu o sorriso. Principalmente agora que estou acompanhado de uma mulher tão linda. Dei um gole no drink.
–Amigo do aniversariante?
–Não, na verdade ele é amigo da minha namorada. -Ela logo tirou o sorriso do rosto.
–Então o gatinho tem coleira? -Ela sorria maliciosamente.
–Coleira? Nunca! Sou livre como um pássaro.
–Então tome cuidado, por que eu adoro devorar passarinhos. -Ela colocou a mão na minha cocha e fazia movimentos de vai e vem.
–Se for você então acho que não tem problema nenhum.
–Me espere na porta dos fundos daqui a dez minutos! -Ela se levantou e foi embora.
–Misteriosa e ousada! São as minhas favoritas.
Saito POVs:
Desci do carro e logo um monte de flash me atingiu, eu sorri e posei para algumas fotos até caminhar pelo tapete vermelho e entrar na festa, tudo estava exatamente como Mike gostava. Minha fantasia? Era de anjo, sei que não combina nada comigo, mas decidi inovar, sair um pouco do sexy e ir para o angelical, e minha máscara combinava muito com tudo.
Caminhei um pouco procurando os outros, mas logo fui interrompida quando senti meu celular vibrando, peguei-o e vi que era uma mensagem de Mike.
–O que erá que ele quer?
Sasuke POVs:
Continuava a beber meu drink apenas esperando dar o horário de ir lá fora ver a minha gatinha. Quando de repente em meio à multidão vi uma figura de cabelos rosados, vestido branco e uma mascara, olhei mais um pouco e tomei um susto, foi como se todo o mundo ficasse em câmera lenta e um holofote tivesse focado nela. Não pode ser, estou tendo uma miragem? Aquela é a...
–Sakura! -Sussurrei baixo.
A mulher misteriosa caminhou em meio às pessoas e sumiu:
–Espere, Sakura! -Me levantei derrubando meu drink em cima da mesa e corri em meio à multidão.
Olhava para todos os lados procurando desesperadamente, à musica alta, as luzes fortes, as pessoas dançando para lá e para cá, nada disso estava ajudando. Quando olhei novamente vi a mulher misteriosa abrindo uma das portas de vidro que levavam até o jardim, essa porta vinha do teto até o chão e haviam muitas outras janelas da mesma altura ao lado. Corri em direção há porta e vi ela caminhando pelo jardim até entrar em um labirinto botânico. Corri em direção ao labirinto, ele estava escuro, mas era iluminado pela lua cheia. O que ela estava fazendo? Por que está vindo para esse lugar? Corri entre os corredores até ouvir vozes baixinhas, como sussurros só que um pouco mais alto, não consegui ouvir o que diziam. Fui chegando mais perto e mais perto até ser levado até o centro circular do labirinto, lá havia um grande chafariz no meio e o caminho era de cascalhos. Mas quando olhei para o lado vi a mulher misteriosa aos beijos com um homem de cabelos loiros, eles se agarravam fervorosamente. De repente um fogo mortal subiu em mim e eu não consegui ver mais nada e nem pensar em mais nada. Corri em direção a eles, o som dos meus passos o fizeram parar e olhar para mim, quando cheguei perto à única coisa que fiz foi dar um soco com toda força na cara dele.
–TIRE AS SUAS MÃOS IMUNDAS DA SAKURA! -O homem com fantasia de rei apenas me olhou e começou a rir.
–Sakura? Que Sakura?
–O que você pensa que está fazendo? -Olhei em direção a mulher e ela lentamente começou a tirar a mascara.
–E-Emi? -Fiquei petrificado naquele instante. Droga, confundi a Emi com a Sakura.
–Quem é Sakura, seu maluco? -Perguntou Emi nervosa, eu nada disse, estava mais confuso que todos ali.
–Bom, vou deixar o casalzinho aí discutir, fiquem a vontade. -Ele começa a caminhar e sumiu em meio aos corredores do labirinto. -Maldito, beija a minha namorada e sai andando?
–Me explica o que foi isso, Uchiha? -Ela dizia alterada.
–Me perdoe, eu te confundi com uma pessoa.
–Vou adivinhar! Me confundiu com aquela garota que te faço lembrar? Me diga, o que essa garota significa para você! -Ela me olhava com um olhar de quem realmente precisava saber da resposta.
–Apenas esqueça isso Emi, não vale à pena ficar tocando nesses assuntos. Mas agora me explique quem era aquele cara? -Tentava normalizar a minha voz.
–Aquele? É o Mike. -A maldita disse com a maior tranqüilidade do mundo.
–O famoso Mike, por que estavam se beijando?
–Vou ter realmente que ficar te dando explicação? ISSO NÃO TE INTERESSA! -Ela disse me empurrando.
–É OBVIO QUE ME INTERESSA! -Eu cheguei meu rosto mais perto do dela.
–AH É? E POR QUE! -Ela chegou o rosto mais perto do meu para me encarar diretamente. Me irritei, a peguei pelos pulsos e a prensei contra a parede de arbusto violentamente, deixando seus pulsos na mesma altura do ombro.
–POR QUE VOCÊ É MINHA! -Ela me olha abismada e num impulso que eu não sei de onde surgiu eu simplesmente selei seus lábios de maneira urgente e desesperada. Ela tenta se soltar de todas as maneiras possíveis, eu invisto minha língua mais e mais invadindo a sua boca, ao mesmo tempo que apertei seus pulsos com força para que ela não fugisse, ela soltou um gemido de dor. Depois de lutarmos por soberania finalmente eu venço e ela se entrega, dando passagem a minha língua que ansiava por contato. Quando ela já está totalmente entregue eu soltei seus pulsos, e com isso ela me abraçou e agarrou meus cabelos com força, eu segurei sua cintura em movimentos possessivos. Nos separamos por falta de ar mais continuamos com as testas grudadas uma na outra, ofegantes e buscando com desespero oxigênio.
–Ta vendo?... Não negue que nós dois... Nos desejamos. -Falava com dificuldade. Emi estava totalmente perdida, aproveitei que sua consciência não estava completa e a puxei para mais um beijo ardente, que foi muito bem recebido.
E foi naquele momento que eu senti em cada osso do meu corpo, a presença dela em Emi. Isso não pode ser possível, duas pessoas se parecerem tantos e terem tantas coisas em comum. De repente umas idéias vieram a minha cabeça, idéias totalmente impossíveis e sem noção. Seria possível a Emi... Ser ela? Que idéia mais ridícula! Tratei de deletar essa idéia da minha mente e focar no que estava acontecendo. Emi de supetão me empurrou totalmente ofegante e começa a caminhar para longe, andando cambaleando de um lado para o outro e se segurando nas coisas.
–Não tente fugir... Você sabe que não pode! -Ela para, me olha por cima do ombro e continua até sair do meu campo de visão.
O gosto, até o jeito de beijar é o mesmo, seria realmente... Possível?
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