Beautiful Mess
6 The Idiot Tyler!
Notas iniciais
Tyler me largou no meio da rua, ele é um completo irresponsável. Meu corpo todo fervia de raiva, como ele podia ter perdido uma aposta e o seu adversário exigir um encontro comigo?Andrew estava sendo legal demais, até Tyler sumir de vista, logo depois começou a ser abusado e ousado se atrevendo a me tocar e me fazer propostas indecentes, como se eu fosse uma qualquer.Não sei quando vou parar de me sentir imunda,por ter sentido as mãos sujas de Andrew,pelo menos ele não foi doido de ter se aprofundado nas suas “carícias”.
E outra, Tyler Mackenzie me beijou. Eu estava no meio de uma crise de raiva, totalmente fora de mim, uma completa desequilibrada e o Tyler me beija. Que merda foi isso?Tudo bem que em parte foi inteligente, porque eu não sabia até onde um ataque de raiva poderia me levar, e acho que foi a única maneira que ele encontrou que fizesse meu bom senso voltar.
Pelo menos foi breve. Peraí, se eu não tivesse revidado será que ele iria querer se aproveitar de mim assim como Andrew?Acho que não, Tyler é meio temperamental, mas tem seus princípios.
Tyler. Tyler. Porque não consigo me livrar dele?E pensar que pela primeira vez na vida, ele tinha sido legal comigo, tanto na hora do almoço quanto antes de me deixar com Andrew.
Uma buzina me faz sair de meus devaneios, havia um carro parado perto de mim e logo o meu coração acelerou as batidas, porque meu primeiro pensamento foi que Andrew tinha me encontrado, e me levaria dali para Deus sabe onde.
– Oi, quanto tempo não?- o cara que saiu do carro tinha uma voz familiar e logo o reconheci quando o vi, era Nate Prescott o meu outro fantasma do passado, o meu ex-namorado.
Eu me lembrava perfeitamente dele, o meu primeiro beijo foi com ele, o primeiro namorado foi ele, a minha primeira vez foi com ele e com certeza a primeira paixonite da minha vida foi ele. Bem, considero paixonite porque foi algo bem passageiro. Eu tinha quinze anos quando o conheci, foi um ano bem marcante na minha vida além dele entrar na minha vida, foi o ano em que conheci Perry e foi o ano em que tinha ficado livre de ter que estudar com Tyler. Então eu estava bem fragilizada. E Nate sempre me tratou tão bem, que por um tempo gostei dele mais do que como amiga.
– Oi. -acenei para ele, ainda surpresa em vê-lo.
– Precisa de ajuda para chegar em casa ou em algum outro lugar?
– Você chegou na hora certa. –respondi com a certeza de que queria chegar em casa o mais rápido possível e poder dormir para acabar com aquele dia insuportável.
Nate era muito simpático e prestativo, eu sabia que sempre podia confiar nele. Apesar de ter uma condição econômica muito boa, ele era um rapaz simples, que marcava presença com seus penetrantes olhos castanhos e cabelos entre um tom de castanho com a mistura de fios loiros. O percurso que fizemos foi agradável, nós conversamos sobre vários assuntos e eu me sentia tranquila na companhia dele. Nem parece que eu tinha acabado de passar por uma situação tão embaraçosa e desagradável.
Ele sempre conseguia levantar o meu astral, e mesmo que eu tenha terminado o meu breve namoro com ele, continuamos mantendo a amizade apesar dele ter ficado arrasado com o termino. E mesmo fazendo tempo que não nos víamos, ainda nos dávamos bem, apesar de as vezes eu ficar constrangida quando ele fica relembrando o passado.
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Despedi-me de Nate Prescott após ele ter me feito dar várias risadas ao me contar alguns acontecimentos engraçados dos últimos meses e quando ia entrar, avistei Perry sentada no degrau do saguão com seus saltos na mão olhando para o céu, claramente deveria estar admirando as estrelas e a lua e refletindo sobre algo que de alguma forma a estava incomodando.
– Você esta bem?-perguntei a minha amiga assim que me aproximei.
– Estou ótima, e é isso o que me assusta. -ela me respondeu um pouco aflita.
– Essa eu não entendi.
– Como posso gostar tanto de alguém que conheci há pouco tempo?Isso parece ser errado.
– Se te faz bem, então não é errado.
– Eu tenho medo. As pessoas mesmo se conhecendo bem acabam machucando umas as outras, acabam se separando. –Perry dá um sorriso triste.
Eu sabia o motivo dela estar com medo, ela nunca superou a separação dos pais dela. Desde então nunca se envolveu sério com alguém, sempre uma aventura aqui e ali, e agora que encontrou Erick tem medo do que possa acontecer.
– Você sabe que cada pessoa é diferente, e não é só porque aconteceu com seus pais que vai acontecer com você. Tem que se permitir ser feliz.
– Sem se preocupar agora com as incertezas do que ainda esta por vir certo?-ela meio que afirma e pergunta ao mesmo tempo.
– Isso mesmo. -sorri para ela, e acariciei sua mão.
– Eu realmente gosto do Erick, de ter a companhia dele. Acha mesmo que podemos dar certo?
– Vale a pena vocês tentarem. -eu sabia que eles iam acabar se envolvendo romanticamente.
– E ai me conta, como foi o seu encontro?-a pergunta de Perry e seu entusiasmo me deixaram abalada.
– Foi bom. -esbocei o melhor sorriso que pude para que ela pudesse acreditar nisso. Jamais eu teria coragem de lhe contar à humilhação que passei hoje, muito menos depois de ela ter tido uma noite agradável eu não estragaria a sua noite.
– Não estou te achando muito animada, talvez quem saiba no segundo encontro seja melhor. -me incentivou Perry, fazendo com que eu ficasse alarmada.
– Pois é. -engoli em seco.
Em uma coisa eu tinha que concordar com Perry, as pessoas mesmo se conhecendo machucavam umas as outras, Tyler me conhecia e sempre de alguma forma me machucou. Eu queria apenas um motivo para entender o porquê dele me odiar tanto, eu nunca fiz nada para atingi-lo.
Antes de dormir, eu não consegui evitar um choro. Eu chorei o mais silencioso que pude para evitar que Perry percebesse meu estado deprimido.
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Assim que chegamos ao refeitório, bastou Perry avistar Erick para ir sentar junto com ele e como sempre, eu fui junto com ela.
– Oi Cassie. -Erick parecia um pouco angustiado quando me cumprimentou.
– Aconteceu alguma coisa?-perguntei à ele.
– Nada demais. -ele estava inquieto, e logo ficou completamente imóvel ao fixar seu olhar na entrada do refeitório.
Segui o seu olhar, e percebi que ele estava encarando um homem alto, um pouco grisalho, vestido de terno e gravata todo pomposo e exibia uma expressão nada amigável no rosto.
– Olá Erick, poderia me fazer o favor de me informar onde o meu filho está nesse exato momento?-exige o homem assim que chega perto da nossa mesa, ignorando totalmente a minha presença e a de Perry sem ao menos se dar ao trabalho de ser educado.
Sem dúvida alguma se tratava do pai de Tyler visualizando bem, a aparência não negava. Era o grande patriarca Mackenzie, responsável por um dos melhores impérios de publicidade dos Estados Unidos.
– Alguém poderia ter o bom senso de me falar onde Tyler está?-dessa vez ele incluiu a mim e a Perry para responder a pergunta.
Nós respondemos com um aceno negativo, e o Sr.Mackenzie demorou seu olhar sob mim, me analisando dos pés a cabeça.
– Sinto muito, mas não podemos ajudá-lo. -diz Erick.
Vou lhe contar, nunca conheci alguém tão intimidador quanto o pai de Tyler. O cara é sinistro. O Sr.Mackenzie começou a conversar com Erick a medida que começaram a caminhar e Erick o acompanhou até a saída.
– Pobre Tyler. -comenta Perry. -Algo me diz, que dessa vez ele dançou.
– Nem me fale. -diz Erick levando as mãos à cintura.
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– Então seu encontro ontem foi bom?-me pergunta Erick assim que Perry se retira da mesa para atender uma ligação de seu pai.
Não o respondi, apenas mordi meu lábio inferior aflita com a sua pergunta.
– Tyler me ligou, disse que te viu parada parecendo que estava perdida em uma rua, e pediu que eu fosse buscá-la já que ele estava com Shelby. E eu até fui, mas não te encontrei. -diz Erick.
– É que eu estava com um amigo, fazia um tempo que eu não o via. –não menti por completo, até porque eu estava me referindo a Nate.
– Ele não te fez algo ou fez?-Erick franziu a testa preocupado.
– Não, ele é legal.
– Se precisar de alguma coisa, pode contar comigo. –Erick dá um leve aperto em minha mão amigavelmente.
Tyler tinha se dado o trabalho de pedir que Erick fosse me buscar após ele ter me abandonado no meio do nada, mandou alguém em seu lugar para lidar com a situação. Era um covarde mesmo.
– Sabe em que lugar Tyler está?-me peguei perguntando.
– Não sei exatamente o lugar, mas tenho alguma ideia de com quem esteja...Deve estar nos braços de Shelby.
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