Notas iniciais
[...]Oh, eu não sei lidar com isso Meu coração está batendo forte... E agora simplesmente não consigo esconder Acho que estou me apaixonando por você[...]Fallin' For You/Colbie Caillat

Agora é oficial, estou prestes a começar a estagiar na Mackenzie Media’s. Bom, eu sei que trabalharia para o pai de Tyler, mas como eu podia não aproveitar essa chance?Após estagiar ali, minha carreira profissional seria bem melhor do que eu imaginava. Com o incentivo de Perry, eu pude perceber que em partes seria uma honra ter o meu primeiro estágio com os Mackenzies, porque aquele império reinava pelos Estados Unidos, eles praticamente controlavam tudo o que se podia ver e ouvir.

Eu só fiquei um pouco mais nervosa quando vi Tyler e seu visível incomodo por me ver ali. Mesmo assim, isso não interferiu na decisão de que eu tivesse meu estagio.

Voltei para casa pensando nos aspectos positivos desse estágio, estava ansiosa para conversar com Perry sobre os últimos detalhes que acertei hoje com o pai do Tyler, assim que sai do elevador ouvi uma música vindo de onde Tyler estava nesses últimos dias e eu ia ignorar, eu juro, mas não consegui o barulho era aborrecedor. E como parecia que ninguém mais se importava ou tinha coragem suficiente, ou simplesmente ignorava, eu mesma estava determinada a acabar com aquilo.

Apenas entrei de uma vez e fui direto desligando o equipamento sonoro da tomada.

– Cassie, a estraga prazeres de sempre. -Tyler se virou para mim com uma garrafa de uísque na mão, e então me dei conta de que ele estava só de cueca.

– Um barulho desses é perturbador, e não se pode fazer isso aqui. -limpei minha garganta, e o repreendi.

– Eu posso. Esse “condomínio” é posse dos Mackenzies, meu pai quase não lembra mais disso, por isso gosto de passar um tempo aqui. –ele apontou um dedo para si mesmo e depois se jogou sentado no sofá, levando a garrafa até a boca e dando um imenso gole na bebida que estava em sua mão.

Fiquei um tempo o olhando, pelo menos ele tinha se confinado aqui e estava se martirizando sem causar problemas para ninguém além dele mesmo.

– Gosta do que vê não é?Tyler Mackenzie em um estado decadente. Aproveite esse momento, você não terá o prazer de me ver fragilizado nunca mais. -assim que ele disse isso, percebi que tinha acontecido alguma coisa muito séria.

– O que aconteceu?-me peguei perguntando.

– Nada de que você fosse digna de saber.

– Deixa de ser um babaca e me fala logo. -puxei a garrafa de sua mão, e coloquei em cima da mesinha de centro.

– Para de ser intrometida e se manda daqui, eu estou bem e ficarei melhor quando terminar com essa daqui e pegar outra. -ele avançou em mim e se apossou da garrafa novamente.

Estávamos tão perto que eu sentia o calor de seu corpo e ele parecia tão vulnerável agora.

– Apesar de tudo, quem está aqui agora com você sou eu. Então trate de ser menos grotesco. -reuni toda a minha coragem e dessa vez levei a garrafa de uísque para a cozinha, e sem pensar joguei o que restava pelo ralo da pia.

– O que você quer hein?Porque sempre é você?Sempre está no meu caminho. –Tyler ficou à minha frente, com suas mãos me segurando pelos meus braços acima do meu cotovelo.

Meu coração acelerou as batidas, mesmo estando um pouco bêbado ele continuava com sua beleza impecável. Seu toque era firme, eu não sabia se temia por minha vida ou se temia por eu perder o controle e acabar fazendo algo que eu fosse me arrepender depois.

Eu te odeio Tyler Mackenzie, pensei. Odeio a sensação que ele me faz sentir quando está tão próximo de mim.

– Dane-se. -ele acabou com a pouca distância que havia entre nós e afundou a cabeça no meu pescoço distribuindo beijos pela minha nuca, fazendo com que eu ofegasse e o puxasse colando seu corpo ao meu.

Eu senti suas mãos deslizando pela lateral do meu corpo e indo até minhas costas, assim que senti seus lábios nos meus enquanto sua língua queria ter acesso a minha. E eu calei a todas as advertências que minha consciência me fazia, porque eu não estava em condições de pensar direito. Principalmente quando eu senti seu órgão genital masculino enrijecer.

Isso só podia ser brincadeira, eu não podia estar cogitando a possibilidade de ter relações sexuais com um bêbado, iria contra meus princípios. Mas desde quando eu tinha bom senso quando se tratava de Tyler?Quando dei por mim, eu já estava com minhas pernas ao redor de sua cintura e minhas unhas arranhavam suas costas enquanto ele explorava meu corpo me fazendo conter meus baixos gemidos em seu ombro.

– Você nem ao menos tentou me impedir, no fundo sempre quis que isso acontecesse não é?-fala Tyler, assim que me colocou sentada na mesa da cozinha e tirou minha blusa rapidamente.

– Continue calado. -pedi, era melhor sem ter a voz dele para me lembrar o quanto isso era errado.

Ah, seus toques eram bem precisos e maravilhosos.

– Tyler?-alguém o chamou lá da sala, e pela voz familiar eu sabia que se tratava de Erick.

Paralisei no mesmo instante, controlando a minha respiração e me recompondo. Tyler pressionou minha cintura, fazendo uma careta amaldiçoando a intromissão indesejada de Erick.

– Sei que está ai, temos que conversar. -fala Erick.

– Vai lá. -sussurrei.

Tyler ainda estava relutante.

– Se eu parar agora, não sei se terei coragem para continuarmos isso.-me surpreendi ao ouvi-lo,e ao perceber que eu realmente queria terminar o que começamos ali.

Eu nunca admitiria isso em voz alta, mas eu sentia que o nosso corpo teria um encaixe perfeito e estava feliz por ele ter demorado para se distanciar de mim.Deus do céu,isso é insano.

– Já vou. -Tyler grita em resposta a Erick.

Tyler podia estar um pouco desequilibrado, mas com certeza não tinha ficado embriagado. E eu senti minhas bochechas ruborizarem enquanto eu vestia minha blusa de volta. Agora sim, posso me considerar uma completa retardada o que eu tinha na cabeça para chegar a esse ponto com o Tyler?Ah é, no momento eu não fui capaz de ter um pensamento coerente que me impedisse de fazer sexo com ele. Assustei-me mais ainda em perceber que isso seria bem fácil, sem precisar de nenhum esforço da parte dele.

– Sua mãe falou comigo. -ouvi Erick dizer.

– É claro que falou. –pelo tom de voz, eu sabia que Tyler tinha dado de ombros, era típico dele.

Caminhei nas pontas dos pés até ficar próximo da sala e os observei discretamente.

– Não começa Tyler. -repreende Erick.

– Ok.É que...-Tyler levou as mãos ao rosto e o esfregou.

– Eu sei, seu pai é um otário.

Erick olhou para seu amigo e não estranhou em vê-lo só de cueca e obviamente sabia que ele tinha bebido, e que depois de algum tempo estaria completamente bêbado, o que ele não desconfiava é que eu fui o motivo de ele não ter continuado sua bebedeira.

– Erick, eu preciso do meu amigo de volta. -Tyler falou.

– Já estou aqui não é?-Erick sorriu.

– Tenho problemas. -Tyler deu um sorriso amarelo e coçou a cabeça.

– Fico feliz que ao invés de ter feito alguma besteira você esteja aqui quieto na sua, e pronto para resolver o que for da maneira certa dessa vez.

Tyler olha para a cozinha e eu dou um passo para trás impedindo-o que ele me visse observando-os. Eu poderia imaginar o que ele estava pensando, que Erick nem desconfiava a besteira que ele quase tinha feito.

➢ ➣ ➤

Após Erick ter ido embora, eu fui para o meu apartamento sem ao menos trocar uma palavra com Tyler. Fechei a porta e me recostei nela.

– Você esta bem? Parece que viu um fantasma. -diz Perry.

– Eu... Vou... -gaguejei e caminhei até meu quarto, deixando meu corpo cair na minha cama.

– O que aconteceu?O pai do Tyler é tão cruel assim?-só de ouvir o nome de Tyler, meu corpo estremeceu.

E eu até já tinha me esquecido da conversa que tive com o pai de Tyler sobre o estágio.

– Acho que vou tomar um banho. -concluo, eu precisava apagar os rastros de Tyler do meu corpo.

Perry cruzou os braços incomodada, tentando imaginar o que tinha de errado comigo.

Notas finais
Capítulo caliente rsrs ;) Obrigada as garotas que favoritaram a fic *---* E um suuper agradecimento as que sempre se fazem presente com um review :3