Beautiful Lies 2ª temporada
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Minutos após o fim da dança, Elijah fora brutalmente roubado de Elena por Rebekah. A loira puxou o irmão mais velho para um cômodo distante da festividade e certificou-se de trancar a porta atrás de si.
— Elijah, por acaso você perdeu o juízo? – ela falou, ofegante pelo nervosismo. O irmão deu de ombros, querendo dizer que não compreendia o que ela queria dizer. – Eu ouvi sua conversa com Elena! Namorando? Você perdeu todo o seu bom senso?
Ele contraiu a mandíbula e revirou os olhos, impaciente. Não estava acostumado a ser realmente confrontado por Rebekah. Naquela família havia certa hierarquia de irmãos e, obviamente o único que não a obedecia era Klaus.
O próprio Elijah jamais fora capaz de contradizer o que Finn dizia, quando este ainda estava vivo.
— Eu acredito que ganhei o bom senso, Rebekah. Mil anos escondendo meus sentimentos para priorizar a família e o que ganhei com isto? – disse ele e apesar de sentir-se contrariado sua voz era leve. – Eu digo a você o que ganhei, irmã. Alguns séculos em um caixão.
— Então meu irmão mais velho está abandonando a sabedoria de mil anos para entregar-se a um amor fútil? – ela desafiou. – Você é mais parecido comigo do que imagina.
— Quem você pensa que é para dizer que o que sinto por Elena é fútil, Rebekah? – ele retorquiu, sentindo sua paciência com as acusações da irmã cada vez menor.
— Eu sou sua irmã, Elijah. E posso dizer que antes de tudo isso você jamais abandonaria Hayley para passar por uma transformação sozinha, você jamais arriscaria a vida de Elena esfregando o relacionamento na cara de Niklaus. Ele vai mata-las e tudo o que sobrará pra você vai ser a culpa.
Aquelas palavras caíram por Elijah com o peso de uma bigorna. Ele baixou a cabeça, desistindo da discussão. Fez um aceno positivo para a irmã, indicando que concordava com o que ela tinha acabado de dizer.
— Eu vou protege-las, Rebekah – foi tudo o que ele conseguiu a dizer a seu favor.
Ele irrompeu porta a fora, deixando a irmã mais velha na companhia da mobília e da arte, que decorava o quarto. Retornou rapidamente para a sala onde estivera dançando com Elena e ocupado demais sendo feliz para simplesmente pensar na dor que Hayley sentiria naquela noite.
Elijah observou Elena conversando animadamente com Caroline e ambas seguravam taças de champanhe. Apesar dos olhos da morena correrem ansiosamente pelo salão, ele sabia que ela estava, de certo modo, segura. Niklaus não seria estúpido ao ponto de causar algum mal em frente a metade da cidade.
Então o Original resolveu deixar a mansão, aguçando sua audição para qualquer sinal que pudesse identificar a loba. Ele não sabia como era sua forma exata como lobo ou a cor de sua pelagem, mas precisava arriscar-se.
O período da transformação já havia passado, o que significava que de qualquer forma, ele a encontraria na forma humana. Frágil demais e o possível alvo de Niklaus. Percorreu a área florestal da mansão rapidamente e não a encontrou, seguiu pela floresta até encontra-la deitada em posição fetal, completamente nua próxima a mansão Salvatore.
— Hayley – ele chamou diminuindo a distância entre eles e retirando seu paletó para cobri-la. Ainda estava desacordada, o que indicava que ela acabava de retornar a forma humana. Ao redor de seus lábios havia manchas de sangue seco, mas aquilo não era a prioridade do Original.
Ele cobriu Hayley com seu paletó e lentamente a embalou em seus braços, içando seu corpo magro e leve. Ela se mexeu incomodamente e logo encostou sua cabeça pesadamente no peito do Original,
— Elijah... – ela sussurrou um gemido.
— Perdoe-me pelo comportamento adolescente. Você não deveria ter visto nada daquilo – ele falou, mas não teve certeza que a loba realmente o ouvia, pois tão logo ela parecia novamente desacordada. Talvez ela gemer seu nome fizesse parte de algum sonho.
***
— Olá, Elena – disse Rebekah rapidamente, exibindo um sorriso completamente forçado. – Posso falar com você por um minuto ou dois?
Seu olhar foi lançado de maneira fria e exclusa para Caroline, que sorriu de má vontade e deslocou-se para o canto oposto, sem dizer muito.
— Eu vou ser bem direta. Ouvi sua conversa com meu irmão e devo dizer que isto só pode acabar mal – ela disse ainda com o mesmo sorriso no rosto.
— Então eu acredito que somos eu e Elijah que devemos decidir como iremos continuar, não?
Rebekah trocou o peso do corpo de uma perna para outra e assim que o garçom trouxe uma bandeja com bebidas ela agarrou um copo, deu um longo gole e após sentir a bebida queimar em sua garganta, falou:
— Você não conhece Elijah – ela já era a segunda a dizer aquilo e sabia que a terceira seria Caroline. Estava farta daquele assunto, mas não ousou interrompe-la. – E também não conhece Niklaus. Mas eu, por outro lado, conheço bem os dois e devo dizer que ambos estão em uma missão mutua de ferirem-se. E acredite, você e Hayley serão danos colaterais do plano de meu irmão bastardo.
— Então você sugere que eu me afaste de Elijah para meu próprio bem?
— Oh, não querida. Eu não me importo com você, não me entenda mal aqui. Estou preocupada com os sentimentos de meu irmão, que já foram destruídos por muitas vezes.
— Você está colaborando para que isto aconteça mais uma vez – Elena rebateu, erguendo uma sobrancelha desafiadora e deixando Rebekah sozinha.
Ela tomou a liberdade de subir para o quarto do Original, decidindo que mais cedo ou mais tarde ele apareceria ali, mas parou no meio do caminho quando ouviu a voz de Elijah soar baixo de um quarto a esquerda.
Sua intenção nunca foi bisbilhotar, mas ela não pode conter a curiosidade e seguiu o som, parando exatamente na primeira porta.
— Perdoe-me pelo comportamento adolescente. Eu deveria ter sido honesto e contado a você o que estava acontecendo no momento em que tivemos a chance.
— Está tudo bem, Elijah. Eu compreendo que você seguiu em frente, afinal eu morri – a voz de Hayley era fraca, quase como se estivesse morrendo novamente. Elena era quase incapaz de ouvi-los. — Mas, você realmente foi capaz de me esquecer?
— Descanse. A noite foi difícil para você – ele mudou de assunto rapidamente.
Elena baixou a cabeça, sentindo-se triste pela conversa que acabara de ouvir. Ela notou o tom desconfortável e hesitante na resposta de Elijah e não gostou daquilo. Era como se ela tivesse ouvido a resposta que a mente dele gritava para a pergunta que, no caso, era um audível: não.
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