Beautiful Dream
48 Capítulo 49
Notas iniciais
Capítulo 49:
Pov. Pata
Eu estava dançando com o Juca, a festa estava super divertida. Desviei o olhar dele e vi o Mosca beijando a Mili, eles devem ter se acertado. Juca percebeu que eu olhava atentamente para frente e virou a cabeça para trás, assim que viu a cena me olhou novamente.
Juca- Você ainda está brigado com ele, não está? – Eu finalmente olhei para ele novamente.
Pata- O Mosca me magoou muito, não esperava isso dele.
Juca- Eu entendo você Pata, mas acho que todos merecem uma segunda chance. Eu sou a prova disso.
Pata- O que você quer dizer?
Juca- Eu era um idiota, não era? – Eu ri, para concordar. – Então! Agora eu posso dizer que sou... um pouco menos idiota, talvez. — Ri novamente, só ele para me divertir. – Mas o Mosca não é idiota, tanto é que você nunca iria esperar isso dele, mas assim como todo mundo, ele errou.
Pata- Um erro muito grave, não se esqueça disso.
Juca- Eu sei, mas da para ver de longe que ele se arrependeu. Você não acha que já está na hora de perdoar? – Olhei para baixo, não sabia o que responder. – Pelo o que parece, até a Mili já fez as pazes com ele.
Pata- Você tem razão. Eu já perdi as contas de quantas vezes ele me pediu desculpas. Não gosto de ficar assim, ele é o meu irmão. – Ele sorriu e eu também.
Juca- Então vamos aproveitar e depois você fala com ele, porque agora os dois parecem estar ocupados. – Disse olhando para trás e nós rimos.
Depois de tomar essa decisão fiquei mais leve, parecia que metade do peso já tinha saído das minhas costas, agora o resto só vai ir em bora quando eu falar com o Mosca e tudo se resolver. Preferi não me preocupar muito com isso agora e curtir a festa ao lado do Juca. Ele estava fazendo graça enquanto dançava e eu não conseguia parar de rir. Peguei um daqueles cachecóis de pluma e segurei as pontas em cada mão, depois usei isso para puxa-lo pelo pescoço para perto de mim, o que resultou em um beijo, um beijo calmo, um beijo sincero...
Pov. Tati
Eu estava com o Thiago comendo uns docinhos, quando o Mathias chega um tanto desesperado para perto de nós.
Mathias- Eu preciso que vocês façam um favor para mim... Na verdade é para a Vivi.
Que foi? – Perguntamos em coro.
Mathias- É que os drinks estão acabando, e nós precisamos ir buscar mais lá no galpão, mas eu não quero ir sozinho.
Tati- E não dá para os garçons fazerem isso?
Mathias- Não, eles estão super ocupados, porque dois deles tiveram que ir embora mais cedo, aí já viu né.
Thiago- Mas porque eles foram embora?
Mathias- Eu não sei, e isso não importa agora. Vocês vão comigo ou não?
Thiago- Eu vou. Tati, você fica.
Tati- Por quê? Eu quero ir junto.
Thiago- Eu vi como era o galpão quando tava chegando aqui, acho que você não vai querer entrar lá
Mathias- É, acho melhor você ficar mesmo. Pra entrar tem uma parte cheia de barro. Com esse salto aí não vai dar certo.
Tati- Ta, eu fico. Mas não demorem.
Fiquei andando um pouco e acabei indo para fora. Avistei Ana e Binho sentados em um bando que tinha na entrada, na verdade a Ana estava sentada e o Binho deitado com a cabeça no colo dela. Achei que poderia atrapalhar, mas não estava nem aí, não queria ficar sozinha.
Tati- Desculpa atrapalhar o momento love de vocês, mas eu vou ficar aqui até o Thiago voltar. Ele foi com o Mathias pegar mais drink no galpão e disseram que eu não poderia ir porque lá tem barro, mas eu não quero ficar esperando sozinha.
Ana- Calma Tati, você pode ficar aqui. – Ela disse rindo.
Binho- A Tati é daquelas que a gente diz “bom dia” e ela já conta a vida toda dela. – Eles se mataram de rir e eu acabei rindo também.
Tati- Vocês são muito chatos. – Brinquei e eles ainda estava rindo. Depois que se acalmaram resolvi mudar de assunto. – Tudo bem com vocês? Porque não estão na festa?
Ana- Eu to com um pouco de dor de cabeça.
Binho- Eu já disse pra ela chamar um táxi, mas você acha que ela me obedece?
Ana- Você quer que eu chame só pra ficar sozinho e pegar geral.
Binho- Claro que não, eu iria com você né.
Tati- E se não fosse eu ficava de olho. – Ri fraco. – Ai que demora, não aguento mais esperar.
Ana- Calma, ainda nem deu cinco minutos.
Tati- Mesmo assim, vai que aconteceu alguma coisa?
Binho- Fica tranquila. – Comecei a ficar preocupada de verdade. – Olha ele aí! – Apontou para Thiago e Mathias carregando um caixote.
Tati- Até que em fim! – Fui correndo até eles. – Eu já estava preocupada.
Mathias- Nossa, a gente nem demorou.
Tati- Pra mim foi uma eternidade.
Thiago- Eu sei que eu sou muito lindo e você precisa de mim, já que sou um colírio para seus olhos, mas não precisa exagerar né Tati?
Tati- Convencido! – Ri.
Ele me puxou para um beijo, mas demos apenas um selinho, já que o Mathias fez o favor de estragar o momento para que os dois pudessem levar o caixote até o lugar certo.
Pov. Cris
Eu e Rafa estávamos sentados em uma mesa para descansar, já que não paramos quietos um minuto.
Rafa- Lembra de quando a gente se conheceu? Você quase caiu e eu te segurei. – Disse rindo.
Cris- Como esquecer? Desde aquele dia, na balada de boas vindas da escola eu já tinha certeza que um dia iria rolar algo entre a gente.
Rafa- Anda prevendo o futuro, é? – Concordei rindo. – Nesse caso... – Diminuiu a empolgação na voz. – Bem que você poderia prever algo para nós ajudarmos o Mosca se acertar com a Mili né? Ele ta mal.
Cris- Mas eu vi eles se beijando agora pouco.
Rafa- Sério? Então eles já se acertaram?
Cris- Parece que sim... E nem precisaram da nossa ajuda! – Sorri. – Então, o que você acha da gente parar um pouco de pensar neles, e pensar na gente?
Rafa- Eu acho uma ótima ideia. – Disse com um sorriso malicioso se aproximando cada vez mais de mim. – Eu to com uma vontade enorme de te beijar agora, sabia? – Eu podia sentir o vendo que saía de sua boca ao dizer isso.
Cris- E se eu disser que eu também?!- Sorri e em fim nossas bocas se encostaram. Começamos um um beijo calmo, depois ele foi ficando mais intenso. Nos separamos e eu me lembrei de algo importante. – Rafa... – Ele me olhou. – O que você acha de eu te apresentar para a minha família? A minha mãe está louca para te conhecer.
Rafa- É só marcar. Também quero te apresentar para os meus pais. Tenho certeza que eles vão te adorar. – Sorri novamente.
Pov. Binho
A festa já tinha acabado para mim e para a Ana. Eu não queria que ela voltasse lá dentro por medo do Gustavo aparecer e incomodar ela de novo. Ela também não estava a fim de voltar porque ficou com dor de cabeça. Eu ainda estava deitado no seu colo conversando sobre diversos assuntos, quando percebi que ela levou a mão para a sua cabeça, parecia mesmo estar com dor. Sentei normalmente ao seu lado.
Binho- Aninha... Você está me deixando preocupado.
Ana- Não tem porque se preocupar Binho, eu to bem.
Binho- Não é o que parece. – Peguei o celular do bolso.
Ana- O que você vai fazer?
Binho- Vou ligar para um táxi, não quero que você fique pior.
Ana- Não precisa Binho.
Liguei para a empresa de táxi, porém não tinha nenhum disponível. Ela novamente levou a mão para a cabeça, seus olhos estavam lacrimejando, provavelmente por causa da dor.
Ana- Quer saber? Acho melhor eu ir mesmo. A minha casa não é tão longe daqui.
Binho- Pera aí, você não está pensando em ir a pé, né?
Ana- Na verdade sim...
Binho- Eu ia falar pra você não ir, mas você ta muito mal pra ficar... Então eu vou junto.
Ana- Mas eu não quero que você perca a festa por minha causa.
Binho- Sem você não tem festa. E eu não vou me perdoar se deixar você ir sozinha.
Nos despedimos do pessoal e fomos, sempre atentos, afinal já estava tarde e nós estávamos correndo risco nas ruas.
Ana- Binho, você não pretende fazer nada com o Gustavo né? Eu não quero você metido em encrenca.
Binho- Se ele ficar na dele não, mas não vou me controlar se ele voltar a te incomodar. Você é MINHA namorada, e de mais ninguém. – Ela sorriu e me deu um selinho, que acabou virando beijo de verdade, meu Deus, eu amo essa menina, ela me deixa maluco.
Deixei ela na porta de casa e corri para a minha, que fica perto da dela.
Pov. Duda
Eu estava sentado em uma mesa e umas meninas do terceiro ano vieram falar comigo, elas estavam super assanhadas e isso me deu medo. Percebi que a Bia viu a cena e ficou incomodada, então eu aproveitei para fazer um pouco de ciúmes, porém o que eu não esperava é que um cara, Érick para ser mais exato, começou a puxar papo com ela. Eles pareciam estar se divertindo e isso me irritou. Ignorei as meninas e fui até onde ela estava.
Duda- O que está acontecendo aqui? – Disse ao me aproximar da mesa.
Bia- A gente está conversando, não está vendo?
Duda- Estou, mas não acha que os dois estão muito próximos?
Bia- Não tanto quanto você com as meninas do terceiro ano.
Duda- Bia, não começa.
Bia- Foi você que começou!
Duda- Quer saber? Cansei disso! – Puxei uma menina que estava próxima de mim e a beijei, mas logo me arrependi, eu fui um idiota de fazer isso.
Quando larguei a menina já era tarde de mais. A Bia tinha saído e o abusado do Erick foi atrás. Fui correndo até os dois e, escondido, escutei a conversa.
Erick- Não fica assim, ele é um idiota.
Bia- Eu sei, mas só percebi agora.
Ele tentou beijar a Bia e eu quase pulei em cima, mas ela não deixou. Essa é a minha garota. Depois saiu para fora, provavelmente iria para casa. Quando cheguei no jardim ela já não estava mais lá. Sentei na grama e pouco tempo depois o primo da Vivi sentou no meu lado.
Gustavo- Brigou com a namorada? – Concordei, sem olhar para ele. – Vida difícil, não? A menina que eu gosto tem namorado... E pelo visto é apaixonada por ele.
Duda- Eu vi o escândalo de vocês lá dentro.
Gustavo- Me arrependi de ter feito aquilo, mas já foi.
Duda- Me arrependi de ter beijado outra na frente dela...
Gustavo- Vesh... A coisa ta feia pra você. Quer? – Me mostrou uma garrafinha, uma garrafinha que eu conhecia muito bem. Hesitei um pouco, mas acabei aceitando... Agora já era.
Continua...
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