Beautiful Dream
36 Capítulo 37
Notas iniciais
Capitulo 37:
Pov. Tati
Eu tava tão feliz por ter me acertado com o Thiago que não conseguia pensar em outra coisa, queria muito contar logo pra Ana sobre tudo, mas acabou nem dando tempo, já que quando eu voltei para o quarto fui direto para o banho e ela acabou dormindo em quanto isso. Acordei antes dela de tanta empolgação, como tirar aquele beijo da minha cabeça? E aquela declaração? Ainda nem caiu a ficha de que tudo isso está acontecendo comigo... Ainda antes de a dorminhoca acordar alguém bateu na porta e eu atendi, era o Thiago.
Tati- Thiago! – Fui dar um beijo, mas ele se afastou.
Thiago- Espera Tati!
Tati- Que foi?
Thiago- Vamos conversar rapidinho ali, já que não tem ninguém. – Concordei e nós fomos para o corredor.
Tati- O que aconteceu?
Thiago- Você já contou para alguém sobre nós?
Tati- Ainda não, por quê?
Thiago- Eu tava pensando, e você não acha melhor a gente manter em segredo isso? Pelo menos por enquanto.
Tati- Ta... Eu só não entendi o motivo.
Thiago- É que a gente sempre foi apenas amigos, eu to com medo que a Ana e o Binho estranhem, sei lá... Eu pensei em a gente namorar escondidos nesse primeiro momento, depois nós contamos toda a verdade pra eles.
Tati- Bem... – Disse pensativa — Acho eu vai ser divertido. – Ri fraco e nós olhamos para ver se não tinha ninguém vindo, depois nos beijamos. Paramos porque percebemos que alguém estava vindo, era Binho.
Binho- E aê! – Estava ainda sonolento.
Oi – Dissemos.
Binho- Porque saiu tão cedo do quarto? Eu nem vi você levantando. – Falou para Thiago.
Thiago- Claro, você tava no décimo sono ainda quando eu saí.
Tati- É tipo a Ana, se for duvidar ainda nem levantou.
Ana- Para a sua informação – Se aproximou – Eu estou muito bem acordada.
Fomos para o refeitório e sentamos na mesma mesa de sempre, depois disso Vivi veio até nós.
Vivi- Vocês viram a Mili? – Discordamos. – É que eu preciso da ajuda dela pra um exercício de matemática, mas não acho em lugar nenhum... – Até que ela saiu.
Binho- Thiago, tem uma menina ali que não para de olhar pra você. – Ele olhou para trás e eu também, era uma menina muito oferecida, que raiva.
Thiago- E daí?
Binho- Como e daí? Ela é mó gatinha cara.
Tati- Eu nem achei.
Fiquei com muita raiva, só porque a gente ta namorando aparecem várias meninas dando em cima do MEU Thiago, quem essa garota pensa que é? Ainda bem que ele não concordou com o Binho, se não ele ia ver.
Pov. Juca
Quando finalmente eu fui visitar a Pata, me assustei, tinham vários aparelhos em volta dela, inclusive um de respiração. Sentei numa cadeira que estava próxima á cama e comecei a observá-la.
Juca- Sabe Pata, você sempre foi muito forte, tenho certeza que logo vai sair dessa cama. Só alguém muito forte pra me aguentar né? – Ri fraco – Eu queria poder estar no seu lugar pra não te ver sofrer, lembra quando eu machuquei meu braço e você me ajudou? Eu era um canalha e mesmo assim você estava lá. Você me ajudou também a me tornar um cara melhor, aliás, esse é o motivo pelo qual eu mais te agradeço... Agora que eu te vejo assim posso ter certeza que você é a garota que qualquer um gostaria de ficar, você é a garota com quem EU quero ficar, você é na verdade a primeira e única menina que me fez sentir isso, foi a única pessoa que me deu a oportunidade de amar e também a única que me fez sentir útil, sabe a importância disso?
Médico- Senhor – Disse entrando no quarto. – Já acabou o seu tempo.
Juca- Eu posso visitar ela amanhã?
Médico- Se o quadro dela não piorar creio que sim. – Levantei da cadeira, a olhei pela última vez e saí do quarto.
Juca- Cuidem bem dela doutor. – Disse no caminho.
Médico- Estamos dando o nosso melhor, pode confiar. – Sorri e me juntei ao pessoal.
Entramos no taxi e ficamos em silêncio, até que Mosca finalmente o quebrou.
Mosca- Nunca pensei que veria a Pata assim. Se eu tivesse cuidado melhor dela...
Mili- Mosca, você sabe eu a culpa não é sua, essas coisas infelizmente acontecem ás vezes, mas vai ficar tudo bem.
Mosca- Você tem razão... Aliás, porque não entraram no quarto? – Disse para Mili e Rafa
Rafa- O médico só permitiu pra quem era parente próximo. – Então Mosca que estava no banco da frente virou para trás e me olhou.
Mosca- Então porque você conseguiu entrar?
Juca- Por quê? – Não sabia o que responder. – Então... É uma história um pouco engraçada... – Tentei enrolar, mas ele estava decidido a ouvir. – É que eu isse para o médico que eu era namorado dela.
Mosca- Porque você fez isso cara? – Começou a se exaltar. – Vocês não estão namorando, estão?
Juca- Não, ainda não, eu só disse...
Mosca- Ainda não? – Me interrompeu. – O que você quer dizer com isso?
Mili- Mosca, depois vocês conversam sobre isso!
Ele concordou e voltamos a ficar em silêncio.
Pov. Binho
Eu estou muito feliz por poder conversar normalmente com a Ana, mas confesso que tá difícil vê-la sem poder beijá-la ou algo assim. Já era finalzinho de tarde quando coincidentemente nos encontramos nos corredores que estavam vazios.
Ana- Oi Binho.
Binho- Olá cabelos de fogo. – Zoei.
Ana- Ta indo pra onde?
Binho- Não sei e você?
Ana- Pra esse mesmo lugar. – Rimos fraco.
Binho- Sabe o que é engraçado Ana? Que durante todos esses anos eu senti isso, mas só agora eu fui entender o que significa.
Ana- Sentiu o que?
Binho- Vontade de fazer isso. – Nesse mesmo momento a puxei rapidamente pela cintura e nossas bocas se encostaram, pedi passagem de língua e ela cedeu, parecia beijo de cinema e eu me perguntei o porquê de não ter feito isso antes, a Ana beija super bem. Pela falta de ar paramos de nos beijar, mas continuamos ali, super próximos.
Ana- Achei que a gente tinha combinado de sermos somente amigos.
Binho- Algumas pessoas dizem que amizade entre homem e mulher dá nisso.
Ana- Será?
Minha resposta foi outro beijo, mais uma vez correspondido, mas que dessa vez o que interrompeu não foi a falta de ar, e sim a Teca dando escândalo.
Teca- O que você ta fazendo com o meu namorado? – Disse para Ana.
Binho- Que namorado? Nós não somos e nem nunca fomos namorados.
Teca- Como não? E aquelas noites que a gente passou juntos? – Percebi que a Ana ficou sem jeito.
Binho- Noites? Você não acha que ta exagerando um pouco, não? Ana, não aconteceu nada de mais entre nós, ok?
Ana- Olha, resolva as coisas com ela e depois a gente se fala, tudo bem? – Não queria que ela fosse embora, mas não tive como impedir.
Teca- Agora que ela foi embora vamos nos divertir um pouco... – Disse colocando as mãos no meu ombro.
Binho- Ta maluca? Eu tenho nojo de ter ficado com você garota! Faz o seguinte: ME ESQUEÇA! – Saí a deixando falando sozinha.
Pov. Bia
Estava com Vivi e Cris na sala assistindo um filme já que as aulas já tinham acabado, até que o Rafa chegou e ficou na frente da televisão.
Bia- Ô queridão, você não é invisível, sabia?
Rafa- Foi mal... Cris, vem um pouco comigo aqui?! – Ela levantou e foi com ele, me deixando sozinha com Vivi.
Vivi- O que será que aconteceu? O Rafa parecia tenso.
Bia- Eu não sei e nem quero saber.
Vivi- Nossa, para de ser insensível.
Bia- Eu só não quero me meter na vida dos outros! Aliás, você deveria fazer o mesmo, sabia?
Vivi- Sei de nada...
Bia- Ah claro, até porque você se preocupa mais com os seus lacinhos cor de rosa do que em saber de alguma coisa útil né?
Vivi- Para de ser chata Bia, misericórdia! – Revirei os olhos e dessa vez quem foi para a frente da televisão foi Duda e Mathias.
Duda- Meninas, nós temos um convite para fazer.
Vivi- Sério? Conta! – Disse toda empolgada.
Mathias- A gente ganhou quatro ingressos para ir no Deep White Party.
Bia- CARACA! – levantei. – É aquela festa super top que a gente precisa ir de branco?
Duda- Exatamente pequena polegar. – Me zoou. – Um amigo nosso tava organizando a festa e nos deu os convites.
Vivi- Deixa eu ver. – Pegou os convites – Mas a gente nem tem idade pra ir, é a partir de 18.
Mathias- Você não ouviu o Duda? Se esse nosso amigo nos deu os convites é porque na hora ele vai nos deixar entrar.
Vivi- Vocês tem certeza?
Duda- Claro que sim, fica tranquila.
Bia- O único problema vai ser a gente sair daqui, a festa é hoje, não é? – Eles concordaram. – Como a gente vai fazer pra ir?
Ficamos em silencio tentando pensar em alguma coisa.
Continua...
Fale com o autor