Beautiful Disaster
4 Capitulo 4
Notas iniciais
I’ll be drunk again, I’ll be drunk again
To feel a little love
Hoje seria a festa da Thalia, e Nico não para quieto. Lhe dei um tapa em sua cabeça, para ele ficar quieto no sofá. Ele estava nervoso, nunca pensei que uma garota prenderia Nico assim, e só foi uma noite... pelo que eu saiba.
– Calma, Nico ainda tem duas horas para a festa – digo – Aquieta esse fogo!
– Não... não... eu to calmo – falou por fim e pela primeira vez na vida, vi Nicolas Di Angelo corar
Pulei do sofá gritando e com os braços para cima. Meu amiguinho estava apaixonado! Meu Deus, pensei que não estaria vivo para ver isso. Ele me olhou como se eu tivesse algum distúrbio.
– Você tá apaixonado – gritei,
– Oque? Perseu, fumou algo?! – perguntou fingindo indiferença
Comecei a rir desesperadoramente, no estilo Foca-Engasgada-Com-Pedaço-de-pão. Ele jogou uma almofada em mim, com a cara amarrada, e Grover desce as escadas parecendo preocupado.
– Quem tá engasgado aqui? – perguntou
– O Perseu – Nico disse levantando e tentando fugir
– Ele tá apaixonado pela Thalia – gritei ainda rindo
Grover o olhou por um momento e explodiu em uma gargalhada no estilo Bodinho. Eu comecei a rir mais ainda, mas não estava mais rindo de Nico e sim da Risada do meu outro amigo.
Mas então Nico que tinha fugido apareceu com uma arma de jogar água. Olhei com medo para Grover e corremos para fora que casa, seguidos por um fantasminha com muita raiva.
Nico pegou seu chinelo e jogou nas costas de Grover e depois o empurrou na piscina. Ele veio devagar na minha direção. Estendo minha mão, esse cara era sinistro.
– Calma Niquito, prometo nunca mais zoar você por está... apaixonado pela Grace – não aguentei e comecei a rir
– Olha quem fala, tá caidinho pela Chase – falou com bico
– Não to não – neguei rapidamente
– Tá sim – gritou Grover da piscina
– Tira a roupa – Mandou Nico, o olhei como se estivesse louco – Agora, Percy.
Nico tinha arranjado uma baladeira. Não sei da onde, e ela estava armada e apontada para mim. Tirei minha camiseta e o olhei, ele fez um gesto para eu seguir em frente. Suspirei e tirei o short, e agradeci aos deuses por ter colocado cueca hoje.
– Agora joga pra cá – ele disse e chutei as roupas – Tenha uma boa tarde – falou e entrou dentro de casa, corri até porta mas estava trancado, corri para as outras duas, droga!
– Nico amigo – gritei na janela, mas ela tinha grades, então estava aberta – Eu estou de roupa intima, me deixa entrar.
– Faltando meia hora para a festa te deixo entrar – falou
– Eu te mato – falei
Ouvi sua risada. Me sentei no quintal tentando o máximo ficar menos visível as pessoas que passavam. O tempo foi passando então uma velhinha saiu do nada e me viu, ela tampou os olhos e jogou a bolça em mim, depois tudo que via pela frente me chamando de tarado. Corri até a porta e fiquei batendo freneticamente.
– Nico Porra! Acabou a graça! Abre agora essa porta ou eu vou arrombar! – gritei
– Tá, tá – ele disse e abriu a porta, comecei a lhe bater com força – Percy, para de viadagem!
– Seu idiota! – gritei – Se não quer morrer, nunca mais faça isso Di Angelo!
Subi as escadas, e tomei um bom banho e me arrumando para a festa. Coloquei uma calça jeans preta e uma blusa branca e um casaco de coro preta, e minhas botas de cano médio. Sempre soube me arrumar bem por causa de uma amiga, Silena, que faleceu em um acidente de carro com seu namorado Charles. Lembrar doí, principalmente porque, ela era minha melhor e única amiga antes de Annabeth.
Desci as escadas e vi Grover já pronto.
– Já vou saindo, tchau – falei pegando as chaves do meu carro
Sai de lá e fui para a casa da Annabeth e chegando lá vi a casa amarrotada de gente. Entrei e toquei a campainha e a Annie abriu a porta, ela estava com um vestido azul com detalhes preto, seu cabelo estava solto. Sorri de lado. Lhe abracei e lhe beijei na bochecha, porém bem perto da sua boca.
– Que linda festa – falei e lhe analisei sem vergonha nenhuma – Você está linda!
– Obrigada – percebi que já havia bebido algo – Você também está um arraso! Entra! Entra!
A casa era uma bagunça só. Eu dancei bastante e Annie sumiu do meu campo de visão. Eu estava andando tranquilamente, ignorando os olhares das mulheres no meu caminho. Uma loira em especial, estava na minha cabeça.
Mas então vi Annabeth agarrada há um cara qualquer. A mão dele estava em sua bunda, fiquei horrorizado e então a primeira mulher que vi na em minha frente agarrei. Era uma morena de olhos verdes.
Ela tinha um cheiro enjoativo e seus lábios eram macios, mas parecia errado. Ela me agarrou também e a prensei na parede, passei as mãos em sua bunda e ela me puxou para um quarto.
***
Eu não me sentia bem, ao contrario da mulher que estou deixando só no quarto. Sai o mais rápido que podia, mas então encontro Grover com uma loira alta e cheia de curvas, ela tinha olhos azuis claros. Porém quando meu amigo viu minha cara ficou preocupado.
– Aconteceu algo Percy? – perguntou
– N-não – falei, a mulher ao seu lado me analisava
– Essa é Juliana – ele disse sorridente, ela também sorriu
– É um prazer – falei sorrindo – Acho que já vou, amigo, curta a festa.
Mas quando me virei, ele segurou meu braço.
– Eu também vi amigo – ele disse, ter amizades velhas da nisso – Ela não sabe o que tá perdendo.
– Isso não importa mais – respondi e vi que tinha pessoas ao nosso redor nos olhando
Eu sai bem devagar, meu estomago estava revirado ainda e quando eu imaginei aquele cara indo para a cama com a Annabeth não consegui manter o que estava no meu estomago no meu estomago afinal.
Fiquei encostado na parede de um beco tentando me acalmar e parar de vomitar, quando ouvi um choramingo baixo. Andei meio tonto até ver um homem em cima de uma mulher, enquanto a coitada tentava de toda forma se livrar dele.
Caminhei cambaleando até ele. Mesmo tonto e ainda enjoado, nunca deixaria um homem violentar uma mulher. Isso. Não. É. Certo. Toquei no seu ombro e lhe dei um soco com toda a força que tinha. Ele caiu no chão e vi que a mulher que estava sendo violentada era Annabeth.
Fiquei petrificado! Me agachei ao seu lado e ela continuava chorando. A peguei no colo e a aconcheguei no meu peito, o choro tinha parado e ela agora se agarrava ao meu pescoço como se eu fosse a única coisa no mundo.
– Eu vou te levar para casa – falei indo em direção a sua casa
– Não, me leva pra qualquer lugar – ela disse – Só me tira daqui, por favor!
Então a levei para meu carro e despois para minha casa, onde estava tudo escuro. Ela subiu para meu quarto enquanto fui buscar um copo de água para ela. Quando cheguei lá, ela estava em cima da cama, toda encolhida no escuro. Dava para perceber que ela chorava.
– Annabeth – falei me sentando em sua frente – Promete cuidar mais de si mesma? Por favor!
– Ele, tocou em mim – falou chorando e de olhos fechados – Tenho nojo de mim!
– Ei, não! – lhe puxei para um abraço, e assim ela chorou no meu ombro
– Obrigada – ela disse – Aquela garota tem sorte.
– Que garota? – perguntei confusa
– Uma ruiva, Rachel, se não me engano – ela disse encolhendo os ombros – Espero que ela te faça feliz, você é uma ótima pessoa.
– Rachel? – perguntei sem entender, como a Rachel entrou mesmo no assunto? Porque me perdi aqui – Não tenho nada com a Rachel.
– Não importa – ela disse – Obrigada mesmo – nós ficamos em silencio – Posso tomar um banho? Me sinto... suja.
Me levantei e tirei uma blusa do guarda-roupa elhe entreguei, junto com uma toalha. Ela sumiu dentro do banheiro e eu apenas liguei a TV, já que não ia conseguir dormir mesmo. Annbeth saiu do banheiro vestindo apenas minha blusa, que ficava grande nela, quase um vestido. Ela se deita do meu lado.
– Amanhã vamos na delegacia, tá bom Annie? – falei a puxando pra perto, ela encostou o rosto no meu peito
– Tudo bem – ela disse e fungou
– Não vou deixar nada acontecer – falei
– Por estranho que pareça – ela disse – Confio extremamente em você!
– E porque seria estranho?
– Mau te conheço e cá estou eu!
Ri dessa. Começamos a assistir As Branquelas, porque esse filme nunca perde a graça. Eu fiquei acordado, mas logo sinto que Annabeth adormeceu com a cabeça no meu peito, e assim desligo a TV e a abraço dormindo também.
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