Notas iniciais
Olá pessoas, preparem seus corações....

As coisas estavam estabilizadas nos últimos dois meses. Meu pai se mudou para nossa casa, onde recebia atendimento particular de uma enfermeira que também começou a morar lá. Mas apesar de tudo, meu pai estava reagindo bem a quimioterapia. Minha formatura seria no mês que vem e eu estava muito ansioso.

Levantei e me arrumei para a faculdade. Quando desci vi os meninos, meu pai e a enfermeira na cozinha. Sentei na frente de Nico e comi um pão apressadamente.

– Queria saber porque você é sempre o último a descer – Poseidon brincou

Dou uma risada e me despeço de todos e sai em direção da casa de Annabeth, que sempre brigava comigo por chegar tão tarde. Ela entrou no meu carro e me deu um beijo rápido.

– O resultado do exame do seu pai sai hoje né? – perguntou ela

– Sim, quando sair da faculdade vou passar lá e pegar – respondi nervoso

Conversamos muitas besteiras depois disso e quando chegamos na faculdade ela me beija novamente e vai para o lado contraio do meu, o prédio de arquitetura. Cheguei na minha aula, e o dia passou se arrastando.

Quando finalmente fomos liberados, Annabeth já me esperava encostada na porta do meu carro. Quando eu chego lhe dou um beijo, nesses últimos tempos estava meio corrido, então as ultimas duas semanas só tínhamos ficado nessa de beijos e mãos bobas.

– Vamos? – perguntou me olhando

– Vamos – concordei

Entramos no carro e passamos no hospital. O médico nos chamou na sua sala.

– Você é Annabeth Chase? – perguntou me olhando

– Sim – respondi

– Constatamos que a senhorita é a única doadora compatível – ele falou

Percy me encarava com suas grandes órbitas verdes. O medico também me encarava com expectativa.

– E quando será a cirurgia? – perguntei

O médico sorriu para mim.

– Podemos marcar para daqui 3 dias? – perguntou – Já que o caso de Poseidon exige urgência.

– Claro que sim – respondi, Percy pegou minha mão

Saímos do consultório e Percy me beijou. Ele sorria.

– Muito obrigada Annie – falou me abraçando

– Única coisa que eu poderia fazer para agradecer por ele ter criado essa criatura que eu amo – falei sorrindo

– Você é demais, meu amor – falou e me beijou

– Fazer o que, né? – brinquei – Que tal dá a noticia para ele?

E ele me puxa para o carro e dirige diretamente para sua casa. Quando entramos Nico já estava no sofá mudando de canal.

– Onde está Poseidon? – perguntei

– Ele acabou de chegar da quimioterapia – encolheu os ombros – Agora ele está no banheiro.

Engoli seco. Olhei para Percy que tinha um olhar preocupado.

Fui até o quarto de Poseidon e bati na porta, a enfermeira abriu a porta e pude ver Poseidon deitado na cama. Ele estava suado, mas estava todo embrulhado e tremendo.

– Como ele está? – perguntei

– Com muita febre – respondeu – Mas já irar passar.

– Posso entrar? – perguntei e ela assentiu

– Annabeth – falou ele me olhando, ainda tremia

– Oi sogrão – brinquei – Vim dá uma boa noticia.

Percy estava do meu lado.

– Achamos um doador – ele disse sorrindo de orelha a orelha

– Quem é? – conseguiu perguntar

– Eu – respondi sorrindo – E se prepare que daqui três dias você vai estar bom!

Ele sorriu, estava quase dormindo.

– Obrigada menina – falou antes de dormir

A enfermeira colocou um pano molhado em sua testa e pediu para que nós saíssemos do quarto. Cuidar de Poseidon me lembrou meu pai, eu não pude ajuda-lo quando estava com um pedaço de metal do carro no seu abdômen, mas eu poderia salvar o pai de Percy.

Eu faria aquilo que não fiz pelo meu pai, meus olhos se encheram de lágrimas e Percy notou. Ele me abraçou forte, o que não ajudou, comecei a chorar desesperadamente. De vez em quando tinha isso, as lembranças era uma pintura com tinta fresca ainda em minha mente.

– Ei, calma – Percy disse no meu ouvido – O que aconteceu?

– Só lembranças – falei – Elas são recentes ainda,,, Mas vou salvar seu pai do jeito que não consegui salvar o meu.

– Foi um acidente Annie – falou

– Mas foi minha culpa – falei

– Não foi – falou pegando meu rosto e me beijando – Tinha chegado a hora dele. Foi culpa do tempo, foi culpa dos freios, foi culpa do chão úmido, mas a culpa não foi sua e nem dele. Foi culpa do destino.

Lhe abracei. Esse tempo todo eu mantinha um muro ao meu redor, e só deixava entrar Juliana e Thalia, que já estavam acostumadas com minha bagunça e caos, e agora vinha Percy organizando tudo no devido lugar e desmontando o muro por tijolo a tijolo.

Minha mãe e meu pai foram casados por muito tempo, mas então se separaram. Eu passava um mês na casa do meu pai e outro na de Athena, mas uma vez quando meu pai foi me buscar eu lhe fiz dá toda a volta por causa de um cachecol, só que quando estávamos no caminho, um caminhão entrou no meio, meu pai tentou frear, mas as ruas de New York estavam úmidas por causa da chuva e o carro se descontrolou e bateu com tudo. Meu airbag fusionou, mas o dele não, e um pedaço da lataria se desmontou e afundou no seu abdômen.

Ele não morreu de imediato, ele me encarava. Tinha um corte na sua testa.

– Por favor, só não desista daquilo que ama e lhe faz bem – disse com a voz fraca, seus olhos perdiam o foco – Você é uma menina brilhante, não deixa a luz apagar. Eu.. te.. amo – falou então seu olhos perderam o foco

Fechei os olhos e tentei focar no cheiro do Percy que ainda me abraçava numa tentativa de não pensar demais.

Notas finais
Mereço mais recomendações?