Notas iniciais
Oi genteee! Como vão? Notei, eu notei, notei, que nem todos meus leitores comentaram. Gente, mesmo se não gostaram, falem pra mim, para que possa corrigir o erro. Tipo aquele de não colocar o narrador quando não for o Percy narrando. Esse capitulo eu gostei tipo muito dele. E no final tem um trecho de uma musica que uma leitora pediu (achou que eu esqueci? Nana nina, me inspirei nela) Boa leitura Babys da Cris!

Levantei da minha cama e fui fazer minha higiene pessoal. Desci as escadas e sentei na mesa juntos com os meninos, que me olharam pelo canto do olho. Continuei comendo tranquilamente, então olhei o calendário e vi a data. Aquilo me atingiu como um soco no estomago.

Levantei e sai correndo em direção ao banheiro, colocando todo o conteúdo do meu estomago dentro da privada. Fiquei lá dentro um minuto respirando pesadamente. Pesadas lagrimas se acumulavam nos meus olhos.

– Vamos Percy – Nico falou me ajudando a levantar, e Grover deu descarga no meu vomito

Deixei eles me guiarem para o sofá e chorei em silêncio. Hoje era o dia em que minha mãe tinha sido morta estuprada. O pior era que eu tive que reconhecer o corpo, e essa imagem nunca vai sair da minha mente. Chorei mais ainda.

Os meninos estavam do meu lado cuidando de mim. Vi sua preocupação no olhar e aos poucos parei de chorar. Estava em um estado deplorável. Me joguei no tapete, eu tinha aquela velha sensação de que precisava de algo. Mas eu tinha em mente que me faria mau.

– Vamos assisti TV Percy – Grover falou sentando também no tapete e ligando a TV

Eu comecei a assisti, mas por alguma razão adormeci. Acordei um tempo depois, Grover ainda estava do meu lado, assistindo Peppa Pig, e eu tinha um cobertor sobre mim. Ele olhou para mim.

– Vou fingir que não te vi assistindo Peppa – falei sorrindo de lado

–Você não viu nada – ele falou fazendo coisas com os braços – Quer algo para comer?

– Não – falei e novamente veio a necessidade de algo – Acho que vou sair, esfriar a cabeça.

Grover me olhou pelo canto do olho.

– Vou com você – falou então

– Não – falei automaticamente

– Sou seu amigo desde que a gente se entende por gente Perseu – ele disse me olhando – Não vou deixar você acabar com sua vida assim. Você lutou muito para se curar.

– Você- falei passando as mãos no cabelo – Você não está entendendo. Só assim, essa imagem terrível – também meus olhos, porém foi pior, pude visualizar o corpo da pobre mulher mais claramente – Não sai daqui- transferi socos na minha própria cabeça

Então o Grover segurou minhas mãos. As lagrimas estavam de volta, e agora mais que nunca eu queria ir atrás da droga que faria essa dor ir embora. Então meu amigo me abraçou, não do tipo, vou te segurar pra não sair correndo. Mas do tipo, vou te proteger amigo.

Me acalmei um pouco e mais uma vez fiquei chorando. Me levantei e fui ao banheiro, escovar os dentes que estava com mau hálito e lavar o rosto. Eram12 horas do pior dia da minha vida. Fiquei andando pela casa, já não conseguia ficar parado e sabia que estava sendo vigiado pelo Grover.

Então a porta abriu de repente e a Annabeth entrou, ela olhou para mim por um tempo então me abraçou. E por um segundo esqueci da imagem da minha mãe que me perseguia e tudo ao meu redor.

– Eu estou aqui com você – ela disse – Vou cuidar de você.

– Ele... maltratou ela – falei soluçando – Ela sofreu tanto antes de morrer.

– Shiiiu – ela disse no meu ouvido – Acabou, meu amor, acabou o sofrimento dela.

Ela se afastou e uma lagrima desceu no seu rosto.

– Vamos comer algo – ela disse – Você está muito pálido.

– Estou sem fome – falei

– Não quero saber – falou me puxando para a cozinha

Ela me fez sentar na mesa e enquanto ela preparava um prato com o almoço. Tinha de tudo nele, muito arroz, pedaços de carne e salada. Olhei para ela. Não estava abtuado com esse tipo de comida.

– No estilo brasileiro para da bastante força – ela disse me entregando o prato – Faltou o feijão e uma farofinha. Mas da pro gasto.

– Onde aprendeu a fazer isso? – perguntei comendo, estava muito bom, um tempero diferente

– Viajei algumas vezes para lá – ela respondeu

Terminei meu almoço e Annabeth fez questão de lavar a louça. Ficamos o resto da tarde assim, até que ela levantou e abriu a janela, mostrando um enorme céu azul. Parecia ofensivo o dia está tão bonito, enquanto sinto uma tempestade dentro de mim.

– Que tal sair de casa um pouco? – perguntou me olhando – Uma corridinha?

– Isso vai me ajudar – levantei e subi para meu quarto

Quando desci vi Annabeth conversando baixo com Grover. Ela pega minha mão e saímos juntos. No começo da corrida apenas caminhávamos rápido, então comecei a acelerar. Eu me concentrava em me manter apenas de um lado da pista, me concentrava com o vento batendo no meu rosto. No barulho dos meus passos no chão. Então começou a chover, parei aos poucos. E me virei para Annabeth, que estava encharcada, mas sorriu para mim.

– E como se sente agora, meu amor? – perguntou, era a segunda vez que me chamava assim, e isso me alegrava muito

– Muito obrigada – falei – Se não fosse por você... não sei qual estadoo eu estaria agora, quer dizer, eu sei. E estaria muito mau.

– Percy, não precisa me contar nada – falou, mas lhe calei

– Eu quero, fique aqui – eu disse e corri para mais ou menos 10 metros dela, para ter mais coragem – Nasci em New York, meu pai é Poseidon Olympus, e minha mãe Sally Jackson. Ele é um empresário superico e influente na sociedade, minha mãe era uma escritora famosa. Poseidon nunca quis ter filho nenhum, e minha mãe tinha problemas nas trompas, ou algo parecido! Mas ela engravidou e Poseidon não me renegou porque ficaria mau para ele na imprensa. Ela me criou e meu pai sempre me batia, e batia nela também, quando eu era criança apenas observava, mas quando cresci comecei a brigar com ele. Minha mãe descobriu então que ele a traia, e a impediu de se separar – fechei os olhos – Lembro daquela noite. A casa ficou quase destruída, e naquela noite ela foi para meu quarto dormir comigo. Então um dia, quando ela voltava para casa depois de um dia normal do trabalho, uma van a puxou para dentro. Abusaram dela por horas seguidas e ligaram para meu pai pedindo dinheiro em troca dela, mas Poseidon não acreditou e depois encontraram o corpo dela em uma lixeira. Eu tive que reconhecer o corpo, pois meu pai estava viajando. Eu fiquei desemparado, não tinha pai, ele me expulsou de casa, só tinha Nico, Grover, e Silena. Eu me envolvi com drogas, e assim que meus amigos descobriram me ajudaram a vencer o vício. Mas uns tempos depois Silena morreu em um acidente de carro com o namorado, Charles. Entrei em depressão e assim, Nico, Grover e eu viemos para cá. Comecei a universidade e tudo bem, menos nessa data, que tenho recaídas. Se não fosse você, ou os meninos, eu estaria com uma pedra agora. Mas não estou, e nem tenho necessidade. Eu... me curei.

Quando terminei notei que estava de joelhos no chão e chorava tanto que meu corpo se balançava com os soluços. Annabeth ainda estava parada onde eu a tinha deixado, então veio na minha direção e me abraçou forte.

– Calma, ei, calma – ela disse – Eu vou cuidar de você.

A abracei e o mundo se desfez devagar,

– Eu te amo, Sabidinha – falei no seu ouvido, seus lábios que estavam no meu pescoço sorriram

– Eu te amo, Cabeça de Algas – respondeu e meu peito se encheu de algo que não poderia ser tocado, nem tirado, era amor.

– Que tal voltarmos para casa? – perguntei – Você vai ficar doente.

– Vamos – ela respondeu e voltamos para casa na chuva de mãos dadas

“When you feel my heat

Look into my eyes

It’s where my demons hide

It’s where my demons hide

Don’t get too close

It’s dark inside

It’s where my demons hide

It’s where my demons hide

Quando você sentir o meu calor

Olhe nos meus olhos

É onde meus demônios se escondem

É onde meus demônios se escondem

Não se aproxime muito

É escuro aqui dentro

É onde meus demônios se escondem

É onde meus demônios se escondem”

Notas finais
Eai? O que acharam?