Notas iniciais
Oi, relaxem os ânimos e esperem que tenho uma surpresinha no próximo ou no outro em seguida, para vocês que querem tanto isso!

– Se você pular essa fase, eu me livro de você e você não olha na minha cara – falei na lata – Todos saem ganhando viu?

– Olha os modos, ainda sou seu pai – ele disse analisando novamente a geladeira

– Hum.. jura? – perguntei baixo

– Eu te dou aquela mesada gorda para vocês comprarem isso? – perguntou mostrando o todinho

– A gente gasta o dinheiro com bebidas e prostitutas – respondi irônico

– Você está mesmo estranho! Faça um teste de Aids, filho – falou com normalidades

– Não tenho Aids – falei – O que você quer?

– Vai ter um jantar com toda a família Olympus e os primos de Zeus – falou – E você vai comigo, como o único herdeiro de Poseidon Olympus.

Parei um minuto, era isso que ele queria. Queria fingir de família feliz depois da tragédia.

– E o que eu ganho com isso? – perguntei

– Ora essa! Você passa tempo com seu tão amado pai – fala ele sorrindo e de braços abertos

– Talvez nem tanto assim – falei baixo

– Eu ouvi – falou – Essa casa é bastante bonita, vista pro mar né?

– Imagina, isso é um lago salgado – respondi

Então Poseidon (que nome né?) parou olhando um bolinho azul que eu tinha comprado na vinda para casa. Seu olhar se prendeu no bolinho e tive a vontade de esconder, como uma criança gulosa e egoísta.

– Sally fazia bolinhos maravilhosos – falou, sua voz estava vazia daquele sarcasmo e cinismo que sempre o acompanhava, e pareceu por um milésimo de segundo que ele não era o empresário superico, apenas um homem normal... e triste

– Sim, esse não são iguais, mas dão para o gasto – respondi girando o bolinho nas mãos, ele ainda olhava o bolinho com um olhar triste e vazio, e percebi o quanto estava errado, ele não odiava minha mãe, ele a amava – Você quer? Fica ótimo com o Todinho que você pegou.

E como se fosse a primeira vez, ele pegou o todinho e o bolinho e comeu. Fui até a geladeira e peguei duas cervejas, lhe entregando uma quando terminou de comer. Sempre falaram que sou muito parecido com meu pai.

E realmente. Eu era igual a ele. Tínhamos até a mesma marca de nascença no canto da sola do pé direito, apenas uma manchinha estranha. E meu pai não conversou muito, mas parecia não querer ir embora.

Já estava escuro e estávamos na praia.

– Pensei que morasse com o Nico e o Grover – falou olhando o mar

– Eles devem estar com suas namoradas – falei e ele riu

– Então a história das prostitutas é mentira?

– Nunca precisei pagar nenhuma mulher para transar comigo – falei e ele riu alto, e a muito tempo eu não escutava esse som

– Eu me arrependo filho – disse

Fiquei em silêncio.

– Você também se arrependeria, passei a vida toda me preocupando com a imprensa e com o que as pessoas achariam de mim. Então nem dei tanta atenção pro meu próprio filho... ela não tinha culpa, eu agi como um idiota na maioria das vezes...

– Você a batia – falei, minha voz tinha ficado novamente dura – Se você quer perdão, vá à uma igreja!

– Mas...

– Eu não consigo engolir essa... entende? Não me peça isso, não me explique isso, porque para mim isso não tem explicação!

Ele ficou em silêncio, então a porta se abre. Os meninos e as meninas entraram de repente.

– Olá, Percy!... e tio Poseidon? – falou Nico, Thalia me olhava e encarava meu pai

– Dois Percy? O mundo não precisa disso, Deus! – falou brincando e Grover e Juliana riram

– Verdade – Falou Juliana

– Oi, tio – Grover disse sorrindo

– Percy falou que estavam namorando – meu pai foi cumprimenta-los, e aquilo estava muito estranho – Prazer meninas!

– Desculpa aparecer assim tio, foi realmente uma surpresa você aparecer por aqui – falou Nico

– Vim avisar o Percy sobre o jantar de família, o Hades já falou com você né? – perguntou

– Não – falou Nico – Meu pai só me avisa de ultima hora, querem apostar quanto que ele só vai me ligar uma hora antes do jantar?

– Percy, é um jantar, porém é um jantar em uma ilha meio distante, passaremos a semana lá- avisou meu pai

– O QUE? – perguntou Grover, Nico e eu ao mesmo tempo

– Eu estou acabando a faculdade, não posso passar uma semana fora! Vou reprovar!

– E eu? Minha mãe me mata se eu tiver que passar mais tempo cursando – falou Grover

– Eu to de boa – falou Nico

– Cala a boca Gênio Maligno – falamos Grover e eu

– Poseidon? Você é Poseidon Olympus? – perguntou Thalia, meu pai assentiu sorrindo – Não é possível que eu seja sua prima Perseu!

– Você é filha de quem? – perguntou meu pai

– Zeus Olympus – falou baixo, como se estivesse com vergonha

– Como só descobrimos agora? Porque não falou isso antes? – perguntei

– Ah é, Percy, vou sair falando quando conhecer pessoas: ‘Oi, sou Thalia Grace, filha do maior babaca, mas que é podre de rico’ – ela disse com falsa animação na voz

– Claro, por que não? – perguntei rindo

– Hum... tem como eu dormir aqui hoje? – perguntou meu pai, todos ficaram em silêncio

– Você pode ficar no quarto de hospedes – falei

E assim, pedimos pizza e ficamos comendo. Em certo momento alguém falou da Annabeth e logo em seguida se desculparam comigo. Poseidon que me analisava perguntou quem era Annabeth e expliquei com tristeza na voz que era uma ex-namorada e que não fazia muito tempo que havíamos terminado. Então decidimos finalmente ir dormir.