Beautiful Disaster
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Quando Rumpelstiltskin disse a ela que a magia tinha um preço ela não imaginava que seria tão doloroso paga-lo.
Seu mundo havia desabado, havia perdido sua mãe, seu filho e tudo o que havia restado era a solidão e seu desejo de vingança.
Ela estava quebrada, trancada naquela enorme mansão pensando em como poderia se vingar de Snow White e de Rumple, mas sabia que por mais que quisesse isso só a destruiria mais. Aqueles poucos segundos em que sua mãe lhe amou de verdade e que disse que ela teria sido suficiente a fez enxergar as coisas de um jeito diferente. Ela enxergou que a vingança pode machucar muito mais do que a derrota, que ela não podia ser como sua mãe se livrar do próprio coração, entendeu que se recusar a perdoar era adiar os dias de solidão, a angústia que a fazia querer esbravejar em silêncio as vontades reprimidas em uma parte do corpo que ela trancafiou, ela só não queria sentir novamente aquilo que havia congelado o seu coração.
Quando sua mãe dizia que amor era uma fraqueza, não podia estar mais correta, o amor era a fraqueza de Regina, ela amava, amava Henry mais do que qualquer coisa e tudo o que ela queria era que ele a amasse de volta, que ele a perdoasse.
Ela passou sua vida sendo a mulher que embora finja ser forte é frágil, que por dentro sangra enquanto carrega um sorriso imponente nos lábios, que trás do passado cicatrizes profundas, a mulher, cujos olhos vivem marejados de lagrimas, mas que tenta sempre estar no controle, que aprendeu que para ela não adianta sonhar com um final feliz, pois a sua vida vem mostrando-se ao longo do tempo um pesadelo maquiado.
Mas depois de todos esses anos ela se permitiu desabar, suas emoções foram à entrada para o seu próprio abismo, ela estava condenada a viver e a lembrar de algo que ela mesma causou, ela queria culpar Snow, Emma ou qualquer outra pessoa, mas ela sabia, sabia que o resultado era fruto de suas próprias falhas, ela era a única culpada e a insistência em negação só a deixava mais angustiada , ela estava sozinha, seu coração estava consumido pela culpa e quem dera ela pudesse acusar alguém.
Regina quis mudar, ela tentou, mas falhou mais uma vez, ela queria o perdão de Henry, mas como poderia querer o perdão se não se sentia capaz de perdoar. Não conseguia perdoar aos que a usaram,feriram-na e também não conseguia perdoar a si mesma.
Era a Rainha Má afinal e talvez esse seja um titulo o qual ela teria que conviver e carregar para o resto de sua vida.
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Já haviam se passado dias desde a morte de Cora e ninguém havia tido notícias de Regina. O apartamento de Mary Margaret estava uma loucura, ela não saia da cama e não falava com ninguém, David andava de um lado para o outro preocupado com o que Regina poderia estar tramando, mas Emma não conseguia se atear a nada daquilo, ela só conseguia pensar em como Regina estaria – “Ela havia acabado de perder a mãe droga! Foi manipulada e acabou matando a própria mãe . Como conseguiam ser tão insensíveis. E ainda dizem que são os mocinhos. São uns egoístas isso sim!” – pensava.
Henry parecia tão preocupado quanto Emma, ele havia insistido dizendo a seu avô que sua mãe não faria nada, que ela havia mudado e que se tivesse que fazer alguma coisa já teria feito, mas depois de tanto ouvir de David que ele não sabia do que a Rainha má era capaz e que aquilo era conversa de adulto ele parou de insistir e se manteve recluso, entretanto Emma pensava exatamente como o filho, pelo que ela conhecia de Regina, se ela quisesse vingança contra Mary Margaret não seria David, Neal ou qualquer pessoa que a impediria.
Emma sabia que algo estava errado e achava que já estava na hora de descobrir o que era, talvez já estivesse passando da hora de ignorar David e atender aos pedidos de Henry pra procurar por Regina.
– Hei garoto! – disse baixo o suficiente pra que só Henry a ouvisse
– Eu acho que eu deveria procurar sua mãe. –Emma viu os olhos de seu filho se iluminarem de um jeito que ela não via a muito tempo.
- Claro, nós podemos ir agora mesmo aposto que ninguém vai notar que saímos. – ele espiou por cima dos ombros seu avô distraído andando de um lado para o outro resmungando coisas sem sentido.
- Desculpe garoto, mas não acho que seria uma boa ideia você ir comigo, não sabemos onde ela está ou o como ela está... – Ela sentiu o estômago revirar vendo aquele brilho escapar dos olhos do menino – Mas olha garoto, eu vou precisar de alguém que me cubra, sabe, seus avós e seu pai vão querer me impedir se eu disse que vou ver sua mãe então, vou precisar da sua ajuda pra dar uma desculpa. O que acha?
-- Brilhante! – Emma pode ver o brilho voltando aos olhos do garoto, aquele mesmo brilho de quando ele apareceu em sua porta com aquele livro na mão – Hm. Nós podemos chamar de operação águia! – ele sorriu
Mas o sorriso de Henry foi morrendo aos poucos e uma expressão preocupada tomou conta de seu rosto
– Mãe?! E se ela voltar a ser má? O que vamos fazer? Eu não posso perdê-la, ela também é minha mãe. -- ele tentava enxugar com as mangas do casaco algumas lágrimas que insistiam em tentar sair.
-- Você não vai perdê-la, eu não vou deixar que isso aconteça. Eu prometo – a loira buscou os olhos do garoto pra mostrar que estava falando sério – Garoto, porque operação águia? – perguntou confusa tentando assimilar o nome a situação, o que arrancou uma risada do menino.
-- Eu não sei, foi o que me veio à cabeça. -- respondeu encolhendo os ombros.
-- Certo, então vamos colocar a operação águia em ação! – bagunçou os cabelos do filho e saiu de fininho pra não ser notada.
Notas finais
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