Beautiful Curse

5 IV - Succubus.


Notas iniciais
Olá seres vivos :) Novo capítulo aqui, e esse vai ser maior do que os outros. Se preparem porque agora que as coisas vão pra frente. Anyway, sem muitas palavras aqui, vamos a leitura :) *Capítulo não foi revisado ainda.

Los Angeles, Estados Unidos da América,

Trinta de Dezembro de 2014,

1:13 AM.

Os passos ficavam cada vez mais próximos.

Ela pensou em correr, ir o mais longe possível que poderia dali — mas obviamente, não poderia. A garota estava presa ali, e após a morte recente do seu namorado, não iria durar muito tempo. Iria morrer do modo mais patético possível.

— Droga. — murmurava o dono dos passos, ficando cada vez mais próximo da garota. — Não se esconda, vai morrer de qualquer jeito!

A respiração dela se acelerou e ela teve que se segurar para não fazer algo estúpido. Estava desesperada, escondida dentro do armário, e qualquer movimento que fizesse poderia revelar a sua localização mais rápido do que ela desejava. Tampava a boca e o nariz com a mão esquerda, para evitar que o som da sua respiração realmente conseguisse entrega-la de fato.

Quando o intruso se aproximou do guarda roupa, a jovem se segurou o máximo possível para gritar. Queria gritar o mais alto possível, não poderia se segurar mais — e ainda precisava alertar as outras pessoas do motel sobre isso. Tinha um assassino aqui. Ele matou o seu namorado. E agora iria matá-la sem motivo aparente.

O assassino arrastava o corpo do seu namorado, e logo o deixou ali, na frente do armário. Ela não pode conter uma lágrima que desceu do seu olho. Ele está morto agora. A sua pele negra não parecia tão encantadora como era antes, agora tinha um tom de azulado escuro. Os olhos ainda estavam abertos, assustados, exatamente como estavam minutos antes da morte dele. E o peito sangrava, graças ao tiro que causara a morte do mesmo.

— Cameron... — ela murmurou o nome do garoto, chorando.

Os olhos azuis do assassino brilharam ao ouvir aquela voz.

— Boa noite, querida. — disse o assassino, rapidamente abrindo o armário ao perceber a localização da garota. Não demorou um segundo para que ele desse dois tiros seguidos na cabeça da mesma, causando sua morte. — Durma com o diabo. — disse por final, sem poder conter um sorriso ao ver os dois corpos no chão.

[...]

Los Angeles, Estados Unidos da América,

Treze de Janeiro de 2015,

11:17 PM.

— Eu odeio motéis de estrada. — dizia Jasper, entrando no saguão. — Mas como a viagem é muito longa...

— Eu amo motéis de estada. — Charlotte deu um sorriso malicioso, pegando um maço de cigarros e acendendo um. — Sempre tem alguma festa próxima deles.

Paramos em um motel de estrada, próximo a Los Angeles. A viagem de San Diego até San Francisco era relativamente longa, então não tivemos muita escolha de fato. Não era o primeiro, paramos em outros dois antes, porém eles eram caros demais. Este poderia parecer estar literalmente aos cacos, mas era melhor do que dormir em um carro velho dos anos 90.

— Sem festas desta vez. — Jasper olhou seriamente para a prima. — Estamos fazendo algo sério desta vez, Charlotte.

Ela forçou uma risada.

— Eu sou metade demônio, primo. — retrucou a garota, dando uma tragada. — Minha vida é triste o suficiente para ter que levar ao à sério. — fez uma meia volta e andou para a entrada do motel, indo embora.

— Charlotte-

— Me deixa em paz, Jasper. — ela o cortou. — Eu não queria estar fazendo isso. Eu não queria estar com ela.

Ele suspirou.

Os dois não falaram mais nada, ela apenas foi embora e o ruivo ao meu lado ficou quieto. Eu odiei aquilo. Aquele clima de ódio entre mim e Charlotte era de fato algo muito irritante. Ela me queria por perto, e pelo o visto, não iria me perdoar facilmente.

E o pior de tudo é que ela tem razão.

— Vai deixa-la ir embora? — perguntei, olhando nos olhos do ruivo.

— Ela é Charlotte, sabe? — ele respondeu, infeliz. — Vai voltar amanhã. Ela sempre volta.

Não pude falar muita coisa com ele. Não o conhecia direito e não compreendia a relação que ele tinha com Charlotte. Quando eu era amiga dela, nunca a ouvi falar sobre ela ter um primo chamado Jasper. Aliás, nunca a ouvi falar algo sobre a vida pessoal dela que não fosse além da sua mãe idiota, um padrasto abusivo e um pai biológico inexistente.

Jasper foi a recepcionista e pediu um quarto — o que era apenas o que ele poderia pagar. Olhei ao meu redor. Havia um cartaz de procurado para um suposto assassino, atrás da recepcionista. Era de um homem de cabelos escuros e olhos claros, com uma expressão dura. Dizia que ele fez uma série de assassinatos em motéis locais e havia atacado aqui ano passado. Não dei muita atenção, eu estava mais presa sobre em quem ela Lilith e o que era queria, se Chloe e o seu grupinho iriam voltar, como eu poderia fazer Charlotte me perdoar e o que realmente significou o momento que passei com O Protetor.

Tantas perguntas e nenhuma resposta.

[...]

— Todos devemos fazer uma escolha, Alyssa Wolff. — dizia o homem, olhando para mim. — Vejo que está na hora da sua.

Ele era alto, tinha uma pele pálida e uma barba mal feita. Seus olhos eram negros, iguais aos meus, do tipo que ninguém conseguiria diferenciar a íris da pupila. Os cabelos eram negros e lisos, que iam até quase a altura dos ombros. Possuía enormes asas negras, iguais as de um demônio. Era magro e tinha um olhar sombrio. Eu tinha certeza de que ele era 100% um demônio, mas me parecia familiar, e de certo modo, deveria ser alguém com o qual eu deveria me preocupar. Mas Mesmo assim, eu não fazia a mínima ideia de quem ele deveria ser.

— Dezoito é a idade. — ele me entregou uma faca, com o símbolo de um triângulo no cabo dela. — Você chegou nela.

Assenti, entendendo perfeitamente isso.

O som dos violinos de fundo se misturavam a gritos e gemidos agudos de dor de almas perdidas. Eu poderia senti-las, ouvi-las e compreendê-las perfeitamente. Era como se a dor de cada uma passasse por mim, como se eu fosse uma âncora para todos ali. A cena ali era horrível. As almas que eu via de fundo eram torturadas, mas não por alguém, elas que estavam se torturando. E não poderiam parar. Não deveriam parar. Eram feitas para sofrer até que o líder das sombras mudasse de opinião.

Respirei fundo. Estava no purgatório.

Peguei a lâmina, fechei os meus olhos e uma sensação de desespero passava pelo o meu corpo. Eu queria chorar juntamente com todas aquelas almas. Mas não chorar pelo o sofrimento que elas estavam passando. Pela a primeira vez na vida, eu me sentia indiferente ao sofrimento de alguém. Eu queria chorar por mim.

Algo estava errado.

Enfiei a faca no meu peito, olhando fixamente para o rosto pálido do homem a minha frente.

— Espero que entenda isso. — ele olhava para mim. — Mas antes que isso aconteça de fato, precisa acordar sobre com quem anda e onde anda, Alyssa Belluci.

Acordei, ofegante.

Pisquei meus olhos inúmeras vezes, e uma sensação de agonia passava por todo o meu corpo. Se me pedissem para descrever o que eu havia sonhado, eu não conseguiria. Era o mesmo sonho de sempre, mas desta vez, tão real que eu tinha a sensação de que estava sob a minha pele. Tinha tantos detalhes que eu mal poderia dizer todos de uma só vez. Droga, era real. Aquela desgraça era real. Tão real que toda a angústia, tristeza e sofrimento das almas do purgatório eram emoções que eu sentia naquela hora.

O que significou aquilo?

Respirei fundo, tentando me acalmar. Quem deveria ser o demônio do sonho? Sinceramente, eu não fazia a mínima ideia. Mas a voz dele era familiar, eu já havia ouvido ela nos mesmos sonhos anteriores que tive. Ele parecia estar orgulhoso e de mim e ainda me chamou de Alyssa Belluci, não de Alyssa Wolff.

Ele não poderia ser quem eu acho que é.

— Acordada a essa hora? — a voz de Jasper me tirava dos meus pensamentos.

Olhei para a outra cama de solteiro, vendo um Jasper sentado de costas para mim na cama.

— Sim. — respondi, achei melhor não revelar que tive um pesadelo. — Por que está acordado?

— Eu não gosto de dormir muito. — ele disse sombriamente, se virando e sentando-se na minha direção. — E você?

— Isso parece confuso. — comentei. — Tudo isso sobre demônios e problemas acontecendo ao nosso redor. Eu acho que a minha cabeça vai explodir.

Ele riu, sem graça.

— No começo todos dizem isso. — falou. — É uma questão de tempo até que você se acostume com toda essa loucura.

— Quando você descobriu que era metade demônio? — perguntei, curiosa. — Quando conheceu O Protetor?

— Eu não descobri. Não sou um demônio, Alyssa. — ele respondeu sinceramente. — Não sou como você.

— Então por que está no meio disso? — indaguei. — Se eu não fosse isso, provavelmente estaria o mais longe possível de todo esse caos.

— É o que qualquer mortal com sanidade e o mínimo de bom senso faria. — ele comentou. — Mas eu praticamente saí da Escócia para perder a minha vida com esse “caos”. — fez aspas com as mãos. — Mas eu tive que proteger a minha prima. — suspirou. — Digamos que eu não tenho muita sanidade ou bom senso.

Eu não entendia.

Simplesmente não entendia o motivo de uma pessoa normal querer entrar no meio de tudo isso. Não fazia o mínimo sentido. Ele poderia fazer faculdade, se casar, ter filhos e viver uma longa vida, como todas as outras pessoas normais poderiam. Mas ao invés disso, escolheu isso. Eu não conseguia imaginar como alguém em sã consciência iria querer ser das sombras.

Ele estava me escondendo algo.

Não pudemos falar mais nada sobre esse assunto. O grito agoniante de dor de um homem invadiu meus ouvidos, e parecia vir do quarto ao lado. Automaticamente, Jasper arregalou os olhos, pegou a sua besta — que estava estrategicamente debaixo de sua cama — e se levantou, indo em direção da porta.

— Tem algo acontecendo aqui. — ele sussurrou de longe para mim. — Temos que ver o que é.

Não tive muita escolha que não fosse segui-lo. Sinceramente, eu não queria ver de onde eram os gritos. Poderiam me deixar curiosa e até com vontade de fazer algo e ajudar, mas eu não poderia. Tinha acontecido muita coisa nos últimos dois dias. Minha mente já estava começando a ficar perturbada com tudo isso.

Mas talvez esses gritos sejam o sinal de que Chloe e seu grupinho está aqui.

De que Lilith está pronta para possuir meu corpo.

Senti um calafrio com aquele pensamento, mas o ignorei e me levantei da cama, o seguindo. Não estávamos de pijama, até porque não tínhamos um. Eu estava usando a mesma roupa de antes, a diferença é que eu tive que tirar o casaco e o calçado. Jasper também havia tirado a sua jaqueta de couro e seus sapatos. Pelo o visto, nem ele havia imaginado que teríamos que fazer uma viagem tão longa.

Jasper abriu a porta e seguiu até a porta do quarto ao lado, o 117B. Os gritos de dor agora eram constantes, e dava a impressão de que tinha alguém queimado alguém dentro do quarto.

Os gritos eram berros, e Jasper não demorou muito. Tentou arrombar a porta uma vez, outra e apenas na terceira ele havia conseguido.

A cena que eu vi seria hilária se não fosse trágica e desumana.

Havia um homem sentado em uma cadeira de madeira antiga, seminu, com cortes recentes na testa que ainda sangravam. Seu cabelo era castanho e curto, tinha uma barba, e seus olhos eram olhos azuis, que me olhavam com o sofrimento praticamente estampado neles. Nas suas pernas, eu poderia ver piche líquido, o que provavelmente deveria estar queimando a sua pele agora.

O responsável disso não passava de três mulheres ao seu redor, provavelmente na faixa dos vinte e cinco — no máximo trinta —, a mais alta delas segurava um balde de piche e jogava no homem sentando, o que o fazia gritar. Uma tinha um travesseiro com penas de ganso, todo rasgado e eu sabia exatamente o que elas iriam fazer.

Nem quando perceberam a minha presença e a de Jasper pararam de fazer aquilo.

— Seu assassino covarde. — murmurava a que jogava piche, em meio aos berros da vítima. — Já que age como uma galinha covarde, é melhor torna-se uma.

— Graças a Deus! — gritava o homem, desesperado. — Elas são loucas, querem me matar! P-Por favor, me ajude-

Ele foi calado pelo o líquido entrando em seu rosto. Após isso, o único som que saía de sua boca eram berros e palavrões que eu mal conseguia decodificar.

A única das três que não fazia algo era uma latina, que deu andava em nossa direção, irada.

— Pode continuar, Courtney. — disse para a loira que jogava o líquido nele, andando em nossa direção. O sotaque espanhol era forte. — Quem são vocês? — disse em tom de voz ameaçador.

— O que diabos está acontecendo aqui? — disse Jasper entre os dentes, também ameaçador.

— Nada da sua conta. — a latina apontou para ele uma arma.

— Tem certeza? — ele apontou a besta.

— Absoluta. — ela sorriu, atirando.

Ao invés de acertar Jasper, o tiro foi para a parede do corredor do hotel. Rapidamente, o ruivo se aproveitou da situação e foi para cima da latina, capturando-a em um golpe simples. Em questão de segundos, estava com ela imobilizada, com o pescoço em suas mãos.

— Ei. — ele chamou a atenção das outras duas, com a latina imobilizada. — O que diabos está acontecendo aqui?

A loira que jogava piche parou, já com todo o líquido no corpo da vítima.

— Ele matou a minha irmã e o namorado dela. — respondeu a loira, e eu pude ver que ela segurava o choro ao se lembrar disso. — Ele é o assassino procurado que matou mais de dez adolescentes nos últimos dois meses.

Antes que Jasper pudesse falar algo, a latina deu um tiro “surpresa” na perna dele. Ele não deveria ter pensando nisso. Rapidamente a soltou, cambaleando para trás e tropeçando no próprio, caindo no chão. Ele deixou a besta cair, e assim que tentou alcança-la, a latina foi mais rápida e a pegou, segurando-a e apontando para Jasper.

— O jogo virou, não é mesmo inglesinho? — disse, seguida de uma risada, provavelmente pelo o sotaque dele ou porque realmente o jogo tinha virado.

— É E-Escocês. — corrigiu, gaguejando pela a dor. — Aposto que você mal consegue atirar.

— Quer que eu prove? — ela perguntou.

Logo o foco não era mais ele.

— E você, garota? — pergunta a loira para mim. — Vai ficar parada?

A latina agora apontava a besta para mim.

— Te dou uma escolha. — a outra disse, ainda apontando a besta para mim. — Correr ou morrer. Aceita qual?

Eu apenas fiquei em silêncio.

A latina se irritou e lançou uma flecha em minha direção com a besta. Ela mal sabia atirar. O que ela conseguiu foi acertar a parede, bem ao meu lado. Alguma coisa dentro de mim não pode conter um sorriso, como se a falha dela me deixasse mais feliz — até porque, de fato, me deixava. Ela bufou de raiva e jogou a besta no chão, e com o seu revolver em mãos, não demorou nem um segundo para atirar em mim.

Depois disso, eu me perdi.

Senti como se o tempo parasse ao meu redor. Como se eu fosse a dona do tempo, a pessoa que poderia fazer qualquer movimento rápido enquanto tudo está praticamente congelado. Se eu pudesse descrever isso com uma única palavra, provavelmente seria incrível. A sensação de poder que passava por todo o meu corpo era nova, algo que nunca pensei que poderia ser real. Era como se eu estivesse no topo. Literalmente no topo, e as pessoas que estavam ao meu redor eram meros figurantes inferiores. Eram fracos. Eram seres da luz.

Agora eu entendia porque sempre escolhiam as sombras.

O poder que corria em minhas veias era indescritível. Eu sentia como se as pessoas fossem nada. Como se o mundo fosse nada. Eu poderia acabar com todos aqui que iria ficar feliz com isso. Era como se algo obscuro dentro de mim tomasse conta do meu corpo e o dominasse — e secretamente, eu gostava disso.

Nenhuma palavra foi dita. Eu estava em silêncio, e elas também não iriam falar nada. O olhar que elas tinham para mim era aterrorizante. Estavam assustadas e com medo, se perguntando o que eu era.

Eu sabia a resposta.

Eu era poderosa. Um demônio em potencial que elas jamais iriam compreender.

Eu era uma Succubus.

Fui na direção da loira e rasguei a sua garganta em um único movimento. O grito que ela deu antes de morrer e cair no chão ecoava em minha mente como uma sinfonia de um desastre perfeito. As garras em minhas mãos eram perfeitas para matar. Eu era feita para matar. Afinal, eu era perfeita e forte, enquanto elas eram apenas algumas vadias fracas e inferiores.

Aquele pensamento me assustaria se eu não o apreciasse secretamente.

A que segurava o revolver atirou em mim, mas eu era mais rápida que ela, claro. Eu era uma Succubus. Ninguém era mais rápido do que eu. Eu estava no topo. Desviei da bala e andei em direção dela, coloquei as mãos em seu pescoço e o quebrei, derrubando-a com força no chão. Eu sorri.

Aquela não era eu.

Quando menos percebi, a minha visão ficou escura. Eu caí.

[...]

Minha cabeça doía.

Abri os olhos e demorou um pouco para a minha visão se focar e eu finalmente consegui enxergar direito. Eu estava dentro de um carro. O som de um trovão acabou me acordando de vez. Minha cabeça estava apoiada na janela fechada do carro, e o único som que eu ouvia era o barulho da chuva lá fora.

— Ela acordou. — disse o garoto do banco da frente.

— Graças a Deus. — o que dirigia o carro comentou, dando ênfase em Deus.

Ao meu lado, estava Jasper, ainda apagado, e eu percebi que tinha um curativo em cima do local do tiro que ele recebera antes.

— Quem são vocês? — perguntei aos garotos da frente.

— Enviados do Protetor. — disse o garoto do banco da direita, olhando pra mim. Ele tinha cachos loiros e olhos azuis elétricos, uma pele bronzeada e uma expressão gentil. Não parecia ter mais de quinze anos. — Sou Charlie Windsor, aliás.

— Sou Alyssa Wolff. — me apresentei.

— Eu sei. — retrucou Charlie. — O protetor nos falou. — finalizou o garoto.

— Para onde está nos levando? — perguntei.

— San Francisco. — respondeu Charlie. — O Protetor nos disse antes que enviou vocês para lá.

— Parem de falar. — o que dirigia disse secamente. — Temos coisas mais importantes.

Charlie revirou os olhos.

— Esse é o meu irmão mais. — disse o garoto. — O nome dele é Connor.

Connor se virou para mim rapidamente.

— Olá, Alyssa Wolff, mestiça metade Succubus e que matou duas mulheres naquele motel. — Connor disse com sarcasmo. — Me chamo Connor Windsor e tenho enorme prazer de te conhecer.

Ele se virou e voltou a dirigir.

Connor era totalmente diferente do irmão. Ele tinha o cabelo preto bem curto, quase raspado. Sua pele era avermelhada e percebi que ele tinha uma cicatriz no lábio superior. Provavelmente deveria ter a minha idade, com uns dezessete, no máximo dezoito anos. A única coisa que ele tinha em comum com o irmão era os olhos azuis.

Charlie riu com aquilo.

— Connor é simpático quando quer. — comentou o loiro, rindo.

Fingi uma risada por educação.

Até riria de Connor se ele não tivesse me lembrado de um fato triste.

Eu matei duas mulheres.

Eu me transformei lá pela a primeira vez.

Virei o meu olhar para a janela, olhando a chuva que caía lá fora. Merda, eu queria chorar. Chorar não iria adiantar nada, mas era a única coisa que eu poderia fazer. Elas atiraram no Jasper, mas, eu fui estúpida. Na verdade, mal consigo me lembrar do que havia acontecido. Só me lembro que alguma coisa assumiu o meu corpo e eu havia matado duas de três mulheres lá, depois apaguei. Minha cabeça ainda doía pela a queda. Não posso voltar no tempo e agir diferente. Tudo estava perdido. Eu pertenço as sombras.

Respirei fundo. Preciso entender o que é ser uma mestiça.

Quando eu estava perdida em meus pensamentos notei que não estava com Charlotte.

Deixamos Charlotte Brenner lá.

Notas finais
ENTÃO PESSOAS, gostaram? Tretas acontecendo aqui, Charlotte indo embora de um jeito gótico e emo rebelde -q, sonhos reveladores, assassinos desconhecidos sendo transformados em galinha (rsrs), certas pessoas sendo baleadas E UMA CERTA MESTIÇA SE TRANSFORMANDO EM SUCCUBUS PELA A PRIMEIRA VEZ TSC TSC. Anyway pessoas, cadê os comentários? :( Bolada aqui. Espero que tenham gostado e até o próximo o/ OBS: Próximo capítulo será sobre a Charlotte e o que a fez se afastar da Alyssa, SE PREPAREM PORQUE VAI SER TIRO, PORRADA E BOMBA -q Okay, parei.