Beautiful Creatures
1 Prólogo
Notas iniciais
A fic girará em torno de senão todos, a grande maioria dos personagens de OUAT, e com alguns criados por mim, mas não seguirá a ordem cronológica da série. Assim, não buguem se vocês pensarem que alguma coisa está errada.
Boa leitura.
Palavras. Como simples palavras poderiam causar tanta dor e sofrimento? Afinal, eram apenas palavras... Nunca fui de refletir muito, mas, prestes a fazer o que mudaria minha vida para sempre, minha cabeça não parava de pulsar com as mais diversas perguntas.
Eu estava finalmente colocando meu plano em prática. Por três semanas, elaborei uma maneira de deixar o castelo para trás. Movi céus e infernos, fazendo tratos, recolhendo e devendo favores, e acabara de conseguir a espada que havia encomendado alguns dias antes. Ela brilhava com o reflexo de uma pessoa, a qual mostrava pela primeira vez sua verdadeira face e sentia-se aliviada por isso. Eu escaparia das garras de minha mãe.
Carregava comigo minha recém-adquirida arma e uma bolsa de couro marrom, na qual coloquei algumas maçãs, pão e queijo, trocas de roupas, algumas ervas para poções e um punhal negro que ganhei no meu aniversário de doze anos. Eu trajava uma capa que escondia minha identidade por cima de uma blusa branca e meio rendada, coberta por um corpete, e calças também de couro, combinando com as botas de caça. Parecia pronta para uma aventura.
Sair de casa foi a pior parte, ao menos era o que eu imaginava. Tive que enfeitiçar quinze guardas para passar pela ala leste e outros dez no salão principal, porém, consegui chegar com sucesso à passagem secreta, que havia descoberto com o tempo aprisionada no palácio. A partir dali, seria mais fácil. O único senão foi que eu estava errada...
Ao pegar meu cavalo, atraí a atenção de um grupo de servos que chegava da feira local, os quais teriam duas explicações a dar quando minha mãe retornasse: primeira, a de que tentaram servir Sua Majestade, alertando os guardas, ou segunda, não me viram e sofreriam com suas mentiras. Culpá-los por escolher misericórdia era errado, eles optaram pelo óbvio, viver. E foi assim que um grupo de cavaleiros seguiu, persistente, ao meu encalço pela Floresta Encantada, transformando o que seria simples em um desafio a mais.
Com um pouco de magia, despistei-os. Galhos retorcendo em uma muralha impenetrante, buracos formando-se na terra fofa, alguns pararam à beira de um penhasco com certeza. Tudo para dar meia-volta e buscar minha encomenda: a espada de prata, leve, brilhante e versátil. Ali, eu me via protegida o suficiente para lidar com a próxima etapa do plano.
De volta à floresta, deixei meu cavalo para trás, perto de um riacho, onde ele poderia recarregar suas energias e retornar ao castelo. Bom, se ele fosse esperto, iria para a direção oposta àquele lugar horrendo e tenebroso, mas era uma escolha para o animal fazer. Então, a pé, andei até um vilarejo próximo, localizado no litoral, no qual possuía uma taberna muito visitada por piratas.
Tentei me preparar ao máximo, colocando apenas uma moeda no bolso para não roubarem de mim, montando uma história com um passado comum e contando até dez, nervosa. Assim que abri a porta de madeira, deparei-me com um local sujo, escuro, o qual cheirava à bebida, vômito e urina. O que mais eu poderia esperar de um refúgio noturno de seres do mar? Como já previsto, um grupo deles, sete para ser exata, ocupava a mesa do canto, acompanhados de moças vestindo trastes que acentuavam suas curvas desgastadas. Eu queria ajudá-las de alguma forma, pois o castelo tinha uma vida de luxo e ostentação, enquanto os plebeus perdiam sua dignidade tentando sobreviver. Era horrível.
Prendi a respiração, ajeitando a capa e o capuz por sobre a cabeça e a bagagem que eu carregava, entrando. Peguei uma mesa a alguns metros dos piratas bêbados, mas próxima o suficiente para reconhecer seu capitão: Killian Jones. Tudo corria em seus conformes.
— O que deseja, querida?
Não pude conter o susto que levei pela voz fanha e arrastada de uma das atendentes. Ela postava-se ali, bem a minha frente, apoiada à madeira velha com o rosto suado e a maquiagem preta borrada. Fiquei sem palavras, chocada.
— Você está branca como papel, queridinha. — Deu um sorriso, mostrando seus dentes apodrecidos. — Que tal uma coisa mais forte para corar essa palidez? Rum, pode ser?
Engoli em seco, assentindo depressa e ajeitando mais uma vez o tecido sobre meus cabelos. Eu tinha tido a impressão do comandante ter olhado para mim de maneira provocativa, mas fora apenas uma má sensação, ou ao menos o que eu esperava. Devido a esse ocorrido, eu queria afastar a mulher escandalosa para não chamar mais qualquer atenção naquele muquifo.
— Rum aqui, Heron! — Ela gritou em um guincho desafinado. — Ah, menina... Nunca a vi por aqui... É nova, não é? Meu nome é Gretchen.
Eu apostava que tinha os olhos arregalados naquele momento e falhava em passar por uma plebeia comum. Nunca havia deixado os portões do castelo e ver o quão degradante era não ser da realeza fazia um tremor incoerente varrer qualquer indício daquela coragem e bravura inicial do meu corpo.
— C-cheguei agora de outro reino... — Menti. — Fui deserdada da minha família por me arranjar com o homem errado.
A mulher sorriu novamente e foi buscar a bebida. No caminho, o dono do estabelecimento, provavelmente o tal Heron, deu um leve tapa em seu traseiro, mas ela não disse palavra alguma, como se fosse algo natural, apenas andava, provocativa. Ao retornar, sentou-se à mesa e começou a conversar, mostrando como se identificava comigo.
— Ah, eu entendo sua situação, mocinha. — Pegou a garrafa do balcão e deu um gole direto da boca. — Na sua idade, eu era exatamente como você...
— Aí, Gretchen, isso vai sair direto do seu salário, mulher!
Meio aérea e sob os efeitos da bebida, mandou um beijo para o patrão, bebendo mais uma vez.
— Se quiser ajuda para arranjar uma grana, posso introduzi-la a alguns senhores que buscam garotas jovens como você, querida. Não é tão ruim como aparenta, é o suficiente para viver.
Minha respiração falhou apenas pela menção de trabalhar daquela forma e, tentando desviar de assunto ou evitar qualquer constrangimento, virei o copo garganta abaixo, sentindo o líquido queimar e deixando instantaneante uma trilha de calor pelo caminho. Fiz uma careta. Era a primeira vez que bebia e a sensação não foi a melhor de todas.
— Outra, querida? — Tentou alcançar o meu copo com o vidro sujo. — Para acabar com essas bochechas brancas você vai precisar de uma garrafa inteira!
Ela gargalhou, ferindo meus ouvidos. Molhei os lábios, recusando polidamente porque os piratas estavam se preparando para sair e eu tinha que sair antes para não parecer suspeito. Pigarreei, mostrando mais confiança e fazendo menção de deixar a taberna.
— Não, obrigada, Gretchen. — Arrumei uma desculpa. — Preciso cuidar de umas coisas antes, mas agradeceria eternamente se me ajudasse à noite com seus serviços.
Peguei a única moeda e percebi o olhar atento e interesseiro da atendente, a qual queria atestar se eu não carregava mais. Assim que percebeu a inexistência de mais dinheiro, ela sorriu falsamente e recebeu o pagamento.
— É claro, querida. Até mais.
Sorri e saí do recinto, aliviada. Respirei o ar puro de fora como se há muito não o visse e segui meu caminho até o porto, no qual estavam ancorados diversos botes. Mais ao fundo, maravilhada, eu encarava o Jolly Roger, minha válvula de escape.
Fiquei entre os arbustos, aguardando a chegada dos piratas para interceptá-los. Eu tinha a espada na mão direita, a bolsa transversal ao meu tórax e preparada para usar magia se estritamente necessário.
Por um tempo, ouvi somente o barulho das ondas chocando-se contra os rochedos, mas logo o som de passos, vozes altas e gargalhadas passaram a espalhar-se pelo lugar. Segurei a arma mais forte e, ao confirmar que os sete estavam lá, alguns desatando os nós das pequenas embarcações e outros abastecendo-as, saí de detrás das folhagens, apontando o objeto pontiagudo e letal para suas costas.
— Virem-se, piratas.
Lentamente, os homens tornaram e fitaram-me. No meio deles, um destacava-se, Killian Jones, o que menos aparentava bêbado e o único que não fazia algo de útil, além de verificar se seus homens faziam o trabalho direito. Aquele pedaço da tripulação tinha o rosto meio avermelhado e um sorriso estampado, como se vissem algo realmente engraçado a sua frente. Eu não saberia dizer se era mesmo cômico eu estar ali, ameaçando-os, ou eram os efeitos da noite devassa que tiveram.
— O que é isso? — Um calvo indagou. — Uma piada?
Uma série de risos seguiu sua pergunta, mas não me deixei abalar. Eu tinha um objetivo e, até estar segura naquele navio ao longe, eu agiria como uma garota destemida e perigosa.
— Talvez não pareça uma piada depois que eu enfiar essa espada no meio do seu rabo, marujo.
Senti o sorriso do capitão, o qual deliciava-se com a calorosa recepção que deram a mim e a minha reação. Eu esperava aquilo por anos e meu plano iria se concretizar de um jeito ou de outro, por isso, mantive minha pose e ergui um pouco o queixo.
Os piratas não conseguiam ver meu rosto, então, começaram a murmurar entre si, perguntando-se quem eu era, e um deles tomou a iniciativa de dar dois passos à frente.
Travei o maxilar.
— Afaste-se, seu pedaço de enguia. Eu sei como usar uma espada.
Eles começaram a rir novamente.
— Por que você não dá meia-volta, hein? — O mais peludo de todos indagou. — Antes que nós decidamos levá-la conosco... Faz um tempo que não temos uma diversão a bordo, não é, Capitão?
Em resposta, Jones deu um sorriso rasgado, sem tirar os olhos de mim.
— Dar meia-volta agora não é uma opção. — Sibilei. — E não é com você que quero falar, seu...
— Ora, seu linguajar é realmente bem agradável, querida. — O capitão pronunciou-se pela primeira vez, interrompendo-me. — Era de se esperar de uma deserdada...
Engoli em seco, congelando. Eu não pensei que ele havia mesmo percebido minha existência na taberna e, muito menos, que escutasse o que eu dizia. Ele sabia como eu me sentiria abalada e queria jogar comigo, tentando me encurralar.
— O que foi, querida? Realmente achou que seria invisível em um local como aquele? — Sorriu. — Que tal abaixar essa espada e dizer logo quem é a senhorita?
Era agora ou nunca. Com a magia, continuei a empunhar a arma, porém meu capuz deixou de cobrir meu rosto sozinho, flutuando e depositando-se em minhas costas.
— Meu nome é Laureen e eu tenho um acordo para fazer.
Os piratas deram um passo conjunto para trás e pousaram as mãos sobre as espadas presas aos cintos.
— É uma bruxa?
Expressei repulsa pelo nome. Nunca gostei da denominação "bruxa", parecia algo grotesco, mal e não se encaixava no meu feitio.
— Domino magia, sim, porém, não sou uma bruxa.
— Não é? — Killian sorriu, divertindo-se. — Então o que você é?
Respirei fundo e fiquei mais séria que o normal.
— Uma fugitiva.
Os homens estreitaram os olhos, suspeitando de mim. Eu precisava convencê-los logo, a não ser que eu quisesse que as notícias chegassem até minha mãe e minha vida se tornasse uma prisão eterna, tendo como única vista as paredes enegrecidas do calabouço.
— Fugitiva? — Ele pareceu gostar do termo. — Do quê exatamente?
— De más escolhas...
— Hm... — Continuou sorrindo. — Passado obscuro?
Arqueei a sobrancelha, tentando ao máximo manter minha pose de durona, mas o que eu queria mesmo era ajoelhar e pedir, chorando, um lugar em seu navio, tamanho meu desespero por deixar tudo para trás. Só que eu tinha noção de que, assim, eu nunca conseguiria alcançar meus objetivos. Tinha que fingir ser alguém que eu não era, mas que poderia aprender a ser com o tempo.
— Talvez.
— Como espera que confiemos em suas palavras, querida? — Alargou seu sorriso. — Acaba de ameaçar meus homens. Não é a melhor maneira de conseguir nossa confiança.
— Não precisa acreditar que eu sou de confiança, apenas deve acreditar que eu sou de valor. Deixe-me entrar para a tripulação.
— Isso foi uma ordem, querida? Meça melhor esse seu tom.
— Eu não tenho tempo para isso. Se me deixar entrar, terá uma dominadora de magia a bordo, respondendo às suas e, apenas às suas, ordens, Capitão Gancho. E não é só... Eu sei aonde sua vingança está. O Sombrio não permanecerá lá por mais de dois dias e tenho certeza que seu sangue pulsa pelo sangue dele. Irrecusável, certo?
Era a minha última chance. Se depois dessa ele continuasse cético, meu plano teria falhado e eu estava perdida, porém, percebi a expressão do capitão mudar levemente.
Killian entortou a cabeça para o lado, esperando achar aonde estava a armadilha naquela proposta, e começou a andar ao redor de mim, fazendo a espada arranhar a madeira do cais, ato que fazia um arrepio gelar minha coluna.
Ele parou atrás de mim, tocando meus cabelos castanhos, próximo demais para meu gosto. Eu conseguia sentir o cheiro de álcool e da água do mar, ali, a centímetros de distância.
— Aonde foi a garota que não conseguiu beber um gole de rum? — Com o gancho, acariciou minha bochecha, sussurrando em minha orelha. — Aquela que mal conseguiu mentir sobre seu passado? A que não conseguiu encarar a vida dos plebeus?
Continuei firme.
— Ela percebeu que a liberdade a aguarda. E ela aguarda naquele navio, no oceano...
O homem suspirou, dramático, e apoiou sua mão em meu ombro, fazendo-me encarar seu navio.
— Bom, querida, é seu dia de sorte. Vamos ver se sua liberdade será o que tanto aguardava. Para os botes, senhores... — Sorriu. — ... e senhorita.
Fechei os olhos, aliviada. Meu plano dera certo e eu finalmente estava fugindo de minha mãe. Todas as palavras que me feriram e trouxeram tanta dor e sofrimento para trás...
Colocaram-me no mesmo bote que Jones, o qual fitava a mim como se eu fosse um desafio ou uma bola de canhão prestes a ser lançada. Não era de ameaça, e sim, uma expressão de alguém confuso que tentava desvendar um mapa incompleto. Não pude, portanto, manter nossa troca de olhares, mas justamente por isso, consegui ocupar minha cabeça com outras coisas, como a linda cor do mar.
Afundei minhas mãos na água salgada, sem poder conter um sorriso de contemplação. Era o meu destino começando a ser escrito... Eu sentia o peso do olhar do capitão, mas eu estava tão feliz que não me importei de mostrar um pouco quem eu realmente era: uma garota realizada, porém, com fraquezas, das quais eu afastava-me pela primeira vez.
Ao, enfim, nos aproximarmos do grande casco, pude perceber o tamanho do navio. Era grande e majestoso, com as velas amareladas recolhidas, aguardando aqueles homens e seu líder, e cheirava a aventuras e a peixe... Bom, eu teria que que me acostumar com isso.
Uma corda foi jogada em nosso bote e, aparentemente, eu deveria usá-la para escalar se quisesse estar a salvo no chão. O único empecilho era que eu nunca havia escalado antes, ou seja, eu não sabia como fazê-lo. Fiquei encarando aquela corda por um bom tempo, até Gancho bufar, meio entediado.
— Ahn, gracinha... — Ele enlaçou minha cintura. — Parece que precisa de uma ajuda. Permita-me.
Revirei os olhos, contendo um pouco do ódio que eu sentia. Eu via ao nosso redor os outros piratas subindo com uma facilidade extraordinária, apenas impulsionavam o corpo para cima e entravam como formigas no formigueiro.
Pigarreei, tirando sua mão de mim como se espanasse farinha do avental, e ficando a uma distância confortável, portanto, na ponta oposta, quase caindo do barco, analisei a corda, tocando-a. Era grossa e áspera, mas segura. Eu já tinha em mente o que fazer.
— Eu não preciso de sua ajuda. — Sorri, convencida. — Eu sei me cuidar sozinha.
Estalei os dedos e a corda passou a se contorcer como uma cobra, dando um nó em si mesma, onde coloquei meu pé direito e, mais acima, ela ficou firme e estável, amarrada. Testei meu peso e prendendo a respiração, subi sem precisar de impulso ou força física. Só a boa e velha magia.
Quando pisei na madeira úmida do navio, deparei-me com vários homens de aparência questionável, arreganhavam os dentes em um sorriso maldoso. Eles olhavam para mim como se eu fosse o jantar ou era apenas impressão? Eu estava cercada por uma porção de bárbaros e, tentando me afastar de suas aparentes ações hostis, caminhei lentamente para trás até bater contra o mastro.
Empunhei a espada, provocando risos, de novo... Eu realmente gostaria de entender a graça. Inclusive, jurava que havia escutado algum deles murmurar um "Que fofinha.". Não era isso que eu esperava, era para eu parecer destemida e perigosa, quase uma guerreira, e não uma pessoa fofinha.
— Para trás, seus imundos. — Avisei com a voz meio trêmula. — Não me obriguem a machucá-los.
— O que é isso? — Um homem forte e barbado debochou. — O Capitão trouxe como um presente de gratidão para nós?
— Se você der mais um passo, eu...
— Ok, ok, querida. Todos já entendemos...
Virei para trás e Killian Jones acabara de pisar no navio, o que já não era sem tempo. Os piratas imediatamente ficaram mais eretos e abriram espaço para seu capitão aproximar-se de mim.
— Capitão no convés.
Encarei, assim como os outros, este último, o qual parecia ter cometido o erro de anunciar a presença de seu comandante tarde demais. Propositalmente, Gancho parou ao lado desse pirata e passou o braço por sobre seu ombro.
— Sempre uma honra tê-lo como Imediato... — Debochou em um sarcasmo ácido. — Certo, Sr. Smee?
— C-certo, Capitão. — Gaguejou. — Perdoe minha falta de atenção. Estávamos curiosos sobre sua nova aquisição.
Novamente os olhares voltaram a mim. Eu estava boquiaberta pelo Imediato me usar para resolver seus problemas e enganar Killian, mas o capitão expressava tudo menos estar caindo naquela história. Ele só deixou o assunto passar, pois, naquele momento, eu era mais interessante que um mero deslize.
— Ah, sim... — O principal postou-se a centímetros de mim. — Esta é Laureen, homens, e ela passará um tempo conosco. Como puderam ver pela sua pequena atuação, voando por aí... — Gesticulou com os dedos, fazendo uma leve careta. — ... ela nos ajudará e tempos gloriosos estão por vir, marujos!
Eles gargalharam de prazer e satisfação por receber uma garota no navio e pela menção de enriquecer. Jones sorriu por alguns segundos, vendo seus piratas felizes, e logo tratou de ordenar que voltassem ao trabalho.
— Içar velas, homens! Todos aos seus postos! Temos um longo dia pela frente...
Uma correria instalou-se no navio e eu não estava mais cercada pelos bárbaros. Alguns desatavam nós, enquanto outros faziam. As velas amareladas foram desenroladas e, com um solavanco, o Jolly Roger criou vida, indo para frente e enfrentando as ondas salgadas.
Surpresa pela força da água e do vento, desequilibrei-me e fui com tudo para frente, quase beijando o chão. Por sorte, Killian Jones, segurando em uma corda, agarrou minha cintura e puxou-me para perto. Ele contemplou meu momentâneo susto, empinando o nariz e fitando o horizonte, orgulhoso.
— Srta. Laureen... — O capitão deu um sorriso presunçoso. — ... seja bem-vinda à tripulação.
Engoli em seco, indecisa se havia feito a escolha certa. Não tinha mais volta. A partir dali, eu era uma pirata.
Notas finais
Bom, e aí? Comentem o que acharam, o que mais gostaram e se houver qualquer erro, avisem, ok?
Até o próximo capítulo.
Xxxx
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