Beautiful.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
E aqui estou eu, ressurgindo das sombras com um drabble de alimor. Que ficou meio ooc, para variar... ;v; Oh well.

O poema que aí não é de minha autoria, e sim uma tradução de um feito por uma desconhecida de iniciais JL. Sim, foi só isso que consegui descobrir /chora E, como é um poema lindo que estava GRITANDO para ser usado em algo, eu resolvi fazer uma coisa fofa com meu otp de Magi.

Enfim,boa leitura! ♥

–x-

Eu fora tão indigna

E ainda assim, você

era tão incomplacente.

Ele é o sol em si, a pequena Fanalis um dia decide ao observá-lo de longe. Seu rosto está brilhando com vida enquanto menciona aventuras ainda não traçadas, seu sorriso é cálido e acolhedor e sua convicção ao falar a enche de uma esperança que ela não sabia que tinha.

Morgiana é o completo oposto disso, porém: seus instintos sempre a asseguraram que é melhor aproximar-se de uma presa pelas sombras. É mais seguro, e protege-a de ser exposta à luz, a todas as marcas e erros que a vida impregnou sobre seu ser.

Nem ele muito menos Aladin aceitarão essa desculpa, no entanto. Mor é muito mais que uma simples caçadora, uma ex-escrava. Ela é uma companheira, parte do grupo; e mais do que isso, ela é uma amiga.

Duas mãos puxam-na das trevas, o sol está brilhando. Ela é um anjo caído, que depois de tantos anos preso esqueceu-se do que é voar. Mas está tudo bem, eles estarão lá caso for preciso. Alibaba então sorri, e ela nunca se sentiu mais segura na vida.

A mesma decide então, naquele momento, que deseja tornar-se suas asas.

Eu chorava — você abraçava.

Eu sangrava — você curava.

Eu gaguejava — você silenciava.

Eu parava — você sorria.

– Espera, onde você está indo?

Eles estão mais velhos agora. A guerra a muito passou de uma simples fantasia, e os três estão tentando acabar com o desnecessário banho de sangue que já se alastra por alguns dias.

No momento, a base militar dos soldados de Sidria parece um bom lugar para tratar de ferimentos que haviam adquirido. Ela, por já estar acostumada em ignorar a dor dos seus próprios, desconsiderou completamente este fato.

Isto é, antes de ser forçadamente impedida por ele.

– Você está machucada, Mor. — A garota desvia o rosto, e ela pode sentir o olhar dele queimando sobre um corte feio em seu braço esquerdo. — Vem, é melhor não deixar isso à mostra.

O loiro também está em mau estado, mas parece não ligar para isso. Ele trata do ferimento enquanto conta uma história distante de quando estava treinando em Laem, e ela não escuta metade do que ele está dizendo, concentrada apenas no timbre de sua voz — está diferente, um pouco mais grave. Ele está mais alto, também.

Mesmo assim, continua com essa maldita teimosia de por os outros sempre em primeiro lugar. É irritante, principalmente pelo fato de que ela pode sim cuidar de si mesma muito bem, e ele também precisa prestar mais atenção nele próprio.

(A preocupação ainda sim é boa, e um aperto em seu peito a traz o momentâneo delírio de que ele possa estar fazendo aquilo por ela, mais do que por todos os outros. Porém, sabe que é mentira. Ou, pelo menos, não faz a mínima ideia de que possa ser verdade).

–... Pronto. — Ao terminar de ajeitar as ataduras, suas mãos permanecem tocando os braços da Fanalis por mais tempo que necessário. Depois, são recolhidas num movimento súbito, e ele está sorrindo novamente.

– Viu, não demorou quase nada! — No segundo seguinte Alibaba está de pé, estendendo suas mãos, — Vamos? Aladin deve estar esperando.

Ela aceita o gesto sem se pronunciar, e por pouco deixa escapar um sorriso — ele sempre esteve lá por ela, de um jeito ou de outro.

As mãos dele estão quentes contra as suas, e isto a traz uma sensação agradável.

Eu era um desastre -

o pior que poderia existir.

Ela estava longe de ser perfeita — distorcida demais pelas marcas do passado. E apesar de ter mudado muito durante anos, ainda restavam cicatrizes visíveis e obscuras demarcando seu corpo franzino e ainda assim forte.

E Alibaba não as ignorava; pelo contrário, fazia questão de beijá-las a cada início de manhã mesmo que isso o rendesse um chute acidental para fora do quarto.

O que acontecia quase todo o dia, culpa de seus instintos de batalha. Não é como se ela não houvesse lhe avisado.

Mas tudo bem, Morgiana estava longe de ser uma dama — e, sinceramente, ele não estava nem aí para isso. Aceitaria-a de qualquer forma que ela fosse, e insistiria em protegê-la mesmo que esta não precisasse. Ela sabia disso muito bem.

E ainda assim, você ainda

teve a audácia...

No entanto, mesmo com as todas as imperfeições, quedas, cicatrizes, defeitos, tudo, Alibaba ainda tinha um olhar estupidamente honesto ao murmurar a mesma frase todos os dias enquanto caminhavam para mais um dia de deveres reais.

– Ei, Mor. — Ela olhou para o lado, uma interrogação implícita em sua feição séria.

– Você está linda hoje.

de me fazer saber

que eu era bela.

–x-

E, depois de tantos anos, ficara difícil esconder um sorriso dele.

Notas finais
E aí está! para tirar as dúvidas de quem tiver, é um headcanon meu que no final do mangá o Alibaba vira o rei (eu ainda não sei exatamente de onde, oops) e a Mor, sua rainha uvu E tudo isso foi decidido pelo ~destino~ quando os dois e o Aladin se encontraram.

Bom, espero que tenham gostado. Darei fotos exclusivas do Judal dormindo aos lindos que deixarem review, então não percam sua chance! uvu

Até mais~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!