Beatriz, Simplesmente
5 Capítulo IV
Notas iniciais
Beatriz estava irritada, não entendi o porque Armando tinha feito tudo aquilo. Será que foi por ciúmes de Gabo tal como foi por Nicolas? Aquilo tudo era medo dela lhe roubar a empresa? Então porque raios colocou no nome dela? Ela nem se quer tinha dado a ideia e se opôs bastante no primeiro momento a aceitar. Seu chefe não poderia desconfiar dela assim, nem tão pouco achar que tem o direito de gritar e a agredir, ela sabia que tinha o provocado, porém isso não era desculpa. Tudo tem limite e Armando tinha passado dele.
Quando sua cabeça parou de lhe fazer mil perguntas e ela voltou a realidade, encontrou Mario Calderon a olhando como se tivesse querendo ver sua alma, um arrepio passou por ela, aquilo definitivamente não era bom, não queria mais problemas, assim ela se separou de Mario e recolheu as coisas que tinha sujado enquanto lhe limpava o machucado.
“ – Infelizmente doutor isso deve inchar e doer, acho que você deveria tomar algum tipo de remédio “
“ – Obrigada Betty “
“ – Não foi nada doutor, o mínimo que eu podia fazer depois do senhor ter me defendido “
“ – Por que Armando estava daquele jeito? O que aconteceu aqui? “
“ – Eu sei tanto quanto o senhor, também não entendi nada “
Mario queria continuar naquela sala, admirando aquela mulher que tinha ficado tão bela e cheirava tão bem, mas ele não tinha desculpa nenhuma para permanecer ali e acabou saindo. As secretárias estavam que não podiam segurar mais a fofoca, primeiro o doutor Armando sai da sala como se tivesse visto uma assombração, depois de quase meia hora, sai o doutor Mario e com um corte no lábio inferior. Aquilo era uma fofoca das grandes.
Beatriz estava confusa, Armando a confundia demais e agora Mario lhe lançando aqueles olhares estranhos, definitivamente ela tinha que se manter longe dos dois, eram dois doidos.
Armando não tinha voltado a Ecomoda durante todo o dia, tinha ido para casa beber e pensar no porquê tinha agido assim, o porquê pensar em Beatriz com aquele ruivo o deixava neurótico, quanto mais pensava menos chegava a conclusão, não tinha lógica. Em nenhum momento ele pensou na empresa ou que ela podia lhe roubar, só pensava nela e porque se sentia tão possessivo sobre ela, a ponto de achar que tinha o direito de a machucar fisicamente. Ele nunca antes tinha sentido o que sentiu hoje, era um sentimento novo e incógnito para ele.
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Beatriz chegou em casa e logo que desligou a moto pode ouvir os latidos vindo da porta da frente, desceu da moto e abriu com pressa a porta de sua casa, a grande cadela logo se jogou em cima dela abanando seu rabo e lhe enchendo de lambidas, Beatriz só ria e tentava segurar o animal que era quase do tamanho dela, definitivamente Pandora tinha sido a melhor coisa que tinha ocorrido nos últimos dias.
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Cartagena a alguns dias
Fazia dez dias que Beatriz estava em Cartagena, como todos os outros dias, ela tinha ido a praia cedo com Gabo e regressava ao hotel na hora do almoço, aquele dia eles tinham marcado de saltar de paraquedas. Era loucura, ela sabia, mas não podia negar que depois de Gabo tanto ter falado sobre como era libertador a sensação de cair do céu, que você sentia todos os seus problemas indo embora e sua alma se lavando, ela acabou aceitando. Comeu um almoço leve, afinal seu estômago certamente ficaria revolto com o salto. Era por volta das quatorze quando eles se encontraram em uma grande área verde de uma reserva florestal e dali partiria o helicóptero de onde eles iriam voar.
“ – Eu acho que eu não vou “ Ela disse, mas já estava toda vestida e amarrada junto a Gabo, já que ele seria seu instrutor.
“ – E chegou tão longe para desistir agora? Nunca! “
“ – Ainda estamos no chão firme, ou seja, ainda não cheguei a ponto algum “ Aquela parecia uma boa hora de desistir daquela loucura, tinha viajado pela primeira vez de avião a exatos dez dias, tinha morrido de medo de aquilo cair, ela morrer ou coisa do tipo, e agora estava lá, prestes a entrar em um helicóptero e pior, pular lá de cima. Não. Não!
“ – Confia em mim, você sabe que eu não colocaria sua vida em risco, se não quem será a futura mamãe dos meus filhos? “ Gabo riu de sua piada, Beatriz não conseguia rir, estava com medo.
“ – Quantas vezes você já fez isso? “
“ – Umas mil “
“ – Eu estou falando sério Gabo, quantas? “
“ – Beatriz, não tenha medo de enfrentar seus medos, nós estaremos seguros, curta a vista, sinta o vento, se sinta nas nuvens e quando tiver caindo, pense nos problemas e deixa eles caírem junto com você, mas com um diferencial, eles estarão sem paraquedas já você vai ser puxada para cima e ver seus problemas caírem ao chão e se romperem como vidros “
Sim, ela precisava daquilo, matar seus problemas.
Ela já estava lá em cima, a mais de quatro mil metros de altura, o vento era tão forte que mesmo na porta do helicóptero e se segurando firme, ela era puxada para baixo, se sentia aspirada pelo céu.
“ – Vá, deixe o mundo te puxar. Cai no mundo Beatriz “ Gabo gritou nas suas costas e ela se concentrou em suas palavras. 'Cai no mundo, deixa o mundo a sugar' Sim, era isso que ela precisava. Soltou-se e se jogou para fora daquela porta, a queda era rápida, uma sensação terrível. Como se arrependeu de ter aceitado aquilo, mas agora não tinha como voltar atrás “ – Abra os olhos “ Gabo gritou “- Ande, abra “ Ele não podia ver seu rosto, mas já a conhecia bem e sabia que ela tinha os olhos fechados “ – Olhe essa vista e mate seus problemas “
Beatriz abriu os olhos e o cenário que viu a deixou emocionada, lá de cima em queda livre, tudo parecia pequeno, tudo parecia sem importância, ela viu o mar e se deixou levar por aquele cenário. De repente sem se dar conta, seu corpo foi imergido e puxado bruscamente para cima, por segundos ao invés de cair ela tinha subido. Tudo foi tão brusco que seu coração deve ter atingido duzentos batimentos por minuto. Não conseguiu entender o que tinha acontecido até se dar conta que o paraquedas tinha aberto e eles agora caiam um pouco mais de vagar.
Realmente aquela tinha sido a melhor experiência de sua vida, por ela voltaria a saltar assim que retornassem ao chão, se sentia tão leve e diferente. Como Gabo tinha lhe dito, era libertador. O pouso foi tão tranquilo quanto o salto e em pouco tempo ela sentiu seus pés tocarem o chão, sua perna tremia de pura adrenalina, seu coração batia forte e assim que se livrou das cordas de segurança correu e pulou em cima de Gabo, ele acabou caindo e os dois riram rolando no chão como duas crianças.
“ – Isso é muito bom “ Beatriz disse sem consegui para de rir.
“ – Acho que você viciou em adrenalina “ Gabo tinha a certeza que encontrou sua alma-gêmea, ela tinha um espirito aventureiro tal como o dele, embora ela sentisse bastante medo, sempre se deixava levar pela adrenalina.
Eles estavam voltando, Gabo a acompanhava até o hotel, ela ainda estava empolgada com a sensação de cair do céu, foi quando eles viram uma cachorra deitada no acostamento, Beatriz pensou que a bichinha estava morta e sentiu tristeza com tal cena. Como podiam abandonar assim os animais? A verdade é que o ser-humano era realmente muito malvado e ela tinha aprendido isso na pele e pelo jeito aquele frágil animal também.
“ – Vamos ver se ela ainda está viva, podemos leva-la a um veterinário “ Gabo disse e já foi a conduzindo em direção aquela grande cadela branca. Assim que chegaram perto dela, o animal que tinha seus olhos fechados o abriu e Beatriz podia jurar que ele tinha olhado para dentro de seus olhos, o animal de olhos verdes a olhou profundamente, em seguida soltou um gemido e voltou a fechar os olhos.
Animais são seres sensíveis e sensitivos, aquela pobre cadela sabia que podia enfim dormir e descansar seu cansado e maltratado corpo, pois agora já tinha quem cuidasse dela.
Em um táxi Gabo e Beatriz levaram o animal a um veterinário, após vários exames descobriram que a cadelinha deveria ter por volta de um ano e estava desnutrida e tinha sido agredida fisicamente. Beatriz assumiu toda a responsabilidade por aquela cadela e a adotou no mesmo momento, não demorou três dias para o animal ter alta, a cadela era como a própria Beatriz, só precisava de alguns detalhes e ia ficando bela, cada dia que passava a cadela se mostrava mais viva, ganhava peso e ficava mais bonita.
Com a adoção da cadela, Beatriz teve que sair do hotel, pois o mesmo não aceitava animais e assim ela ficou hospedada na casa com Gabo.
“ – Já sabe qual nome vai lhe dar? “ Gabo perguntou.
“ – Não sei, qual sugere? “
“ – Pandora “
“ – Como? Não, isso é um nome ruim “ Sim, aquele era um nome ruim, Pandora era como ela tinha apelidado a bolsa que lhe tinha matado.
“ – Depende, para os Gregos até pode ser, mas para a cultura Politeísta, não. Para eles, Pandora é a chance de se aperfeiçoar diante das adversidades, ela lhe da a força de enfrentar os desafios com esperança e também na cultura pagã Pandora é a fonte da força, da dignidade e da beleza, para eles sem a adversidade, sem Pandora, o ser-humano não poderia melhorar “
Não tinha mais o que pensar, definitivamente aquele animal se chamaria Pandora e toda a história que Gabo a contou, lhe encantou. Agora ela via sua bolsa de Pandora com outros olhos, não, definitivamente não era uma bolsa boa, mas tinha lhe feito mudar. Tantos anos ela vivendo na inércia e sua bolsa de Pandora tinha a feito acordar, se deixar cair no mundo.
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Ao dia seguinte quando ela chegou a empresa não sabia o que esperar, não sabia como seu chefe iria reagir, não sabia como Mario iria lhe tratar, não sabia de nada e depois que a situação no dia anterior tinha chegado a extremidade, ela temia o que poderia ocorrer.
“ – Betty, que bom que chegou “ Seu coração praticamente saiu de seu peito com o susto de ouvir a voz dele, ela vinha tão perdida em seus pensamentos e era tão cedo que jamais podia imaginar que ele estava ali. Esse foi só o primeiro susto, quando ela o olhou, ele estava cheio de hematomas pelo rosto, ela não teve como conter uma exclamação de susto ao olha-lo tão ferido, certamente tinha entrado em uma briga e pelo modo que estava, tinha levado a pior.
“ – Doutor o que ocorreu? Você está bem ? “ Ela não deveria se preocupar com isso, ele era um homem adulto e além do mais tinha sua noiva para o cuidar, mas foi automático, por mais que ele tinha a ferido, ela o amava, o amor não morre de uma hora para a outra.
“ – Isso é o de menos Betty, não me importo comigo, ontem eu não estava no meu normal e quase agredi você, a verdade é que se Mario não tivesse se metido eu teria lhe machucado. Você me desculpa? “
Desculpar era algo que ela tinha aprendido cedo, as crianças em sua escola riam dela por ela ser diferente, feia na verdade e muitas eram as vezes que a professora ou a mãe dessas crianças iam até ela e obrigavam o agressor a pedir desculpas e ela no final dizia ‘ta desculpado’ , mas era mentira, não estava desculpado nada, tinham lhe machucado, lhe ferido, a feito chorar as vezes, e ela não os desculpava por isso, ainda mais que no dia seguinte eles iam e faziam tudo novamente.
“ – Doutor, não me peça desculpas, só não volte mais a fazer isso “
“ – Não vou voltar, mas por favor, vamos sair hoje a noite, desde que você voltou foge de mim. O que aconteceu? Por que faz isso? É por causa daquele homem? “
“ – Doutor, os dias em Armero me fizeram ver o quanto agíamos errado, não quero enganar ninguém, não seria sua amante doutor, não adianta me pedir isso “
Amante? Como assim amante? Não, aquilo nunca tinha passado por sua cabeça, Betty nunca foi sua amante. Ela era ... ela era ... O que ela era? Ele não sabia. Ela era sua assistente, que virou amiga, que virou confidente e na qual ele teve que a seduzir e agora se odiava por ter feito isso, não porque não tinha gostado, sim, ele tinha gostado de seduzi-la. Te ter Betty nua e entregue a ele, de tê-la tão apaixonada a ponto de lhe beijar com tanta devoção. O que ele se odiava era por ter a enganado, por no começo achar que era um sacrifício a beijar, mas agora, ele adoraria a beijar, lhe tirar a roupa e a amar naquela mesma sala de luz acessa. Mas isso não lhe faria dela sua amante, não mesmo, até porque ela era ... mas que diabos ela era mesmo?
“ – Doutor? Doutor? “ Beatriz teve que gritar para chamar sua atenção, ele parecia ter se desligado, Armando ao ouvir o chamado tão alto saiu do seu transe mental aonde tantas dúvidas sem resposta o atormentavam.
“ – Por favor Betty, saia comigo essa noite, como uma amiga “
Amigos? Nós nunca fomos amigos, agora era a vez de Beatriz se perder em seus pensamentos. Eles nunca foram amigos, certamente ele não sabia seu suco preferido, nem a música que ela gostava de ouvir, não sabia suas manias irritantes e nem o seu filme predileto. Eles tinha sido chefe e empregada, em seguida, enganador e enganada. Amigos? Nunca.
“ – Doutor “ Sua voz deixou tão claro que ela iria recusar que Armando não deixou nem ela terminar de falar.
“ – Por favor Beatriz, não me diga não. Se você sente algo por mim, se você não me odeia, aceite. Eu preciso disso “
Ela não odiava Armando, nem quando leu a carta o odiou, ela se odiou. Se odiou por deixar se enganar e ter caído novamente em semelhante situação. Com esse pedido ele tinha lhe atingido seu ponto fraco, tinha lhe invocado por um sentimento tão puro quanto o amor que ela sentia por ele, mas que sabia que não era reciproco.
“ – Tudo bem doutor, quando acabar nosso horário saímos para jantar, mas em um lugar convencional, nada dos lugares de sempre “ Armando se sentiu tímido e se amaldiçoou, jamais lhe levaria a alguns daqueles macabros lugares novamente e sabia que na verdade, jamais deveria ter levado ela lá.
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Ele tinha insistido para ela ir com ele em seu carro, mas ela se mostrou totalmente indisposta a isso e o seguiu de moto e Armando se condenava por não ter insistido mais, porque aquilo parecia muito perigoso, ela tão exposta no meio de tantos carros, ônibus e caminhão, quando fazia curva então e ela inclinava o corpo ele a via quase caindo da moto. Aquilo o deixava preocupado, tenso demais, definitivamente se dependesse dele jamais ela subiria naquele negócio novamente, embora mais uma vez ele não sabia o porque. Por que ele tinha tanto apreço e preocupação por ela?
O restaurante que ele escolheu foi um italiano, de clima familiar e aconchegante, após ambos fazerem seus pedidos e ele lhe sugerir um bom vinho tinto, começaram a conversa.
“ – Eu senti falta de tê-la por perto, de sairmos do escritório e podermos conversar “ Betty ligou seu sinal de alerta, provavelmente ele estava tentando a seduzir e Mario já lhe tinha dado todo o enredo.
“ – Não acho que isso seja verdade doutor, você é um homem que estava sempre rodiado de bastantes amigos e amigas, não acho que tenha tempo de sentir falta de alguém, ainda mais se esse alguém for eu “
“ Ai você se engana Beatriz, ultimamente não saio com ninguém, no máximo com Marcela e Mario, desde que começamos a sair, não tenho mais vontade de sair com ninguém sem ser você “ Aquilo era uma verdade, mas obviamente ela não acreditou.
“ – Se você diz “
O garçom chegou com os pratos e eles se despuseram a comer, o assunto entre eles nunca terminavam, acabaram mantendo uma conversa sadia sobre tudo e sobre nada. Sobre tudo, porque realmente falaram sobre várias coisas, e sobre nada, porque nada que falaram era algo de importância.
O restaurante tinha música ao vivo e diversos casais usavam a pista de dança para dançarem, foi então que ao acabarem de comer ele lhe pediu que dançasse com ele.
“ – Não doutor, você sabe como sou péssima nisso, só lhe faria passar vergonha “
“ – Uma música, apenas uma e pronto, depois é só a gente nunca mais voltar aqui e não passaremos vergonha “ Ela riu.
“ – Doutor, você deveria dizer que eu não iria lhe fazer passar vergonha e não confirmar isso e ainda dizer para depois fugirmos “ Agora era ele que ria.
“ – Uma dança apenas, aceita? “ Beatriz estava de costa para a pista de dança, então virou o pescoço e olhou para trás, bastantes casais dançavam, eles não seriam o centro das atenções fazendo isso, de mais a mais, como ele disse, depois poderiam fugir.
“ – Claro, uma dança “ Ela disse o olhando e ele não pode deixar de sorrir genuinamente.
Armando como um Don Juan, que era, se levantou e em um gesto característico, estendeu a mão para ajudar Beatriz se levantar e a conduzir até a pista de dança, ela sorriu e graciosamente aceitou sua mão e o deixou conduzir de braços dados até a pista. Ela sabia que aquele era um jogo perigoso, depois te tantos dias, mais de um mês, voltaria a estar nos braços dele e quando assim era, ela ficava totalmente entregue, como uma boneca. Mas então ela lembrou do seu novo lema, Carpe Diem e aquele era um bom momento para aproveitar o dia.
Como por destino, quando chegaram na pista trocou a música e uma nova melodia tomou o salão. Armando a segurou pela cintura e ela pelo pescoço, seus corpos pareciam em fim relaxados, era como se um precisasse do outro para viver, tentando aproveitar ao máximo aquilo ela encostou sua cabeça no ombro dele e ele então aspirou aquele cheiro do shampoo dela que ele tanto amava, era cheiro de baunilha, o inebriava.
‘Todo cambió cuando te vi. De blanco y negro al color me convertí. Y fue tan fácil quererte tanto. Algo que no imaginaba (Tudo mudou quando eu te vi. Do branco e preto ao colorido me converti. E foi tão fácil te querer tanto. Algo que eu não imaginava)’
Armando sorriu ao ouvir a música, não conhecia porém ele se identificou com sua letra, se sentia exatamente assim. Ela tinha o mudado e era tão fácil a querer, ele realmente nunca poderia imaginar isso.
‘Fue entregarte mi amor con una mirada. Todo tembló dentro de mí. El universo escribió que fueras para mí. (Fui te entregar o meu amor com um olhar. Tudo tremeu dentro de mim, o universo escreveu que você era para mim)’
Sim, ele continuou concordando com a letra da música. Ela era para ele. Betty era dele e só dele, por isso tinha odiado tanto a ver com aquele ruivo, pois ele estava com o que lhe pertencia.
‘Y Fue tan fácil quererte tanto. Algo que no imaginaba, Fue perderme en tu amor. ( E foi tão fácil, te querer tanto. Algo que eu não imaginava. Fui me perder no teu amor)’
Ambos se mexiam ao ritmo da música e ao ritmo de seus corações, se guiavam por pura cumplicidade desfrutando do contado de seus corpos após tanto tempo separado.
‘Simplemente pasó, y todo tuyo ya soy. Antes que pase más tiempo contigo amor, tengo que decir que eres el amor de mi vida. Antes que te ame más, escucha por favor ... (Simplesmente aconteceu, e todo seu já sou. Antes que passe mais tempo contigo amor, tenho que dizer que você é o amor da minha vida. Antes que eu te ame mais, escuta por favor ...)’
Armando sentiu seu coração parar de bater, seu cérebro para de pensar e seu corpo se desfalecer ao chão. A música era clara, mas como assim amor? Amor de sua vida? Era isso então, ele a amava? Ele amava Beatriz Pinzón Solano? Como? Quando? Por isso ele tinha sofrido tanto sua perda? Por isso não conseguia para de pensar nela? Sair com outras mulheres? Era amor? Ele tinha se apaixonado? Mais que isso, ele estava amando?
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