Notas iniciais
Hoje o capítulo é mais felizinho do que os que estão por vir. Então, muita paz no coração de vocês, ok? Boa leitura.

O dia em que conheceu Manuela foi um dos piores da vida de Beatrice. Ela não estava nada ansiosa para ele. Foi como o limite de uma fração de um por um número x, onde x tende a zero de vezes pior que conhecer a mãe dela, Leila.

Em março de 2009 Alexandre conheceu Leila por meio de um amigo em comum. Ambos surpreenderam-se com o tanto que combinavam e um mês mais tarde estavam namorando. No final de abril, Bia conheceu a namorada do pai e gostou bastante dela. Leila procurou saber tudo o que lhe agradava e conquistou a menina aos poucos.

Alguns dos seus amigos detestavam as namoradas ou esposas dos seus pais. Bia não entendia. Era engraçado eles quererem os pais e as mães juntos de novo quando era a ultima coisa que ela queria. O medo de Bia era de ser substituída por alguém. Não era esse o ponto de não querer ter um irmão?

Por isso, o medo de Bia era conhecer a filha de Leila, Manuela.

Bia foi levada a crer que Manuela era a filha modelo, a menina perfeita. Sempre nos primeiros lugares da escola – não só da turma – e cercada de amigos. Talentosa, tocava piano desde os sete anos de idade. Dançava balé e falava três idiomas. Tinha uma beleza estonteante. Aos treze anos de idade já media 1,68. Não tinha um corpo muito curvilíneo, e Bia não se importava com isso, mas ela não precisa de mais qualidades. Mesmo um corpo bonito não sendo exatamente uma qualidade, só uma característica.

Até tentou ficar o mais bonita possível para conhecer a filha substituta de Alexandre. Usou um pouco da maquiagem da mãe, coisa da qual não gostava nem um pouco — não até aquela época. Odiava o melecado do rímel e a terrível sensação de estar com os dentes sujos de batom.

O restaurante escolhido provavelmente era o mais caro de Recife e Bia odiava o fato de seu pai nunca ter levado ela e a mãe em nenhum restaurante desse tipo antes. Sentou-se e descansou o guardanapo de pano em seu colo, afinal, foi familiarizada com as regras de etiqueta. Coluna ereta e postura impecável, mas com um ar debochado que impossibilitava Bia de parecer elegante como Manuela parecia.

Então as duas chegaram e o humor de Bia piorou. E todos aqui já sabem como Bia fica chata quando está de mau humor.

Beatrice detestou a voz demasiadamente aguda de Manu e mais ainda o sotaque dela. Cada tentativa da irmã postiça de ser amigável lhe irritava. Lembrar que Manuela moraria com o pai aterrorizava Bia. Leila vinha com a filha de algum lugar do sul do país — Bia não incomodou-se em saber de onde exatamente — e tinha conseguido um emprego em Recife. Como não tinha onde morar e Alexandre morava num apartamento grande sozinho, eles tinham encontrado a solução perfeita. Não sendo suficiente, fizeram questão de matricular Beatrice e Manuela na mesma escola.

E aí vem o problema de tudo isso. Até aquele momento Beatrice não sabia o quão ciumenta era. Até chegar alguém que parecia uma versão melhorada dela mesma e ir se infiltrando em todos os lugares onde ela se sentia bem. Tomou conta do seu quarto na casa do pai e até da sala de aula. Aos poucos, foi conquistando um a um os amigos de Bia.

A gota d’água foi quando Matheus se declarou apaixonado por ela. Foi quando Bia decidiu agir. Ela trouxe alguém para a sua vida, alguém de quem Matheus com certeza não gostava. Bia decidiu finalmente dar uma chance para Caio.

Notas finais
Então, minha faculdade começou no dia sete e, como eu previ, está beeeeeeeeem complicado de escrever. Para vocês verem, eu escrevo no caderno (nos intervalos das aulas, porque eu não posso mais perder assunto escrevendo durante a aula como antes)... De qualquer forma, eu não vou abandonar B&M. De jeito nenhum. Posso até terminar junto do meu curso (daqui a sete, oito anos haha), mas eu termino. Ah, e não me matem. Nesse caso, eu não termino.