Notas iniciais
Oieee gente linda! Cara, nem pretendia postar esse fim de semana, mas alguma coisa aconteceu e quando comecei a escrever não parei mais e aqui estou, haha. Espero que gostem do capítulo, aproveitem xxx

— ‘Tô com muito sono. – Olivia resmungava, deitando a cabeça contra o peito de Quinn. – Por que tínhamos que vir tão cedo? – A pequena fazia um bico suave, fechando seus olhos.

— Porque vamos poder aproveitar e sair para jantar com a abuela quando chegarmos lá. – Santana respondia, enquanto estava com sua família sentada no aeroporto esperando anunciar o vôo para Los Angeles.

— Mas queria dormir mais. – Olivia resmungava novamente, visivelmente irritada por ter saído da cama às 4 horas da manhã.

— Pookie, você pode dormir no avião, está bem? – Quinn passava a mão pelo cabelo escuro da filha que apenas assentia.

— Fica calma que acabamos de chegar, mijá. Já está quase no horário e daqui a pouco vamos ser chamadas. – Santana falava carinhosa. – Acho que vou comprar café. Você quer um? – A latina perguntava a sua esposa.

— Por favor, amor. E me traga uma garrafa de água também.

— Está bem. Quer alguma coisa, monkey face? – Santana franzia o nariz, e logo os olhos de Olivia se abriram e a pequena assentia, se levantando e pegando na mão de Santana. – E você bee? – A latina virava para sua adolescente que estava encolhiada na cadeira, de olhos fechados.

— Amor, ela está dormindo, mas traga um chocolate quente. Beth precisa comer. – Quinn olhava de sua adolescente para sua esposa.

— Está bem. Nós já voltamos. – Santana depositou um selinho em Quinn antes de sair com Liv para a cafeteiria.

Quinn olhou para Beth, e mesmo com sua filha dormindo, podia ver em sua expressão o quanto ainda estava magoada com tudo que tinha lhe acontecido, e Fabray estava preocupada.

Desde quando Beth descobriu que Charlie tinha beijado Liah, a mesma tinha ignorado todas as ligações e mensagens que recebia de Charlotte. A loira evitou a vê-la e sempre que pensava no que tinha acontecido, ficava furiosa começando a chorar e passando praticamente todo seu dia no estúdio pintando e se distraindo com suas músicas altas. Mal estava se alimentando e era nítido para suas mães ver que naquela semana, Beth tinha perdido peso por perder os horários da refeição.

A garota entendia que não podia viver assim para sempre e que precisava se recuperar, mas naqueles dias, ela se permitia a isso. Beth se permitia em sofrer já que seu coração doía tanto. Charlie sempre foi sua melhor amiga, e quando descobiraram o quanto estavam apaixonadas uma pela outra, Beth tinha certeza de que a morena nunca lhe traíria ou machucaria, e, era exatamente por isso que Beth mais sofria. Por ter sido machucada por sua namorada e por sua melhor amiga que traíu sua confiança. Mas uma coisa que Beth sempre teve certeza é que seu coração é de Charlie, e que talvez, se recuperando de todo esse sofrimento que a machucava, as duas poderiam se entender novamente. Talvez depois das suas férias de verão em L.A, longe de todos e de tudo, Beth voltaria melhor, podendo assim conversar com Charlie.

— Aqui está o café para a mulher mais linda do mundo. – Santana aparecia na frente de Quinn, sorrindo, lhe entregando um copo de café.

— Mmm... Obrigada, amor. – Quinn ria baixo.

— E aqui está a água para a mamãe mais linda do mundo. – Liv brincava como Santana, entregando a garrafa de água para Quinn, que as olhavam de olho semicerrado.

— Ok, o que vocês aprontaram? – Quinn perguntava, e suas duas morenas se olhavam.

— Mamãe...

— Q, nós... Nunca aprontaríamos. – Santana e Olivia estavam com a mão contra o peito, fingindo estar indignadas com a desconfiança de Quinn.

— Oh, com certeza fizeram, conheço vocês. – Quinn levava o copo até sua boca, olhando Santana por cima do mesmo, enquanto dava um gole em seu delicioso e forte café.

— Liv, nós fizemos alguma coisa?

— Claro que não.

— Liv, se você me contar, a mamãe promete que vai te dar chocolate hoje de sobremesa. – Quinn olhava para sua caçula, sabendo que com chocolate a pequena faria qualquer coisa.

— Quinn! – Santana arregalava os olhos, fazendo Quinn rir ao ver Olivia olhando indecisa para suas mães.

— Vamos, pookie, pode me contar. A mamí não vai brigar com você.

— A moça que vendeu o café disse que a mamãe Tana era gostosa! – Liv colocava a mão na boca rapidamente, fazendo Santana rir e Quinn semicerrava os olhos olhando para sua esposa.

— Em minha defesa... – A latina brincava. – Sou mesmo muito gostosa, Q, mas... – Santana se aproximou dos lábios de sua esposa, sentindo a respiração quente da mesma contra seus lábios. – Isso tudo é seu. É tudo pra você, bê. – Um sorriso aparecia nos lábios de Quinn, enquanto seus olhos mantinham contato com os de Santana.

— Você tem sorte por eu te amar, Lopez. – Quinn brincava, sem sair da posição em que estavma.

— Muito?

— Talvez. – Quinn dava de ombros, arqueando uma de suas sobrancelhas.

— Cuidado Lucy Quinn, já fiz você se apaixonar por mim duas vezes, e isso só prova o quanto sou irresistível e o quanto você é louca por mim.

— Convencida.

— Também te amo, Lucy Q. – Santana se aproximava, lhe dando um selinho demorado.

Alguns minutos tinham se passado e logo o vôo para L.A era chamado e as quatro se levantavam para irem até o embarque. Beth continuava em silêncio, falando apenas quando lhe perguntavam algo e Olivia após tomar seu chocolate gelado, continuava sonolenta, deitando sua cabeça no ombro da irmã assim que se sentaram nas poltronas do avião.

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— Sério que você vai ficar morta nesse quarto pelo resto do verão? – Lousie entrava no quarto de Charlie, encontrando a morena deitada assistindo filme em seu notebook.

— Não estou a fim de sair. – Charlie dava de ombros, respirando fundo.

— Charlie... – Louise sabia o quanto suas duas amigas estavam sofrendo e se sentia péssima por não poder ajudá-las. A mesma se aproximou, deitando na cama com Charlie, e lhe abraçando por trás, deitando a cabeça sobre a da amiga. – Você precisa ser paciente, Beth é louca por você e vai te procurar.

— Ela embarcou hoje para L.A. – Charlie sussurrava, sentindo seu coração apertar. – Você sabia que no dia em que conte tudo a ela, foi no mesmo dia em que Beth me convidaria para viajar?

— Mhm... – Louise assentia. – Beth já tinha me contado. Charlie, você precisa levantar, está bem? Estou indo viajar com meus pais e Thomas, mas estou preocupada com você. Promete que vai reagir?

— Não se preocupe, ficarei bem. Acho que minha mãe quer ir para Wyoming até o final da semana e espero que isso me ajude a melhorar. – Charlie virava para Louise, sorrindo. – É muito difícil, Lo, porque tudo dói. – Os olhos da morena se enchiam de lágrimas. – Sinto falta dela, mas Beth não responde minhas mensagens ou atende minhas ligações, e sequer consegui ir no jantar da tia Brittany, porque eu sabia que ela estaria lá.

— Eu sei.

— É péssimo isso.

— Calma, que tenho certeza que quando ela voltar vai te procurar. – Louise passava a mão pelo cabelo da amiga. – E a Liah?

— Ugh! Nem me fale... O nome dessa garota virou Valdermot nessa casa. – Charlie respirava fundo e Louise ria baixo. – Não sei. Simplesmente a exclui da minha vida e pedi que ela não me procurasse mais. – Louise assentia.

— Fez bem... Confesso que apesar de entender seu motivo por ser amiga dela, sempre a achei estranha demais.

— Engraçado que todos vocês a achavam estranha, mas ninguém nunca me. –

— Charlotte! – Louise a interrompia. – Nós falávamos isso sempre. Eu, Thomas, sua mãe... Beth, mas você nunca nos ouviu. Essa garota te cegava.

— Fui uma idiota. – Charlie assentia, deixando as lágrimas escorrerem por sua bochecha.

— Mas Beth sabe o quanto você a ama... Como já tinha dito a ela, vocês precisam parar de ficar nessa tristeza horrível e tentar se recuperar, está bem? Você precisa respeitar o tempo dela, e bom, ela precisa usar esse tempo para se curar disso tudo e voltar a te procurar. Vocês vão conseguir resolver isso, Char. Tenta ficar bem, okay? – Louise falava carinhosa, depositando um beijo demorado na cabeça da amiga.

— Obrigada, Lo. Vou tentar aproveitar na casa da minha avó. Me distrair com os cavalos e esperar até a próxima semana para vê-la.

— Isso! Agora eu preciso ir. – Louise se levantava. – Só vim me certificar de que você ainda estava viva. Eu te amo, okay? Se precisar de mim é só me ligar.

— Eu também te amo. Divirta-se e se controle, você já tá se tornando uma sexomaniaca. – Charlie brincava, sorrindo pela primeira vez.

— Gata, como posso me controlar se meu namorado é tão bom no que faz?

— Ew! Muita informação, muita informação. – Charlie fazia careta de nojo, fazendo Louise rir.

— Te amo! Fica bem.

— Tchau, Lo. Te amo. – Charlie sorria, e Louise se aproximou rapidamente lhe dando um beijo demorado na bochecha, bagunçando o cabelo da mesma antes de sair do quarto rindo, a deixando sozinha.

Assim como Beth, Charlie parecia estar ainda pior. A mesma mal saia do quarto e quando o fazia, era porque seu pai a obrigava ir comer. Alex não suportava a ideia de ver a filha daquela forma e muitas vezes precisava se impor para fazê-la se alimentar.

A morena passava horas e horas em seu quarto e saiu apenas um dia quando seu irmão a obrigou a ir com ele para correr pelo central Park. Apesar de não morar mais com seus pais, ao saber do que tinha acontecido com sua irmã, Caleb se dispôs em fazê-la se recuperar, mas parecia uma tarefa difícil já que Charlotte chorava todas as vezes que tocavam no nome de Beth.

Naquele momento, ela esperava que visitando sua vó se sentisse melhor e que quando voltasse, ela e Beth pudessem finalmente se entender.

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— Tio Adam! – Olivia saia correndo de perto de Quinn ao encontrar seu tio favorito as esperando no aeroporto.

— Hey, Liv. – Adam pegava sua sobrinha no colo, a apertando em seus braços. – Que saudades, short stuff. É muito bom ter vocês aqui.

— Saudades também tio Adam. – Liv sorria, o abraçando com força enquanto suas mães e Beth se aproximavam.

— Tana Banana. – Adam falava empolgado, fazendo Olivia rir com o apelido. – Finalmente chegaram. – O mesmo se aproximava abraçando a irmã, após colocar Olivia no chão.

— Sabe, você não é tão engraçado assim. – Santana arqueava suas sobrancelhas, sorrindo, abraçando forte seu irmão mais novo.

— Ah, ele é sim. – Quinn ria atrás deles, e Adam soltava a irmã, virando-se para sua cunhada. – Como vai, Adam?

— É bom saber que alguém nessa família me acha engraçado. – Adam brincava, depositando um beijo na bochecha de Quinn ao sair de seu abraço. – Vou bem e vocês? Viajaram bem? Oh, Beth! – Adam abria seus braços na direção de sua sobrinha adolescente, que carregava sua bolsa, sorrindo sem mostrar os dentes.

— Oi tio Adam. – Beth o abraçou, e o mesmo olhava confuso para sua irmã que apenas balançou a cabeça.

— Está tudo bem, short? — Adam se afastava, olhando nos olhos de sua sobrinha.

— Mhm... Só estou cansada e desesperada para deitar um pouco.

— Oh, então vamos, porque Abuela está esperando por vocês. – Adam sorria, ajudando sua irmã com as malas até o carro.

— Tio Adam, o Alejandro vai estar lá também? – Liv perguntava empolgada, colocando seu cinto de segurança no banco de trás.

— Ele está ansioso esperando por vocês.

— E como eles estão? – Quinn perguntava.

— Estão todos bem, graças a Deus. Alyssa teve mal estar na semana passada, mas o médico disse que estava tudo bem.

— Isso é ótimo, bro. Aposto que está ancioso para a chegada do seu segundo filho. – Santana sorria, ao ver o sorriso bobo nos lábios de seu irmão.

— Vocês não pensam em ter outro? – No momento em que Adam perguntou, Quinn sentia seu estômago revirar no banco de trás. A artista sabia que Santana já tinha pensado sobre terem outro filho, mas por alguma razão, ainda não tinha a certeza se isso era o que ela realmente queria e prendia sua respiração a espera da resposta de Santana.

— Talvez. – Santana sorria, dando de ombros, sem dizer mais nada.

— Mas e como está sua mãe, Adam? – Quinn mudava de assunto rapidamente.

— Ela está bem. Agora que entrou para as aulas de dança está aproveitando.

— Brittany ficou enlouquecida quando soube que Maribel está fazendo aulas de dança. – Quinn falava rindo, e Olivia deitava a cabeça em seu peito cochilando.

— Acredite, ela está se saindo muito bem, e está fazendo bem a saúde dela. Mamí agora tem algo a mais para se distrair além das caminhadas na praia, e passar tempo com Alejandro.

— Mamí sempre foi ótima dançarina. Me lembro de vê-la várias noites com o papai dançando na sala. – Santana comentava.

— Oh, é verdade... Bons tempos. – Adam olhava pelo retrovisor olhando Beth que continuava com a mesma cara desanimada, olhando pela janela. – Beth, você se lembra do Jay? O irmão da Alyssa?

— Mmm? – Beth saia de seu transe, olhando para frente. – Jay? Uh, sim, tio, me lembro... Ele costumava puxar meu cabelo enquanto brincávamos na balança. – Beth abria um sorriso suave, fazendo seu tio rir.

— Ele vai passar uns dias com a gente também.

— Legal, tio Adam... – Beth sorria novamente, sem mostrar os dentes.

— Você terá uma companhia a mais, bee. – Santana tentava animar a filha, mas Beth apenas assentiu, antes de voltar sua atenção para a janela.

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— Beth! – Maribel abria seus braços, recebendo sua neta mais velha, lhe enchendo de beijos. – Oh mijá, como é bom te ver andando novamente.

— É bom estar andando também, abuela... – Beth fechava seus olhos, sorrindo, se entregando ao abraço confortável de sua avó.

— Fico tão feliz em vê-las. Olivia! Minha monstrinha... – Maribel fazia todos rirem, enquanto a pequena Olivia se aproximava da avó, abraçando a cintura da mesma, enquanto Beth se afastava, abraçando sua tia Alyssa.

— Tem biscoito, abuela?

— Whoa... É bom te ver também, Liv. – Maribel falava rindo de sua caçula que tão parecia sua filha naquela idade. – E sim, mi princesa, a abuela fez muitos biscoitos de chocolate para você.

— Eba! Te amo, abuelita. – Olivia ficava na ponta dos pés, enquanto Maribel se abaixava dando altura para que sua mini Santana lhe depositasse um beijo na bochecha.

— Mijá... – Maribel abraçava sua filha e sua nora, enquanto Beth e Olivia passavam pelo furacão Alejandro que estava animado em vê-las.

— Beth? – A voz grossa de um garoto soava por trás de Alyssa, fazendo Beth virar, e se encontrando com o rapaz a sua frente.

— Jay? – A garota franzia o cenho, exatamente como Quinn, se surpreendendo. – É você? – Era difícil para Beth reconhecer aquele garoto que há seis anos atrás era apenas um garotinha de cabelos castanhos, de olhos verdes, e de bochechas gordinhas que sempre puxava seu cabelo. Aquele garoto a sua frente, não tinha mais as bochechas gordinhas. Jay de dezessete anos estava com o corpo definido, magro, e com seu cabelo amarrado com um curto rabo de cavalo, algo que não podia negar o quanto aquilo o deixava ainda mais bonito e charmoso.

— Até que você cresceu um pouco... – Jay brincava, arqueando suas sobrancelhas.

— O que é isso? Deixou o cabelo crescer esperando uma revanche? — Beth falava no mesmo tom do rapaz, o fazendo rir.

— Do que você está falando? Beth nanica não conseguiria puxar meu cabelo nem se quiser, ainda continuo mais alto do que você, Lopez. — O garoto se aproximava, abrindo seus braços, mas antes de abraçá-la, puxou uma mecha de seu cabelo, se afastando rindo.

— Idiota! – A garota o empurrava pelo ombro, o fazendo rir ainda mais, antes de ir abraçar Santana e Quinn.

— Vão se acomodar antes de descerem para comer. Fiz um lanche da tarde, delicioso. – Maribel sorria, e Beth foi a primeira a subir as escadas indo direto para um dos quartos de hospedes onde sempre ficava quando visitava sua abuela.

Quinn e Santana subiram com as malas para o antigo quarto de Santana, enquanto Olivia era a única que seguia Maribel atrás de seus deliciosos biscoitos.

— Amor? – Quinn deixava uma das malas próximo ao guarda-roupa.

— Mmm? – Santana tirava seu salto, o colocando embaixo da cama, e prendendo seu cabelo em um coque bagunçado.

— Estou preocupada com a Beth. Você viu o modo como ela chegou? Achei que vir para L.A um lugar onde ela ama a faria bem, mas... –

— Hey, angel... – A latina se aproximava de sua preocupada esposa, passando seus braços em volta de sua cintura, aproximando seus corpos. – Tenho certeza que logo ela vai melhorar. Vamos mantê-la ocupada e logo ela ficará bem.

— Você acha mesmo? – Os braços de Quinn passavam em volta do pescoço de Santana, aproximando seus lábios ao da mesma.

— Sim, amor. Também estou preocupada, mas vamos ficar de olho e aqui, ela não vai ter como escapar nenhuma refeição, acredite. – Santana sorria, depositando um selinho demorado nos lábios de Quinn a fazendo gemer ao receber uma mordida no lábio inferior. – Sabe que enquanto estávamos dentro daquele avião, tudo o que eu conseguia pensar era nós duas dentro daquele banheiro... – A latina sussurrava, roçando seus lábios suavemente aos de Quinn.

— Mmm... E o que você faria comigo naquele banheiro? – Quinn mantinha seus olhos fechados, encaixando seu quadril ao de Santana, sentindo a respiração quente da mesma contra seus lábios.

— Deixaria meus dedos brincarem dentro de você... – Sua voz era sedutora, e sua mão deslizava por cima do vestido de Quinn, até a bunda da mesma, apertando suavemente.

— San... – Quinn sussurrava, mordendo o canto de seus lábios, inclinando sua cabeça para o lado oposto de Santana.

— Passaria minha língua por todo seu clitóris... – Santana deslizava seus lábios lentamente para o pescoço de Quinn, tirando o cabelo da mesma, passando sua língua na pele perfumada de sua esposa, dando beijos suaves por onde passava, fazendo Quinn se arrepiar.

— Mmmm...

— Estou louca para sentir seu gosto na minha boca...

— Santana... – Quinn sentia o calor subindo entre suas pernas, sua respiração ficava ofegante apenas por imaginar tudo o que Santana teria feito com ela.

— Te chuparia tanto, Lucy Quinn, que você mal ia conseguir sair andando daquele banheiro.

— Oh, céus... Santana! – Fabray cravava suas unhas contra as costas da latina, deixando seu quadril roçar sobre o de sua esposa, sentindo uma pequena urgência em tirar sua roupa.

— O que acha de fazer agora o que poderíamos ter feito lá? – Santana deslizava suas mãos para a barriga de Quinn, até a coxa da mesma, puxando a saia de seu vestido longo para cima, até aparecer sua calcinha, levando sua mão por cima do tecido, tocando sua esposa a sentindo molhada. – Mmm, Q... Adoro quando te encontro desse jeito.

— San... E-eles... Oh céus... – Quinn era interrompia com os dedos de Santana massageando seu membro a fazendo abrir um pouco mais suas pernas.

Antes que Santana pudesse avançar para dentro da calcinha de Quinn, uma batida na porta às fez se separar rapidamente como duas adolescentes sendo pegas no flagra.

— Tana? Posso entrar? – A voz de Adam ecoava do outro lado da porta, e, Quinn rapidamente entrou para o banheiro.

— Sim, pode entrar.

— Oh, a mamí está esperando vocês.

— Nós já estamos indo. Vamos só nos trocar. – Santana sorria e seu irmão assentiu, saindo do quarto, fechando a porta atrás de si.

— Não pense você que isso acabou. – Quinn saia do banheiro, apenas de lingerie, fazendo Santana sorrir.

— Prometo que farei tudo e muito mais. – Santana se aproximava de Quinn a abraçando por trás e depositando um beijo sobre seu ombro. – Já disse o quanto te amo, hoje? – A voz de Santana era carinhosa, fazendo Quinn relaxar seu corpo contra o peito da mesma.

— Mmm, talvez, não sei. – A loira brincava, acariciando as mãos da latina em sua cintura.

— Eu te amo tanto, Lucy Q. E não vejo a hora de te mostrar o quanto sou louca por você.

— Eu também te amo, Santana Lopez... Eu te amo muito. – Quinn sorria, fechando seus olhos por alguns segundos, e Santana depositava um beijo contra sua cabeça, antes de se afastar para que pudessem se trocar e descer.

Xxxx

Após comerem, Beth já tinha tomado um relaxante banho, e usava um short jeans desfiado, com um cropped florido azul e seu cabelo continuava preso com o coque bagunçado que deixou após o banho. A mesma estava sentada na balança, usando seus pés descalços na grama verde para empurrar a mesma, rodando e levantando os pés para que a balança girasse rapidamente a fazendo rodar. Estava com seus inseparáveis fones de ouvido, com Tove Lo – Habits tocando no último volume.

Enquanto estava distraída, não percebia que Jay a olhava da porta dos fundos, rindo ao vê-la tão distante. O mesmo se aproximou, e segurou a balança a fazendo abrir os olhos.

— Hey! – Beth tirava os fones, franzindo o cenho. – O que você está fazendo aqui? Achei que já tinha ido embora.

— Whoa... Fico feliz em saber que sou bem vindo. – Jay brincava, fazendo Beth rir, desligando a música do celular.

— Idiota! Você é bem vindo, quis dizer que te vi saindo, achei que tinha ido para outro lugar.

— Não, só fui buscar umas coisas com Adam, mas já estou de volta. Não precisa fingir que sentiu minha falta, Beth. – Jay revirava os olhos, se sentando na balança ao lado da garota.

— Oh, claro... Estava morrendo de saudades, Jay.

— Mas sério, achei que você estaria dormindo. Sua irmã e suas mães já estão cochilando. – Jay começava a se balançar lentamente.

— Nah... Acho que perdi o sono.

— E o que faz aqui sozinha? Você parecia bem distante.

— Me observando agora, Jason? – Beth semicerrava os olhos, e Jay começava a rir.

— Talvez...

— Resumindo, problemas pessoais... Estava pensando muito neles e como não tem nada para fazer aqui nesse momento, só a música alta para me fazer esquecer. – Beth mostrava o celular.

— Oh... Deixe-me adivinhar... Problemas amorosos? – Jay arqueava uma de suas sobrancelhas e Beth desviava seu olhar, não querendo falar sobre o assunto. – Beth, desculpa, eu não. –

— Está tudo bem. – Beth rapidamente se recuperava, sorrindo.

— Certo... – Jay olhava para seus pés, ficando em silêncio por alguns segundos. – E qual música você estava ouvindo?

— Mmm? Oh, habits da Tove Lo.

— Oh, então você quer ficar doidona pra esquecer? – Jay brincava, e Beth o olhava por alguns segundos. Ela nunca tinha pensado nisso antes, na verdade, Beth sequer tinha experimentando bebida em toda sua vida. Nem mesmo quando saia com Louise e a via tomando cerveja escondido do pai.

— Mmm... Não? – Beth fazia um bico suave, fazendo Jay rir.

— Não? Você não sabe se quer ou não?

— Na verdade, nunca pensei nisso. Passei praticamente à semana inteira me distraindo com minhas pinturas, a música, a dança que sequer pensei nessa forma de esquecê-la.

— Esquecê-la? Então, ela era uma garota?

— Sim... Acha clichê também? – Beth arqueava uma de suas sobrancelhas. – “Oh, olha a Beth, tem mães lésbicas e se tornou uma lésbica...” E blá, blá, blá.

— Beth... — Jay começava a rir, mas Beth a interrompeu.

— Antes que você comece, saiba que sou bi, gosto da pessoa pelo o que ela é e não pelo sexo. – Beth balançava sua cabeça e Jay continuava rindo.

— Cara, relaxa... Nem pensei nisso, você é uma idiota, me da até vontade de puxar seu cabelo de novo. – Jay falava rindo, e Beth sorria, esticava o braço puxando o cabelo do garoto. – Hey!

— Doí, não é? – Beth começava a rir pela primeira vez naquela semana.

— Você não mudou nada, cara... O que acha de darmos uma volta na praia? – Jay sorria, se levantando da balança e estendendo a mão para Beth. – Vamos, você está em L.A, nanica, precisa se divertir. – Beth não sabia exatamente o que Jay queria dizer com “se divertir”, mas cansada de sofrer, Beth sabia que tinha chegado a hora de melhorar. A mesma encontrou os olhos verdes do garoto, estendeu sua mão, pegando sua sapatilha e ambos saíram rapidamente da casa, direto para o carro de Alyssa estacionado a frente.

Mesmo não sabendo para onde iria, desde o momento em que saiu de Nova York, Beth tinha em sua cabeça que precisava melhorar. Que estava nessa viagem não só para se divertir e aproveitar sua família como também para se curar daquilo que a machucava. Ela queria se livrar do sofrimento para conseguir olhar para Charlie. Para conseguir ouvir sua voz novamente, porque com raiva, Beth apenas pensava no pior. Com raiva ela sabia que não conseguiria resolver nada. E mesmo com saudades, Beth não conseguia sequer pensar na namorada sem se lembrar de tudo que tinha acontecido, e, aquilo doía. Beth a amava e queria poder tê-la de volta. Beth estava ali na tentativa de se livrar do coração partido e recuperá-lo para voltar, e para isso, Beth tomava a decisão de que iria aproveitar e se divertir com sua família.

Notas finais
E então, o que acharam? Espero que tenham gostado! Review?? Obrigada, meus lindossssss xxx