Beating Heart

18 Voltar ou Morrer


Notas iniciais
Ola meninas estou postando super rápido da casa da minha tia, a internet da minha casa esta com problema então estou sem por enquanto, esse é o penúltimo capitulo, espero que gostem, desculpem a demora e o ultimo ja deixei prontinho para depois postar.

Havia amanhecido e não consegui pregar os olho, sai de casa em silencio, deixei um bilhete para Tori dizendo que voltaria, mas não posso dizer se é certeza, Recebi uma mensagem de Christina de que era para encontra-la no aeroporto, os outros também estavam a caminho.

Me espere Tris estou a caminho, te trarei de volta para os meus braços.

Chegando no aeroporto fui para área dos aviões particulares, e todos já estavam lá.

–Subam o avião já vai partir. –Christina avisou de dentro do avião. Só mais algumas horas...

Quando o avião estava no ar e todos dentro, alguns homens de preto se juntaram a nós e junto com Christina passamos o plano diversas vezes, os caras de preto eram do FBI, que trabalhavam com o pai de Chris.

Meu coração apertou quando o avião aterrissou em Nova York, chegamos...

Descemos do avião indo direto para as vans pretas que nos esperavam, lá dentro, Christina distribuiu as armas, coletes, e algumas bombas, ouvi alguns daqueles agentes que a gangue do Peter é perigosa e há algum tempo que eles procuravam por eles então teríamos que estar preparados.

O caminho durou uma eternidade, algumas horas no carro o que praticamente tomou a manha inteira e um pouco da tarde, os carros pararam afastados dos muros onde se encontrava o galpão, estava silencioso, não se ouvia nenhuma voz ou grito... Só uma musica, Bruno mars... A musica que Tris não gostava, as luzes estavam acesas...

–Reunião. –Chris chamou todos. –Então vocês já estão com os rádios ligados? –perguntou e todos assentimos. –Pontos nos ouvidos? –Concordávamos com cada coisa que ela falava. –Bombas... Armas carregadas... Plano gravado... Grupos prontos?... Ok então cada um para o seu ponto.

Os caras do FBI e Uriah saíram para o outro lado do muro com cuidado enquanto nós Marlene, Shauna e Lynn iam para o outro, Will, Zeke e Chris ficaram comigo, esperando.

Caleb iria ser nosso suporte, tentar achar Tris pelo satélite e visão de calor.

Equipe destemor! –um agente chamou.

–Fale equipe Bravo. –Chris respondeu.

Bombas plantadas, precisamos de confirmação das outras.

–Equipes... –Chris falou...

Bravo bombas prontas lado Sul.

Bravo2 bombas prontas lado sudeste.

Equipe vermelha lado norte ok. Manda haver Chris! –Falou Lynn do outro lado.

–Vamos explodir assim que conseguirmos uma confirmação de onde nosso destino esta. –respondeu Christinha. –Caleb, achou alguma coisa?

Sim. –Caleb respondeu pelo radio. –segundo andar lado leste do galpão, parece que ela esta em uma sala com porta de ferro, e tem bastante gente armada do lado de fora e duas pessoas do lado de dentro.

–Ok, todos prontos? –Chris perguntou e Zeke que montava nossa bomba assentiu concordando correndo em nossa direção. –Equipe bravo, vocês primeiro, depois equipe bravo 3.

Em questão de segundos ouvimos as duas explosões e tiros, e se Cristina estiver certa logo todos os seguranças de Peter vão para lá.

–Equipe Vermelha explodir. –mandou e fez um sinal para Zeke fazer o mesmo.

Ele apertou o botão do controle e a bomba apitou, preparei a arma e as facas na minha perna, e então a bomba explodiu em conjunto com a de Lynn.

Corremos para dentro no meio da fumaça e poeira, e ouvimos tiro no caminho, me escondi atrás de um muro que havia se quebrado e atirei, haviam três caras na minha frente, vou pensar nas consequências depois, mas agora eu quero matar eles por estarem ajudando Peter com isso, mas não consigo então atiro nos braços e pernas as vezes na barriga.

Tobias vai na frente. –Chris avisou pelo radio.

–Ok.

Entrei pela porta passando pelos três homens caídos gemendo de dor assim que passei pela porta, mais tiros vinham em minha direção, atirei uma faca no peito do cara do segundo andar com um rifle de precisão e continuei atirando no monte que vinham correndo em minha direção, senti meu ombro dor e queimar, mas continuei andando em direção a escada.

–Eu te cubro. –Uriah falou aparecendo atrás de mim e evitando que eu levasse um tiro.

–Valeu, atirar com a esquerda não é muito legal. –agradeci sorrindo para ele.

Tinha que chegar até o segundo andar, mas haviam muitos atirando em nós e toda hora tínhamos que nos proteger, mas aos pouco foram chegando reforços.

Mulher abatida! –Marlene gritou pelo radio. –Shauna levou um tiro pelas costas, o que a gente faz?!

–Vã... vão... sem mim... –A voz de Shauna era fraca. –Eu vou ficar bem.

Ao longe consegui ver Zeke agaichado protegido por uma pilastra e alguns homens indo na direção dele.

Ninguem fica para trás, Marlene e Lynn, protejam Shauna até Zeke chegar com ajuda. –Chris falou e percebi seu tom de voz mudar, mas não perder a confiança.

–Zeke! –gritei para ele e ele me olhou desnorteado. –Droga! Me cobre Uriah!

Corri atirando para tudo que é lugar me distanciando da escada e me aproximando de Zeke, puxei ele pelo braço para se levantar.

–O que eu faço? –perguntou com medo aparente nos olhos.

–Vai cuidar da sua mulher. –mandei e sorri para ele antes de voltar a atirar. –Eu te cubro.

–Valeu cara! –falou e correu para porta de saída.

–Agora a Tris.

Em instantes os homens pararam de atirar, muitos estavam caídos, mortos ou seriamente machucados. Subimos as escadas com cuidado, tinham duas portas de ferro agora qual será...

P.O.V. Narrador.

Claramente a tensão havia se instalado naquele andar, Peter ainda não havia dados as caras enquanto o tiroteio ocorria, Tobias junto com Christina se dirigiram a primeira porta de ferro, era uma porta que só abria por fora.

Tobias, pois a mão na maçaneta, respirou fundo e puxou com força para que a porta abrisse, decepcionado não era o sentimento que Tobias sentia agora, mas sim raiva, seus sogros, Natalie e Andrew, ambos machucados e encolhidos em um canto da sala.

–Droga! –Christina exclamou atrás de Tobias. –Levem-nos para um lugar seguro agora!

Tobias entrou na sala e logo Natalie caiu em seus braços aos prantos.

–Salve minha menina Tobias. –pediu tremendo. –Salve minha menina...

–Senhora e Senhor Prior, vocês estão seguros, me acompanhem, por favor. –falou um homem alto com capacete e roupas pretas pouco machucado e junto com mais dois caras levaram os pais de Tris para fora da sala.

Só restou uma sala agora, Christina ficou quieta por um momento, agora ela queria matar a pessoa que foi capaz de torturar pessoas tão boas, que provavelmente a pior coisa que fizeram na vida foi confiar em um rapaz tão sujo quanto Peter para namorar sua filha.

Tobias e Christina saíram da sala acompanhada por Will e Uriah, os olhos de Christina haviam mudado, havia pedra e fogo neles, e ninguém esperava pelo que vinha a seguir.

Alguém bateu palmas e saiu gargalhando de uma das salas, na mão uma pistola comum.

–Viram o belo trabalho que eu fiz nesta sala? –Albert perguntou, seus olhos paranoicos e seu sorriso gelado de arrepiar qualquer um.

–Foi você? –Christina perguntou com a voz baixa.

–Como é que é? Eu não estou te ouvindo... Fala mais alto! –gritou.

–Você vai se arrepender pelo que fez. –Christina voltou a falar e correu na direção de Peter pulando em seguida e o derrubando no chão, os olhos dele eram assustados.

Christina levantou arrumando o cabelo e olhou nos olhos do Albert antes de sorrir torto para ele.

–Queime no inferno. –e atirou, varias vezes contra o corpo inerte de Albert, e então ergueu os olhos para os três rapazes que a olhavam surpresos. –Abra a porta.

Tobias passou a frente e foi na próxima porta puxou a maçaneta com força e a abriu e junto com a porta veio uma explosão, uma que lançou os quatro para o andar de baixo.

P.O.V. Tris.

Peter estava atrás de mim, eu mancava pelo machucado que tinha na perna que ainda sangrava. Meu rosto eu o sentia inchado e doendo muito, mas não chorei um momento se quer enquanto estive em frente a Peter, Passamos pela porta recém explodida.

Albert estava parado no chão, sangrando e morto, pena que não foi pelas minhas mãos. Desci as escadas sendo seguida por Peter.

–Ai Meu Deus! –exclamei quando vi meus amigos no chão ensanguentado ao lado de vários outros corpos. –Por que você fez isso! –me virei para Peter batendo o mais forte que conseguia em seu peito, mas havia sangrado muito, e não tinha comido desde que vim para cá.

–Cala a boca. –falou me dando mais um soco no rosto e me derrubando no chão junto a Tobias. –Eu queria ver a cara desse ladrão de namoradas antes que o matasse, mas tive outra ideia para complementar.

Peter me puxou pelo braço ao mesmo tempo em que colocava uma cadeira para eu sentar.

Eu o observava amarrando Christina, Uriah e Will em algumas pilastras enquanto cantarolava e retirava as armas deles.

–Eles serão os próximos. –avisou jogou água no rosto deles os acordando imediatamente, ele tirou alguma coisa de seus ouvidos e se virou para mim.

–Tris!!! –Christina falou, seus olhos brilhavam ao mesmo tempo em que se debatia para sair das amarras.

–Oi... –Cumprimentei sorrindo para ela.

–Oi...

–Agora o galãzinho. –Peter falou e tirou novamente algo do ouvido de Tobias agora e jogou água no rosto dele.

–Ah... –Tobias arfou acordando e levantou rapidamente, mas Peter apontou a arma para ele, Tobias procurou pelo corpo as armar, mas não encontrou nenhuma. –Então você é o Peter...

–Sim sou eu... E Você é... Não importa... Tenho uma coisa para você... –Peter falou e sabia o que estava por vir, ele havia feito acordo com Marcus.

–Olá Tobias. –a voz de Marcus surgiu atrás de mim, mas não virei para ver, Tobias arregalou os olhos ao ver de quem era a voz.

–Marcus... O que você esta fazendo aqui? –perguntou dando um passo, mas parou.

–Vim a negócios e já que você esta aqui posso dizer para você também. –Marcus estava se aproximando e parou ao lado de Peter com alguns papeis nas mãos. –Quero que você assine isso aqui, isso me Dara todo o direito a herança que a vadia da sua mão deixou para você.

–NÃO CHAME ELA ASSIM! –Tobias gritou para Marcus que só sorria. –Você quer tanto esse dinheiro que arriscou a vida do próprio filho?

–Sim, o resto não me importa. –Marcus murmurou e deu um passo na direção de Tobias. –Eu estava na miséria antes mesmo da sua mãe morrer e tudo por causa das coisas que ela queria comprar com o MEU dinheiro, mas no final ela não deixou nada do dela para mim! E sim para um garoto que chorava todo santo dia EU MEREÇO ESSE DINHEIRO.

–Mas você não vai ter. –Tobias retrucou e voltou a olhar para Peter.

–E é por isso que estou aqui, ele só precisa da sua digital naquele contrato, para tirar tudo de você, isso não significa que você precisa estar vivo. –Peter falou. –Mas antes quero que você mate o amor da sua vida.

Meus olhos cruzaram com o de Tobias... Sabia que isso estava por vir, e no final, não consegui protegê-lo, proteger minha família, e nem meus amigos.

–Não. –Tobias negou Peter mirou a arma agora na cabeça de Marcus e o olhou assustado, mas sem chance de reagir, Peter havia atirado na sua cabeça e Marcus caiu no chão sem vida.

–AH!!! –gritei quando aconteceu.

–Eu não precisava dele... Só queria ver qual seria a sua reação ao ver seu pai morrendo na sua frente. –Peter falava calmo.

Olhei para Tobias e ele olhava para mim, tinha que pensar rápido, eu não vou deixa-lo sozinho, não irei morrer, pelo menos não hoje, pensa... pensa... Já sei.

–Levanta! –Peter me puxou pelos cabelos me forçando a levantar e me levou para perto de Tobias, Peter estendeu a pistola para ele enquanto se armava com outra arma maior.

–Não faça isso Quatro! –Cristina gritou do outro lado do galpão.

–Faça agora ou eu faço por você. –Peter avisou apontando a arma atrás da minha cabeça.

–Eu não posso. –Tobias falou abaixando a arma, mas eu segurei suas mãos, colocando a ponta da arma abaixo da minha clavícula esquerda no lado do coração.

–Pode. –falei sorrindo para ele.

–O que você esta fazendo? Tris... –Tobias me olhava assustado, mas sabia o que estava fazendo e tinha que ter certeza de que iria funcionar.

–Atire. –Peter falou atrás de mim, com o seu corpo grudado no meu.

–Atire. –mandei. –Confia em mim? –pedi e ele concordou. –Então feche os olhos... –ele fechou, mas voltou a abrir. –Feche os olho amor... – ele voltou a fechar e coloquei o meu dedo sobre o dele que estava no gatilho. –Vamos juntos.

Apertei o gatilho e senti a bala me atravessar, cai no chão sobre os pés de Tobias, mas antes que minha cabeça caísse com força, Tobias me segurou, como na primeira vez. Eu não estava sentindo dor, talvez eu tenha calculado mal.

–Tris! Tris! –Tobias me chamou. –Fica comigo...

–Queria ter te chamado de amor mais vezes... –tossi senti gosto de sangue na minha boca.

–Você vai poder me chamar... –falou com a voz rouca e falhada.

–Queria ter me despedido de Jeanine, pedir desculpa e obrigado... –sussurrei.

–Ela sabe o que você sente. –falou me abraçando.

–Queria ter filhos com você... –sorri sentindo minhas lagrimas escorrendo...

–Nós teremos... Muitos... –falou, vi seus lábios mexerem, mas não conseguia ouvir mais nada, meu corpo estava pesando e minha visão escurecendo.

Talvez seja esse o momento... Estou pronta... Não... Eu quero voltar.

Notas finais
Comentem... E ai? Choraram? Gente eu juro, eu chorei escrevendo esse capitulo, não sei por que, se bem que eu sou muito sentimental, choro em filmes, livros, séries, mas é a primeira vez que "lacrimejei" escrevendo um capitulo