Beating Heart
16 Quero acabar com você
Notas iniciais
P.O.V. Tris.
Tobias parou em frente a porta de casa e Al, esperava sentado em frente a porta de entrada.
–Quer que eu vá com você? –Tobias perguntou ao meu lado e sem olhar para ele, neguei a cabeça.
Saiu do carro rapidamente, minhas mãos estavam tremendo então as enlacei atrás das costas para que Al não reparasse, parei na sua frente, tirei da minha bolsa minha chave e sem falar nada abri a porta atrás dele para que pudesse entrar.
–Já não era sem tempo. –falou se levantando e entrando na casa.
Fechei a porta atrás de mim, e nos sentamos juntos na sala de estar, por favor, que Caleb não esteja em casa.
–Quer comer alguma coisa? –perguntei assim que o silencio se fez constrangedor.
–Aquele bolo que você faz, o de chocolate. –respondeu.
–Vou trazer. –sai da sala as pressas peguei um prato do armário e coloquei na mesa, fui até a geladeira e tirei o bolo de dentro, tomando cuidado para não deixar escorregar, mas era tarde, ouvi Al me chamar perto do meu ouvido, o suficiente para sentir seu halito bater na minha nuca e o bolo estava esparramado no chão junto com cacos de vidro.
–Me desculpe não queria te assustar. –falou se afastando, mas como aconteceu... minha mão esta sangrando... Um pedaço do vidro esta dentro da minha mão... –Oh meu Deus, como isso foi acontecer! –meu puxou para sentar na cadeira e correu para algum lugar voltando em seguida com uma caixa de primeiros socorros.
Tentei pegar para começar a fazer o curativo, mas ele puxou minha mão, doeu, mas começou a fazer o trabalho nela, talvez seja porque ele seja homem, mas sua não é bastante pesada, consigo sentir cada pinçada que ele deu na minha mão para retirar os cacos e vidro.
–O que você veio fazer aqui Al? –perguntei tentando desviar a atenção da minha mão.
–Estava passando pela cidade, sabe... –começou e jogou mais álcool na minha mão me fazendo contrair. –Queria visitar uma antiga amiga, por que não me quer aqui?
–Não é isso Al... –falei. –Você sabe que sempre gostei da sua companhia.
–Bom... Parece que você achou alguém para ocupar o meu lugar.
–Seu lugar sempre esteve em meu coração e ninguém vai toma-lo. –confessei, Al é um amigo que não gostaria de perder, antes de tudo acontecer ele era alguém que ficava sempre ao meu lado.
–Então quer dizer que nunca servi para ser seu namorado? –perguntou, mas o sorriso no seu rosto era sombrio.
–Você sabe que nunca gostei de você desse jeito.
–Mas poderia se pelo menos você me deixasse tentar. –pediu e se aproximou, a cadeira fazendo barulho no assoalho de madeira, quero me afastar dele, mas poderei magoa-lo se o fizer. –Isso Tris...
–Isso não é certo Al... –Talvez ele entenda que não fomos feitos para ser mais do que amigos. –Nós somos amigo...
Antes que pudesse se quer pensar em terminar a frase ele tomou meus lábios nos seus, duros e raivosos, não reagi, queria afasta-lo, mas minhas mão estavam presas nas suas.
Ah Meu Deus o que eu fiz, minha culpa, se não tivesse acontecido tudo aquilo, Al não estaria desse jeito agora, tentei falar, mas seus lábios pressionavam com força nos meus. E sem pensar duas vezes mordi sua boca com força podendo sentir o sangue em minha língua. E ele se afastou.
–Há Há há. –gargalhou e soltou minhas mãos. –Acho que vou indo embora. –falou se levantando e indo até a porta, acompanhei atrás lentamente, ele parou um pouco antes de chegar na porta e se virou com olhos assustadores. –EU SOU TÃO REPUGNANTE ASSIM! VOCÊ NUNCA GOSTOU DE MIM NÃO É TRIS... LOGICO AFINAL EU FUI SÓ UM BRINDE QUE NINGUEM QUERIA QUANDO VOCÊ CONHECEU A JEAN.
–Al... –me assustei com o seu tom de falar, ele nunca havia gritado comigo, ele realmente mudou e não só por fora.
–NÃO ME CHAME DE AL! Você perdeu esse direito. –falou antes de abrir a porta e sair.
Fechei a porta sem ver para onde ele foi, olhei para as minhas mãos que estavam tremendo e algumas gotas caíram nela, e só então percebi, passei minhas mãos pelo meu rosto enxugando as lagrimas que encharcavam meu rosto.
–Respira... Respira... respira. –falava para mim mesma.
:::
Caleb voltou tarde para casa junto com Suzan, e malas, não imaginei que isso iria acontecer os pais de Suzan pareciam tão legais, mas se mostraram totalmente mente fechada, ela estava sofrendo agora e dava para ver, chorava frequentemente e comia pouco, e tinha certeza que isso não era nada bom para o bebe, Caleb agora estava louco atrás de emprego e estava todo animado falando de casamento, mas Suzan não estava com essa mesma animação.
Dois dias se passaram e Al não apareceu mais o que deixou Tobias um pouco mais animado, cheio de ideias e tal, se é que vocês me entendem. Hoje Suzan não iria para a escola pois iria ao medico e eu a acompanharia, lógico sem que o Caleb saiba, saímos antes que ele acordasse e e no carro do Caleb fomos para a Clinica.
–Você esta nervosa? =perguntei enquanto esperávamos ser chamada.
–Um pouco...
–Suzan Black, pode entrar. –chamou a enfermeira.
Suzan e eu entramos na sala onde a medica esperava, Suzan deitou enquanto eu fiquei ao seu lado na cama.
Não sabíamos o que ela estava fazendo até ouvir um barulho estranho vindo da televisão pequena ao nosso lado, a medica anotou algumas coisa no caderninho dela antes de falar.
–Esse barulho que vocês estão ouvindo, é o coração do bebe batendo, esta um pouco fraco, ou seja você tem que tomar mais cuidado, se alimente direito, beba bastante água e tome as vitaminas que eu vou te passar. –a medica falou.
–Esse é realmente o som do coração dele? –Suzan perguntou com a voz embargada e vi que seus olhos estavam marejados, prestes a caírem lagrimas.
–Sim, quer ver onde estão os membros? –perguntou e suzan só assentiu ao meu lado. –Aqui essa bolinha é a cabeça, ele esta de cabeça para baixo, essas são as mãos, as perninhas e o corpinho. –ela avaliou. –aparentemente umas 9 semanas, um grãozinho de bico mais ou menos.
Suzan já estava em lagrimas ao meu lado, ela puxou a tela para mais perto e tocou na imagem por cima.
–Tão lindo...
–Você já tem um nome? A medica perguntou com um sorriso no rosto.
–Não... Para confessar até ontem eu estava pensando em abortar ou coloca-lo para adoção... –Suzan confessou e olhei para ela assustada, ela realmente deve ter estado muito assustada por pensar nisso.
–E isso te fez mudar de ideia? –a médica perguntou e eu olhei Suzan ao meu lado com esperança.
–Sim... Eu vou ter ela. –Suzan respondeu.
–Ou ele. –a medica retrucou sorrindo.
Saimos juntas da Clinica, fomos em direção ao carro, mas uma van preta entrou correndo no estacionamento parando na nossa frente, saiu dois homens encapuzados de La e sem pensar duas vezes empurrei Suzan para trás na hora em que eles enfiaram um capuz em mim e me jogaram para dentro da van, ouvi ao fundo Suzan gritar por ajuda e rezava internamente para que ela pudesse esta bem e que eles não fizessem nada com ela.
Já imaginava para onde estava indo, sabia que não poderia estacar para sempre, essa era minha maldição, conviver com medo, sabendo que não teria lugar para me esconder com Peter à solta com ele neste mundo eu serei sempre a Tris assustada, querendo proteger seus amigos, mas que nunca consegue, as pessoas morrem perto de mim, então talvez seja mais fácil morrer antes que algo aconteça com eles.
A van parou e a porta se abriu,senti ela balançar então é provável que eles estejam saindo. O capuz foi tirado com força da minha cabea puxando junto alguns fios de cabelo, mas a pessoa a minha frente não era quem eu imaginava ser. Não era Peter, era Al.
–Surpresa.
–Al...
–NÃO ME CHAME DE AL. –gritou e me encolhi no mais perto da parede da van.
–Albert, o que você esta fazendo? –perguntei.
–Vingando minha irmã, ela morreu por sua culpa, se não fosse por você ela ainda estaria aqui! Ao meu lado, ao lado da minha família! –falou sentando na minha frente, seus olhos frenéticos ficavam indo de um lado para o outro como um louco, ele suava bastante, mas seu olhar era vazio.
–Eu me desculpei com a sua família, eles me entenderam. –avisei tentando manter a voz calma.
–há há há. –riu sarcástico. –Entenderam bastante... Minha mãe morreu e meu pai simplesmente enlouqueceu! –falou e o chão se desfez abaixo dos meus pés.
–Impossivel. –murmurei o ar começando a fazer falta no meu pulmão.
–Não não é impossível, minha mãe simplesmente não viu motivo viver sem Jeanine por perto e se matou e meu pai simplesmente afastou a mente de tudo a sua volta, por sua culpa eu estou sozinho!
–Você veio atrás de vingança. –soltei percebendo o por que dele ter aparecido tão de repente.
–Não só eu... Peter também, por isso que ele sequestrou seus pais, e esta neste momento torturando eles em Nova Yorque. –não... O que ele estava dizendo... Não é verdade, sacudi a cabeça e fechei os ouvidos com a mão para não ouvi-lo mais. –E você sabe o quão bem ele faz isso não é?
–Mentira sua. –falei. –PARE DE MENTIR!
–Pode até achar que é mentira, mas você sabe muito bem o que vem depois da tortura... Afinal, você fez o mesmo com a minha irmã não é? –falou, o som abafado alcançavam meus tímpanos me fazendo lembrar de cada momento que passei com Peter e das mortes que ele me fez assistir. –Você a matou.
–O que você quer... –perguntei já chorando. –Eu faço, mas solte os meus pais.
–Bom... Nada de mais... Você só vai me acompanhar até Nova Yorque e os encontraremos lá. –falou e pude ouvir melhor quando tirei minhas mãos dos ouvidos. –Mas antes de irmos só queria dizer que nos momentos em que você passou em cativeiro apanhando do Peter e dos seus capangas... Eu adorei... Bater em você até seu rostinho lindo inchar. –falou e sua confissão me pegou de surpresa... Como assim? Ele participou da minha tortura? Ah... me lembro de ter visto alguém parecido com ele uma das vezes que estava perdendo a consciência, mas eu achava impossível Al fazer algo desse tipo, então não só eu, mas ele também é culpado pela morte de sua Irma, e que Jaenine me perdoe, mas se eu tiver alguma chance, e vou fazer de tudo para ter, vou matar os dois!
Alguém bateu na lateral da van e Albert se levantou com um bastão com duas agulhas na ponta ele apertou algumas vezes e um raio azul passou entre eles, um taser de choque...
–Então estamos indo ver sua família. –falou e aproximou o negocio no meu pescoço até encostar.
–Vai se foder! –falei antes de desmaiar com dor no pescoço.
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