Beating Heart
15 Não gostei dele
Notas iniciais
Tobias me deixou em casa, subi com a bolsa antes de deixar tudo na lavanderia, meus pais não estavam em casa e Caleb por já ser 19h da noite deveria estar chegando.
Então depois de um longo banho comecei a fazer a janta, ao mesmo tempo em que fazia o bolo de chocolate, comi minha janta em silencio, estranho meus pais não estarem em casa a essa hora...
Ouvi a porta abrir e larguei o prato já vazio na pia, corri para a entrada dando de cara com Caleb ao lado de Suzan e a cara deles não era nada boa... Caleb ajudou Suzan a sentar e seus olhos começaram a lacrimejar.
–O que aconteceu? –perguntei me aproximando deles e ajoelhando na frente de Suzan.
–Temos que falar com você. –Caleb avisou e sentou do lado de Suzan, me sentei na mesinha de centro.
–O que vocês fizeram?
–Bom, não posso dizer que não é uma coisa ruim, mas talvez não senha bom para os nossos pais ou os pais de Suzan... –Caleb começou a falar.
–Da pra parar de enrolar? –pedi.
–Eu estou grávida Tris, de 8 semanas. –Suzan falou rapidamente e agora seu rosto já estava debulhando em lagrimas.
Não posso acreditar nisso... Eles são jovens e sonharam com a faculdade a vida toda, uma criança só vai atrapalhar... Se bem que seria tão fofo uma criancinha correndo pela casa,
–Eu sinto muito Tris, nós não queríamos que isso acontecesse, mas foi inevitável. –Suzan falou se desculpando.
–Bom... Teria sido evitado se usassem camisinha sabe... –murmurei começando a me levantar e os dois abaixaram a cabeça. –Vão comer, que pelo jeito eu tenho que ser a adulta aqui.
–O que eu vou falar para os meus pais?! –Suzan falou ainda chorando.
–Vai comer Suzan que depois pensamos nisso, avise aos seus pais que vai dormir aqui hoje. –falei, cadê meus pais a essa hora... –Caleb onde estão nossos pais?
–Sairam no mesmo dia em que você foi para o acampamento, na segunda lua de mel. –me respondeu e com uma mão na cintura de Suzan a ajudou a levantar.
–Eu não estou invalida Caleb... então para com isso... –Suzan falou e foi para a cozinha.
–Vou sair um pouco Caleb, então peço que não faça nada de imprudente por enquanto.
–Onde você vai Tris.
–Nenhum lugar importante, mas pode ficar tranquilo, porque o que tinha que fazer, você já fez. –falei cutucando um pouco.
–Ah... Por favor né tris, da um tempo, já basta o que eu vou ter que ouvir dos nossos pais e você ainda vai ficar zuando.
–Não é zuação, mas talvez você deva prestar mais atenção no futuro, afinal você não vai querer 10 filhos não é? –perguntei e ele negou com a cabeça. –Ótimo.
Sai de casa indo direto para casa do Tobias, precisava arejar a cabeça, bati na porta e Tori abriu a porta chamando Tobias em seguida.
–Eai gata precisa de alguma coisa? –perguntou quando apareceu, e me abraçou me puxando pela cintura e me beijando.
–Vamos sair daqui. –pedi.
–Aconteceu alguma coisa? –perguntou fechando a porta atrás de si.
–Vamos sair daqui. –repeti.
Tobias fechou a porta atrás de si e nos levou até a garagem, a porta abriu de vagar mostrando dois carros, um que Tobias usava frequentemente e uma moto Harley Davidson.
–Legal. –murmurei.
–Então vamos? –Tobias perguntou montando na moto e pondo o capacete.
Andei até ele e peguei o capacete que ele me ofereceu gigantesco, me sentei atrás dele e agarrei sua cintura colocando meu rosto no vão de seu pescoço.
–Segura mais forte. –falou e o segurei mais forte.
Tobias zarpou com a moto em alta velocidade, Tobias costurava a rua em alta velocidade pela cidade de Chicago, de vez em quando empinava a moto, nossos corpos cortava o ar os carros ficavam para traz e as luxes da cidade era linda.
Segurei nos ombros de Tobias levantei a tampa do capacete e fiquei em pé na moto sentindo o ar no meu rosto, tão bom, esquecer todos os problemas, a moto começou a desacelerar até parar de vez, Tobias saiu de cima da moto e me ajudou a descer.
–Estamos aqui novamente... –falou apontando para o prédio que viemos uma vez.
–Eu gosto daqui. –murmurei e peguei sua mão.
Entramos no prédio indo até o ultimo andar, Tobias pegou vinho e duas taças, o lugar sem moveis que viemos antes agora estava mobiliado.
–O que aconteceu aqui? –perguntei olhando em volta.
–Mobiliei para quando for para a faculdade. –respondeu.
–Você vai morar aqui?
–Sim, algum dia tenho que sair da casa dos meus pais e... o prédio é meu... –Respondeu.
–Mas é muito alto, você pegou a cobertura com medo de altura? –falei sorrindo para ele. –Um pouco irônico não é?
–Vou me acostumar, talvez esse medo suma. –murmurou. –Agora... O que aconteceu?
–Vou ser titia, Suzan esta grávida. –soltei e vi seu olhos ficarem arregalados, mas um sorriso torto ficou em seus lábios.
–Titia? Sem brincadeira?
–Não... –fui para a janela vendo as luzes lá de fora.
–Bom... É uma coisa boa, você vai poder treinar para quando vier o nosso bebê. –falou perto do meu ouvido circulando os braços pela minha cintura e incrivelmente toda vez que ele me toca sinto borboletas no meu estomago.
–Nosso bebê?
–Nosso bebê, se pudesse teria ele agora com você. –ele avisou me virando para ficar de frente com ele.
–Nada disso apressadinho, não agora, daqui a uns 7 anos talvez.
–7! É muito!
–Eu não acho, é o tempo para nós dois terminarmos a faculdade. –avisei.
–AH... Ta bom, eu acho.
–E apesar de gostar daqui, e pelo jeito vou vir te visitar bastante quando você for para a faculdade acho que temos que voltar, -falei olhando para o meu relógio de pulso. –Já é quase meia noite.
–Vamos passar a noite aqui. –pediu.
–Talvez outro dia, semana que vem talvez.
–Ok... Mas eu vou cobrar
;;;
A escola hoje estava movimentada, Molly depois de beijar Zeke, todas as garotas da torcida querem ela fora, principalmente porque ela ficou com todos a não ser Uriah e Zeke... Em parte, agora ela esta sentada sozinha na mesa do pátio com todos da escola apontando para ela, eu realmente espero que não aconteça nada com ela e que esse bullying não piore e sim acabe, tudo bem ela é uma vadia, e tudo mais, merece uma boa surra, ou se alguém a prendesse e com uma pinça tirasse cada pelo do seu corpo sem anestesia.
Estava arrumando o meu material quando Cris veio correndo até mim.
–Tem alguém atrás de você. –avisou.
–Onde?
–Lá fora, no estacionamento.
–Vamos então... –peguei minha bolsa e corri ao lado de Cris para fora da escola, mas estaquei na porta quando vi quem me esperava encostado em um carro preto.
O Garoto alto de cabelos pretos sorriu para mim, mas ele estava diferente agora, as olheiras em baixo dos seus olhos estavam mais escuras que o normal.
Ele veio até mim correndo e me pegou em seus braços me abraçando, me senti desconfortável com isso, seus braços eram diferentes dos braços dos meus amigos de Chicago, estavam frios.
–Al...
P.O.V. Tobias
Estava esperando Tris encostado no carro quando vi um carro desconhecido entrar correndo pelo estacionamento e quase atropelou alguns alunos. Não pode ser coisa boa...
Eu saiu do carro com óculos escuros, ta tudo bem ele tem estilo, mas parece muito falso e não sei por que essas garotas estão olhando tanto para esse cara, Tris saiu correndo da escola com Cristina atrás dela a amizade das duas esta cada vez mais firme, Tris estava com um olhar diferente quando parou na porta, um olhar estranho que encarava o homem que entrou no estacionamento, neste momento ele já havia tirado o óculos e correu para Tris, o que me fez ver de relance seu rosto.
Al, irmão de Jeanine, mas por que ele esta aqui, já não basta tudo o que ela sofreu esse cara ainda tem que aparecer por aqui.
–Quem é esse? –Perguntou Uriah do meu lado. –Cara! Ele esta abraçando a sua mulher, não vai fazer nada?
–Eles... São amigos. –falei, mas não conseguia acreditar nas minhas próprias palavras, talvez seja por essa sensação dentro de mim.
–Ele levantou ela do chão, não parece ser coisa de amizade. –Uriah continuou, o que não ajudou em nada.
–Você faz a mesma coisa com ela então fica quieto. –falei antes de começar a andar e me distanciar dele
–Uou, ta nervozinho.
Caminhei de forma rápida, mas que não pudesse aparentar tão desesperado como me sentia elos dois estarem juntos.
–Tris. –falei chamando atenção dos dois e quando Al se virou para mim sua cara não era a das melhores.
–Quem é você? –ele perguntou.
–Quatro, o namorado da Tris e você deve ser o Al. –ele que não pronuncie meu nome, eu ainda não gosto do jeito dele.
–hum... –murmurou e voltou a se virar para Tris que me olhava com olhos tristes e sofridos. –Podemos conversar?
–Infelizmente agora ela não pode, temos algumas coisas para fazer. –falei puxando Tris pelo braço e a abraçando pela cintura, seu corpo estava tremendo bastante.
–Não acho que ela irá negar uma conversa comigo.
–A-Al... Me desculpe, mas você pode me encontrar em casa, conversamos depois. –Isso Tris, se afaste dele.
–Ah... –Albert soltou. –Você me decepcionou Tris... –Decepcionou com o que? –Mas tudo bem...
–Então ta, tchau Albert foi bom te conhecer. –Mentira....
Segurando Tris pela cintura arrastei Tris pelo estacionamento até entrar no carro, sai do estacionamento em alta velocidade, não iria leva-la para casa, nem a pau.
–Você esta bravo? –porque estaria? Afinal foi a primeira vez que eu vi o cara e já estou querendo socar a cara dele.
–Por que?
–Eu estou... –respondeu sua própria pergunta. –Eu não sei o que esta acontecendo e isso me deixa nervosa, ele aparecer de surpresa, não sei...
–Ele é bem esquisito, não gostei dele. –confessei e ao meu lado ela soltou uma risadinha.
–Isso é ciúmes. –Falou, essa garota é esperta, mas não vou confessar assim tão fácil.
–Té parece. –estacionei o carro em frente a uma lanchonete e tranquei as portar. –Quero te confortar quando precisar amor...
–Amor?! –opa...
Tris olhou para mim agora um pouco animada, soltou o cinto e pulou para o meu colo, algum dia vou enlouquecer com essa garota.
–Você me chamou assim primeiro. –Acusei e ela me olhou confusa. –Quando você tomou aquela bebida da Johanna.
–Ah...
–Você não gosta?
–Gosto, principalmente por ter vindo de você. –tocou seus lábio nos meus em um selinho. –Queria esquecer todos os meus problemas, poder recomeçar, mas talvez se isso acontecesse nunca teria voltado para Chicago.
–Então de um jeito bom eu agradeço que aconteceu tudo isso, mas ainda quero quebrar a cara do Peter. –avisei e a puxei novamente para beija-la.
–Acho que tenho que voltar... –falou e tentou se separar de mim. –Tobias... Tobias!
–Ah... Tudo bem, vou te levar para aquele Mané. –falei e ela saiu de cima de mim.
–Não fale assim dele, apesar de estar diferente agora... É por causa da morte de Jeanine, ele sentiu bastante. –sussurrou e pegou minha mão direita. –Tente se dar bem com ele, apesar de achar que vocês não vão se ver tanto assim.
–Vou tentar, mas, por favor, se cuide, ainda não confio nele. –avisei e liguei o carro, ficarei de olho nesses cara.
Fale com o autor