Beating Heart
12 Acampamento parte 1
Notas iniciais
Fiquei em seu ombro até meu choro se acalmar, meu soluço cessar, algumas lagrimas ainda caiam quando levantei meu rosto e encarei um Tobias preocupado, seus cabelos loiros quase castanhos bagunçados com um ar sexy, lábios entre abertos e olhos azuis escuros me encaravam.
–Pulou a janela de novo? –perguntei fungando e enxugando algumas lagrimas, que ainda teimavam em cair, Tobias levou suas mãos em meu rosto senti o gelado da aliança em meu rosto, ele aproximou seu rosto do meu e com beijos e lambidas(sim lambidas, o que foi bem sexy da parte dele e beijos deliciosos) seu halito de menta entrou em meu organismo me acalmando. –Você pode cair... E seu medo de altura?
–Pularia de um avião sem paraquedas por você. –avisou. –Mas não me peça para fazer isso, eu não consegui evitar, queria te ver e quando te ouvi chorar apesar da porta estar trancada usei minha chave para abrir. –ele suspirou e afastou seu rosto do meu, colando nossas testas em seguida. –Me desculpe.
–Pelo que? –perguntei mesmo já sabendo o que.
–Eu tenho certeza que você tem um motivo, por não querer me dizer o que houve em Nova York, seu passado lá, fui um idiota em tentar te forçar a falar, mas queria saber tudo, sobre você, assim como espero que você saiba tudo de mim. –murmurou e me deu um selinho.
–É provável que você nunca mais olhe para mim quando eu dizer o que houve em Nova York. –sussurrei sabendo que ele ainda sim me ouviria.
–Não, não faria isso, Tris, nunca seria capaz de me separar de você, mas quero ser capaz de saber que você confia em mim, tanto para os maus momentos, quanto para os ruins. –avisou e desgrudou nossas testas, me pegou pela cintura e me fez sentar em seu colo, mas eu sai no mesmo instante deixando-o com um olhar confuso.
–Então eu vou falar Tobias, mas me prometa que ouvirá primeiro antes de falar qualquer coisa. –pedi e ele concordou.
Respirei fundo, levantei da cama me dirigindo até o closet e peguei meu baú que continha todas as fotos dos ultimo ano que eu queria esquecer.
Agarrei o baú e o abri tirando de lá uma foto minha abraçada com Peter, eu estava sorrido agarrada ao seu pescoço enquanto ele estava com seu sorriso frio e olhos que agora percebo serem sem emoção, dei a foto para Tobias e comecei a contar a historia que ele esperava para ouvir.
–Esse é Peter, ele foi meu primeiro namorado, conheci ele quando entrou na minha escola ano passado ele tinha 18 anos ia fazer 19, ele estava no 2º ano e assim que o vi eu me encantei com ele, seu ar de badboy, superior aos outros, acho que foi isso.
Mas aparentemente ele também havia se encantado por mim, no mesmo dia que ele chegou veio falar comigo, conversamos e ele me chamou para sair, ele sempre foi apressado, querendo fazer tudo na mesma hora. Começamos a namorar duas semanas depois e com isso comecei a andar com ele e a turma dele, ia a festas, mesmo não gostando, bebia quando ele mandava, aprendi luta, por que ele falou que eu deveria saber, roubei quando ele mandou, e briguei também, fiz tudo por ele, estava enfeitiçada.
Me afastei de Caleb na escola, as vezes dizia uma coisa ou outra, sentava com ele quando Peter faltava, pois ele não gostava do meu irmão, o chamava de maricas e outros nomes, nunca defendi meu irmão dele, mas mesmo assim Caleb sempre esteve ao meu lado.
Eu tinha uma amiga, melhor amiga, Jeanine, ela era a única que Peter permitia se aproximar de mim, e também Albert, eles eram irmãos apesar de bem diferentes, Al sempre quis me namorar, mas nunca me interessei por ele sabe? –perguntei e olhei para ele, pareciam estar com dor, apesar de não ter falado nem a metade, e negou. –Ele não era... –parei querendo encontrar a palavra certa e sorri quando lembrei do que Jeanine havia me dito. –Emocionante, acho que nem Peter era, depois de um tempo meu coração já não batia mais forte quando eu estava com ele. –peguei a mão de Tobias e a guiei ao meu peito para que ele sentisse que mesmo depois de tudo meu coração continua acelerado por ele. –Por você ele bate. –Ele sorriu e sua expressão se amenizou. – Não que Al não fosse interessante. –peguei outra foto uma que tinha Eu, Jeanine e Al juntos sorrindo em meio a neve que caia em Nova York. –Alto, cabelos pretos, olhos claros... bonito, mas não Emocionante, Al é muito calmo.
Então o dispensei e foi quando conheci Peter. Jeanine era o contrario de Al, era divertida, alegre, sorria na maior parte do tempo e contava todos os meus segredos para ela, Jeanine gostava do Drew o amigo do Peter, ele a rejeitou, não sei por que, ela era uma pessoa muito lega, bonita, loira, corpo de invejar qualquer garota. Até a mim. –pensei. Cristina me lembra ela...
Alguns meses depois acho que já era de confiança para Peter, mas ele precisava provar algum ponto então ele me levava a lugares.
–Pera ai. –pediu Tobias com uma expressão confusa. –Você falou que Jeanine era? Passado? –suspirei e concordei com a cabeça meus olhos começaram a arder com sua lembrança.
–Me deixe terminar. –pedi com a voz começando a ficar rouca. –Depois de um tempo Peter começou a me levar a alguns lugares, onde ele encontrava com Drew e outros rapazes, às vezes, homens de idade ou somente mais velhos... –respirei fundo mais uma vez agora tentando me acalmar, falar novamente sobre isso me traziam novamente ataques de pânico, levantei da cama começando a andar por todo o quarto. –Pode olhar as fotos. –avisei. –Naqueles lugares... Galpões, ele me colocava sentada em uma cadeira ao fundo da sala de frente com essas pessoas que ficavam amarradas a outras cadeiras e mandava... mandava que o torturassem-nos.
Na primeira vez que vi ele fazendo isso fiquei em choque, não sabia o que ou por que Peter estava fazendo aquilo, mas havia prazer em seus olhos, quando eu tentava impedir ele... ele... me batia, em locais não visiveis e ameaçava minha família de morte.
Eu o obedeci então só ficava sentada na cadeira, e quando eles saiam da sala me deixando sozinha com a pessoa, eu dava água... colocava curativos em seus machucados e pedia desculpa..., e quando me mandavam embora e a sessão de tortura recoomeçava, isso durou mais alguns meses.
–No começo deste ano não sei se Peter estava mais nervoso nos últimos dias, mas quando aconteceu... –me lembrava das imagens, do barulho... e do meu choro desesperado. –Ele simplesmente pegou a arma e o matou na minha frente. –agora já chorava desesperadamente, as lagrimas escorriam pelo meu rosto e minhas pernas ficaram bambas me fazendo cair sentada no chão, abracei meu joelho me encolhendo o Maximo e escondendo o rosto entre os joelhos.
Ouvi Tobias se levantar, mas ele não disse nada, ouvi um som abafado de alguém se sentado na minha frente e decidi continuar.
–No mesmo dia em que sai daquele galpão, fui para a delegacia, e contei tudo, mas o pai de Peter é um homem bastante influente em Nova York, então eles simplesmente não acreditaram no que eu falei. No dia seguinte Peter mandou alguns caras me buscar em casa, eles invadiram, quebraram a porta e me levaram para aquele galpão.
Ainda havia manchas de sangue no mesmo lugar em que Peter matou aquele homem, pensei que aquela seria a minha vez, mas não ele se sentou comigo para convesar, disse que sabia que eu o havia denunciado, mas que me perdoaria, eu disse que não queria o seu perdão e que queria terminar nosso namoro, ele não aceitou bem e me prendeu em uma sala do galpão durante alguns dias, não me lembro quantos, e lá ele tentou me reconquistar. –falava com a voz embargada pelo choro, mas aliviada que Tobias não tinha mais interrompido, estava silencioso, talvez tenha simplesmente ido embora. –Colocou a musica que antes eu considerava como nossa, mas que agora não consigo mais ouvi-la. Quando eu o rejeitava ele voltava a me espancar, aquelas lutas que ele havia me feito entrar naquelo momento não adiantaram de nada.
E chegou o momento que o mais irritou, quando me neguei a fazer sexo com ele, Peter quebrou uma cadeira tão facilmente que me assustou, e me bateu com um pau dela,até que com uma lasca grande ele a penetrou na minha perna. –levantei minha calça até um pouco a cima do joelho e agora olhei para ele, sua expressão de horror tomou conta e logo a raiva estava estampada em sua cara. -Ele quebrou minha perna, mas isso não foi o pior...
–Não foi o pior? Pelo amor de Deus Tris, esse cara é um psicopata, se eu o ver na minha frente eu o mato! –gritou para mim me assustando. –Isso se eu não for atrás dele antes, como ele foi capaz! Como você foi capaz de tolerar tudo isso? E ainda não ser o pior?! O que pode ter sido pior?! –suspirei e soltei.
–Ele me fazer matar minha melhor amiga. –respondi e me foi direcionado um olhar em choque de Tobias. –Me deixe continuar, por favor.
Peter assim que retirou a lasca de madeira da minha perna me levou até o galpão novamente, onde a cadeira e a poça de sangue ainda estavam só que ocupada por outra pessoa... Jeanine.
Ele me colocou de frente para ela, ela não estava amarrada nem nada, afinal não precisava, ela fazia de tudo para proteger qualquer um... Assim que me viu tentou se levantar, mas foi impedida por Drew ao seu lado, ela o olhou com raiva e sentou novamente, fiquei de frente para ela apoiada na perna boa e sem perceber Peter estava apontando uma arma para a minha cabeça, ele me contou que Jeanine havia tentado contatar a policia para denuncia-lo, mas a pegaram antes.
E lá estava ela naquele instante, Peter me deu uma arma e me mandou mata-la... Eu não iria conseguir fazer isso... –chorei agora mais ainda, não conseguindo enxergar nada na minha frente. –Eu chorava pedindo para que não me fizesse fazer isso, mas não consegui mudar a mente de Peter, mesmo falando que faria qualquer coisa... –Tobias tentou se aproximar de mim, mas fui para trás, batendo as costas na parede. –Não... Não faça isso...
Apesar de tudo Jeanine não teve medo, quando apontei a arma para a sua cabeça, ela não expressou nenhum sentimento, mesmo sabendo que ela estava com medo, naquelo momento ela não fez nada, só deixou a ponta do cano da arma pousar em sua testa, Peter sorria atrás de mim e isso me deixava ainda com mais raiva e ainda com mais medo, eu só paralizei ali olhando para ela, seus olhos azuis claros, que sempre me transmitiram confiança faziam ainda seu trabalho, mas eu não consegui, então ela simplesmente segurou a arma e o gatilho. –Meus soluços começaram a ficar mais fortes e meu corpo a tremer. –Ela sorriu uma ultima vez para mim... E simplesmente disse “Vá em frente”, não conseguia atirar olhando para ela então fechei os olhos e tirei o dedo do gatilho, e ela... atirou... por mim...
Não conseguia abrir o olho e simplesmente deixei a arma cair quando sua mão saiu da minha... Eu matei ela... Eu matei ela Tobias... –sussurrei enquanto soluçava e chorava, sem esperar essa reação os braços de Tobias me envolveram confortavelmente, me acolhendo, mas não era isso que eu queria, eu queria para dizer que era minha culpa, igual Peter me falou, era minha culpa, se eu não tivesse dito tudo para ela, Jeanine não teria morrido, se eu não tivesse conhecido.
Eu chorava, e gritava nos braços de Tobias recebendo o seu carinho.
–Não é sua culpa, é deste crápula do Peter, você era mais nova, seu primeiro namorado, você não podia saber que ele era uma pessoa tão baixa e maligna quanto ele, fico feliz que você não tenha se machucado. –falou e levantei os olhos para ele, seu sorriso era tímido e seus olhos aliviados, fiquei com raiva, feliz? Feliz por nada ter me acontecido? Aconteceu! Perdi metade do meu coração quando fiz com que Jeanine atirassem em si mesma! Não me controlei e dei um tapa forte em seu rosto.
–Feliz, pois nada me aconteceu?! Jeanine morreu por minha culpa! Perdi minha melhor amiga, a pessoa que mais importava para mim alem da minha família e você diz que esta feliz?! –grite e me levantei saindo dos seus braços, mas logo querendo voltar por já sentir falta. –Você é um idiota Tobias, um marombado que só se importa com você mesmo!
–Tris...
–O que é?!
–Estou feliz sim, mas não diga que não me importo com ninguém, o que eu tenho feito até agora na minha vida é me importar, sim estou feliz que nada tenha te acontecido, afinal você não morreu, você fpi forte quando tudo indicava que você iria cair, ma não caiu, sinto muito por Jeanine, tenho certeza que se nos conhecêssemos iríamos nos dar bem afinal nos importamos com você, tenho certeza que ela ainda esta olhando por você de onde ela estiver, e não esta gostando de te ver se remoendo de culpa desde sua morte! –gritou de volta comigo, mas foi voltando sua voz ao normal. –Você é uma pessoa importante para mim e imagino o quanto deve ter sido doloroso ser forçada a matar sua melhor amiga, não conseguiria fazer isso, mesmo não tendo sido você a atirar, Jeanine fez isso para te manter viva, sem remorsos, livre de Peter, não sei como você escapou dele, mas não quero saber mais, o que importa é que você esta viva, e bem, e graças a Jeanine então faça valer a pena. –Levantou e agarrou meus ombros com força me fazendo olhar para seus olhos penetrantes de um azul profundo. –Eu, não entendo o que você esta sentindo, mas daria minha vida por você, para que essa dor no seu coração sumisse.
Lagrimas saltavam dos meus olhos e tinha certeza que meu rosto não era dos melhores, mas ainda sim afastei suas mãos dos meus ombros, e puis as minhas mãos nos seus para ter apoio e pulei para o seu colo, enlaçando sua cintura com minhas pernas e o beijei, o mais apaixonante e desesperado que já dei em toda a minha vida, ele retribuiu ainda mais desesperado e apaixonante.
Inicio +18
Ele nos deitou na cama já tirando a minha camisa e a sua também, beijou meu pescoço, o meio entre meus seios e desceu pela minha barriga e parou no Cox da calça, puxou com força fazendo o botão da calça estourar, ele puxou para baixo junto com a minha calcinha, tirou sua calça e os sapatos e logo depois sua cueca, deixando seu membro já ereto, ele segurou minhas pernas deixando-as separadas e baixou sua cabeça de encontro ao meu ponto encharcado.
–Não Tobi... –tentei negar e antes que pudesse fechar as pernas seus lábios lambem e sugam meu clitóris com força enfiando dois dedos e girando dentro de mim, gemia seus nome e minhas mãos voaram para o seu cabelo os puxando com força, ele mordiscou fraco, mas ainda sim me fez gritar de surpresa e prazer, excitação. –Ah... Tobias...
–O que meu amor? –falou levantando a cabeça com um sorriso maroto nos lábios. –Quer que eu pare?
–Não se atreva Tobias... Continua o que começou. –mandei e sorrindo voltou seus lábios para o meu clitóris, seus dedos entrando e saindo de mim cada vez mais rápido e sentia que estava me aproximando, mas antes que eu tivesse meu orgasmo, Tobias parou.
–Ahg... –grunhi e olhei para ele.
–Só quando eu estiver dentro de você, entendido? –fez um a pergunta retórica e resolvi me vingar, me levantei com um pouco de dificuldade e engatinhei até ele que já estava em pé, segurei seu membro e comecei a massagea-lo devagar. –Tri... Tris... Ah...
Seu gemido era musica para os meus ouvidos, pois sabia que estava fazendo a coisa certa, o liquido que escapava na ponta do seu membro o usei para lubrifica-lo, enquanto ia cada vez mais rápido com a minha mão até que o abocanhei, ele era grande então não coube todo, mas o que sobrou coloquei minhas mãos, suguei seu membro com força e mordisquei a cabeçinha, fazendo com que Tobias agarrasse meu cabelo e me ajudava com o movimento, indo cada vez mais fundo alcançando minha garganta.
–Puta, Tris, que boquinha gostosa... –murmurou, fiquei mais excitada com sua boca suja, os movimentos foram ficando mais rápidos e seus gemidos abafados saiam entre seus dentes, travei minha cabeça impedindo de fazer qualquer movimento a mais quando senti que ele estava perto.
–Dentro de mim. –falei levantando e ficando de pé em cima da cama, ele me pegou no colo segurando em minha bunda enlacei minhas pernas em sua cintura e ele me ergueu um pouco me penetrando.
–Tobias... –gemi seu nome, sua boca foi de encontro ao meus seio, ele me fazia pular em seu colo, fazendo seu membro sair e voltar com tudo chegando fundo dentro de mim e com força.
Ele nos virou e andou me encostando na parede co meu quarto, com o apoio da parede ele saia e voltava, entrando e saindo de dentro de mim, rápido e fundo.
–Geme para mim Tris... Geme meu nome... Quero ouvi-la gritar enquanto estou te fodendo. –falou rouco, e beijou meu pescoço, mordiscou minha orelha me causando arrepios.
–Tobias... Tobiasss... mais forte... Ah... –gemi, minhas costas batiam na parede com força, me contrai em volta de seu membro o apertando e gritei quando me liberei sobre ele em um orgasmo arrebatador arranhando suas costas e mordendo seu ombro com força, seu liquido também me preencheu e me senti completa, meus braços caíram ao meu lado e desfiz o laço em minhas pernas e descansei a cabeça em seu ombro.
–Desculpe. –pediu respirando fundo entre meus cabelos.
–Pelo que?
–Pelo palavrão. –respondeu e eu sorri em seu pescoço, ele é tão fofo...
–Eu adorei quando você falou aquilo... Não precisa se camuflar de mim Tobias, se você é boca suja, eu vou adorar te ouvir falando coisas sujas durante o sexo. –falei e levantei a cabeça para olha-lo. –Me excita. –mordi meu lábio inferior e ataquei os seus, em um beijo simples, mas que demonstrava todo o meu amor por ele.
–Você é perfeita para mim. –murmurou nos levando até o banheiro para um banho. –E pelo jeito hoje não vamos à escola.
Terminou +18
Tomamos banho juntos entre beijos e outras coisas... Assim que saímos ouvi a porta da frente abrir.
–Chegamos! –era a voz da minha mãe.
–Você tem que ir. –sussurrei para Tobias o empurrando em direção a janela enquanto ele vestia sua camisa.
–Te vejo amanhã? –perguntou me olhando e concordei acenando com a cabeça. –Venho te pegar para o Camp às 4:20.
–Não podemos nos ver ainda hoje? –perguntei não querendo me afastar dele.
–Infelizmente ainda tenho que resolver algumas coisa, comprar a barraca e tal. –respondeu fazendo um biquinho.
–Te vejo amanha então. –falei.
–Ok, te amo. –falou e me deu um selinho antes de pular para a sua sacada.
–Te amo. –sussurro e o vejo sorrindo do outro lado, aceno para ele e fecho a sacada novamente.
A tarde depois que Caleb voltou da escola, foi entediante, não estava com fome então subi para o meu quarto e coloquei minhas roupas em cima da cama, estava indecisa de qual levar, então pedi para minha mãe me ajudar a escolher, afinal antes de se casar com meu pai sua família era esportista, adoravam acampar, escalar e pular de paraquedas, coisa que eu sempre quis fazer, mas eles nunca deixaram.
Assim que estava com a mala pronta deixei do lado da minha cama e fui jantar com a minha família, dormi cedo essa noite, pois teria que acordar de madrugada.
Tive o melhor sonho da minha vida, Tobias estava nele e eu também, só nós dois, juntos abraçados sem ninguém para nos atormentar, Tobias estava deitado no com a cabeça no meu colo.
Acordei um pouco decepcionada por ter acabado com meu sonho, mas levantei feliz, pois iria ver Tobias em algumas horas, tomei um banho demorado e vesti um shorts e uma blusa xadrez com uma jaqueta por cima e tênis também preto, apesar dos dias estarem quentes, as madrugadas em Chicago eram geladas.
Peguei minha mochila e meu celular e sai de casa, sentei no degrau em frente a porta de casa e esperei por Tobias, logo ele apareceu na sua porta com uma maça na boca, me levantei sorrindo para ele, mas logo meu sorriso desapareceu quando Molly apareceu atrás dele toda rosa.
A Cara de Tobias não era a das melhores enquanto ele se dirigia até mim, sem me dar bom dia, ele tirou a mação da boca e tomou meus lábios no seu, um beijo de tirar o fôlego que me deixou até tonta.
–Bom dia. –falou se separando de mim, olhei para traz e Molly nos olhava com fogo nos olhos, o que poderia ser perigoso, para mim. –Vamos?
–Humrum. –concordei e fomos para o seu carro, eu sentei na frente, fiquei de mãos dadas com Tobias o caminho todo até encontrarmos o pessoal, depois descidi dormir um pouco no caminho até o Camp.
Acordei com musica alta, Molly estava no banco de trás com o celular tocando uma musica estranha no ultimo volume e ela tentava acompanhar a cantora, Olhei para Tobias que estava com fone de ouvido. Olhei em volta a Floresta já havia aparecido, me espreguicei e isso acabou chamando a atenção de Tobias.
–Acordou? –perguntou um pouco alto de mais e fiz sinal para ele tirar o fone do ouvido.
–Sim, acordei. –respondi e fiz sinal para a louca que estava atrás de nós.
–Me desculpe, pelo jeito o seu fone caiu enquanto eu dirigia e não percebi. –avisou e apontou para o meu colo, onde um fone branco estava meio embolado, conectado com um ipod.
–Tudo bem...
–Mas já estamos chegando. –avisou.
Ficamos em silencio enquanto Molly cantava que nem louca no banco de trás e nós com os fones de ouvido para não ouvi-la. Depois de mais ou menos 1h Tobias parou o carro atrás do de Zeke, e Uriah parou o dele atrás do nosso, Will foi o ultimo a chegar e estacionou ao lado do carro de Uriah.
Saímos todos dos carros com as mochilas nas costas. E andamos alguns metros até chegar a uma clareira grande com avores gigantes as cercando, flores silvestres no chão.
–Uau. –falei e ouvi Cristina dizendo o mesmo ao meu lado e sorri para ela.
–Ainda não acabou, venham comigo. –Zeke falou e entrou no meio da mata, seguimos eles por alguns minutos que para mim pareciam intermináveis até começar a ouvir o som da Cachoeira.
Corremos até onde vinha o barulho e veio um “Uau” coletivo de todos menos Uriah e Zeke, a Cachoeira era linda, a água que caia era de um azul cristalino, as pedras brancas com musgos por cima as arvores que se estendiam em volta da cachoeria dava um ar misterioso e mágico ao lugar, deixava tudo muito lindo. Ela era grande, a cascata devia ter uns 15 metros e o lago em baixo, me aproximei um pouco da borda sentindo o respingo da água em meu rosto e antes que eu pudesse me segurar em qualquer coisa fui de encontro a água após alguém me empurrar.
Subimergi e encontrei uma Molly gargalhando com as mão na barriga no lugar que antes eu estava, cerreu meu olhos e olhei para ela com toda raiva que eu encontrei, não acredito que terei que suportar ela durante 3 dias.
Algo me chamou a atenção atrás dela e vi um Tobias sorrateiro com as mãos no bolso da bermuda Jeans se aproximando de Molly, ele levantou o pé de vagar e empurrou a bunda de Molly, ela gritou, mas já era tarde caiu na água.
–TOBIAS! –gritou ela, Tobias estendeu a mão para mim e eu apeguei, ele me puxou para cima e tirou sua jaqueta colocando em volta dos meus ombros e me abraçou me esquentando.
–Obrigada. –agradeci me aconchegando em seus braços.
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