Notas iniciais
acabei de fazer o cap agora em meio a muito reclamação de familiares que queriam desfrutar do pc, soo se tiver erros, me perdoem e me avisem nos reviews, leiam as notas finais

Ter amigos é, por muitos, considerado uma dádiva. Ter alguém com quer contar, seja nas horas sombrias ou nas horas claras. No fim, ter amigos é algo maravilhoso. Neliel sabia disso, contudo a muito não tinha alguém ao seu lado para poder atribuir o título de melhor amigo. Isso era uma das coisas que mais a incomodava, porem nunca se pronunciou a respeito; mais um farto para se carregar no silêncio.

Nos corredores do bordel, a jovem dava passos apressados na vã esperança de alcançar os passos de Grimmjow:

–Mas eu tenho o direito de saber! – reclamou a jovem.

Desde o ultimo incidente acorrido no beco, que terminou com um homicídio, a jovem passou a infortunar seu senhor a respeito; o dia de sua morte. Suas memórias sobre aquele dia eram, no mínimo, inúteis, contudo a princípio ela parecia não se importar, até o momento em que passou a ter visões turvas e pesadelos a respeito disso.

Então, uma vez tomada de curiosidade, a jovem meretriz passou a encher Grimmjow de perguntas, esse não se mostrou satisfeito de ante a chuva de perguntas que lhe acolhia sempre que a jovem o encontrava. Era uma noite um tanto fria na cidade dos pecadores e, depois de mais um programa, Neliel voltou à árdua tarefa de procurar respostas, contudo mais uma vez o rapaz de olhos azuis pareceu irritado com suas perguntas:

–Grimmjow! – ela gritou e só então ele parou de andar – Você pode ao menos me falar o que aconteceu naquela maldita noite? – questionou bufando.

–Mais que porra, eu já disse que não sei de nada!

–Mentira! – ela insistiu.

O rapaz bufou e passou a mão pelas madeixas azuis, virando pra a jovem, que se mantinha firme:

–Olha, quando eu cheguei lá, você já estava caída, pronto acabou, o que mais você quer saber?

–Quem me matou? – seu ar firme e postura mostravam que ela não desistiria tão fácil; fato que irritava o moreno.

–Como eu vou saber! – o maior sentia sua paciência a se desfazer a cada segundo.

–É impossível que você não saiba! – Ela era a única a “peitar” Grimmjow, isso o irritava, mas não podia negar que vez ou outra achava essa atitude atraente.

–Olha, essa é a verdade, se não acredita, então foda-se

O maior se virou e voltaria a dar passos largos, se a jovem não tivesse cravado as unhas no braço dele, fazendo-o permanecer parado:

–Eu tenho o direito de saber – as esmeraldas brilhavam num tom desafiador

–Ai meu caralho, pela ultima vez. EU NÃO SEI! – e ele trovejou, em alto e bom som.

Antes que a jovem pudesse retrucar, uma voz familiar e rouca se fez presente:

–Não deviam discutir aqui – Nel se virou e pode ver Ulquiorra, parado, imparcial como sempre

–Não se mete – retrucou Grimmjow enquanto agarrava Neliel pelo braço – Acho melhor tomar conta da sua vida, morceguinho – Neliel nunca entendeu o motivo desse apelido, embora a personalidade e roupas do rapaz realmente lembrassem vagamente a figura de um animal noturno.

–Sempre tão ignorante – disse imparcial, quase em um tom de lamento.

–Você devia prestar atenção naquela putinha – um sorriso malicioso encheu os lábios de Grimmjow – Ou ela vai acabar rodando

Mais uma pra lista dele, pensou Neliel. No final das contas acho que fui a única que não se deitou com ele. O olhar de Ulquiorra permanecia imparcial:

–Falando nisso, aonde foi que arranjou uma mina tão gostosa? – indagou Jaegerjaquez.

Neliel se sentia desconfortável com o assunto, puxou o braço, se soltando das mãos do maior e estava pronta pra seguir pelos corredores.

–Err Ulquiorra-sam, pra onde iremos? – uma voz doce chamou atenção de Neliel. Uma voz doce e... Familiar!

Rapidamente Neliel se voltou a direção da voz e gelou ao ver que sua suspeita era real. A jovem de cabelos ruivos estava parada perto a Ulquiorra, seus olhos estavam fixos ao rapaz e seu rosto esta levemente corada:

–I-Inoue?! – quase gritou a jovem de cabelos verdes. Os olhos de

Inoue se voltaram a direção de Nel e a mesma assumiu uma expressão surpresa e alegre:

–Nel-chan!? – sem esperar outra reação por parte dos presentes, a jovem ruiva correu de encontro a Neliel e a abraçou.

De todas as pessoas no mundo, pensou Neliel, por que ela? Ela não merece viver aqui. Hesitante, a meretriz retribuiu o abraço.

–Se conhecem? – indagou Grimmjow

–Somos... Colegas de trabalho – respondeu Neliel. A ruiva se afastou um pouco, interrompendo o abraço e lançando um olhar hesitante a Grimmjow. Havia qualquer coisa naqueles olhos azuis que enchia a ruiva de arrepios e calafrios.

–O que faz aqui? – indagou Neliel.

–Ué, a mesma coisa que você. – fora a voz de Jaegerjaquez que respondeu a pergunta de jovem.

Neliel lançou um olhar acusador a Ulquiorra. Então ele seria um carrasco como Grimmjow? Pensou a bela. A postura do rapaz alvo fora a mesma; tão desprovido de emoções que chegava a ser sinistro aos olhos de Neliel:

–Não – disse Ulquiorra – Tenho planos melhores pra ela.

–Gostosa desse jeito? Duvido que arranje uma função melhor – Inoue cruzou os braços sobre os seios, se sentia desconfortável e vulnerável na presença felina do rapaz.

–Se esta aqui então... – Nel quase sussurrava.

–Eu quase morri. Fui atropelada, mas Ulquiorra-sam me salvou – um sorriso radiante tomou os lábios rosados da ruiva

Ele não é seu salvador, Neliel queria gritar, mas sentia sem forças, então se limitou a murmurar:

–Inoue, você sabe o que ele é? – questionou de maneira que só a ruiva pudesse escutar.

–Sei sim – o sorriso inocente ainda moldava aqueles lábios – Mas no final das contas, devo minha vida a ele, então devo ser grata.

–Sua vida esta condenada – Neliel insistia em abrir os olhos da ruiva

–Nel-chan, Ulquiorra-sam comentou algo sobre algumas garotas trabalharem aqui... – a ruiva tomou a mão de Neliel, acolhendo-a entre suas próprias mãos – Eu sei que vai conseguir sair daqui. – o olhar dela era esperançoso e acolhedor – Durante todo esse tempo eu não soube de nada, mas agora que eu sei, pode contar comigo para o que precisar, ok? – terminou dando uma piscada.

–Mulher, vamos – embora tivesse proferido uma ordem, pouco mudou no tom de voz do moreno de olhos verdes.

–A gente se vê, Nel-chan. – Inoue se despediu da jovem, que se mostrou surpresa pela maneira inocente e alegre com que ela enfrentou os fatos.

Uma maneira tão acolhedora e radiante, que Neliel sentiu-se contagiada pela esperança de poder sair daquele pesadelo. Um sorriso bobo se formou nos lábios de Neliel, que passou por Grimmjow quase que o ignorando. E agora era ele quem seguia seus passos.

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Passavam das duas da manhã quando Neliel saiu do prostíbulo, não para ir para casa, mas para tomar um ar. Usava uma jaqueta de couro que praticamente roubou de Grimmjow e um short apertado.

O céu estava sombrio, apenas com estrelas e a lua, nenhuma nuvem a vista. Porem a pesar do céu limpo, a temperatura não era tão agradável.

Quando começou a trabalhar pra Grimmjow, assumiu uma postura fúnebre, se sentia deprimida e pouco sorria, contudo a tortura passou a se tornar fraca – ou fora a ela quem tinha se tornado forte? Não sabia dizer, só tinha certeza de uma coisa, iria seguir em frente de cabeça erguida e tentaria a todo custo ser feliz.

Perdida em devaneios, mal pode perceber uma figura se aproximar dela:

–Já faz um bom tempo – as esmeraldas fitaram o dono da voz, e se encheram de alegria ao reconhecê-lo – Nel

–Itsugo! – ela se aproximou dele aos pulos e o abraçou com uma força exagerada. Fora só alguns instantes depois que a fixa caiu (Não eram tão próximos assim, ou eram? E ele tinha namorada)

Instantaneamente ela esse afastou, meio corada e sem graça:

–E então, como vai? – ele perguntou com um sorriso radiante

–Bem, e você? Fez o que eu disse? Espera, eu disse pra você não vir aqui – embora o censurasse, estava feliz em vê-lo.

–Eu sei, eu sei – disse enquanto massageava a própria nuca, meio envergonhado – Mas eu precisava te contar. Seus conselhos deram certo – ele voltou a sorrir – Eu e a Rukia voltamos a namorar

–Que ótimo – o sorriso de Neliel fora tão irradiante quanto do ruivo.

–E o melhor, vamos nos casar. Então eu tinha que vir aqui pessoalmente pra te convidar

As esmeraldas se arregalaram e por um instante, a jovem ficou sem reação:

–Err Itsugo, convidar uma prostituta para seu casamento?

– Neliel se mostrou hesitante e tinha medo de sua presença ser incomoda.

–Tudo bem, eu contei pra Rukia – mais uma vez, o sorriso envergonhado do rapaz se vez presente.

Os lábios de Neliel se abriram e fecharam algumas vezes, mas som nenhum saiu deles. Por fim, ela colocou ambas as mãos nos ombros do ruivo, o sacudindo levemente:

–CONTOU PRA ELA QUE SEGUIU OS CONSELHOS DE UMA PROSTITUTA? – ele apenas assentiu – Está maluco Itsugo?

–Bem, ela disse que não queria segredos então... Não se preocupe, a principio ela ficou com raiva, mas ela acreditou que não fizemos nada –

Neliel cruzou os braços:

–Mesmo assim – murmurou

–Não se preocupe Nel. – o rapaz retirou um convite bem elaborado do bolso – O casamento vai ser daqui uns dois meses. Nós queremos que você vá – ele sorriu – então te espero lá ok?

–Ok... – ela não tinha como negar, o sorriso do maior era tão radiante que se sentiria mal se o fizesse.

No final do expediente, Neliel se sentou numa poltrona de um dos quartos enquanto olhava para o convite. Um lindo envelope branco com detalhes dourados, era lindo. No final das contas, talvez ela não estivesse sozinha. Amigos... Nem mesmo uma condenada ao inferno estaria desprovida disso.

Notas finais
Não poderei responder as reviews agora, mas prometo fazer assim que puder, então perdoem a tia ç.ç
quem ta triste por causa do hiatus do manga levanta a mão -q