Beacon Hills Institute

41 Extra: Encontro as escondidas!


— Você demorou e muito. – Pietro apenas deu um sorriso bobo ao dar de cara com seu namorado, log que conseguiu atravessar a cerca-viva mágica que delimitava o instituto e separava o Colégio da Universidade. O vampiro nunca tinha imaginado o segredo para ultrapassar aquele muro alto verde e espinhoso, mas Abraham era um gênio! Lógico que ele iria ensinar o segredo... Contudo, tal segredo não significava que seria fácil.

Atravessar sem pensar no ato de atravessar. Isso é mega-difícil. – Falou isso choramingando manhosos, retirando um galho de seus cabelos castanhos.

— Não é tanto, só precisa focar sua mente em algo que não seja atravessar.

— Eu tentei pensar em você. – Confessou tirando mais folhas de sua camisa cujo o slogan era uma pizza “fêmea” (se sabia disso por seus grandes olhos de calabresa com cílios negros e curvos, além do biquíni feito de manjericão) e logo acima da figura, em letras garrafais dizia: Hot Pizza! – Mas... Isso resultou no pensar em atravessar para que eu pudesse te ver logo...

Aby mordeu o lábio inferior, era difícil resistir a aquela expressão de “cachorrinho desamparado”.

— Bem, isso gerou como consequência você ter se arranhado todo ao cruzar para esse lado. – Notou se aproximando do vampiro, tocando a sua face em que exibia alguns cortes superficiais dos espinhos – Talvez tenha sido má ideia ter proposto esse encontro...

— Não! De jeito nenhum! – Pietro pegou uma das mãos de Aby com carinho e levou até os lábios, a beijando, notou que não houve nenhuma reação violenta do garoto a tal gesto... Sim, Abraham estava aos poucos relaxando e diminuindo seus instintos assassinos, frutos de um cultivo de anos de treino de um pai tirano e sociopata – Eu adorei essa ideia de encontros as escondidas...É extremamente romântico!

— Sei... – Sorriu o humano, um leve rubor dominava suas bochechas, algo que não escapou aos olhos do vampiro.

“Pelo a cueca do Nosferatu! Ele é tão fofo!” Pensou tentando se controlar para não abraçar o adolescente e enche-lo de beijos.

— Mas... – Continuou falando Aby dessa vez puxando o namorado sobrenatural pela a gola da ridícula camisa e o lançando de encontro a parede – Temos pouco tempo para aproveitar o intervalo do almoço. Espero que sejamos eficientes e produtivos...

O garoto se postou diante do já ofegante vampiro.

— S-sim... Podemos ser eficientes e produtivos. – Confirmou, prontamente Pietro.

— Bom saber. – Nisso Abraham o beija. Suas bocas colidiram em sincronia, provando e saboreando o momento. Pietro deixou que sua mão navegasse pelas costas do seu humano, alcançando a sua cintura, seus dedos longos brincavam com a aba da camisa negra do ex-caçador, aos poucos explorando a pele alva ali por baixo. O beijo se tornou mais ardente e cheio de necessidade, Aby chocou seu corpo contra o vampiro, apenas a camada de roupa era que impedia de suas peles se tocaram... Mas isso não diminuía o tesão que estavam sentindo, alias o atrito das vestimentas gerava ainda maios estimulo, ainda mais quando o loirinho fez questão de movimentar, de forma provocadora, seu quadril de encontra com a evidente ereção do vampiro.

— Aby... – Rosnou o mais velho, o vermelho da íris de seus olhos se iluminou, seus caninos se prologaram – Se continuarmos assim...Vou acabar te machucando.

— Eu tenho uma alta tolerância a dor, além disso, li a respeito que a mordida de um vampiro atua sobre os sinais associados à dor que ao chegarem ao cérebro, induzem a liberação de endomorfinas e encefalinas que atenuam a passagem dos impulsos eléctricos e logo inibindo a sensação de dor, na verdade, acreditasse que a mordida acaba por estimular prazer.

Pietro olhou para o seu namorado meio abasbacado com a explicação.

— Uou...Nem eu sei sobre essas coisas.

O humano apenas negou com a cabeça.

— Isso por que você não presta atenção as coisas a não ser doces e essas camisas com slogans estranhos.

— E-ei! São camisas extremamente criativas e eu mesmo que desenhei os slogans!

— Sério? – Isso surpreendeu Abraham, não sabia das qualidades artistas de seu namorado.

— E eu presto atenção em mais coisas além de camisas com um humor extremamente sagaz e comidas adocicadas e divinas. Eu presto atenção em você. – Fez biquinho ressentido.

— Presta mesmo? Veremos isso. – Enquanto falava, Abraham abria o zíper de sua jaqueta e a retirada com um movimento rápido. Pietro estava totalmente absorvo com aquela exibição, ainda mais quando o humano tomba a cabeça para o lado expondo o seu pescoço.

Pietro engoliu em seco uma vez...E mais uma vez. Sua pupila dilatou, sua boca salivou. Foi difícil controlar o seu instinto.

—Aby...Sabe que hoje em dia vampiros não mais comem humanos. Digo, no sentindo literal...Na verdade, acho que o termo certo seria sugar de humanos. Enfim, a questão é...

— Mas vocês ainda mordem seus amantes, não é. Pelo o que andei lendo o ato de morder se expanda para conotações mais intimas do que simples ato de se alimentar. Morder e provar o sangue daquele que você ...Bem... – Aby corou um pouco, mas mesmo assim continuou – Tem uma relação mais próxima simboliza o quão você se importa com o outro. Sangue é algo sagrado para os vampiros, soube que o casamento entre membros de sua raça, ao invés de trocarem alianças, se trocam sangue entre os amantes...

— Hum... – Pietro sentiu seu coração acelerar – Você andou lendo muito sobre vampiros, imagino que devido ao seu treinamento como caçador tais informações seriam importantes.

Abraham negou com a cabeça.

— Para nós o importante era saber como um vampiro se move, como ele caça, como ele poderia se defender de nossos ataques. Seus pontos fortes e fracos. A cultura vampiresca não fazia parte do meu currículo de estudo. – Esclareceu Aby – Meu pai sempre menosprezou qualquer informação sobre cultura de outros seres que não fossem humanos.

— Então... ?

— Você quer que eu soletre para você, Pietro Beaumont? – Ralhou Aby rosto avermelhado de vergonha e ira – Se estudei mais sobre vampiros foi por você! Quero saber mais... Já que iremos ficar juntos...

Pietro sorriu, suas presas ainda estavam alongadas.

— Você é muito fofo. – Admitiu, em voz alta...O que poderia ter sido um erro.

— O que disse, idiota?

O vampiro apenas sorriu e puxou o garoto para perto, retornando o beijo. Agora havia fúria, um e outro tentando controlar o ato na força... Havia fúria mas também paixão. Desejo. Necessidade.

Sangue.

Pietro mordiscou o lábio do seu irado namorado. Sentiu o gosto adocicado de seu sangue. Sim, era doce... Um doce que nunca antes havia provado. Pelo visto, Aby era uma nova e viciante iguaria.

— Esse é o intervalo do almoço... – Arfou Aby enquanto o vampiro lambia o pequeno corte que tinha gerado – Deve estar com fome...

Pietro apenas soltou um grunhido de concordância, estava deixando o seu lado morcego tomar conta.

— Fome? Você mesmo disse que sangue para um vampiro não simboliza só alimento. – Falou se apartando um pouco para pegar o pulso do humano – Se você quer saber como vampiros tratam seus amantes, acho que sua pesquisa foi incompleta...

— Como assim? – Aby franziu o cenho, não gostava de ser criticado, ainda mais em relação a suas pesquisas.

— O pescoço... – Falou isso aproximando-se do dito local mencionando e beijando a pele alva que no momento já era tão alva assim...Vermelho era sem dúvida uma cor que combinava com o ex-caçador – É destinado a presas... O seu pulso, por outro lado. – Elevou a mão trêmula de Aby em direção aos seus lábios. Primeiro beijou as pontas dos dedos do garoto, mordiscando com leveza as extremidades, arrancado suspiros entrecortados – Significa intimidade.... Enquanto os lobisomens deixam marcas evidentes para todos verem e assim marcar seu território. A cicatriz deixada no pulso só é algo que os amantes devem compartilhar...Não é necessário se exibir para o mundo... Que se foda o mundo! Sociedade! Preconceitos! O realmente importa é seu parceiro...

Um beijo de leve foi deferido na palma da mão de Abraham, o próximo beijo foi sob a pele fina do pulso. Podia sentir o pulsar...O fluxo...O cheiro. Todos os seus sentidos vampirescos estavam despertos como nunca antes estiveram.

— Eu quero essa cicatriz...Para ainda hoje, se possível.

Pietro teve que se segurar para não rir, Aby sempre teria que dar a palavra final, não é mesmo?

– Como quiser... – Sorriu por alguns instantes para depois abocanhar a área. Seus dentes aprofundaram na carne. Abraham soltou gemido, de início parecia algo que refletia a dor, mas o gemido seguinte não transparecia nem de perto esse sentimento... Prazer ao ser mordido...Era quase como estivesse imergido em uma banheira de hidromassagem com água bem quentinha, estava relaxado como nunca antes esteve.

Um filete de sangue escorreu. Pietro o lambeu com lentidão. O humano viu a marca que agora residia na sua pele, estranhou que o ferimento já estivesse cicatrizado. O sangue coagulou assim tão rápido? Bem que seu cérebro ainda não estava funcionando direito... Suas pernas mais pareciam gelatina, se apoiava no corpo de Pietro, pois sabia que se não o fizesse, se esparramaria no chão e para completar estava extremamente excitado. Suas calças jeans estavam desconfortavelmente apertadas.

“Então, não era brincadeira sobre a mordida ser afrodisíaca...”.

— Satisfeito? – Inqueriu Pietro ainda ocupado lambendo a mordida, cada passagem da língua sobre aquela área provocava loucuras no coração de Aby.

— Acho que foi satisfatório.

— Só satisfatório? – O vampirou parou de lamber para encara-lo, seus olhos eram brasas acesas.

— Seria muito mais satisfatório se eu não ficasse duro e tivesse que retornar para aula daqui a 10 minutos! – Resmungou.

— Devo lembrar que foi a sua ideia? E eu já estava excitado bem antes desse lance da mordida!

— Eu sei. – Sorriu de forma maliciosa Aby – Eu senti.

Talvez Aby devesse ficar mais tempo, quem liga para a aula de economia, afinal? Beaumont não parecia discordar, afinal, de forma manhosa recomeçou a deixar uma trilha de beijos pelo pescoço do ex-caçador que não fizera esforço nenhum para impedi-lo.

— Aby...OH! – A voz de Elizabeth se transformou de baixa e tímida para alta e esganiçada em uma fração de segundos.

— Eu avisei que eles estavam ocupados. – Outra garota a acompanhava, uma mini-copia feminina de Derek Hale...Sua irmãzinha: Cora Hale.

— V-você não falou nada! Só ficou me seguindo com cara emburrada! – Disse a vampira colocando as mãos no rosto corado – Aby! Me desculpe!

— Oi! – Acenou Pietro meio confuso com a interrupção.

— Eu só vim aqui por que o Aby tinha pedido... Digo...Eu...Não gosto de ficar bisbilhotando! Juro que não faço esses tipos de coisa! – Tagarelava a garota, rosto ainda oculto entre as mãos.

— Essa é a segunda vez que flagramos eles... – Comentou Cora colando as mãos no bolso de sua jaqueta.

— Segunda vez? – Pietro teve que perguntar ainda mais confuso – E... Aby você tinha combinado mais um encontro hoje?

Aby ao meio tempo tentava ajeitar a sua aparência, afinal era meio constrangedor conversar com alguém tendo uma baita ereção entre as pernas. Colocou sua jaqueta estrategicamente na parte da frente...

— Eu havia me esquecido... Eu iria pedir algo para você. Não tinha planejado me reter nos beijos... – Pigarreou embaraçado pela sua total falta de autocontrole – Enfim, como disse antes, iria te pedir algo.

— E o que seria?

— Elizabeth não pertence a nenhum clã de vampiros. Isso é perigoso devido a nossa situação atual...

— Aby... – A garota por fim retirou as mãos da face, não imaginara que era isso que Van Helsing iria falar... Isso a pegou de surpresa, pelo visto não fora a única.

— Ei! Eu estava pensando em pedir isso ao Pietro antes de você! – Confessou irada Cora, algo que Aby fez questão de ignorar e continuar falando:

— Não peço para que ela seja adicionada ao clã Beaumont, pois isso depende dela...Mas ela precisa ter contato com mais vampiros! Quando digo vampiros, falo de representantes da raça não-góticos. – Se recordou dos seus companheiros de classe com pesadas maquiagens e roupas negras – Ela precisa aprender mais sobre seus poderes e tirar suas dúvidas sobre a raça. Eu fui treinado para caçar vampiros, não sei muito mais do que isso... Não poderei ajuda-la.

Elizabeth estava ainda chocada, só recentemente a garota começou a falar mais no grupo... Não imaginara que Abraham a tivesse observando ao ponto de saber de suas inseguranças em relação ao fato de ser vampira. Sim, tinha se transformado contra a sua vontade e ainda tinha muito medo do mundo sobrenatural, mas conviver com Stiles e seus amigos fez com que muitos de seus pavores.se dissipassem... E agora desejava aprender, mas não sabia como... Tentou se aproximar dos vampiros-góticos, mas eles a ignoraram. Durante aquela semana toda tentou acumular coragem para pedir a Aby ajuda nesse quesito, afinal um caçador de vampiros devia saber! Para sua surpresa, fora Van Helsing que a procurou marcando um encontro.

— Falarei com o meu irmão sobre isso. – Disse Pietro piscando para a vampira – É dever dos vampiros mais experientes ensinar os novatos.

Ela nem sabia como agradecer aquela oportunidade. Já estava na hora de aceitar sua natureza atual e aprender a controla-la... Não seria um estorvo para o grupo e sim um forte aliado!

— Você é muito intrometido, sabia disso? – Rosnou Cora.

Aby apenas deu os ombros.

— Sinto muito se você é muito lenta para colocar em prática o que planeja.

—Como é? – Os olhos da garota já se tornaram da cor dourada.

— Er... Aby, querido... Não cutuque o lobisomem com a vara curta.

— Shh! – Mandou o humano ao namorado que prontamente se calou, agora se voltou para garota-loba – Uma dica: Se você gosta da Elizabeth pare de ficar a seguindo como uma cachorrinha sem dono! Isso é muito irritante! Tome uma atitude! E quando digo atitude me referido parar de roubar o lanche dela ou mesmo provoca-la quando a encontra. Você é uma criança, por acaso? Já tive que aguentar a tensão sexual entre Stiles e Derek e não vou aguentar isso novamente!

Ao falar o garoto fez um sinal para Pietro o acompanhar a qual fez imediatamente, deixando para trás duas garotas totalmente embaraçada.

Notas finais
Ola! Pretendo adicionar mais um extra até domingo! Espero que tenham gostado, outros personagens devem ter sua vez na história também!