Beach Girl
2 Capítulo 2 - Aaron Carpenter.
Nesse exato momento, o sinal que indica que devemos ir para as salas tocou. Eu, Shay e Luke ficamos na mesma sala. Já Anne e Pedro ficaram em outra. Nossa primeira aula era de redação.
—Delícia, aula de redação pra terminar de desgraçar meu dia. — murmurou Luke, que praticamente se arrastava ao nosso lado. — O pior é a voz dela! — reclamou mais uma vez.
—Para de reclamar, podia ser pior. — rebateu Shay.
—É, podia ser pior. Tá um calor de trinta e poucos graus as sete e meia da manhã, e a primeira aula é da adorável e amada Judith. PODIA SER PIOR!? — gritou Luke, fazendo me dar um pulo.
—Podem entrar primeiro, amorzinhos. — falei andando pro lado contrário da porta.
—Volta aqui, anã. Eu vim porque você me obrigou, você entra primeiro. — disse Luke, me puxando pra trás pela mochila.
—Aah, tá bom. — respirei fundo, abri a porta e lá estavam as pessoas de sempre. Alguns rostos novos, mas nada que me chamasse atenção tanto quanto o dele.
—Oh Deus. — falei me abanando pro menino novo, que nesse momento estava junto do grupo de Tyler Benson e Harry Kane.
—Que gato! — exclamou Shay ao meu lado.
—Mimimi, que gato! — nos "imitou", Luke, nos fazendo rir.
—Aah, para viu! Você acha que não vimos você olhando pra bunda de cada garota que passava? — rebati, enquanto Shay concordava.
Nos sentamos enquanto esperávamos a professora "querida", chegar. Até que enquanto olho em minha volta, o Deus grego estava lá, me encarando, como se fosse roubar minha alma. Desviei o olhar pra não virar um pimentão e voltei a conversa com Shay e Luke.
Porém Luke logo se juntou ao grupo dos meninos para conversar sobre (provavelmente) garotas. A aula foi um porre. A vontade que me deu era de me jogar por aquela janela abaixo.
O sinal tocou, e logo na saída nos encontramos com Anne e Pedro, que reclamavam da aula. Fomos para o refeitório e nos reunimos na mesa de sempre.
—Demônio! Sujou minha roupa, Pedro! — reclamei tentando tirar o suco de uva da minha roupa branquinha.
—Ah desculpa. Mas não fica nervosa não, deu até um contraste com seus olhos verdes. — debochou o mesmo.
—O contraste que vai dar vai ser o da minha mão na sua cara. — debochei novamente.
—Nervosinha!
Segui para o banheiro, entrei no mesmo e esfreguei com água tentando tirar. Foi em vão, só fiquei molhada mesmo. Me sequei e saí do banheiro, no meio do caminho para o refeitório, dou de cara com ele.
—Como é seu nome? — pergunta ele, o menino novo que eu estava quase babando.
—Qual o SEU nome? — perguntei de volta.
—Perguntei primeiro. — rebateu com um sorriso irônico no rosto.
—Candice Avelar, agora me diga o seu.
—Aaron Carpenter, muito prazer.
—O prazer é todo meu.. — sem dúvidas esse foi o diálogo mais aleatório da minha vida. Quer dizer, uma pessoa te para no meio do caminho e puxa um assunto qualquer? Ok!
—Enfim, Candice, eu e meus amigos vamos dar uma festa, eu preciso do seu número pra te mandar os dados. Pode levar seus amigos também. — respondeu tentando demonstrar indiferença.
No final eu só dei meu número mesmo, e segui novamente pro refeitório.
—O que você tem, Candice? — perguntou Anne, franzindo o cenho.
—N-nada.. — respondi me livrando de certos pensamentos.
Mesmo desconfiada, ela deixou quieto, e assim, tivemos mais algumas aulas que serviram mais pra apresentação. No final, estávamos todos em minha casa, deitados no grande sofá, com algumas guloseimas e refrigerantes.
—Olá crianças! — respondeu minha mãe, Carina, jogando suas chaves na mesa de centro.
—Oi mãe. — respondi ainda focada no filme. — Oi tia. — responderam meus amigos.
Ela apenas subiu, meu pai estava em seu escritório, resolvendo coisas do trabalho.
Aaron Carpenter. Esse nome não saía de minha cabeça nem com alguns socos. E eu estava achando isso estranho, nunca fiquei tão centrada em alguém ou algo como nele.
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