Notas iniciais
Bem, essa é a última parte da suposta "one". Quero agradecer a minha Gininha e a paciência que ela tem comigo ♥ hahah Obrigada, minha linda. Se você não estivesse aqui comigo, não teria escrito! Love U, por mais que o Nyah não te deixe comentar. Chega de mimimi, vamos a continuação:

A luz entrava sorrateiramente no quarto em que Lily dormia. Não havia conseguido dormir direito ainda digerindo todas as informações do dia anterior. Assim que viu o relógio levantou correndo pegando suas roupas. Ela tinha que cumprir o castigo e já estava atrasada. Merlin que fizesse o professor Slughorn esquecer. Correu pelas escadas enquanto prendia o cabelo num rabo-de-cavalo. Continuou no ritmo até chegar em frente a porta da sala de poções. James estava sentado absorto em um livro que Lily reconheceu imediatamente.

— Persuasão. — leu o título – Desde quando você lê livros de menininha, Potter? – riu.

— Desde que percebi que você andava com eles para todos os lados. – respondeu sem tirar os olhos do livro – Afinal, pelo que pude perceber, você é uma grande fã de Jane Austen.

— Sempre gostei da escrita e da forma em que ela desenvolve seus romances. Por mais que você saiba que o casal ficará junto, ela sempre encontra uma forma de colocar complicações, que muitas vezes são desnecessárias. Mas nos faz perceber como criamos obstáculos para sermos felizes. Nós mesmos bloqueamos oportunidades para termos maravilhosos momentos. – sorriu mais vendo a fascinação em James enquanto ela falava — Somos a pedra em nosso próprio caminho.

— Espero que você perceba o que você mesma está falando. – ele abriu um de seus sorrisos que deixavam Lily sem chão.

— O que você quer dizer com isso? – perguntou confusa.

— Apenas lembre de suas próprias palavras, Lily Evans. – finalizou antes de levantar-se para entrar na sala que acabara de abrir a porta indicando um homem de feições muito cansadas. – Vamos logo que temos um baile para ir. – riu passando pela garota.

A arrumação não fora tão complicada. O professor Slughorn estava tão sonolento que nem percebeu quando James encantou as vassouras que fizeram todo trabalho pesado para eles. Terminando, foram em direção ao Salão Principal, afinal, já estava na hora do almoço e Lily podia sentir o estômago urrar. Para sua surpresa, a manhã ao lado de James não fora de todo insuportável. Conversaram bastante sobre Jane Austen, fazendo Lily se surpreender do conhecimento do garoto sobre o assunto. Riam e andavam quando uma pessoa apareceu bloqueando o caminho, fazendo o sorriso de Lily murchar automaticamente e James tomar uma postura defensiva.

— Lil, poderia conversar com você? – perguntou Snape incerto sobre como agir com James ali.

— Você não acha que já “conversou” demais? – respondeu James ficando na frente da garota.

— Não se meta, Potter. O assunto não cabe a você. – Severus quase cuspiu as palavras – Estou falando com Lily, e pelo que me lembro ela pode muito bem falar por si mesma.

— Parem os dois. – pronunciou-se vendo que logo ocorreria uma briga ali – James, pode deixar que eu estou bem. – sorriu levemente para o garoto colocando a mão em seu braço – E quanto a você, Snape, sinto muito mas não quero falar com você agora. Afinal, acho que seus amiguinhos não gostariam de vê-lo conversando com uma “sangue-ruim”.

Dito isso, puxou James para longe do garoto ali parado continuando seu caminho. O moreno a olhava com admiração. Lily havia crescido e ficado gigante em seus olhos. A mulher forte e autoritária que ele tanto gostava. Logo chegaram e comeram, sempre trocando olhares cúmplices um com o outro. Por mais discretos que tentassem ser, Severus, que os observava atentamente, sentiu o chão abaixo de seus pés sumir. Lily estava apaixonada por James Potter, era óbvio. Por mais que tentasse colocar em sua própria cabeça que não, era aquilo que a ruiva sentia. E ele sabia muito bem, a conhecia como palma de sua mão. Sentiu a perda de sua melhor amiga como se fosse acertado por uma terrível maldição. Com isso, levantou-se indo em direção de Rabastan que conversava com a cunhada.

— Diga ao Lorde que eu aceito. Me juntarei a vocês. – disse secamente logo seguindo para fora do salão.

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— Lene, você acha que esse vestido está bom para o baile de hoje? – perguntou Lily segurando um vestido vinho de cintura marcada e alguns poucos babados na saia.

— Desde quando você se importa em ir ao baile? – respondeu Marlene desconfiada.

— Desde que James me chamou para ir com ele. Agora responde, Marlene! Eu não entendo muito bem dessas coisas. Está ou não bom?

— James? Você acabou de chama-lo de James. – riu Dorcas sentando na cama.

— É o nome dele, não é? Qual o problema? – jogou o vestido na cama quase desistindo de ir.

— Sim, de fato é, mas desde quando VOCÊ o chama pelo nome assim, do nada? – falou Marlene indo em direção ao seu baú.

— Conversamos e ele pediu uma chance comigo, de me mostrar quem ele é de verdade e que talvez possamos dar certo. – sentou cansada em sua cama e pegou o vestido para analisa-lo melhor.

— E você aceitou? – perguntou Dorcas sorrindo abertamente para a amiga.

— Ainda não sei...

— Vocês seriam um casal bonito. Teriam filhos lindos! – riu Dorcas sonhadora.

— Menos Dorcas. Bem, Lilica, eu acho que você deveria SIM dar uma chance a ele. James é louco por você. – Marlene se sentou ao lado de Lily segurando um embrulho nas mãos – Isso aqui eu tinha guardado para uma emergência, mas acho que ficará muito melhor em você. – disse entregando o embrulho dourado para a amiga, que não demorou nada para abrir. Os olhos de Lily se arregalaram ao ver a peça. Um vestido esmeralda estilo anos 50 maravilhoso. O busto bem marcado com um decote não tão grande. A saia tinha um leve drapeado que a daria mais movimento para mover-se. Era perfeito.

— Lene, ele é lindo, mas não posso aceitar. – respondeu colocando a peça no colo da amiga.

— Claro que pode, Lily! Se você não usá-lo hoje, tenho certeza que ficará no fundo do meu baú. – devolveu o vestido para Lily – Sem contar que verde não é a minha cor. – riram – Por favor, Lilica! – a ruiva suspirou sabendo que não poderia contrariar a melhor amiga.

— Ok. – pegou o vestido e correu para o banheiro para provar.

—-

O sol sumia aos poucos. Em todos os dormitórios era a mesma loucura. Meninas correndo de um lado para o outro para ficarem o mais bonitas possível para o baile que estava cada vez mais próximo. Em seu dormitório, Lily, Marlene riam das confusões de Dorcas na hora de cachear os cabelos com um feitiço que acabaram com uma grande bagunça nos cabelos castanhos. Algumas tentativas depois, alcançaram os cachos perfeitos que a morena tanto queria. As amigas se divertiam tanto com o processo que esqueceram o nervosismo que costuma a cercar esse tipo de momento.

— Lene, posso te fazer uma pergunta? – Lily virou-se para a amiga que passava mais uma camada de rímel.

— Já fez, né Lilica? – riu – Mas é óbvio que sim!

— Bom, por quê Sirius? – ao ouvir a pergunta, a loira parou o que fazia para encarar a amiga.

— Como assim? – perguntou confusa.

— Você sempre reclamou de Sirius, disse que ele não valia a pena para nada. Depois de alguns meses, pronto. Estão juntos. – explicou.

— Acho que percebi que passamos muito tempo da nossa vida pensando sobre coisas que nunca podemos fazer. Tanto que não percebemos as oportunidades que estão ali na nossa frente. – respondeu dando um sorriso tímido – Eu sempre amei Sirius, só ignorava isso. Quando percebemos o que estávamos fazendo, decidimos não perder mais tempo.

— Droga, perdi a amiga! – riu Lily indo abraçar a loira.

— Nunca, Lilica! Sempre estarei aqui para você! – abraçou-a de volta.

— NÃO SE ESQUEÇAM DE MIM! – gritou Dorcas pulando nas duas, fazendo com que todas perdessem o equilíbrio e caíssem no chão.

E ali ficaram por mais alguns segundos rindo umas das outras. Uma amizade tão forte que sabiam que nada poderia quebra-la. E ficariam mais tempo, se as badaladas que indicavam que o baile já iria começar não tivessem atrapalhado. Logo deram os toques finais nos visuais e saíram em direção ao salão comunal.

James estava tão nervoso que assim que ouviu o barulho dos sapatos no alto da escada levantou num pulo ficando numa postura demasiadamente ereta. Logo Dorcas desceu com seu vestido rosa-claro rodado, com uma maquiagem leve e bem-feita. As sandálias prateadas a davam uma leveza característica de sua personalidade. Marlene veio logo depois deixando Sirius boquiaberto. O vestido azul-escuro colado marcava bem suas generosas curvas. A loira sempre soube se arrumar e não negou esforços para estar maravilhosa naquela noite. Por último, a mais tímida de todas, Lily desceu completamente corada. O vestido ficara perfeito em seu corpo, marcando a cintura com perfeição. A saia era rodada, mas não o bastante para deixar passar suas curvas. Ela usava um scarpin dourado que combinava com o colar que sua mãe lhe dera de aniversário naquele mesmo ano. Seus cabelos estavam soltos com as leves ondas típicas. Estava linda.

— Vamos? – perguntou sorrindo para James que não havia se mexido desde que a vira – James?

— Si... sim! Claro! – despertou – Nossa, Lírio, você está linda!

— Obrigada, – riu envergonhada – agora vamos que eu não quero perder esse baile por nada! – puxou-o.

Logo que entraram no Salão Principal, surpreenderam-se com a decoração. Os corações vermelhos espalhados pelo local, a iluminação e a música de fundo tornavam o clima completamente romântico. Lily sentiu borboletas em seu estômago quando James pegou em sua mão, direcionando-a a uma mesa para poderem aproveitar mais a companhia um do outro. Ele se portava como um perfeito cavaleiro, mostrando-a um lado seu que ela não conhecia, mas havia gostado muito. A ruiva não demorou muito para relaxar em sua presença, aproveitando ainda mais a situação.

A noite passou calmamente. O jovem casal conversava e ria entretidos demais um no outro para perceber o ambiente. Somente quando os primeiros acordes da música “Don’t Give Up On Us” de David Soul começou a tocar. Lily fechou os olhos abrindo um lindo sorriso.

— Meu pai ama essa música.

— Então vamos dança-la. – James puxou-a para a pista onde vários casais estavam.

Enquanto dançavam, o moreno encarava os olhos da menina na sua frente. O verde o prendia como nada mais fazia. Lily o prendia como nada mais. Ele era louco por ela, e esperava que a mesma correspondesse.

— Sabe, Lírio, você ainda não respondeu se vai nos dar uma chance. – lembrou-se enquanto ainda dançavam abraçados.

— Não sei, estou pensando se vale mesmo a pena. – respondeu ainda presa nos olhos de James. Ele acendia um sentimento estranho dentro dela. Por mais que talvez nunca aceitasse, James Potter era como o fogo que acendia coisas desconhecidas dentro dela.

— Don’t give up on us, baby. — cantou James para ela.

— Quer saber? – parou de dançar assustando-o – Não quero mais perder tempo. – e assim beijou-o. Ali, no meio do salão, da pista de dança. A temperatura das bocas chocaram-se, o beijo foi gradualmente tronando-se mais poderoso. Já haviam perdido a noção de como estavam e aonde estavam quando Sírius colocou sua mão no ombro de James, cortando o momento.

— Estão todos olhando, se não querem plateia, acho melhor procurarem outro lugar. – disse divertido.

— Não seja por isso. – James saiu levando-a com ele. Logo estavam na sala que ele havia a levado no dia anterior.

— Onde estamos, Jay? – finalmente perguntou olhando o local com mais atenção.

— Essa é a sala precisa. Sempre aparece quando você precisa de alguma coisa ou algum local. Não é todo mundo que sabe da existência dela. – puxou-a para mais perto – E agora eu preciso de seu beijo novamente.

Nenhum dos dois conseguiam acreditar. Finalmente estavam ali, juntos. Sentiam como se nada mais pudesse separá-los. E assim foi durante os anos seguintes. Todos os anos até o fim de suas vidas. James e Lily perceberam que foram feitos um para o outro, e tudo começou com uma simples frase. “Be my valentine”.

Notas finais
E é isso, gente! Espero que vocês tenham gostado, porque essa fic meio que teve vida própria e quase se escreveu sozinha... hahaha Não esqueçam dos comentários!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!