Be Popular is?

3 Interesses de Cerejeira


Notas iniciais
Aqui esta mais um novo capitulo crianças! Espero que gostem, boa leitura!

“Minha vida aos olhos de varias pessoas poderia se resumir como “perfeita”, por ter pessoas ao meu lado, por ter vários “amigos”, mas ela podia se comparada também ao começo de conversa com pensamentos de sinceridade escondidos e sorrisos falsos, mas eu os retribuo com milhares mais”.

Depois da humilhação que havia passado alguns dias atrás, sem coragem para descer as escadas já de noite, andava de um lado para o outro em procura de respiração profunda da raiva que eu sentia ainda daquela pessoa e faz quase uma semana e ele só sabe implicar comigo e não quero passar o resto que me falta das férias sendo humilhada, a casa é minha. Abri a porta violentamente e desci as escadas e me deparei com seu estado folgado mexendo em seu celular e sorrindo.

— Tira os pés o sofá — Empurrei as pernas dele e logo depois peguei seu celular.

— O que você esta fazendo? Ficou louca? — Sasuke fechou a cara.

— Você vai ver o que é ficar louca de verdade — Ameacei jogar o eletrônico dentro do aquário o segurando de forma folgada.

— Este bem, ok? O que você quer? — Ele parecia um pouco mais desesperado, e o gosto de vê-lo assim era quase melhor que Nutella.

— Vamos nos dar bem de agora em diante? — Sorri inclinando um pouco a cabeça para o lado.

— Você quer começar uma amizade desse jeito? — Cruzou os braços, nisso desci o celular até a ponta dos dedos.

— Calma! Eu prometo — Joguei o celular para ele e ouvi seu suspiro alto de alivio.

— Ótimo! — Sorri dando baixos pulinhos até ouvir a campainha. — Já vai!!! — Gritei enquanto corria para atender a porta.

— Você é bem barulhenta, hein, senhorita “Paz e amor para todos” — Ouvi a voz de deboche de Sasuke.

Mostrei minha língua às costas dele. Abri a porta e para minha surpresa era minha mãe, comecei a suar frio enquanto dava as boas vindas a ela que me olhou como se pudesse ver que fiz algo errado e passou direto por mim.

— O que você fez agora? — Mais alguns passos e estou morta.

— Sabe mãe, então... — Tentava explicar a situação enquanto andava com o “rabo entre as pernas” seguindo-a, mas era tarde, ela havia entrado na sala.

— Não acredito que não me contou nada sobre isso — Abaixei a cabeça esperando o sermão. — Podia ter me dito que seu namorado estava em casa! — Namorado? Esse ser maligno?

— Boa noite senhora Haruno, sou Sasuke Uchiha prazer em conhecê-la, perdão por não ter me apresentado formalmente para você antes — Levantei minha cabeça e ele estava sorrindo de pé apertando a mãe de minha mãe.

— “Quem é você e o que fez com Sasuke Uchiha?” — Pensei.

— Ele é um gato, hein? — Antes de perceber minha mãe havia chegado perto de mim sussurrando em meu ouvido. — Mamãe gostou.

— Mãe, ele não é meu namorado — Botei a mão em minha testa.

— O que? Que desperdício menina! Seja como for, fique a vontade viu? Pode ficar pra sempre se quiser também! Eu trouxe um bolo que ganhei, vou pra cozinha pegar algo para beberem—Os risinhos eram ouvidos pelo caminho até a cozinha, mas ao menos simpatizou com a mascara usada por ele.

— Pode não parecer mais eu tenho modos com as pessoas — O mais alto disse.

— Usando uma personalidade falsa para conseguir privilégios... Não é tão diferente assim de mim — Ele parecia se surpreender com minha frase enquanto me sentei no sofá e parecia que eu teria que arrumar um jeito de minha mãe ceder um quarto. Quando ela havia chegado com o que parecia leite e chá em uma bandeja começamos a explicar e para minha surpresa.

— Mas é claro que deixo! — Essa fora a resposta depois de apenas um pedido de Sasuke, o cara nem precisou falar muita coisa. Para quem tinha o complexo de “Homens não prestam” e “Nunca nenhum mais entrara nesta casa”, foi bem rápido minha mãe aceita-lo.

— É um prazer ter você aqui em casa, Sakura vai te mostrar em qual quarto que poderá ficar — Ela sorria e seus olhos brilhavam.

— Foi um prazer ter conhecido a senhora, fico feliz por ter adquirido a amizade de sua filha — Ele sorria naturalmente durante a conversação e isso me assustou.

— Incrível, ela nunca havia falado que você era irmão de Itachi, mas parece um menino muito bom! — Sorriu.

— Venha, vou te mostrar aonde você vai ficar — Eu disse me levantando e subindo as escadas, eu ouvia seus passos logo atrás, havia o mostrado o mesmo quarto daquela manhã.

— Nós tiramos o berço e colocamos uma cama maior, pode se acomodar aqui, se quiser ficar no sofá não é um problema também, parecia bem confortável há um tempo — Sorri falso e me dirigi à porta, até ser surpreendida por uma pergunta que talvez, até eu esperasse.

— Por que ninguém usa este quarto na casa? — Perguntou enquanto observava os cantos do local que por tudo que aconteceu, não teve oportunidade de vê-lo detalhadamente.

— É uma longa historia, vou trazer suas malas, espere aqui.

— Pode deixar elas comigo, melhor se lavar — Ainda implicando, eu estava limpando a casa, algum problema?

— Eu vou quando eu quiser, hunf! — Bufei me virando rudemente e fechando a porta. — Parece que vou ter muito trabalho ainda pela frente — Sussurrei.

Foram poucos passos até meu quarto, entrei e peguei minha toalha cor de rosa e com flores amarelas, era infantil, mas eu amava, fui direto para o banheiro e me deparei com a cena mais impressionante que podia entregar a minha mente que já fora pura há alguns minutos atrás.

— Ah... — Fora a única expressão dele que me olhava meio surpreso, ficamos em silencio por alguns segundos depois de meu cérebro assimilar o corpo despido daquele homem, estava prestes a gritar.

— Se você gritar sua mãe vai vir aqui e você não quer que ela tenha um infarto — Disse enquanto amarrava a toalha na cintura. — Você não disse exatamente quando ia tomar banho, então eu vim e o que esta fazendo ainda aqui?

— A-ah — Apontei para fora e me virei, parecia que meu corpo tinham articulações de um robô enquanto caminhava. —Minha mente... Foi corrompida... Cadê meu celular? — Andei até o quarto abrindo a porta e pegando meu celular em cima da cômoda e disquei o numero.

— Ino, eu vi — Comecei ainda imóvel.

— O-oi? Como assim mulher? — Ela estava ofegante e havia outra voz uma voz ao fundo. – Quem é? — A voz masculina perguntou. — Não é da sua conta, amiga fale.

— Acho que liguei na hora errada, até depois amiga! — Desliguei, acho que acabei com o clima de alguém ou não, estamos falando da loira né? Mas, acho que não vou conseguir olhar pra ele por um bom tempo.

Esperei um pouco até ouvir a porta do banheiro ser aberta e assim eu saberia que ele havia saído, abri a porta com o máximo de cautela possível e em passos silenciosos meu caminho até o banheiro parecia uma missão secreta, talvez até podia-se ouvir a trilha sonora de “007”.

— Acho que ele não esta por perto —Deduzi por um breve momento.

— O que você esta fazendo? — Pronto, por que senhor?

— Meu filho, por acaso você é o Goku pra ficar se teletransportando por ai? — Endireitei minha postura cruzando os braços.

— Por acaso você esta evitando ter contato comigo? — Perguntou, mas a resposta seria um pouco grossa demais, porém eu não tenho filtro do cérebro para a boca.

— Eu tentei isso desde quando te conheci, esta funcionando? Acho que não.

— No banheiro você pareceu querer ter — Fitou-me sério enquanto esboçava um sorriso quase que imperceptível ao canto de sua boca.

— Você é um grande filho da p... — Iria terminar a frase se não fosse a voz feminina que me chamava, gelei.

— Filha, o que esta acontecendo aqui? — Redirecionei meu corpo e lá estava àquela figura sinistra com sua mascara facial e roupão que me deu um "mini-infarto".

— Estávamos conversando sobre como vai ser divertido o começo das aulas! Espero ficar na mesma sala para ajuda-lo, mamãe!

— Na verdade sua filha entrou no ban... Urgh... — Dei uma cotovelada em seu abdômen, se falasse mais alguma coisa eu faria pior. — Ahahaha... Realmente estamos muito animados senhora Haruno! C-conto com sua filha — No final nos dois sorrimos até ela entrar em seu quarto mandando “tchauzinhos” com um rosto amigável.

— Eu vou te matar... — Sussurrou alegre enquanto sorria até a porta de minha mãe se fechar, nisso entrei no banheiro o mais rápido possível. — Se você não abrir essa porta... — Ameaçou.

— Ah, esqueceu-se da frase “Eu vou soprar, soprar e soprar” — Agora sim eu o irritei, mas eu não ouvia mais nada do lado de fora depois de alguns passos abafados, liguei o chuveiro para fingir que estava no banho e logo após abri a porta silenciosamente, olhando para um lado e depois o outro com o corpo levemente inclinado e me deparei com pernas e antes que eu pudesse ver nitidamente estava dentro do boxe do chuveiro com minhas mãos presas, meus olhos estavam fechados e abri apenas um depois de receber o impacto na parede. — Mas o que?

— Você gosta de brincar, certo? — Se aproximou lento, mas continuava a mostrar seu jeito viril.

— Se você não me soltar agora, eu vou... — Ele colocou suas mãos dentro de minha camiseta branca antes de terminar minha frase, senti seus toques frios que por sua vez me arrepiava.

— Vai o que? Me bater? Pode tentar, você tem coragem o suficiente para implicar comigo depois de um pedido de amizade, deve ter coragem o bastante para fazer isso também — Sua voz era baixa e tentadora com um toque de seu famoso sarcasmo, seus olhos estavam repousados sobre minha pessoa e seu corpo embaixo da ducha morna cessava parte da água que caia em mim em porções menores.

— Por favor... Me solta... — Abaixei minha cabeça e fechei meus olhos, eu queria chorar por estar naquela situação e no que essa pessoa poderia fazer comigo, estava tremendo e fazia o máximo me fazer forte.

— Não tem porque te soltar, não parece àquelas meninas puras e... — Agora seu rosto queimava, o tapa desferido de minhas mãos formava uma marca avermelhada com arranhões de minhas unhas, ele ficou um tempo paralisado e nesse momento sai de lá, sem falar absolutamente nada.

Não iria pedir desculpas, principalmente para quem não merece, estava irritada, molhada e com frio, ouvi alguém bater na porta do meu quarto e abri, lá estava ele, com minha toalha em mãos, peguei e desviei o olhar fechando a porta novamente, quando finalmente me seguei e troquei minha roupa, deitei novamente pensando no dia de amanhã.

Havia caído no sono depois de três horas pensando na minha situação atual, me levantei pisando naquele chão de madeira envernizado e decorados com quadrinhos e livros espalhados, os juntei e coloquei em cima da escrivaninha. Esquecendo-me da noite anterior me estiquei e acabei bocejando saindo do quarto.

— Que boca enorme, testuda — Falou desferindo peteleco na minha testa, ele esquece bem fácil das coisas.

— Hunf! — Bufei, virei o rosto cruzando os braços.

— A única coisa que irá fazer parada desse jeito, é fazer seu café da manhã esfriar— O observei de soslaio descendo as escadas.

Entrei para o banheiro e comecei as escovar meus dentes, mas parecia uma maldição para aquele infeliz. Joguei um pouco de água em meu rosto e enxuguei com a toalha, enquanto abria a porta em frente à parede havia um calendário e por incrível que pareça já estava acabando as férias e então minha alegria de vida foi embora com o resto que aquele imbecil tirou de mim. Desci as escadas com desanimação nítidas.

— Filha, o que aconteceu? — Minha mãe me olhava assustada.

— Faltam seis dias, apenas seis dias, e eu não fiz absolutamente nada! — Respondi colocando o queixo na mesa ignorando Sasuke a minha frente.

— Eu posso te levar a um parque de diversões se quiser — Me assustei com quem havia falado isso, levantei meu corpo e o olhei enquanto o mesmo revirava os olhos.

— Aaaah... — Minha mãe suspirou. — Que gentil da sua parte Sasuke! Seu pai e sua mãe devem estar orgulhosos de você! — Falou alegre.

Ele ficou um tempo em silencio, mas proferiu as palavras que me surpreendeu naquele momento.

— Eles morreram, para falar a verdade — Ele mostrara um sorriso entristecido, pensei que uma pessoa como aquela não teria motivos para se preocupar ou ficar triste de um jeito que sua feição escondesse a dor que sentia.

— Ok vamos! — Tentei tirar o ar pesado da situação. — Vai ser o dia mais divertido que você poderá ter, escreva isso Sasukemo! — Bati na mesa.

— Sasu...kemo? — Arqueou as sobrancelhas.

— Sim! Começando agora, a operação: FastFun! — Disse vitoriosa.

— Esse trocadilho com foi horrível — Levantou da mesa. — Não vou te levar mais — Ele estava quase subindo as escadas, entrelacei meus braços sobre sua cintura enquanto ele continuava a andar enquanto o observava subir com meu peso, praticamente me arrastando.

— Ah, não seja mal Sasuke... — Choraminguei.

— Ontem estava quase querendo me matar, agora está grudada em mim e você engordou...

— É que parque de diversões é um problema grave. Espera, você disse que eu estou gorda? — O soltei e com as pressões opostas ele acabou caindo para frente. — Então... — Ele não se mexia. — Sasuke? — O cutuquei e senti sua mão em minha perna.

— Sakura... — Proferiu meu nome ainda com o rosto no chão.

— Olha, ele falou meu nome!... Socorro... — Juro que senti como se minha vida fosse passar diante dos meus olhos se eu não saísse daquela posição.

— Não irão para se casarem — Falou minha mãe da cozinha e foram essas palavras que me salvaram, ele afrouxou sua mão incrédulo com a possibilidade de nos casar, soltei meu pé e corri para o quarto e achei que senti um dejavu com Sasuke batendo em minha porta, mas achei que talvez, a chance deste parque poderia nos deixar um pouco mais íntimos e me aproximar de sua historia, talvez.

Notas finais
Hello people! Este foi o capitulo, agora com certeza a historia vai andar mais rápidos com as aulas chegando e mais personagens por ai, esperem por muitas coisas! hehehe Muito obrigada por ler! Espero que tenham gostado. O/ Beijos rosados com glitter dourados! Cambio, desligo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.