Be Mine?

7 Capítulo 7


Acordei meio zonza, devia ser umas 8h35 da manhã,m num quarto de hospital, com a perna engessada e o menino que eu trombei, sentado á poltrona ao lado da cama.

– Psiu — eu fiz.

– Ah.. errr.. oi.. você acordou!

– É — ri — o que eu tô fazendo aqui?

– Você foi atropelada quando foi pegar o celular — ele abaixa a cabeça — por minha culpa..

– Não foi sua culpa...

– Quem trombou em você?

– Primeiro de tudo, como é seu nome?

– É Vitor, Bárbara.

– Então Vitor, quem tava destraída era eu.

– Você é destraída assim sempre?

– Não é que eu sai bolada com umas paradas de dois amigos meus.

– Por acaso são o Matheus e a Maria?

– Como sabe?

– Eles tão lá fora, e ah, o Matheus é meu primo.

– Nossa, que mundo pequeno né? — rimos

E assim, ficamos conversando até umas 11hrs da manhã. O Vitor era um fofo, sério. Dava vontade de morder. Ele me fez até esquecer quem era Maria e Matheus naquele momento. Aliás, por que eu tava ligando pra eles mesmo? Eu tinha um menino perfeito á minha frente, se preocupando comigo.

O Vitor me contava coisas que ele fazia, ele dançava free step, andava de longboard, essas coisas e tal. Ele tinha acabado de se mudar aqui pro ''bairro'' ele morava lá pro centro. Por enquanto tava morando na casa do Matheus. Mas ia se mudar pro condomínio em 2 dias. Pelo menos alguém interessante lá!

A enfermeira entrou no quarto pra dar os meus remédios e colher sangue pros exames. O Vitor segurou minha mão na hora da agulha, odeio agulhas. Depois disso, ele me deu uma bolsa com roupas. Por acaso roupas que eu mais odeio, aposto que foi minha mãe que fez. Enfim, vesti (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=60695671&.locale=pt-br) E fui saindo do banheiro. Voltei pro quarto e esperei o Doutor me dar alta. Ele disse pra eu ficar de repouso, e tomar bastante água. Eu fui saindo com o Vitor, aliás, me apoiando no Vitor, ele iria me levar até em casa, sai e ignorei o Matheus e a Maria que estavam na sala de espera.

– Por que tudo isso?

– Só acho que eu tenho que pensar um pouco. Falando nisso, cadê meu celular?

– Não sobrou nada dele..

– COMO ASSIM???????????

– Sua mãe já comprou outro, calma, pelo menos o cartão de memória se salvou.

– Pelo menos isso. — fiz cara triste.

– Oh pequena, fica assim não.. — me abraçou.

Acho que foi um dos melhores abraços da minha vida.