Be Free
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Cao novo e narrado pelo Ben
Boa leitura!!
Narrado por Ben Dimons:
Estava tudo perfeito. Como deveria está. Tinha minha namorada que eu tanto amava ao meu lado, sendo amado também. Tinha meus amigos. Não havia ninguém para atrapalhar isso, a minha felicidade. Não falava com meu ''pai'' fazia exatamente três meses. Ele deu uma sumida, nem Jack, que é seu filho de sangue sabe onde o velho se meteu. Aposto que está viajando gastando o seu dinheiro com prostitutas. Mas sempre que algo de bom realmente acontece comigo, há sempre algo para atrapalhar. E nesse caso tem nome. Peter! Logo de cara não gostei dele, depois que descobrir que ele já foi namorado de Kathy, o ódio por ele só aumentou. Em pensar que ele dava beijos naquela boca, tocava nela, a raiva me consome. Para a minha sorte, ele resolveu trair ela, logo no dia que Kathy pensou em se entregar a ele. Puta sortudo eu sou. Posso conviver com a ideia que minha namorada já beijou outros caras, mas isso de já transou, é outra história.
Hoje, o dia começou perfeito. Logo na entrada da escola, me deparo com a perfeição em forma de mulher. Lá estava ela sorrindo lindamente junto com Sam e Ash. Os cabelos castanhos soltos do jeito que eu gosto. Ai como eu amo essa mulher, porra! Chego por trás e a abraço. Deposito um beijo em seu pescoço e a sinto se arrepiar toda. Hmm...
Na sala, estamos no maior papo, todo mundo alegre, rindo. Mas como eu havia dito, sempre tem algo que atrapalha sua felicidade. A diretora entra com o motivo do meu sorriso se esvair, dando lugar a um olhar de fúria.
– Temos aluno novo. Peter Kinner, entra. — pronunciou a diretora
Só de escutar aquele nome, meu sangue ferveu. E piorou quando ele lançou um olhar nada legal para a minha namorada. Filho da puta! Xingo ele baixo, mas Kathy escuta, pois segura minha mão, transmitindo paz para mim. A olho e ela me lança o sorriso. Aquele sorriso. Na hora, minha raiva passa.
No intervalo, estamos os quatro sentados embaixo da árvore. Kathy fala que precisa ir na sala, pois esqueceu seu celular. Minutos depois, eu vou atrás dela, pois tive uma certa ideia. Quando chego na sala, me deparo com uma cena nada boa. O tal de Peter, agarrando o braço de Kathy, que estava bem perto do rosto dele. Meu sangue ferveu. Chegou a praticamente a mil graus celsius.
- Atrapalho?
A única coisa que conseguir dizer. Kathy me olha, lança um olhar que me pedia socorro. Já o filho da puta ali, me olhava como se fosse superior. Veremos.
- Se não se importa, eu estou tendo uma ''dr'' com ela. — disse ele
É brincadeira, né? Só pode. Bufei e contei até mil mentalmente só para não perder o controle e socar a cara daquele abusado.
- Uma ''dr''? — sorri sem humor — Achei que só quem tivesse isso eram casais, e que eu saiba, você não é nada dela, além do ex filho da puta que a traiu com uma vadia qualquer. — dei um passo — Agora tem como largar o braço da minha namorada, antes que eu parta sua cara ao meio como fiz na primeira vez que nos vimos?
Minha voz era dura e grossa.Precisava mostrar aquele merda, quem eu era. Sou contra violência, mas tem gente que pede pra levar.
- Não se meta no meu caminho. — me ameaçou largando o braço de Kathy e dando um passo a minha frente
- Ameaças? — ri debochado — Novo! Esqueci desse detalhe. Mas ó, antes que tentar fazer qualquer coisa contra mim ou ela, ou meus amigos, é melhor você sair por aí, perguntando do que sou capaz. Aí depois a gente conversa. — peguei a mão de Kathy — Passar bem!
Puxei ela e saímos dali.
- Você se controlou. — afirmou ela surpresa
Eu a olhei e sorri.
- Foi por um triz que eu não quebro a cara dele. Sério, tive que contar até mil para me acalmar. Tudo bem que funcionou na hora, pois agora ainda sinto vontade de acabar com ele. — bufei
- Deixa eu te me beijar pra ver se você se acalma. — ela me puxou e me beijou
Kathy a cada dia que passava, estava mais solta quando estava sozinha comigo. Não havia perdido aquela timidez nata dela, pois era seu charme.
- Hmm... — gemi — Tem outro jeito de eu me acalmar. — sorri maliciosamente para ela
- Nem vem! Tá louco? —
Ri alto e ela fez bico.
- Temos que se soltar mais, princesa. Sexo na escola está no pódio de ''melhor transa'', com sexo matinal. Não sei qual o melhor. — falo com o tom mais sacana que consigo
Ela franze o cenho e me encara. Acho que falei merda!
- Sexo na escola? — murmurou — Já fez? — não respondi — Ok, o seu silêncio responde. Posso saber com quem foi? — mais um silêncio constrangedor — Ah, já sei. — fecha a cara
- Kathy...
Ela olha para os lados, e me puxa para uma salinha ali perto. Me empurra lá dentro e fecha a porta.
- Kathy? — pergunto
Ela anda em minha direção e me ataca. O beijo dela é logo de começo muito intenso e profundo. Puxa meu lábio inferior para si.
- Kathy, o que está fazendo?
- Sexo na escola com você, oras. — respondeu como se fosse óbvio — Assim você esquece da última vez que fez.
Nos beijamos. A minha sorte, é que sempre tenho um par de camisinhas na carteira. Depois de chagarmos ao ápice juntos, saímos dali como se nada tivesse acontecido. Eu com o cabelo desalinhado, lábios vermelhos e respiração ofegante. Já Kathy, a mesma coisa. Se tivesse de fora, iria perceber a nossa expressão de ''acabamos de ter o melhor sexo na escola''. Sorri com o pensamento.
Os dias iam se passando. E hoje era uma sexta-feira. Dia de festa. Ai como amo festa. A de hoje seria na casa de um atleta do time de futebol da escola. Kathy, como sempre não queria ir, mas tive meu jeitinho e acabei a convencendo. E olha que demorou nem dois minutos para ela ceder. Sou persuasivo, oras.
Estava sentado no sofá da casa dela, esperando ela descer. Minha sogra tinha saído com o namorado dela. Liguei a tv e fiquei assistindo canal de música. My Love, do Justin Timberlake tocava. Escuto passos atrás de mim e ao me virar, quase tenho um orgasmo. Caralho!
- E aí, como estou? — pergunta Kathy, que vestia uma saia preta que valorizava sua bunda, uma blusa azul-pretóleo não muito justa, uma jaqueta de couro curta e nos pés uma sapato preto. Seus cabelos soltos daquele jeito, maquiagem não muito forte, mas marcante e o seu perfume... Ah seu perfume
- Tá muito gostosa! — minha voz saiu rouca e baixa, parecia um gemido — Acho que tive um orgasmo só de olhar
- Idiota! — me xingou — Ash tinha comprado essa roupa pra mim, mas nunca usei. Tá legal mesmo?
Me levantei e fui até ela.
- Eu disse que tive um orgasmo só de olhar, princesa. Isso responde. — a beijei — Agora vamos, antes que eu esqueça essa festa e te leve pro seu quarto e se sabe...
Suit & Tie, do Justin Timberlake com Jay-Z pairava. A festa estava no começo, mas já havia muita gente. Ash e Sam, como sempre logo partiram para a pista. Esses dois gostam de uma dança. Já eu e Kathy, fomos para o local das bebidas. Uma coisa que Kathy não havia mudado muito, era não beber. Isso ela nunca iria mudar. E gostava disso nela. Peguei uma cerveja pra mim e uma garrafa de água com gás para ela.
- Pelo jeito não mudou o hábito de não beber é? — ouvi a voz que ultimamente, me fazia sentir uma raiva inimaginável. — Tá gosto...
- Nem termina essa frase se você quer ter um nariz inteiro. — falei ríspido e grosso
Ele apenas sorriu debochado para mim, pegou uma cerveja e deu meia volta.
''Yeah, uh.
Feels good, don't it?
Listen.''
Agora o dj tocava outra. Tack Back The Night, do Justin Timberlake. Puxei Kathy pra pista de dança improvisada.
''Yeah, this was your city.
You did it all and more.
Broke every law except for one, babe.
Attraction, are you ready?
I know you feel it.
Pull you nearer 'til you feel it again, oh.''
Sussurrei a última frase bem perto do seu ouvido, quando na mesma hora a puxei contra meu corpo. Kathy solta um gemido baixo, apenas audível para mim.
''I wanna do something right.
But we can do something better.
Ain't no time like tonight.
And we ain't trying to save it 'for later.
Stay out here living the life.
Nobody cares who we are tomorrow.
You got that little something I like.
A little something I've been wanting to borrow.
Tonight the night's, come on surrender.
I won't lead your love astray, astray, yeah.
Your love's a weapon.
Give your body some direction.
That's my aim.
Then, we could.''
Nenhuma mulher me levou a loucura como Kathy me levava. Nem a garota mais fogosa me fazia sentir assim. A timidez dela era aquela coisa que me deixava animado com um simples ''bom dia'' dela.
''Take back the night.
Come on, use me up until there's nothing left.
Take back the night.
Dizzy, spinning, sweating.
You can't catch your breath.
Take back the night.
Ooh, don't know when the sun is rising next.
Take back the night.
So if the feeling's right, raise your glass and let's.''
Kathy era feita pra mim sob medida. Mesmo sendo completamente o oposto dela, a gente se completava perfeitamente. E era isso, essa diferença que eu admirava entre nós.
''Take back the night, take back the night.
hey gon' try to shut us down.
I'll be damned if we gon' let them.
Take back the night, take back the night.
You know you gon' mess around.
And find out there ain't no one better.
Take back the night, oh.
Yeah.''
As mãos dela, passeavam pelo meu corpo. Kathy parecia está mais solta, mais a vontade. De vez em quando, ela levava sua boca até meu ouvido e sussurrava um ''eu te amo''. Era isso que eu mais amava nela. Ela me dizia do nada, me pegando de surpresa. Sorri contra seu pescoço.
''Rare, there's not too many.
No one but you and crowded rooms.
We can do anything (yeah).
Attraction can drive you crazy.
The way you move, you go crazy.
That's incentive for me.''
Já estávamos nos beijando. A minha sanidade tinha ido pra puta que pariu no instante que ela passou sua língua pelos meus lábios. Golpe baixo. Foi isso que sussurrei para ela, antes de atacar aquela boca deliciosa.
''I wanna do something right.
But we can do something better.
Ain't no time like tonight.
And we ain't trying to save it 'for later.
Stay out here living the life.
Nobody cares who we are tomorrow.
You got that little something I like.
A little something I've been wanting to borrow.
Tonight the night's, come on surrender.
I won't lead your love astray, astray, yeah.
Your love's a weapon.
Give your body some direction.
That's my aim.
Then, we could.''
A música estava sendo perfeita para aquele momento só nosso. Tudo bem que tinha um monte de gente em nossa volta, mas que se dane! Ali, parecia ser só eu, ela e nossas bocas se colidindo e nossas línguas querendo mostrar quem era a melhor.
''Take back the night.
Come on, use me up until there's nothing left.
Take back the night.
Dizzy, spinning, sweating.
You can't catch your breath.
Take back the night.
Ooh, don't know when the sun is rising next.
Take back the night.
So if the feeling's right, raise your glass and let's.''
Minha sanidade já não estava mais presente, mas meu auto-controle sim, pois se não tivesse, tinha pegado ela ali mesmo e foda-se se teria platéia ou não.
''Take back the night, take back the night.
hey gon' try to shut us down.
I'll be damned if we gon' let them.
Take back the night, take back the night.
You know you gon' mess around.
And find out there ain't no one better.''
E pelo jeito, Kathy também. Os beijos dela, como sua língua tocava na minha, demonstrava o quanto ela queria mandar a ver logo. Calma, princesa! — dizia em pensamento.
''Take back the night, break down, break down.
Yeah yeah.''
Cessando o beijo, ela ainda encostada em mim, dançava. Abri meus olhos e os dirigir em direção a porta da cozinha. Lá tive a visão perfeita. A que me fez sorri de ponta a ponta no meu rosto. Peter com o rosto vermelho de raiva. Viu, ela é minha mané! Sorri presunçoso.
''Take back the night.
Come on, use me up until there's nothing left.
Take back the night.
Dizzy, spinning, sweating.
You can't catch your breath.
Take back the night.
Ooh, don't know when the sun is rising next.
Take back the night.
So if the feeling's right, raise your glass and let's.''
Avancei minha boca na de Kathy novamente. Nesse beijo, eu demonstrei todo o meu amor por ela e sentimentos a mais. Tudo junto e bem misturado.
Ao final da música, eu tinha um sorriso satisfeito no rosto. Aquele merdinha lá, estava puto da vida, certeza. Kathy me olhava querendo entender o motivo da minha felicidade. Simples. Mostrei pro sapo, que a princesa aqui, já tem o príncipe dela. Dei um beijo casto nos lábios macios dela, mas sou puxado pra trás.
- Seu filho da puta, ela é minha! — grita completamente bêbedo Peter — E vou lhe mostrar.
Não pude pensar em alguma coisa, Peter avança em direção a Kathy e beija sua boca. Mas antes dele tentar fazer aquele simples encostar de lábios ser mais profundo, o puxo e lhe dou um soco. Agarro seu colarinho.
- Tenta tocar nela mais uma vez e você vai parar no hospital. — o jogo no chão
- Você vai me pagar, Benjamim Dimons. Vou te mostrar que a Kathy me pertence. — gritou ele
A festa tinha acabado pra mim. Saí empurrando todos da minha frente e seguindo até o jardim. Kathy vinha atrás, mas Mandy brota na minha frente.
- Vaza daqui, vadia. Não esqueci o que aprontou antes. Vaza da minha frente, senão a raiva que eu to daquele filho da puta eu desconte em você. — a empurrei e segui pro meu carro.
Antes de entrar nele, me puxam pelo braço e me beijam. Por um segundo a minha boca encostou na da pessoa. Só ouvi Mandy gritar estirada no chão e Kathy em cima dela lhe dando uns tapas.
- Toca nele mais uma vez e eu acabo com você. Vai querer apanhar de novo é? Quer uma terceira vez? — pergunta ela num tom ameaçador
Terceira vez? Kathy já tinha batido na Mandy? Quando isso que eu não sabia? Kathy sai de cima dela, com a ajuda de Ash que ria da vadia. Sam acompanhava.
- Pelo jeito, babou festa. — fala ele vindo em minha direção
- Não! — disse Kathy — Minha mãe não vai dormir em casa hoje, temos um quarto de hóspedes mesmo. Ash e Sam ficam lá e Ben dorme comigo no meu quarto.
- Hmm, gostei da parte do ficar no seu quarto. Agora se é pra dormir, não sei... — faço cara de safado, levando um tapa no ombro dela
Em casa, nos divertimos muito. Quando deu quatro da manhã, cada um foi pro quarto e caiu no sono. Ou melhor tentou, pois dava pra escutar os gemidos da Ash. Meu amigo mandando ver.
- Pelo jeito você tinha razão, não vamos dormir. — ouço Kathy
- Sério? — sorri — Então vem pra cá e...
- Os gritos da Ash não vão deixar. — terminar de falar
- Ah, isso. — sorriso murchou
Ela sorriu pulando em cima de mim. Levou sua boca até minha orelha sussurrando ''I'm bringin' sexy back.'', trecho da música. Na hora percebo o que ela quer dizer. É, minha noite terminou bem.
Notas finais
Me contem...
Valeu!!
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