Be Free

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Primeiro capítulo, não sei se está bom, mas vamos lá
Espero que gostem gente...
Boa leitura!!

Ai que dor do lado direito do meu rosto — pensei. Abri meus olhos meio atordoada ainda. Que é, acabei de acordar – falou me inconsciente. Olhando para os lados, vejo o porque de tal dor. E pela terceira vez consecutiva, eis que durmo em cima do meu notebook. Nem queria ver como era o estado do meu rosto no espelho. Da última vez, estava com as teclas marcadas, como se eu tivesse feito uma tatuagem, na minha bochecha esquerda. Pelo menos hoje, foi o lado direito.

Me espreguicei. Estava toda dolorida. Experimenta dormir curvada, com a cara no teclado do seu notebook e só para piorar, sentada em uma cadeira extremamente dura. Preciso de um remédio contra dor, já – pensei com as mãos colocadas um em cada lado da minha cabeça, para ser mais específica, na têmpora.


– Filha! — gritou minha mãe – Nossa, dormindo na frente do notebook de novo, filha? — assenti sem olhá-la. Ela bufou – Deveria maneirar nos estudos, Kathy... — falou minha mãe desaprovando – Se continuar assim, pode acabar adoecendo e nem indo para Londres, para conseguir essa tal bolsa de advocacia aí.


– Que exagero mãe, foi só... — pensa Kathy, pensa! — Hoje que aconteceu isso, mãe. — menti

Odiava mentir para minha mãe, mas era necessário. Se contasse que fazia praticamente três dias diretos, sem descanso que eu varava a noite estudando, era capaz dela me matar e eu nem conseguir ter minha primeira noite de prazer com o carinha que eu amasse. Eu pensei isso mesmo? — fiz cara de pensativa – É, eu pensei. Pelo jeito os estudos estão me fazendo perder a minha sanidade.


– Sei... — me encarou – Mas antes que eu me esqueça, seu primeiro dia de aula é hoje, e pelo o que eu te conheço, não vai querer chegar atrasada logo no primeiro dia, vai?


– Merda! — disse dando um pulo da cadeira


– Olha a boca, menina! — repreendeu minha mãe


– Desculpe! — falei já dentro do banheiro e fechando a porta do mesmo

Já vestida. Saia meio balonê preta, uma blusa rosa clara e um casaquinho preto por cima. Nos pés usei apenas uma sapatilha preta. Cabelos soltos ao natural, maquiagem só um pouco de blush e um rímel básico nos olhos. Olhando no espelho, me vi satisfeita.


– Que recatada! — disse uma voz feminina vindo da porta do meu quarto – Tá vestida igual uma puritana, Kathy.

Olhei para ver quem era. Deveria saber só pela voz e o comentário mesmo.


– Que moderna! — disse olhando suas roupas – Tá vestida igual aquelas mulheres que vão no Oscar e andam pelo red carpet.


– Se sua intenção era me xingar, minha cara recatadas, vou tomar isso como um enorme e grandioso elogio. Isso quer dizer que pareço uma estrela de Hollywood. — disse vindo e parando na frente do espelho – Quem será que eu pareço? Angelina Jolie? — fez careta – Esquece, nem um Brad Pitt eu tenho.


– E o carinha que você falou pra mim que pegou na festa ontem? Não é um Brad Pitt nova iorquino? — ri

Lembro que Ashley havia me dito no sábado que ela havia pegado um carinha gato, mas que nem chegava aos pés do Brad Pitt. Perguntei com quem ele parecia ou quem o seu estilo lembrava e ela disse ''ele é uma mistura de Andrew Garfield e Kenny Wordmald, o carinha que fez aquele filme Footloose''. Pela junção de caras que ela me disse, ele era gato. Podia ser engraçado, isso seria um pouco de Andrew Garfield. Podia ser estiloso e saber dançar, isso seria o ator do Footloose. Para mim, é uma ótima junção e conjunto.


– Vamos logo para aquele lugar que se denomina escola ao invés de ser chamado de ''lugar que nos faz perder nosso tempo com coisas banais, enquanto eu podia está me divertindo''. — disse se virando para a porta

Fomos no carro de Anna. No caminho, ela ligou o aparelho de som. No rádio tocava Olly Murs. Novo cantor, voz legal, música até que escutável. Gostei.


– Sabia quem vai vir fazer show aqui em Nova Iorque? — neguei.– Foo Fighters.


– Legal.

Nada contra, mas não curto muito rock. Tem umas músicas legais e tudo. Mas ainda prefiro Bruno Mars e seu jeito simpático de ser e James Blunt e sua sensibilidade para escrever músicas com letras extremamente tocantes e profundas.


– Nem vem, ok? Já vou avisando que esse tipo de música não me agrada de jeito nenhum. Então a resposta é não e não. — falei ao ver a expressão de ''você vai comigo no show, Kathy'', da Ashley


– Veremos! — disse com um tom meio diferente e um pouco, só um pouco ameaçador

Olhei para ela e ela simplesmente acelerou o carro depois do sinal ter ficado verde. Chegamos no estacionamento da escola. Saí do carro, peguei minha bolsa, olhei no visor. Marcava oito e quinze.

Eu e Ash seguimos até a sala, chegando lá vimos que eram as mesmas pessoas. As chatas, as revoltadas, os metidos, os vagabundos, os certinhos — no caso eu – e claro aqueles que adoravam uma farra, no caso da minha melhor amiga denominada Ashley. Nos sentamos uma do lado da outra.

A primeira aula era de história. O professor não passou matéria, porque como de costume, no primeiro dia de aula, os professores passavam as regras escolares. Enquanto ele ia dizendo, Ash foi bocejando, quase dormia. Era de propósito.


– Irei fazer a chamada agora. — falou o professor


– Quem faz chamada em pleno último ano escolar? — sussurrou Ash para mim

Fiz gesto para ela ficar quieta, pois o professor podia escutar e nos ferrar depois. Ele ia falando os nomes e cada um levantava a mão ou falava o famoso ''presente''. Confesso que isso é meio ensino fundamental, mas se é regra da escola, quem sou eu para infringi-la.


– Benjamn Dimons? – e ninguém respondeu – Deve ter faltado – falou baixo o professor – Samuel Danils? — e mais uma vez ninguém respondeu – Deve ter faltado também.


– Sério, professor? — falou Ashley


– O que disse Ashley Parker? — perguntou ele encarando Ash

Pronto, é hoje que ela recebe sua primeira advertência. Logo no primeiro dia, Ash? Podia esperar para receber isso na terceira ou quarta semana de aula? — pensei a olhando. Ela pareceu entender e sorriu dando de ombros. Essa não tem mais jeito.

As aulas passaram rápido. Todos o primeiro dia de aula passava rápido. Já os demais, demorava anos luz para acabar. Ash me levou até em casa. Me despedi dela. Já entrando e colocando o pé direito dentro de casa, escuto a voz de Ash me chamando.


– Kathy, não se esquece do show de sexta-feira. — falou antes de arrancar com o carro

Bufei, revirando os olhos. Ela vai insitir, insistir. — pensei – Pelo menos tenho até sexta para convencê-la que eu não vou – completei.

Já em casa, senti o cheiro de comida boa e bem temperada de minha mãe. Larguei minha bolsa no sofá e segui até a cozinha. Lá encontrei na mesa, um enorme prato de macarronada à bolonhesa. Minha preferida.


– Que cheiro bom, mãe! — falei adentrando e me sentando a mesa

Ela se virou para mim e sorriu.

Almoçamos juntas, conversamos. Minha mãe até perguntou se eu estava namorando ou algo do tipo. E claro, perguntou se eu já... sabe, dormi com alguém. Quando disse que ainda era virgem, ela sorriu, mas sorriu sem graça. Ri com a expressão de vergonha de minha mãe.

Subi ao meu quarto, tomei um banho rápido. Coloquei uma roupa bem soltinha e simples. Básica para ser mais exata. Short e uma blusa e pronto. Me sentei em minha mesa de estudos e fiquei revendo a matéria do dia. Já estava quase pegando no sono em cima do meu notebook de novo, quando escuto meu celular tocar. Me levanto e vou e me jogo em cima de minha cama.

– Alo? — atendo

– Estou aqui, vendo quanto custa os ingressos do show do Foo Fighters e acredita que tá barato?

– Ash, já disse que não vou. — falei

Só escuto ela ri baixo do outro lado.

– Então pode começar a arranjar um jeito de me pagar 100 dólares, minha cara recatada. — disse com a maior naturalidade possível

Pera aí, ela já tinha comprado? — disse meu inconsciente a mim.

– Ash, você já comprou?

– O que acha? Tava barato demais, Kathy. Aproveitei! — falou

Eu vou matá-la!

– Não sei mais o que faço contigo, Ashley Parker. — falei revirando os olhos

– Eu sei o pode fazer. — pausou — Ir comigo no show.

Bufei.

– Ok... — cedi

Só escutei ela gritar do outro lado da linha. Juro, acho que perdi meus tímpanos depois dessa ataque de loucura dela.

– Então beleza, sexta antes do show, passo na sua casa para me trocar e te ajudar a achar a roupa certa. — falou

– Não preciso de ajuda. Eu sei o que vesti. — rebati

– Kathyrine Stormes, se for vestida com suas roupinhas de ''sou recatada e exemplo'', irá ser linchada antes mesmo de escutar o primeiro acorde solo da guitarra, então...

– Ok... — e mais uma vez cedi

Ashley, pode e é muito persuasiva quando quer e isso as vezes, em determinados momentos me irrita.

– Beleza, tenho que ir. Beijos! — desligou

As horas foram se passando. Já era nove e meia da noite. Guardei meus livros, desliguei o notebook e fui deitar na cama. Hoje é cama e nada de notebook como travesseiro e cadeira dura como cama — pensei.



Notas finais
E aí, gostaram?
Reviews gente e me dizem o que acharam...
Valeu!!