Be Free

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Boa leitura!!

'' — Gosto da sua risada — disse o carinha do filme.

- E eu gosto que você me faça rir.''

Ali estava eu vendo pela milionésima vez o filme Como Se Fosse A Primeira Vez. Confesso que sou fã do Adam Sandler e que amo todos os filmes deles. E também que ele é o rei da comédia americana na minha opinião, mas esse filme, mesmo tendo um pouco de comédia, nos faz ver mesmo o real romance ali nele.

Acordo com meu celular tocando. Pelo jeito peguei no sono durante o filme — resmungo a mim mesma. Me estico para a mesinha de lado e vejo o motivo do meu celular ter apitado. Mensagem de Ash.

''Kathy, a festa aqui tá muito boa... (:''

Era meio de semana ainda. Tudo bem que Ash nunca foi a certinha, mas... Deixa pra lá. Respondo a mensagem.

''Que festa é essa no meio da semana?''

Imediatamente ela me responde.

''Uma festa particular, Kathy. Vem também!''

Ok, festa particular? Que diabos é uma festa particular? To gostando disso não — fala meu inconsciente a mim.

''Sabe que eu não curto isso.''

Na mesma hora.

''Para de ser chata e vem logo?''

Reviro os olhos com o jeito mandão dela. Ah minha amiga, porque ser tão chata e persuasiva? – falo alto

''Ok, to indo.''

Se eu ia me arrepender disso? Com toda a certeza eu ia — respondi a minha própria pergunta. Olhando no relógio, marcava seis da tarde. Festinha cedo demais. Ponho minha calça skinny de lavagem clara, uma blusinha de alça azul turquesa não muito colada no corpo, uma sapatinha da mesma cor. Pego meu celular, coloco no bolso e saiu do quarto. Falo a minha mãe que vou na casa de Ash. Ela concorda. Antes de sair ela me diz que não passará a noite em casa. Dormirá fora. Hmm... — pensei. Pelo jeito as coisas entre elas e o tal Stu estavam indo muito bem mesmo. Até demais — disse meu inconsciente a mim. Sorrio.

Já na rua da casa de Ash, fico surpresa. Por mensagem ela havia me dito que estava rolando uma festinha. Para mim, quando isso ocorre na casa de alguém, é um monte de carros parados na frente da casa, pessoas se agarrando no jardim, na sacada. Mas para minha surpresa, só havia um conversível preto ali. Conheço aquele modelo de carro — penso. Dou de ombros e toco a campainha.

Escuto uma música mais ou menos alta. Dirty Dancer, do Enrique Iglesias tocava. Toquei mais uma vez e nada de alguém me atender. Ah qual é, a música não estava tão alta assim, para não permitir que alguém escutasse o soar da campainha — resmunguei. Toquei mais uma vez, demorando com o dedo no botão da mesma.

Derrepente escuto passos descendo a escada meio rápidos. Quando vejo, Sam abre a porta e sorri para mim, me puxando pela mão.

– Demorou hein? — disse ele fechando a porta — A Ash tá lá em cima no quarto dela. Eu vou ali pegar algo na geladeira pra beber. To com uma sede. — disse ele com a respiração ofegante

O encaro e arqueio a sobrancelha. Já vi tudo.

– Ah, e o Ben tá no quarto de hóspedes, mas aconselho a não entrar lá, se quiser dormir hoje. — disse ele em meio a risos

O que ele queria dizer com aquilo? – perguntei a mim mesma mentalmente.

– Já tá falando mal de mim, né Sam? — disse a voz grave e rouca do topo da escada

Quando me viro para ver o dono da voz, me surpreendo. Ele só estava usando uma cueca boxer branca. Me peguei demorando um pouco o olhar em certa parte avantajada naquela região íntima dele.

– Não to falando mal e sim a verdade. — disse Sam dando um gole no copo de água — Se acha que ela iria querer ver a orgia que estava ou está, sei lá, rolando entre você e a Fay? — disse ele

– Fay? — minha voz sai estranha ao perguntar isso

Sam assentiu.

– É, aquela gostosa, porém puta da nossa escola. — disse ele colocando o copo dentro da pia — Falou vocês, mais algo me espera lá em cima.

E subiu as pressas a escada, tropeçando. Olho para Ben que continuava no mesmo lugar. Desvio o olhar e olho para qualquer ponto da sala, menos aquela visão dele semi-nu na minha frente.

Ele desce as escadas, passa por mim e vai direto para a cozinha. Enche um copo de água e bebe tudo em um só gole. Fico olhando tudo em volta e franzo o cenho.

– Algum problema? — ele pergunta escorado na bancada da cozinha com um copo de água na mão

Olho para ele.

– Não entendi o motivo da Ash ter me mandado as mensagens pedindo para eu vir para cá. — falei

Pude escutá-lo soltar uma risadinha baixa, balançando a cabeça enquanto bebia o outro copo cheio de água.

– Que foi? — perguntei ao ver aquele ato dele

– É que não foi a Ash que te mandou. — disse.

Franzi o cenho.

– Quem foi então? — pergunto

– Eu. — disse por fim

Fiquei por alguns minutos tentando processar o que ele acabara de dizer. Por qual motivo ele me chamaria para vir aqui, sendo que eu ficaria sozinha. Já que minha amiga tá pegando um no quarto dela e ele... pegando uma vadia qualquer da minha escola? — pergunto a mim mesma.

– Posso saber por que me chamou? — coloco a mão na cintura

Ele sorri ao me ver fazer aquele movimento. Larga o copo em cima da bancada mesmo e vem caminhando em minha direção. Durante isso, poderia dizer que ele parecia vir em movimentos de câmera lenta. Só assim, eu percebi como ele estava na verdade. Cabelo desgrenhado, por causa, com certeza de uma transa bem selvagem. O buço vermelho, consequência de uns beijos de matar, um pouco suado, motivo de horas fazendo certos exercícios.

– Kathy? — me chamou estralando os dedos em minha frente, tirando-me do transe — Algum problema? — pergunto todo presunçoso

Só depois eu percebo que estava o encarando como se ele fosse um tipo de comida. E é, minha cara — fala meu inconsciente a mim. Balanço a cabeça tirando aquela vozinha petulante que é da minha consciência e foco no que está a minha frente.

– Não, nenhum problema. — falei dando um passo para trás — Já que to sobrando aqui, vou indo. Continuar vendo meu filme. — falei me virando e indo em direção a porta

Mas sou puxada pelo pulso por Ben, que pela força que ele exerceu, me fez bater contra seu corpo com certa força. Ele me prensou na parede e me beijou. Simplesmente me beijou.

Não sei o que deu em mim, mas eu estava cedendo aquilo. As mãos deles passeavam pelo meu corpo. Uma hora estava apertando sem delicadeza nenhuma minha cintura, outra estava em minha nuca, outra hora estava nas minhas coxas apertando luxuriosamente.

Ele foi cessando o beijo com um chupão no meu lábio inferior. Que calor repentino é esse? — disse me inconsciente a mim.

– Nossa! — foi o que ele disse ainda de olhos fechados — Princesa, quem diria que por trás dessa menina recatada e exemplo, há uma selvagem que beija muitíssimo bem. — disse ofegante, atacando meus lábios de novo

Naquele minuto que ele havia parado, meu cérebro já estava sendo oxigenado, ou seja, já estava em minha completa sanidade mental. O empurrei para longe de mim.

– Idiota! — dei um tapa em sua cara e saí dali correndo

Notas finais
COMENTEM GENTE!!

GOSTARAM DO CAP?!