Be Free
38 Capítulo 38
Notas iniciais
Boa leitura!!
Música tema:; Cry Me A River - Justin Timberlake
''Me fez sentir ódio de você!'' Eu transformei o amor que ele tinha por mim em ódio. O que eu fiz? Depois que ele saiu, chorei. Ash saiu correndo e veio me abraçar. Pedindo que eu tivesse paciência, calma perante a Ben. Em pensar que isso foi por ele, por medo de perder ele. Eu faria tudo de novo.
Depois de um ano e alguns meses sem ver aquele par de olhos azuis me fitando, eu achei que esqueceria a essência deles, mas não. Lembro de cada detalhe. Mesmo ele me olhando sem que houvesse paixão ali, eu o amava.
- Calma, amiga.
Ash tentava de me acalmar, mas não resolvia. O jeito que ele me olhou quando me viu, as palavras deles, a culpa. Tudo isso encadeou nisso. Depois de tudo, eu havia perdido o amor dele. Perdi o que ele sentia por mim, por causa do meu jeito de amar.
- Eu o perdi, Ash. O perdi! — chorava — Ele não me ama mais,sente ódio por mim.
- Não, Kathy. Ele ainda te ama, é só que é muito novo pra ele. Recente demais. — a voz de Sam era calma, quase serena
Queria poder acreditar nas palavras dele, mas era difícil. Muito difícil. Se me perguntassem se eu pudesse voltar ao tempo, talvez eu faria tudo de novo, mas de um jeito diferente. Contaria para ele e agiríamos juntos. Confiaria nele.
- Vou pra minha casa. — disse me levantando e saindo dos braços de minha amiga — Preciso ficar sozinha
Já na porta, esperando o elevador subir, meu peio aperta. A dor nele aumenta cada vez mais.
- Vai até ele. — disse Sam — Vocês merecem isso.
Ele sorriu pra mim me encorajando a lutar pela minha felicidade. E Sam estava certo, eu e ele merecíamos depois de tudo. Merecíamos sorrir um pouco, amar um pouco. Respirei fundo e assenti. Dentro do meu carro, parada, eu pensava em cada passo que fiz. Ben lutou por mim e agora era a minha vez de lutar por ele. Dei partida e fui até a casa dele. Quando fui abrir a porta, Jack sai de lá. Quando me vê ali, esboça um sorriso leve. Me dá passagem para entrar.
- Boa sorte! — fala ele a mim
E eu precisava mesmo. Sei o quanto Ben é temperamental. Sei que a sua personalidade é forte. Seu humor é completamente desajustado. Nunca sabemos quando ele está bem ou não. Uma incógnita humana. Respiro fundo e subo as escadas. Já na ponta do corredor, posso sentir o cheiro dele. Menta e chocolate. Como senti falta desse cheiro. Bato na porta e ele não responde. Resolvo adentrar o quarto e me deparo com ele de costas para mim, olhando pela janela o mundo lá fora.
''You were my sun.
You were my earth.
But you didn't know all the ways I loved you, no.
So you took a chance.
And made other plans.
But I bet you didn't think.
that they would come crashing down.
No.''
- Ben? — o chamo, mas ele não vira
Meu peito começa a doer. Ele me rejeitaria mais uma vez e esse era o meu medo. Não suportaria ouvi um ''eu te odeio'' novamente. Seria demais para mim. Ver o homem que amo, negando ou até mesmo nem ligando para o que eu sentia por ele.
''You don't have to say, what you did.
I already know, I found out from him.
Now there's just no chance, for you and me.
There'll never be.
And don't it make you sad about it?''
Ele se vira, nisso eu posso ver que seus olhos azuis estão banhados em um milhão de lágrimas. Vermelhos, inchados. Ele também estava chorando. Estava sofrendo. Queria correr e abraçá-lo, dizer que está tudo bem e que vai ficar tudo bem. Mas o medo, a insegurança de ser rejeitada predominava mais.
''You told me you loved me.
Why did you leave me all alone?
Now you tell me you need me.
When you call me on the phone.
But girl I refuse, you must have me confused.
With some other guy.
Bridges are burned, now it's your turn to cry.''
O jeito que ele me olhava, o jeito como eu o olhava. Ele apenas respirou fundo com os olhos fechados e os abriu novamente. Sem me deixar pensar ou filtrar alguma coisa, ele simplesmente avança em minha direção e me beija.
''Cry me a river.
Cry me a river girl.
Cry me a river.
Cry me a river girl (yeah yeah).''
A língua dele logo pediu passagem que eu cedi quase que automaticamente. O beijo transmitia tudo que sentíamos naquela hora. Uma mistura de sentimentos. Ódio, raiva, saudade, amor, paixão, desejo. Era tudo e mais um pouco ali, naquela troca. Naquela briga, onde as nossas línguas eram as protagonistas.
''I know that they say.
That some things are better left unsaid.
But it wasn't like you only talked to him.
And you know it.
(Don't act like you don't know it).
All of these things people told me.
Keep messin' with my head.
(Messin' with my head).
You should've picked honesty.
Then you may not have blown it.
(Yeah..).''
Suas mãos me apertavam mais, me puxavam mais para perto de si. Podia senti o coração dele e o meu, baterem numa sincronia perfeita. Quando ele cessou o beijo, encostou sua testa na minha. Ficamos ali, curtindo aquele momento nosso. Onde o nós era o que realmente importava.
- Não consigo te odiar. — murmurou ele com a voz baixa, ofegante e rouca — Tentei, juro que tentei, mas não deu.
''You don't have to say, what you did.
(Don't have to say, what you did).
I already know, I found out from him.
(I already know, uh).
Now there's just no chance, for you and me.
There'll never be.
(No chance, you and me).
And don't it make you sad about it?''
Ao escutar aquilo, me coração se enchei de vida. Ele ainda me amava. Sorri contra seus lábios que estavam a centímetros dos meus. Ainda de testa colada, eu aproveitava o cheiro dele, o toque dele. A falta que ele me fazia.
- Eu te amo, princesa. Nunca deixei de te amar.
''You told me you loved me.
Why did you leave me all alone?
(All alone).
Now you tell me you need me.
When you call me on the phone.
(When you call me on the phone).
But girl I refuse, you must have me confused.
With some other guy.
(I'm not like them baby).
Bridges are burned, and now it's your turn.
(It's your turn).
To cry.''
Eu desgrudei minha testa da dele e o encarei. Ele me fitava com aqueles olhos azuis brilhantes. Sorri e sem pensar o beijei. Queria mostrar a ele que o amava e nunca deixei. Queria mostrar meu sofrimento durante esse um ano longe dele. Queria mostrar que o queria mais que tudo.
''Cry me a river.
(Go on and just).
Cry me a river girl.
(Go on and just).
Cry me a river.
(Baby go on and just).
Cry me a river girl.''
A foça a qual eu avancei para beijá-lo, fez com que o seu corpo caísse em cima da cama, me levando junto dele, me fazendo ficar por cima. Não cessamos o beijo. Ele havia se tornado algo mais urgente, mais intenso.
''Oh.
(Oh).
The damage is done.
So I guess I'll be leavin'.
Oh.
(Oh).
The damage is done.
So I guess I'll be leavin'.
Oh.
(Oh).
The damage is done.
So I guess I'll be... leavin'.''
Em questão de segundos, Ben girou ficando por cima. Sem cessar os beijos, que pareciam uma necessidade para nós. Suas mãos que antes estavam ambas ao lado de minha cabeça, logo foram para a minha calça a tirando. Seus beijos agora, estava me meu pescoço. Minhas mãos tirando sua camisa. Quando demos por nós, já estávamos sem roupa alguma. Os beijos continuavam intensos e desejosos.
''You don't have to say, what you did.
(Don't have to say, what you did).
I already know, I found out from him.
(I already know, uh).
Now there's just no chance, for you and me.
There'll never be.
(No chance, you and me).
And don't it make you sad about it?''
Ele foi descendo sua boca, passando pelo vale entre meus seios, indo para a minha barriga, onde passou a língua quente dele ali e lá. Naquela hora eu fui a mil. A sensação de saudades estava ali também. Como o queria. Sua língua parecia querer mostrar que também sentia saudades. Quando dei por mim, já tinha chegado ao ápice. Nos virei, ficando por cima. Ainda extasiada por causa do orgasmo que ele me fez ter, comecei a beijá-lo. Desci meus beijos, passando pelo seu pescoço, barriga e lá. Nunca tinha feito, ele também nunca me obrigou, mas precisava. Queria. Minha boca, foi fazendo todo o trabalho. Os gemidos dele me incentivavam a ir mais além. Quando dei por mim, ele já tinha chegado ao ápice. Engolir tudo, não me deu nojo, só foi novo para mim. Ele puxou minha cabeça ao seu encontro e me beijou, virando e ficando por cima. Mas na hora ele para.
- O que houve? — pergunto toda ofegante
- Não tenho camisinha. — fala
Sorri para ele e agarro sua bunda puxando ao meu encontro.
- Eu confio em você, o bastante pra isso.
Ele me olha com certa ternura e sem pensar me penetra.
''Cry me a river.
(Go on and just).
Cry me a river girl.
(Go on and just).
Cry me a river.
(Baby go on and just).
Cry me a river girl.''
A sensação era melhor. Podia senti-lo perfeitamente dentro de mim. Cada centímetro colocado. O queria mais depois daquilo. O queria perto de mim para sempre. Nossos gemidos foram se misturando naquela quarto. Nossas respirações ofegantes se juntavam. O suor em nossas peles era visível. O cheiro de menta, chocolate e morango era uma mistura de perfeita combinação. Quando chegamos, ambos ao ápice, ele caiu sobre meu corpo. Seu rosto entre o vão do meu pescoço e ombro. Tentávamos normalizar nossas respirações. Ele saiu de dentro de mim e se jogou ao lado, me puxando para junto de si.
- Senti falta disso. E como senti. — murmura ele — Promete para mim, princesa que nunca mais vai me deixar.
- Prometo, príncipe.
Sinto-o o sorrir.
- Saudades de você me chamando assim. — me aperta mais
- Eu te amo, nunca deixei de te amar. — ele me aperta mais depois da minha declaração
Notas finais
Não sei, achei que o toque e ritmo da música combinava com o momento deles. E vocês, o que acham?!
Comentem!!
Valeu!!
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