Be Free
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Narrado pelo Ben
Boa leitura!!
Música tema: Sorry - Daughtry
Narrado por Ben Dimons:
Um ano de quatro meses depois...
Minha cabeça rodava, parecia ter um elefante sapateando nela. Porra de ressaca! Abrir meus olhos parecia uma luta, a qual meus olhos ganhavam de mim de lavada. Inspirando, sinto que um cheiro meio enjoativo. Me dana náuseas. Diferente do cheiro doce de morango que ainda, quase que imperceptível, no meu quarto. Olhando para o lado, me deparo com uma loiro gostosa. Com apenas um lençol branco de tecido fino cobrindo seu corpo. Seus cabelos totalmente desgrenhado do jeito que de cara diz ''ei, você mesmo, transei a noite toda''.
Levantei da cama com muito esforço e entrei debaixo do chuveiro na água gelada mesmo. Foda-se se tava um dia meio frio. Fiquei de cabeça baixa de olhos fechados por longos minutos. Depois, saí de lá enrolado em uma toalha, fui até a gaveta de cuecas e vesti uma boxer preta. Fui em direção a cozinha, preparei uma xícara de café bem forte e amargo. Espero que me ajude. Tomei um advil para ver se ajuda mais com a dor de cabeça.
No calendário, marcava o dia da entrega de um trabalho da faculdade. Pois é, estou fazendo já o segundo ano de arquitetura junto com Sam. To me esforçando e muito. Sou até um dos melhores nesse curso. Sam me zoa, falando que uma mulher teve que me dá um fora pra eu criar juízo. Kathy! Depois de meses, eu ainda penso nela. Não vou mentir. Ela ainda mexe comigo. Ela ainda está presente em meus pensamentos e principalmente no meu coração. Saiu com essas mulheres toda a noite com o objetivo de esquecê-la, porém nada adianta. No dia seguinte, sempre me sinto pior do que no dia anterior.
- Bom dia, gato! — a voz da loira aparece na cozinha
Olho para ela e ela vestia minha camisa. Uma polo preta básica, a da noite anterior. Sorrio para ela. Tomamos café juntos e depois ela vai embora. Ela pelo menos sabia o que viria depois da transa.
Olho no relógio, que marcava oito em ponto. Puta merda! Vou me atrasar. Saí correndo vestindo uma roupa qualquer. Só iria na faculdade hoje entregar o trabalho, depois entraríamos em duas semanas de recesso. Aleluia férias!
As duas da tarde, vou almoçar. Compro no supermercado uma lasanha congelada e coca e volto para casa. Vinte minutos depois, já com a barriga devidamente alimentada, resolvo fazer uma caminhada no parque. Paro para olhar quando chego lá, um casal de adolescentes comendo hot dog. Logo a lembrança de mim e de Kathy veio em minha mente. Sinto saudades dela. E muita. Balanço a cabeça tirando aquele pensamento e continuo minha caminhada. Paro em uma cafeteria e peço um capuccino e muffins de amora. Meu relógio marcava três e meia da tarde. Já que estava sozinho, resolvo atormentar o meu casal preferido.
Já no elevador do prédio de Ash e Sam, espero ele parar no quarto andar. O mesmo abre a porta e eu saiu andando. Aperto a campainha. Sam atende e quando me vê seu sorriso some.
- Nossa, quanto amor por mim. — zoou — Foi só me ver que o sorris... Kathy?
''Will you listen to my story?
It'll just be a minute.
How can I explain?
Whatever happened here.
Never meant to hurt you.
How can I cause you so much pain?''
Perdi o ar. Não havia oxigênio filtrando meu cérebro. Ela estava ali! Ela me olhou surpresa também. Ao ver aqueles olhos castanhos voltados para mim, tudo do passado voltou com certa força. O primeiro encontro. O primeiro beijo. Tudo. Até o fora que ela me dera a um ano atrás. Queria falar algo, mas não saiu palavra alguma.
''When I say I'm sorry.
Will you believe me?
Listen to my story.
Say you won't leave me.
When I say I'm sorry.
Can you forgive me?
When I say I'll always be there.
Will you believe?''
- Ben. — ela resolveu começar
''All the words that I come up with.
They're like gasoline on flames.
There's no excuse, no explanation.
Believe me, if I could undo what I did wrong.
I'd give away all that I own.''
Fiquei mudo. Depois de meses ela volta. E o pior, ainda mais bonita que antes. Inspirando fortemente, podia sentir o cheiro doce de morango. O cheiro dela. Queria correr e abraçá-la, mas tinha dignidade. Ela que não me quis. Ela que me humilhou na frente de todos. Ela que pisoteou no amor que eu sentia por ela.
''When I say I'm sorry.
Will you believe me?
Listen to my story.
Say you won't leave me.
When I say I'm sorry.
Can you forgive me?
When I say I'll always be there.
Will you believe?''
- Acho que eles precisam conversar. Vamos lá para dentro, Sam. — disse Ash
- Porque? Nã.. Ok, to indo! — sorriu e logo entraram no quarto deles.
''f I told you I've been cleaning my soul.
And if I promise you I'll regain control.
Will you open your door?
And let me in?
Take me for who I am.
And not for who I've been.''
O silêncio pairou ali. Eu não queria falar, ou melhor queria, mas não sabia como começar.
- Preciso te contar uma coisa. — a voz doce dela quebrou o silêncio
- Não quero saber. — falei ríspido — Volto depois. — flaei me virando para a porta
- Eu te amo!
Na mesma hora eu parei. ''Eu te amo''. Porque aquela frase vindo dela, depois de tudo ainda mexia comigo? Queria saber. Me virei para encará-la.
- Eu te amo, Ben. Voltei por você.
- Não pedi pra voltar. — a minha voz era grossa
Ela respirou fundo.
- E se eu disse que Peter tem a ver com tudo que nos aconteceu no último ano, acreditaria em mim?
Escutar o nome daquele merda me deixava furioso.
- Acreditaria, pois me deixou por ele. Algo que você julgou ser melhor que eu e bom o suficiente pra ti.
- Ele me obrigou a isso. Me ameaçou. Disse que se eu não terminasse contigo e fosse com ele, ele faria com que você fosse preso, ou coisa pior.
''When I say I'm sorry.
Will you believe me?
Listen to my story.
Say you won't leave me.
When I say I'm sorry.
Can you forgive me?
When I say I'll always be there.
Will you believe?''
Ela cuspiu as palavras. Eu parei para processar tudo que ela havia me dito naquele momento.
- Deixe-me ver se eu entendi. Você fez nós dois sofrer por medo que algo ruim acontecesse comigo? Por isso cedeu as chantagens daquele filho da puta? — ela assentiu — Me fez passar por aquela humilhação toda, me fez sofrer a toa? Sendo que você podia ter me contado e a gente conseguiria um jeito de nos livrar dele? — ela não me olhava — Me fez sentir ódio de você! — gritei — Sabe o que é passar dois meses tentando entender o que eu fizera de errado e porque eu não era bom o suficiente para a mulher que eu amava? — dei um passo a sua frente — Tudo isso podia ter sido evitado, Kathy. Por que não me disse? — minha voz foi abaixando
- Ben...
- Você não confiou em mim o bastante. — me virei para a porta e saí de lá
Podia escutar o choro dela. Ela fez isso por você, seu idiota! — gritou meu inconsciente a mim. Mesmo assim, queria que ela me contasse tudo. Queria que ela confiasse em mim. Mas vê-la, só confirmou que todas aquelas mulheres que eu transava toda a noite, não serviam para nada, pois eu ainda a amo.
Notas finais
Música tema combinou super com o momento. Depois olhem a tradução (banda boa também, recomendo)
Comentem!!
Valeu!!
ps: acho que do próximo cap vocês irão gostar
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