Be Free

36 Capítulo 36


Notas iniciais
200 leitores?! Nossaaaaaa, valeu mesmo gente!!

Cap novo aí

Boa leitura!!

Música tema: Sober - Pink

Um ano depois...

''I don't want to be the girl who laughs the loudest.

Or the girl who never wants to be alone.

I don't want to be that call at 4 o'clock in the morning.

'Cause I'm the only one you know in the world that won't be home.''

Um ano que estou longe. Um ano que não sei o que é sorrir. Um ano que minha vida que antes era perfeita, está uma merda. Sinto falta de Nova Iorque, sinto falta da minha mãe. Sinto falta de conversar com a Ash. Queria tanto poder desabafar com ela, contar tudo. Sinto falta do carinho de irmão que Sam sentia por mim. Ah, Ben! Sinto falta dele. De tudo que envolve aquele par de olhos azuis.

''Ahh, the sun is blinding.

I stayed up again.

Oh, I'm finding.

That's not the way I want my story to end.''

Peter, está fazendo de tudo para transformar minha vida em um inferno. Ele achou que vindo para cá, eu ficaria com ele. Mas logo quando puis os pés aqui, o destratei. Ele ficou com raiva. Me ameaçou e tudo. No segundo dia, não aguentei, liguei para Ash, que me atendeu no segundo toque, mas quando ia dizer tudo, Peter aparece e me fuzila com os olhos. Desligou o celular e ele toma de mim. Ele estava fazendo que eu ficasse longe de todos. Não sei até onde posso suportar isso.

Quatro meses depois...

''I'm safe up high, nothing can touch me.

Why do I feel this party's over?

No pain inside, you're like protection.

But how do I feel this good sober?''

Meu curso é a única coisa que me faz esquecer dos problemas, ou tentar pelo menos. Minha mãe me ligava duas vezes ao dia, todos os dias. Pelo menos com ela eu podia contar. Aqui fiz amigos, não aquele tipo que eu possa contar tudo e confiar de olhos fechados. Peter estava lá, sempre tentando algo, mas como era de costume eu o afastava. Em uma briga nossas, disse em alto e bom som, que amava Ben e sempre seria ele. Num ato de coragem, bati em sua cara. Ele me olhou com fúria, porém quando veio para cima de mim, Sizzy, uma menina que conheci, chegou na hora e se enfiou na frente. Pediu para Peter ir embora, pois se ele continuasse ali, ele teria que se virar com os policiais. Naquele mesmo dia, ela me levou para nosso dormitório no campus. Chegando lá, desabei e contei tudo. Sizzy me incentivou a ligar do celular dela, pois o celular que Peter me dera, parecia ser rastreado por ele.

''I don't want to be the girl who has to fill the silence.

The quiet scares me 'cause it screams the truth.

Please don't tell me that we had that conversation.

I don't remember, save your breath 'cause what's the use?''

Eu tremia, minhas mãos tremiam. Estava com medo, porém ao mesmo tempo queria ligar e contar tudo. Contar o que eu guardei durante meses. Dai-me força! Queria fugir dali, ir para o mais longe possível dele, do que ele me fazia senti, principalmente o medo.

– Eu te ajudo a fugir. — disse Sizzy

A olhei e sorrir. No meio daquela merda toda, tinha alguém onde eu podia contar. A abracei com força.

– Obrigada! Obrigada! — chorava — Obrigada!

– Mas deixe isso para depois, vamos! Arrume suas coisas, fugirá hoje mesmo.

Em uma hora, tudo estava pronto. Malas, passagens. Isso mesmo, Sizzy iria comigo. Devia muito a ela por isso. Fomos no carro de seu pai. Ela inventou alguma desculpa para o mesmo que nem ligou e partimos. O celular de Peter vivia tocando. Era ele. Atendi, mesmo com medo, atendi.

– Nem ouse pegar voo, Katherine. Se for...

– Tchau! — desliguei na cara dele

Respirei fundo e fomos fazer o check-in. Só me acalmei quando entrei no avião e ele decolou. Ali, o alívio tomou conta de mim. Pude sorri, mesmo que um sorriso sem humor, mas sorri. Olhando pela janela, vi meu sonho se esvair. Mas ao mesmo tempo, vi minha felicidade de volta.

''Ahh, the night is calling.

And it whispers to me softly, you're to blame.

I hear you falling.

And if I let myself go, I'm the only one to blame.''

Doze horas, aproximadamente a viagem durou. Quando puis meus pés em Nova Iorque. Um ano sem pisar aqui. Respirei aliviada. O medo havia passado. Tudo voltaria ao normal. Contaria toda a verdade, e esperava que eles me entendessem. Principalmente Ben. Ai como sinto falta dele. Pegamos nossas malas, e partimos para a casa de minha mãe. Ela não sabia que chegaria. Fui de supetão. Quando toquei a campainha, ela só faltou parar de respirar quando me viu. Pulou em minha direção e me abraçou.

– Filha! Ah, não acredito! — chorava e eu também — Achei que ficaria mais tempo lá com Peter

– Preferi vir antes e definitivo. — sorri — Não aguentei ficar com ele, mãe. — comecei a chorar — Ah mãe...

Ela voltou a me abraçar.

– Depois conversamos melhor, filha. Só quero matar a saudade que tenho de ti.

''I'm safe up high, nothing can touch me.

Why do I feel this party's over?

No pain inside, you're like perfection.

So how do I feel this good sober?''

Depois das devidas apresentações entre minha mãe e Sizzy, desabafei. Contei tudo a ela. O real motivo do término do meu namoro com o Ben, o porque eu ter mudado de ideia tão rápido para ir para Londres. Minha mãe só faltou pegar um avião direto para Londres e matar Peter com suas próprias mãos.

– Nunca gostei dele, Kathy! — vociferou ela — Queria ter dado um sermão quando viajou com ele. Mas era a sua escolha, eu não podia fazer nada e nem falar.

– Desculpe, mãe. Mas é que eu faria tudo de novo. Se é pra ter poupado a vida do Ben, faria tudo umas milhões de vezes se for preciso.

''Coming down coming down coming down.

Spinning round spinning round spinning round.

Looking for myself, sober.

Coming down coming down coming down.

Spinning round spinning round spinning round.

No dia seguinte, fui até a casa de Ash. Lá seus pais, me disseram que ela havia mudado para um apertamento mais perto da faculdade. Me deram o endereço e fui até lá. Para a minha surpresa, quando toquei a campainha, quem abriu a porta foi Sam. Ele me olhou pasmo, estupefato. Sem acreditar que era eu.

''When it's good, then it's good.

It's all good 'till it goes bad.

'till you're trying to find the you that you once had.

I've hurt myself, cried, never again.

Broken down in agony.

Just trying to find a friend.

Oh.''

– Kathy? — podia sentir a surpresa na voz dele

– Quem é na port... Kathy?

Ash aparece na porta e quando me vê fica do mesmo jeito que seu namorado.

– O que faz aqui? — perguntou ela

– Dizer a verdade. — disse simplesmente

Eles me escutaram atentamente.

– No fundo eu sabia que aquilo não era você. — disse Ash — Ah amiga, desculpe. Desculpe por ter te tratado daquele jeito. Me desculpe por não ter ficado ao seu lado. Desculpe por ser uma péssima amiga. — me abraçou

– Não se desculpe, a culpa foi minha. Deveria ter contato a vocês desde o começo. — minha voz era chorosa

Sam não falva absolutamente nada.

– Sam? — o chamo e ele me olha

– Não sei o que dizer.

– Acho que um ''me abraça'' tá de bom tamanho.

Ele sorriu e me abraçou.

– Desculpe. — sussurrou

Queria perguntar como estava Ben depois desses meses. Mas estava hesitando.

– E como está o Ben? — perguntei

Eles se olharam e sorriram.

– Digamos que o Ben é um dos melhores alunos na faculdade de arquitetura. Tirando algumas coisas que eu não aprovo, mas ele mudou pra melhor.

– O que não aprova? — minha curiosidade era maior

Sam hesitou em falar, mas Ash logo começou.

– Ben não usa mais drogas, porém não parou com aquilo de transar com uma mulher diferente toda a noite.

Escutar aquilo me doeu o coração.

– Ele demorou muito pra ir pra cama com uma mulher depois que partiu, Kathy. Ele disse que seria assim por diante. Nada de sentimento, só carnal.

– Ah.

– Mas eu acho que ele muda quando te vê e você contar tudo. — falou Sam dando um sorriso confortante

– Assim espero.


Notas finais
E aí, gostaram?!

Eu particularmente já escrevi cap's melhores que esse.

Comentem!!

Valeu!!

ps: próximo cap narrado pelo Ben sobre como ele se snetiu nesses um ano e quatro meses que passou.