Be Free
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Agora sem mais delongas...
Boa leitura!!
E as notícias de Nova Iorque inundavam meu quarto através do despertador. Aí eu me pergunto: Quem acorda com um despertador do tipo tele jornal? Ai eu respondo: Euzinha! Minha mãe sempre falou que acordar assim, era melhor do que acordar com aquelas músicas e toques insuportáveis. De um certo modo, eu até concordo com ela. Olhando para o relógio, nove da manhã de um sábado nublado e frio. A preguiça de sair do quentinha da minha cama e enfrentar o frio do dia lá fora, não me permitia sair de lá.
Fiquei alguns minutos a mais deitada, apenas apreciando o momento. Logo depois me levantei, fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal, coloquei uma roupa que me esquentasse e desci para tomar café. Minha mãe já estava lá, preparando o café da manhã para nós duas. Na mesa continha, bolo, suco de laranja, waffles, panquecas, torradas. Dei bom dia para ela e me sentei a mesa junto com ela.
- Vai sair hoje? — perguntou ela a mim
- Não, prefiro ficar no meu quarto, vendo um filme ou seriado, ou lendo um livro mesmo. Ou até escutando um dos meus cd's. — disse abocanhando um pedaço do bolo – Por que a pergunta, mãe?
- É porque eu vou sair hoje. — arregalei os olhos. — Com um colega de trabalho. — completou
Minha mãe saindo, tudo bem, mas com alguém? É novidade. Será que é tipo um encontro? — pensei comigo – Seria legal ver minha mãe se envolvendo com alguém, mas também seria estranho vê-la no agarramento com alguém pelos cantos da casa.
- Filha? — chamou minha mãe – Tá bem?
Assenti.
- É um encontro, mãe? — perguntei e ela confirmou e eu sorri – Fico feliz por ti, mãe! — levantei e a abracei – Mas ó, nada de ficar dando uns amassos pela casa, ok? Se quiser fazer, tudo bem, mas não comigo perto. É estranho ver sua mãe beijando. — disse fazendo biquinho e ela riu me abraçando
- Ok, filha! Ok! — falou rindo
Depois do café da manhã, subi ao meu quarto e me joguei na cama. Aquele dia estava muito frio. Me cobri até o pescoço com o meu edredom, peguei meu livro, que estava ao lado, em cima da mesinha e comecei a ler.
''[...]Mesmo assim me preocupo. Dizem que antigamente o amor levava as pessoas à loucura[...]''
Livro interessante de se ler. Aborda um dos temas mais citados e tido como fonte de inspiração, por famosos autores e escritores do século passado e atualmente. Minha mãe me deu esse livro mês passado. Sempre quis parar e ler sobre ele, mas nunca tinha tempo. Estudar para passar e conseguir a bolsa de advocacia, sugava meu tempo e principalmente minha energia e disposição.
Já era onze da manhã. Fiquei lendo até me cansar. Deu onze e quinze, eu resolvi escutar um pouco de música para simplesmente relaxar um pouco. Meus ouvidos pediam por uma boa música. Uma mais calmo, mais audível. Depois do show de ontem, digamos que perdi dez por cento do meu tímpano. Depois perdi mais dez por cento com o grito do vocalista.
No aparelho de som tocava Adele. Fiquei viajando, voando alto escutando Skyfall. De repente o toque do meu celular começa a tocar. Me levanto e vou ver quem é.
- Alo? — perrguntei
- Pelo jeito nem olhou o identificador de chamadas né, Kathy? — disse Ash para mim
- Tenho preguiça de ficar lendo. Atendo logo porque é mais fácil.
- Mas podia ser alguém indesejável. — falou ela
- E é e eu atendi mesmo assim. — brinquei com ela
- Te amo também, amiga. — falou rindo – Mas te liguei pra te chamar para irmos em um barzinho com os meninos do show de ontem.
Meninos do show de ontem? Fiquei tentando me lembrar deles direito. Fisionomia, ok. Estilo, maneira de se vestir, ok. Nomes, ok.
- Aqueles playboys? — perguntei
- Sim. Vamos? — perguntou
- Não, Ash. Hoje vou passar o dia todo em casa. — disse e ouvi ela suspirar – E já vou avisando que hoje você não vai conseguir me persuadir.
- Ok! Mas vai perder uma ótima noite. — disse – Tchau! — e desliga
Já era hora do almoço. Minha mãe fez uma carne de panela de dá água na boca. Minha mãe tem ótimos dotes para culinária. Não sei se puxei isso dela, mas vou avisando que faço uma maravilha de omelete.
Na mesa do almoço, minha mãe ficou contando do carinha que ela vai sair hoje. Contou que eles são bem amigos. Diferentes até. Contou também, que teve um dia que ele sem querer a elogiou na frente de todos e logo depois ficou meio sem graça por isso. A cada palavra que minha mãe dizia sobre esse moço, os olhos dela brilhavam. Como diz em um livro ''ela está com deliria''. Pelo jeito, minha mãe está começando ou já está apaixonada. Fiquei a olhando e sorrindo.
-Por que o sorriso, filha? — ela me perguntou
- Nada não, mãe. Coisa minha. — disse
Depois do almoço, eu ajudei minha mãe a arrumar a cozinha. Quinze minutos depois, lá estava eu vendo filme em meu quarto. The Lucky One. Acordei com os créditos do filme passando. Que beleza, perdi todo o filme. Sorte que já tinha lido o livro e visto o filme quando lançou — disse a minha mesma.
No relógio ao meu lado, marcava seis e sete da tarde. Me levantei e fui ao encontro de minha mãe. Pelo jeito ela deve está se arrumando para o tal encontro. Dito e feito. Quando chego na frente da porta do quarto dela, me deparo com um amontoado de roupas espalhadas pelo chão, sapatos jogados no mesmo e minha mãe resmungando algo do tipo ''merda, eu não tenho nada pra vestir'' e blá blá blá. Típico drama de adolescente antes de um encontro. Riu e vou até ela.
- Tá tudo bem, mãe? — pergunto me sentando na cama
- Não filha, tá tudo péssimo. Acho que vou desmarcar esse encontro — se vira para mim — Não tenho nada pra vestir. — disse quase ao choro
- Tem sim, mãe. Vem que eu te ajudo.
Me levanto e vou até seu closet ajudá-la a escolher a roupa ideal para o encontro. Meia hora depois, lá estava as peças de roupas perfeita para ela sair com o carinha do trabalho.
- Viu, você tem roupa. — falei rindo dela
- Ai filha, o que eu faria sem você... — falou me abraçando
- Ok, mãe. Sem sentimentalismo agora. Vai se arrumar, porque já já o carinha chega. — e saiu do quarto
Sentada no sofá, esperando o carinha chegar. Pego o meu livro e começo a ler, na tentativa de o tempo passar um pouco mais rápido.
''[...]É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou pela falta dele[..]''
Frase profundo e com a mais pura verdade de todos os tempos. Com certeza a autora do livro sabia o que estava escrevendo. ''Tim dom'', eis que a campainha toca.
- Boa noite! — disse o carinha parado na frente da minha porta, segurando um buquê de rosas vermelhas — Sua mãe está?
- Está sim, entra! — dou passagem para ele — Pode se sentar ali, já já ela está descendo. — sorrio
Minutos depois, desce minha mãe. Ela está linda. E olhando para o moço ali, ele tinha o mesmo pensamento sobre a aparência de minha mãe. Os olhos dele brilharam quando ele viu ela no topo da escada. Ih, pelo jeito temos mais outro com deliria aqui — disse — Pelo jeito terei que parar de ler aqui — disse a mim mesma rindo.
- Filha, to indo! Beijos! — me despedi dela e fui fechar a porta. Estou sozinha! O que fazer? Fiquei olhando a casa toda e resolvi ir até meu quarto escutar música. Chegando lá, meu celular começa a tocar.
- Alo?
- Saberia se soubesse ler o identificador de chamadas, Katherine Stormes. — disse Ash do outro lado da linha
- E eu até podia te entender, Ashley Parker, se não fosse esse barulho infernal do local que você está.
- Amiga! — deu um grito. — Você não tem noção do lugar que eu estou, cara. Os meninos, Sam e Ben sabem se divertir muito bem! — disse eufórica
Pelo jeito ela estava bêbada demais.
- Ash, vai pra casa. Você está bêbada, to percebendo isso pelo seu tom de voz.
- Deixa sua amiga se divertir. — disse uma voz masculina
- Quem é? — perguntei
- Nossa, esqueceu da minha voz foi, princesa? — já sei quem é, só por ter me chamado de princesa — Assim me sinto insignificante e nada lembrável.
- Poderia passar para a minha amiga? — pedi
- Pelo seu tom de voz, deve está brava. Já disse que adoro e tenho um certo tesão com meninas bravas? — falou
Ninguém merece isso — disse a mim mesma. Menino muito abusado e safado.
- Quero falar com a minha amiga, passa para ela. — pedi mais uma vez
- Até poderia, se ela não tivesse se agarrando com o Sam. — disse ele rindo — E pelo jeito, eles terão que usar camisinha. — falou rindo — E quando será nossa vez?
- Vez de que? — o que ela estava falando?
- Nossa vez de fazer tudo que sua amiga e meu amigo estão fazendo? Beijar, se agarrar, usar camisinha... — disse com uma voz meio sexy demais
- Vai se fuder! — disse sem pensar.
- Vem comigo e eu vou adorar. Posso fazer esse seu tom de voz bravo, se tornar um gemido em segundos. — disse
- Tchau! — desliguei
Não acredito que ela disse isso para mim. Abusado ele, não? — disse meu inconsciente a mim — Mas confesso que ele é gato, tem uma voz sexy, rouca...Ok, parou Katherine Stormes. Vamos ler ou melhor, estudar para a bolsa e ser feliz — disse meu inconsciente.
Notas finais
ME DIZEM O QUE ACHARAM DO CAPÍTULO. E O BEM? BEM SAFADO NÉ?!
VALEU!!
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