Be Free

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Ia postar esse cap amanhã, mas estava sem nada praz fazer que resolvi escrevê-lo hoje e postar logo.
É no ponto de vista do Ben agora. Espero que gostem.

Boa leitura!!

Narrado por Ben Dimons:

Nossa, ela está... linda! — pensei quando a vi. Kathy sempre fora linda, mas naquela noite, não sei se por causa das luzes que batiam em seu rosto a iluminavam mais ou porque só agora percebi o que eu sentia por ela. É mais que um simples gostar de amigos, isso eu tinha a mais pura certeza de todas. Desde a primeira vez em que a vi. Toda acanhadinha naquela show de rock. Logo de cara vi que ela tinha algo puro nela Algo que era completamente o oposto de mim. A inocência que ela exalava era algo que me fascinava.

No começo achei que ela não ia com a minha cara, o que me deixou um pouco triste. Queria me tornar amigo dela. É como se eu precisasse ser algo dela. Mas minhas esperanças foram se perdendo depois que ela descobriu que eu usava drogas. O jeito que ela me olhou naquela cabine da biblioteca, foi como se eu tivesse levado um murro no meio da cara. Era um olhar acusatório, de pena, e o pior de decepção. Preferia que ela me olhasse com o olhar que sempre me lançava quando estava com raivam mas aquele. Eu pagaria todo o dinheiro do mundo para não ver novamente.

Os dias iam se passando. Eu ficava com umas, com outras como é minha rotina. A bola da vez agora era a tal de Mandy uma ruiva muito gata, porém puta demais. Ela ja deu para a metade dessa escola. Sem contar para a outra metade da escola no outro quarteirão. Não gostava dela, ainda mais do jeito que ela tratava Kathy. Ela a humilhava de inúmeras maneiras e aquilo me fervia o sangue de tanta raiva. Essa ruivinha vadia tem sorte de ser mulher, senão já a partia ao meio em dois tempos. O pior foi quando ela humilhou Kath na frente de todos durante uma aula. Todos ficavam quietos, sem abrir um piu se quer. Já estava a ponto de dá um soco no meio da cara daquela menina, mas sou contra violência em mulheres. Antes de Ash defender a amiga, tomei a iniciativa de algo. Beijei Kathy na frente de todos. Não foi uma tortura, muito pelo contrário estava com saudades daqueles lábios macios e doces dela. Depois do piti dado pela ruiva, voltei minha atenção para a morena a minha frente. Ela estava corada. Aquela timidez dela, mesmo sem ela perceber era o charme dela. Sorri antes de dizer o que tinha pra dizer. Depois daquele dia, ficamos mais próximos. Eu, ela, Ash e Sam. Diríamos que éramos o quarteto fantástico da escola.

Durante essa uma semana que passava, roubava selinhos dela. O primeiro que roubei, achei que ela me mataria, mas não apenas sorriu envergonhada e balançou a cabeça olhando para baixo. Ah, essa sua timidez me deixa louco, princesa. Com essa reação, tomei liberdade de outros virem pelo caminho.

Sexta-feira, dia de sair. Ash com sua persuasão conseguiu convencer Kathy a vir conosco a um bar com música ao vivo. Um saída em um ambiente mais calmo, mas a cara dela pelo menos uma vez seria bom. Eu e Sam fomos na frente. Escolhemos uma mesa boa para nós. Havia uma mesa cheia de garota que não paravam de olhar para nós. Devo tá mais gato que o meu normal. — murmurei. Fui ao banheiro e ao voltar, vejo Sam gritando ''gata!'', claro que logo saquei quem era. Ash estava linda mesmo, tenho que confessar, mas olhando para o lado dela, vejo a pessoa mais perfeita que conheço. Lá estava ela, mais linda ainda. Se é que isso é possível, meu caro. — disse meu inconsciente. Ela olhava ao seu redor um pouco intimidada. Cheguei perto sem ela perceber e sussurrei em seu ouvido o quanto ela estava linda. Claro que antes disso, Sam tinha a elogiado. Senti um pouco de ciúmes na hora, mas ignorei. Nada de estragar a noite.

Pedimos nossos pedidos. Eu e Sam com as cervejas, Ash com o refrigerante dela e Kathy com um suco natural. Ficamos batendo papo, conversando. Parecíamos que nos conhecíamos há tempo.

Sam derrepente, chama Ash para dançar. E lá se foram eles. Meu amigo quase irmão estava feliz com ela. Até a pediu em namoro. Olhando para o meu lado, vejo Kathy encarando seu copo de suco pela metade. Com um momento de coragem a chamo para dançar. O que é estranho, pois não sei dançar. Só queria poder senti-la perto do meu corpo, e uma dança era uma ótima desculpa. De início ela não aceitou, alegando que não sabia dançar, o que me deu um alívio. Insistir e ela acabou aceitando.

No meio da pista a puxo para perto de mim. Assim colando nossos corpos. O corpo dela era pequeno perto do meu. Ela era frágil, tinha medo de apertá-la demais e acabar quebrando aquele corpinho delicado. Com o decorrer da música, eu a puxei para mais perto, assim ela pousou soa cabeça em meu peito e ali ficou. Na mesma hora senti aquela maravilhosa e conhecida sensação que eu tinha toda vez que eu ficava perto demais dela. Suspirei com aquilo. Me afastei dela, a olhando nos olhos. Fui aproximando minha boca dela, meio receoso dela se afastar, ou sair correndo, ou pior me esbofetear bem no meio da cara. Mas não, ela continuou ali e correspondeu ao beijo. E na mesma fez aquilo com a língua que me fazia ficar louco. Ela movia sua língua com certa lentidão. Podia senti-la em cada parte da minha boca. O normal das outras que eu beijava era algo meio animalesco de ser. Parecia que elas queriam comer literalmente minha língua. No final do beijo, puxei seu lábio inferior de leve. Sei que aquilo ela gostava, pois a sentia tremer toda. Ainda com os lábios nos delas, sorri. E ela fez o mesmo. Naquela mesma hora eu tive a certeza mais ainda. É muito mais que um simples gostar de amigos. Agora é certeza mesmo.

Ao fim da música, voltamos pra a mesa. De começo achei que ela se retrairia depois daquilo que acontecera na pista, mas não. Ela parecia mais leve, mais solta. A mesma. Eu a provocava e ela ficava irritada. Eu a cantava e ela fingia nem ligar. Eu roubava um selinho e ela corava em cada um dado. É, nada havia mudado ali. Exceto uma coisa, o que eu sentia por aquela menina. E posso dizer que era bom de se sentir.

O resto da noite se seguiu bem. Ash foi com Sam, já Kathy comigo. Durante o caminho todo discutimos em qual música por no rádio do meu carro. Eu queria um Linkin Park, já ela queria um Bruno Mars. Depois de minutos de discussão, Treasure começou a tocar. Sim, ela ganhou a discussão. Como? Simples, ela apenas fez bico e eu cedi. Ela cantarolava a letra. Achei aquilo lindo.

Quase meia hora depois, chegamos na casa dela. A deixei até a porta, mas antes dela abri-la, eu a puxei pelo braço e lhe beijei. Não queria que a noite acabasse com um simples ''boa noite'' ou ''até mais''. Queria que terminasse com chave de ouro e terminou. AInda mais depois de cessarmos o beijo. Ela simplesmente passou sua língua em meus lábios antes de nos afastarmos por completo. Já disse que aquilo que ela fazia com a língua, não é? Pois esquecem. Isso é muito melhor. Sorri para ela que corou na mesma hora. Levei minha boca até a sua e dei-lhe um selinho demorado. Em seguida levei minha boca até seu ouvido.

- Tenha uma boa noite, princesa; — sussurrei e ela suspirou — E mais, continue com esse trabalho ótimo com a língua que eu adoro. — lanço meu sorriso mais sacana que eu conheço de mim

Ela cora e me dá boa noite com aquela voz doce dela. Fui seguindo para o carro com um sorriso bobo nos lábios.

Notas finais
E aí? Eu gostei desse.

Reviews e me contem o que acharam.

Valeu!!

ps: tem um review aqui perguntando se terá segunda temp da minha fic baseada em ''Belo Desastre''. Eu acho que sim, não é certeza. Estou pensando melhor nisso.