Be Free

12 Capítulo 12


Notas iniciais
To pensando em fazer um cap no ponto de vista do Ben já já...

Boa leitura!!

O resto daquela aula foi meio constrangedor, digamos assim. Não conseguia levantar o olhar e encarar todos daquela sala. Me sentia mais tímida do que já era. O sinal da hora do intervalo toca. Ash e eu vamos logo pro refeitório. Pegamos nossas comidas e sentamos em nossa mesa de sempre.

- Hm, maçã! — falou a voz sexy e rouca de Ben pegando minha maçã da bandeja — Amo maçã. — morde

Ele geme de satisfação, como se tivesse saboreando cada pedacinho da fruta. Confesso que soou um pouco erótico aquilo. Como ele mordeu, como ele mastigou. Tá calor aqui, né?

- Tá gostoso a maçã da minha amiga, Ben? — perguntou Ash dando ênfase no ''minha''

Ele sorriu ainda de olhos fechados mastigando o pedaço.

- Sim, mas não está tão gostoso quanto o beijo que demos na sala. — respondeu

Aquilo me fez corar. Acho que fiquei da cor da casca da maçã. Vermelhinha, vermelhinha. Ash e Sam soltaram uma gargalhada alta com o comentário de Ben. Eu apenas continuei com a cabeça baixa e olhos presos a bandeja de comida a minha frente. Qual é, sou muito tímida. E daí?

- Adoro quando cora, sabia? — disse Ben sussurrando em meu ouvido — Fica sexy.

Apenas respirei fundo. Parecia que estava trancando a respiração quando o senti perto do meu ouvido.

- Cantando na cara de pau a Kathy né, Ben? — comentou Sam com a sobrancelha erguida encarando o amigo

Ben deu de ombros com o comentário de Sam e continuou a morder a minha ex maçã. Enquanto conversávamos, ou melhor, enquanto eu escutava eles falarem, olhando derrepente para a mesa ao lado, vejo Mandy me fuzilava com o olhar. Desviei o olhar rápido e pedi licença ao meus amigos. Dizendo que logo para sala, ler um pouco ou estudar. Eles concordaram. Ben me olhou arqueando uma sobrancelha.

Na sala, sentada em meu local de costume, começo a ler um livro. A porta derrepente abre com um estrondo. Olhando para ver o que acontecera, me deparo com a raiva transbordando em Mandy.

- Acha que me engana, não é? — começou ela — Esse seu jeito babaca de ser. — riu alto — Tenho pena de você. Achando que vai conseguir algo a mais do que aquela beijo sem sal que o Ben te deu hoje. Ele deu por pena. Sabe o que é isso? Pena! — disse a última frase como um staccato — Um sentimento que a maioria sente por ti. Você chegou a pensar que ele sentia algo como atração, tesão ou até mesmo excitação com você? — continuei sem falar nada — Entenda, Kathy. Ninguém se interessa por uma idiota feito você. Vai me diz, o que você tem de atrativo para chamar a atenção dos outros? Nada! — abaixei o olhar

Percebo ela dá mais passos na minha direção. Cada vez mais ela chegava perto.

- Olha pra mim quando estou falando com você, sua idio...

- Acho melhor largar ela, antes que eu esqueça que você é mulher e quebre tua cara, Mandy. — disse Ben parado na porta nos encarando

Ela logo vira em sua direção e o encara sorrindo

- Falou comigo, amor? — perguntou toda doce — Olha, eu te desculpo por ter beijado ela. É sério, não vou levar pro lado pessoal. Sei que fez por caridade. Mas ó, antes de me beijar, lava a boca, ok? — foi na direção dele

Ben soltou uma risada que me fez arrepiar na espinha. Quando Mandy chegou perto dele para beijá-lo, ele a segura pelos braços.

- Sabe, você que deveria se lavar antes de ficar com qualquer que seja. Do jeito que já abriu as pernas fácil para os meninos aí... — disse a encarando com ar de deboche

- Amor, não fala assim de mim. Dá a entender que sou uma va...

- Vadia? — riu — Ah, melhor, puta, biscate, vaca, fácil. Mandy, enfia uma coisa na sua cabeça. Todos nós, meninos ficamos com você não pelo o que é e sim pelo o que você tem nos meio das pernas. É transa fácil na certa. — ele a soltou — Agora, não tente mais tocar em um fio de cabelo dela, ok? Passar bem. — sorriu e veio em minha direção — Está bem? — perguntou a mim

Assenti, ainda sem olhá-lo. Ele agarrou meu queixo o puxando para cima, com o objetivo de meus olhos o fitarem

- Não te beijei por pena, pode ter certeza. Se fiz aquilo, é porque eu quis. — parou pra pensar — Queria fazer mais vezes, mas isso depende de você. — sorriu me roubando um selinho rápido — Ah, antes que me esqueça. Na próxima vez que rolar, faz aquilo de novo com a língua. Aquilo me deixou louco. — pisca e vai pro seu lugar

Fiquei ali parada. Aquilo com a língua? O que eu fiz? — me perguntei mentalmente. Minutos depois o resto da sala volta. O restante do dia continuou normal. Sem beijos roubados durante as aulas. Mas eu sentia o olhar mortal de Mandy para mim. Ela me odeia e eu nunca fiz nada a ela. — murmurei a mim mesma.

[...]

Já havia se passado uma semana desde aquele dia. Eu, Ash, Ben e Sam estávamos próximos. Ash e Sam começaram um namoro. Fazia mais ou menos uns dois dias desde o pedido dele. Foi até um pedido engraçado. Já Ben e eu, ficamos bem amigos. Beijo como aquela na sala não rolou mais, porém um rouba selinho aqui, rouba selinho ali é constante. Ele sempre me pega de surpresa. As vezes ele joga umas cantadas baratas, outras até funcionam. Mas nunca disse.

Hoje, uma sexta-feira. Dia no qual eu costumo ficar em casa, lendo um livro, ou vendo um filme, ou até estudando pra bolsa. Mas hoje seria diferente. Ash me convenceu, não sei como, a ir com ela e os meninos a um bar com música ao vivo hoje. É menos barulhento que o show de rock, ela disse, menos mal. Assim eu espero que seja mesmo.

Me olhando no espelho vejo a roupa que escolhi. Como o dia estava frio hoje em Nova Iorque, tive que escolher uma roupa mais quente. Calça skinny de lavagem branca, blusa de manga comprida num tom de azul- marinho. Um cachecol da mesma cor. Nos pés uma sapatinha da mesma cor da blusa. Por cima disso tudo, um casaco branco. Cabelos soltos ao natural. Maquiagem nada pesado. Blush rosado nas maçãs do rosto. Olhos com uma sombra clara e muito rímel. Na boca um batom na cor nude. Passei meu perfume preferido. Peguei minha bolsa na cor dourada claro, coloquei meu cel ali e desci. Ash me esperava sentada no sofá de minha casa. Ela estava bonita. Calça justa preta, botas com cano longo preta também em couro. Uma blusa também de manga comprida na cor marrom e no pescoço um cachecol preto. Cabelos com uma trança transversal de lado, maquiagem um pouco mais forte que a minha.

- Nossa, amiga. Tá gata! Assim o Ben vai ficar louco. — disse ela rindo

Minha mãe me olha com o tipo de olhar que diz ''quem é Ben, sua safadinha?'' Igonro aquilo e vamos. Encontraríamos os meninos no tal bar. Chegando lá, vejo que é tudo organizado, bonito. Ambiente arejado.

- Vamos? — perguntou Ash

Descemos do carro e logo escuto a música tocar. Entramos e vimos o local. Bem planejado. Boa escolha de lugar — pensei comigo mesma.

- Gata! — disse Sam vindo ao encontro de Ash e lhe dando um selinho demorado — Kathy, com todo o respeito amor, — disse a Ash — Mas ela tá linda.

Ash sorri e concorda.

- Eu diria que está gostosa, mas linda é perfeito pra ti. — disse uma voz rouca em meu ouvido

Ash e Sam riem e vão em direção a mesa. Me viro para Ben e ele está de tirar o fôlego. Calças jens de lavagem tradicional justas na medida certa para um homem, blusa de manga comprida branca. Nos pés um vans branco. Já na cabeça uma toca também branca que o deixou mais lindo do que já é. Combinou com ele aquele acessório.

- Você também tá bonito. — disse meio tímida

Ele sorri e agarra minha mão.

Na mesa nós conversamos. Estou mais solta perto deles. Depois de dias próximos consigo me soltar um pouco. Ainda continuo tímida, mas com o tempo melhoro. No palco o cantor cantava Sunday Morning, do Maroon 5. As nossas bebidas chegaram. Eu pedi um suco de laranja, Ash pediu um refrigerante. Já os meninos, ambos pediram cerveja. Normal! De comida, pedimos uma porção grande de batatas fritas com queijo derretido por cima.

A cada cinco minutos o celular de Ben tocava. Na primeira vez ,ele olhou e franziu o cenho e ignorou a chamada. Na segunda ele soltou um palavrão baixo, quase inaudível. Na terceira ele nem olhava, deixava tocar. Já na quarta ele desligou o celular e voltou a beber sua cerveja. Queria perguntar quem era, mas preferir deixar quieto.

O canto no palco já havia cantados várias outras. Agora começou a tocar Won't Go Home Without You, também do Maroon 5. Sam chamou Ash pra dançar e eles foram.

- Vamos também? — perguntou Ben

O olhei meio envergonhada.

- Não sei dançar. — sorri tímida

Ele soltou um riso leve e levantou da cadeira e estendeu a mão para mim.

- Podemos aprender juntos então. Que tal? — sorri

Aceito e vamos para a pista.

''I asked her to stay, but she wouldn't listen.

She left before I had the chance to say.

The words that would mend the things that were broken.

But now it's far too late, she's gone away.''

Ben tinha me puxado para ficar bem colada a ele. Podia sentir seus músculos definidos, o coração dele batendo descompassado. Sua respiração estava bem rápida. Ele havia colocado minhas mãos em volta de seu pescoço. Assim eu deixei meu rosto perto do mesmo. Sentia o perfume maravilhoso dele.

''Every night you cry yourself to sleep.

Thinking: "Why does this happen to me?.

Why does every moment have to be so hard?".

Hard to believe that.''

Estava me sentindo bem ali, daquele jeito com ele. Me sentia protegida, calma. A paz que ele me passava naquele momento não tinha preço. Com isso fechei meus olhos, encostando minha cabeça em seu peito. Ouço-o suspirar e me abraçar mais apertado.

''It's not over tonight.

Just give me one more chance to make it right.

I may not make it through the night.

I won't go home without you.''

Derrepente sinto Ben se afastar um pouco. Ele me fitou e sorriu logo em seguida. Segundos depois, sua boca estava colada a minha. Nossa, como senti falta disso e nem sabia — murmurei a mim mesma. Não tinha parado para pensar que estava com saudades da sensação que era ter os lábios dele colados aos meus.

''The taste of her breath, I'll never get over.

The noises that she made kept me awake.

The weight of things that remained unspoken.

Built up so much it crushed us everyday.''

Ele foi cessando com selinhos demorados, seguidos de leves mordidas no meu lábio inferior. Quando aquilo cessor de vez, ainda com os lábios se tocando, sem beijo algum, ele sorriu. O que me fez sorrir também. Ele deu mais um selinho, porém esse foi rápido e me abraçou de novo para continuarmos dançando.

''Of all the things I felt but never really shown.

Perhaps the worst is that I ever let you go.

I should not ever let you go, oh oh oh.''

Estava sorrindo. Não sei porque. Sabe sim — meu inconsciente se pronunciou. Pior que eu sabia. Estava gostando daquilo. Estava gostando dele, do carinha cujo é o oposto de mim. Não diria que estava apaixonada ou amando, mas sentindo algo a mais que um simples sentimento de amigo com certeza.

''It's not over tonight.

Just give me one more chance to make it right.

I may not make it through the night.

I won't go home without you.''

A música chegara ao fim. Com isso, eu, ele, Ash e Sam seguimos para a mesa. Acharia que seria estranho depois do que aconteceu na pista de dança, mas não. Aquilo meio que ajudou a nos aproximar mais. Ele continuava a brincar comigo e eu a me irritar com ele. Ele com suas cantadas baratas e eu fingindo não caí nelas. Ele ainda me roubando selinhos e eu corando a cada um. Nada havia mudado, exceto uma coisa. O meu sentimento por ele.

Notas finais
E aí, gostaram?! Sou fanática pelo Maroon 5, ou seja, ainda verão muitas músicas deles por aqui.

Reviews gente me dizem o que acharam.

Valeu!!