Be Alright

14 Fourteen


Notas iniciais
NOTAS FINAIS NOTAS FINAIS NOTAS FINAIS Voltei babys :D

Pov Jaime

Aleluia pousamos em Salvador, não aguentava mais ficar sentada naquelas poltronas que tudo bem, eram bastante confortáveis, mas está na mesma posição por horas e ainda ter que aguentar o Paulo direto tagarelando é um sofrimento.

– Pronto pra dormir de novo com o gostoso aqui? – Paulo falou risonho passando o braço pelos meus ombros andando lado a lado comigo.

– Já decidiram as divisões? – Perguntei incrédulo enquanto andávamos em corredor que usamos para sair do avião e chegar ao aeroporto. Ele assentiu e eu parei abruptamente.

– Técnico. – Gritei com uma falsa irritação para o homem que estava mais à frente com mais alguns jogadores.

– Fala Palilo.

– O Senhor tem alguma rixa comigo ou algo assim? – Apontei de mim para Paulo.

– Não tenho culpa se vocês formam uma ótima dupla dinâmica. – Ele falou rindo e voltando a caminhar com os outros jogadores que também estavam rindo.

– Ai ai, admiti que me ama logo Jaime, porque isso ta ficando chato. – Dei um sorriso cínico e continuei a andar com Paulo ainda do meu lado.

(...)

– Eu preciso dormir. – Murmurei cansado tentando abrir a porta do quarto, mas a tarefa estava bem difícil.

– Que droga de lerdeza Jaime, me da isso aqui. – Paulo puxou a chave da minha mão e segundos depois a porta se abriu.

– Eu estou acostumado com aquele cartãozinho que é só passar e p... Merda Paulo, não para assim. – Falei irritado quando trombei nas costas de Paulo que tinha parado do nada alguns passos da porta.

– Jaime? – Murmurei parando dele enquanto coçava os olhos que estavam ardendo e olhei pra onde ele apontava.

– Que porra é essa? – Falei assustado quando vi que só tinha uma cama de casal no quarto.

– Eu não vou dividir uma cama contigo. – Ele fez uma careta que logo foi copiada por mim.

– Eu vou lá em baixo resolver isso.

(...)

– E então? – Paulo perguntou quando eu entrei no quarto.

– Não tem mais quarto disponível.

– Como assim não tem mais quarto disponível? Já viu o tamanho desse hotel?

– Pois é, mas a recepcionista falou que nessa época o hotel fica cheio de turistas que estão de férias.

– Só pode ser brincadeira. – Ele resmungou e eu só concordei. – Vamos fazer o seguinte então, você dorme no chão e eu durmo na cama. Fim de problema.

– Vai sonhando com isso. – Revirei os olhos jogando minha bolsa no chão. – Temos um jogo daqui a dois dias e nenhum de nós vai dormir no chão.

– Você está certo.

– Que tal assim, pedimos mais travesseiros e colocamos no meio da cama.

– Eu poderia ter pensado nisso.

– Mas não pensou, agora vai lá pedir porque eu vou dormir. – Me joguei na cama de roupa e tudo, só tirei o supra com os pés mesmo. Cansaço falava mais alto.

– Eu te odeio. – Escutei a porta bater e minutos depois eu apaguei.

(...)

– Iglesias, atende a droga do celular. – Murmurei com a cabeça enterrada no travesseiro.

– Não é o meu seu idiota. – Ele falou com a voz abafada do outro lado daquela montanha de travesseiros que nos separava.

Levantei em um pulo e corri até minha bolsa que continuava no chão.

– Alô.

Graças a Deus. – Sorri automaticamente quando escutei aquela voz. — Caramba Jaime, nunca faça isso comigo.

– O que eu fiz?

Quase me matou do coração, só isso. – Franzi o cenho olhando para a janela e vendo que já era dia.

– Droga. – Murmurei por ter esquecido de mandar a mensagem quando eu cheguei, mas era umas 3h da madrugada e a única coisa que eu pensava era em dormir. – Mil desculpas MaJo é q...

Esqueceu ta bom? Só me diz se chegou bem.

– Eu cheguei bem sim am... MaJo. – Me corrigi rapidamente quando vi o que eu ia falar e arregalei os olhos. Eu ia mesmo chamar ela de amor? E se ela não gostasse? Controle-se Palilo. – E você está bem?

Agora sim. – Soltou um suspiro e eu praguejei por ter esquecido.

– Me desculpa por te preocupar.

– Eu sei que Maime é fofo e tudo mais, mas tem gente querendo dormir aqui. – Paulo resmungou e eu soltei uma risadinha saindo do quarto e indo pro corredor depois de cerificar se não tinha ninguém.

– Quem era?

– Paulo

– O que estava fazendo no quarto do Paulo?

– A gente sempre divide um quarto.

– Ah.

– Ei Jai. – Dou um pequeno pulo no chão onde estava sentado quando chamam meu nome no fim do corredor.

– Ahn, Oi Mariana. – Falei sorrindo para uma das nossas líderes de torcida do time e levantei do chão com o celular ainda na orelha.

Quem é Mariana Jaime? – Maria perguntou do outro lado da linha e parecia irritada.

– Só um minuto MaJo.

– Desculpa atrapalhar ai, mas é que o técnico pediu para chamar todo mundo, porque iremos dar um passeio enquanto é cedo e não está tão quente.

– Tudo bem. Vou chamar o Paulo e quando estivermos prontos descemos. – Ela assentiu e dobrou para o outro corredor. – Desculpe MaJo.

Quem é Jessica?

– Uma das nossas líderes de torcida ué. – Respondi entrando no quarto de novo e encontrando Paulo ainda dormindo. – MaJo, agora eu vou precisar ir porque o técnico quer nos levar para explorar a cidade.

Mas mal nos falamos Jai.

– Eu sei princesa, mas assim que eu chegar eu te ligo, ou melhor nós podemos nos ver por Skype.

É uma ótima ideia.

– Me manda teu user por mensagem okay?

Tudo bem. E se cuida certo? Nada de olhar pra rabo de saia estamos entendidos Palilo?

– Sim senhora. – Falei com uma voz séria, a fazendo soltar uma risadinha.

– Ótimo. Bom passeio coisa linda.

Joguei o iphone em cima da cômoda que tinha de frente pra cama e em seguida fui tentar acordar Paulo.

– Levanta Iglesias. – Dei tapinhas nas costas dele, mas nada. – Paulo. – Tentei chamar, mas adivinhem? Nada. – Paulo. – Gritei e em um movimento rápido, ele levou à mão até minha cara. – Arregalei os olhos não acreditando que aquele vagabundo tinha me dado um tapa.

– Cala à boca Jaime. – Murmurou colocando um travesseiro no rosto.

– Depois não diga que não tentei. – Fui até a mini geladeira que tínhamos no quarto e peguei uma garrafinha de água gelada. Abri a tapa e fui até a lateral da cama, despejando todo conteúdo da garrafa na minha amiga, que deu um pulo para fora da cama.

– Mas o q... Jaime. – Me olhou irritado enquanto eu ria da cara dele.

– Des-Desculpe, mas você n-não acordava. – Falei entre risos.

– Eu poderia te bater agora, mas ainda to muito cansado pra isso. – Assenti cessando as risadas. – Mas porque me acordou?

– Técnico quer nos levar pra dar um passeio pela cidade. – Ele só acenou e foi pro banheiro enquanto eu ia à minha bolsa e pegava uma boxer branca, uma bermuda saruel também branca, uma camisa vermelha gola v e como eu sabia que ia fazer bastante calor decidi não ir de supra e sim de uma sandália de couro branca com detalhes pretos. Joguei tudo em cima da cama e fiquei esperando Paulo sair do banho.

(...)

Depois de tomar banho e vestir a roupa, sequei o cabelo.

– Ta pronto Jaime? – Paulo gritou do quarto e eu sai do banheiro.

– Sim, vamos. – Peguei um óculos clubmaster na bolsa e um boné aba reta preto nas coisas de Paulo.

Descemos no elevador e já estavam todos reunidos no saguão.

– Seguinte, vamos ter que sair pelos fundos porque na frente tem vários torcedores, então sem condições. – Um dos nossos seguranças falou e nós assentimos.

– Alugamos quarto vans, mas uma é pra comissão técnica, vocês que se virem com as outras três. – Técnico mais carinhoso não existe.

(...)

Já estávamos na van em um aperto que eu me sentia em uma lata de sardinha. Que pra variar ficou eu e Paulo na das líderes de torcida.

– Gente, que silêncio irritante. – Paulo fala do meu lado e todos concordaram,

– Que tal uma música? – Bianca, uma das líderes que estava sentada no meu colo falou animada.

– Gostei, mas qual? – Perguntou uma das garotas lá de trás.

– Já sei, já sei. – Paulo gritou e todo mundo se calou quando ele limpou a garganta para em seguida começar a cantar. – Everyday is payday. Swipe my card, then I do the nae nae... – Como conter o sorriso ao escutar essa música? Não tem como.

Logo todos começaram a cantar e a fazer batidas e eu até me esqueci que Bianca estava pulando no meu colo, porque tipo, pra quer focar nisso quando eu posso está pensando na minha pequena que é algo muito mais produtivo não é?

(...)

– Acho que morri. – Falei quando chegamos ao nosso quarto depois de termos andado pela cidade toda. Exagerei? Um pouco.

– Pois eu continuo vivinho e pronto pra night. – Paulo falou animado indo pro banheiro. – Tem certeza que não vai Jai?

– Vou ter uma chamada de vídeo com a MaJo. – Peguei o notebook do Paulo já que ele sempre anda com ele.

– Acha que eu ganharia muito dinheiro se confirmasse que Maime é real? – Gritou do banheiro e logo o som do chuveiro se fez presente.

– Não sei quanto dinheiro, mas se você abrir o bico vai ter bastante dente quebrado. – Gritei e ele só riu.

Conectei o Skype e adicionei Maria, que logo me aceitou e enviou o pedido para o vídeo, mas claro que eu tirei o boné e arrumei meu cabelo antes de aceitar.

Jm. – Minha princesa gritou assim que nossas imagens apareceram.

– Hey minha linda. – Falei sorridente.

Como foi o passeio?

– Foi bem legal MaJo. Nós fomos no Elevador Lacerda. – Falei que nem criança, o que fez ela rir um pouco. – E ah, no caminho nós cantamos Boss.

Sério? – Assenti. – Queria ver vídeo.

– Não sei se alguém gravou.

Tudo bem.

– Espera, espera... eu te atrapalhei com alguma coisa?

Ahn, não por quê? – Perguntou confusa.

– Ah, sei lá né. – Falei corado.

– Awwn, que coisa mais bonitinha. – Paulo falou quando saiu do banheiro de toalha e fez gestos como se apertasse a bochecha de alguém.

Paulo? – Assenti. – Oi Paulo.

– Olá Miss bunda. – Falou naturalmente começando a se vestir.

– Paulo. – O repreendi, mas Maria movimentou a mão como se me madasse deixar pra lá.

Deixa eu te falar uma coisa. – Maneei a cabeça para ela prosseguir. – Contei pras meninas sobre... Bom, a gente e a Val sobre ela e você viu Paulo. – Deu uma ênfase no Paulo, fazendo o mesmo para de colocar a calça e se aproximar rapidamente do notebook.

– E então... – Falamos em coro.

Margarida e Marcelina ficaram animadas... Quando eu digo animadas é Bem animadas mesmo. – Assentimos rindo e ele foi terminar de se arrumar.

– E seus fãs quando descobrirem?

Vão querer te matar. – Arregalei os olhos e Maria me lançou um olhar de desculpa. — Mas eu prometo que eles não vão te fazer mal okay?

– Não seja estraga prazeres Mari. – Paulo gritou do banheiro fazendo Maria rir e eu revirar os olhos.

– Calado ou eu mando ela dizer pra Valéria onde você está prestes a ir. – Gritei, mas ele logo apareceu no quarto.

– Só ta falando assim porque resolveu virar santo pra poder namorar a Maria. – Mostrei meu dedo do meio e Maria me repreendeu com o olhar. – To mentindo?

– Sim. – Eu falei.

Não. – Maria falou ao mesmo tempo que eu me fazendo o fitar incrédulo. – Nem me olhe assim porque eu conheço sua ficha Palilo, e sei que se a gente não tivesse “juntos”, você já estaria se pegando com alguma vadia. – Maria Joaquina falou séria enquanto eu tinha os olhos levemente arregalados e Paulo só ria.

– Jaime, essa está aprovada.

Eu também sei da sua ficha viu Paulo e acho melhor você não estar pensando em trair minha amiga.

– Bem feito, e acho melhor se calar porque se não vai dormi no chão. – Falei sério e ele estava caladinho engolindo seco.

Pera, como assim dormir no chão? – Maria pergunta confusa.

– A gente ta dividindo uma cama. – Dei de ombros e Maria me olhou dando risada.

– O Jai sabe o que seria legal? Um ménage sab... – Paulo ia começar a falar mais eu logo o interrompo quando percebo o que o mesmo ai dizer

– Da o fora Iglesias. – Gritei irritado e Paulo saiu correndo do quarto rindo. – Desculpa por isso MaJo. – Falei quando olhei pra tela a vi mais corada do que nunca.

Eu acho que tenho que me acostumar com isso... – Ri e assenti, mas logo mudamos de assunto. E foi assim até de madrugada, quando Maria não aguentou mais e acabou dormindo, me dando uma visão privilegiada de um anjo dormindo.

Notas finais
Eu sei... Eu sei... Eu sei :/ Mil desculpas mesmo, mesmo, mesmo. A pessoa é complicada assim mesmo, MAS eu postarei um logo em seguida desse.