Battlefield

13 Dormindo com o Inimigo


Notas iniciais
Courtney: Esse é tipo, um dos meu capítulos favoritos espero que gostem ;) E se não nos postarmos até dia 31, FELIZ ANO NOVO!!!! Bjssssssss ps: NO FINAL ME DIGAM QUEM VOCÊS ACHAM MAIS SAFADA ps2: FIQUEM ATENTOS PARA A PISTA DE QUEM ESCREVE BATTLEFIELD

3ª pessoa

Casa dos Sharks

—DE JEITO NENHUM! — exclamou Percy assim que terminaram de ler o convite – vocês beberam água da privada seus bitolados? Não vamos nos meter com quem escreve aquilo.

—Percy, pense melhor... – ponderou Reyna – “uma pista de quem sou eu”? Você não tem curiosidade de saber quem escreve Battlefield?

—______

Casa dos Jets

—A Hazel tá certa, Jason – disse Annabeth, quando todos se juntaram para discutir sobre o convite de Battlefield – como sua estrategista, creio que seja uma ótima estratégia já começar o seu novo reinado dos Jets com o pé direito, descobrindo quem escreve Battlefield.

Jason bufou.

—Eu não posso prometer que não vou bater nessa pessoa... Ela me chamou de bundão!

—______

Casa dos Sharks

Rachel passou a mão no convite desconfiada.

—Eu sinto uma má energia nele. Se nós formos coisas ruins vão acontecer.

Reyna arqueou a sobrancelha cética.

—E você sentiu a mesma coisa no dia que foi invadir a casa dos Jets, mas mesmo assim o fez?

Rachel fez bico.

—Se eu tivesse sentido isso não teria invadido a casa dos Jets.

—O que prova que você não consegue prever porcaria nenhuma. – disse Reyna cruzando os braços.

—______

Casa dos Jets

—Vocês não acham tudo isso muito suspeito? – perguntou Zoe – quero dizer, o que se pretende com essa reunião amigável? E se for um psicopata que esta nos chamando para o jantar onde nós seremos o jantar?

Annabeth, Jason, Bianca e Hazel a olharam apreensivos.

Leo riu.

—Ou talvez seja só uma pessoa solitária que se diverte com esses joguinhos. Quero dizer, ele perde o tempo escrevendo sobre a gente. Nos somos o passatempo dele.

Todos reviraram os olhos.

Leo só estava defendendo o autor do convite porque quem quer que escrevesse Battlefield tinha um belo tombo por ele, pelo modo que o descreveu em uma das edições passadas.

—______

Casa dos Sharks

Thalia jogou todo o peso do corpo em um dos pés, nervosa.

—Então nos iremos, mesmo correndo o risco de sermos brutalmente assassinados por um psicopata?

Reyna tombou a cabeça de lado sorrindo.

—Ah, minha querida, vocês sempre correm esse risco. Em sua própria casa.

Os olhos de Reyna brilhavam o suficiente para ninguém duvidar que ela não estava sendo sincera.

—______

Casa dos Jets

—Além do mais os Sharks vão estar lá... Isso é que é festa mal freqüentada – exclamou Hazel emburrada.

Leo fechou a cara.

—Verdade. – concordou

—______

Casa dos Sharks

—Seus cagões! Vocês estão mesmo com medo de um virjão que escreve um jornaleco? – zombou Dakota

Reyna acenou.

—Exatamente! Vamos mostrar que nessa casa só tem macho!

—______

Casa dos Jets

—Ah, gente, vamos! – exclamou Bianca inesperadamente- isso vai ser a coisa mais divertida que fizemos em semanas.

Ninguém pode discordar.

Mesmo a rivalidade com os Sharks já não era mais tão emocionante.

—______

Casa da Calipso

Na casa da Calipso, às oito horas, Sharks e Jets se encontraram no portão.

As luzes do lugar estavam inexplicavelmente acesas, apesar de ser de conhecimento geral que Calipso estava na Inglaterra pegando o resto de seus pertences para trazer para os Estados Unidos. Pelo menos era isso que ela alegava, apesar de correr certo rumor de que na verdade ela estava indo ver o filho que secretamente tivera nas férias.

Ó as idéia.

Jason e Percy se encararam.

Quem não os conhecia concluiria que eram um ex-casal, o que não deixava de ser verdade.

—Grace – cumprimentou Percy sério.

—Jackson – Jason retribuiu o cumprimento.

Então, um a um, Sharks e Jets passaram pelo portão que estava aberto e entraram na casa.

Colado na TV estava um bilhete, de papel rosa, que dizia:

“Como cortesia por todas as edições que vocês foram o assunto lhes ofereço comida e bebida de graça, lá fora, em troca de que se socializem civilizadamente. No decorrer da noite, dependendo de como as coisas aconteçam vocês descobrirão a minha pista.”

O cérebro de muitos havia parado de ler no “comida e bebida de graça”, mas Reyna ainda comentou:

—Que mau gosto para papel! Eca!

No jardim havia uma mesa posta com aperitivos e um brownie excepcionalmente tentador. E é claro havia bebida. Sempre havia bebida.

O que Calipso acharia dessa invasão? Ninguém estava ligando.

Sharks sentaram de um lado da mesa, e Jets do outro. Só conversavam entre si e beliscavam os aperitivos bebericando um pouco da cerveja alemã desconfiados. Quando comeram a primeira fatia de brownie, porém as coisas mudaram. Todos se misturaram, começou a ter risadas, gritos e os copos se esvaziaram mais rapidamente.

Finalmente, quando faltavam dez minutos para as dez horas todos se cansaram de ficar no perímetro da mesa, esperando que algo acontecesse ou alguém aparecesse. Muitos não lembravam mais o motivo pelo qual estavam ali.

Bianca pegou uma das garrafas de cerveja vazia e disse:

—Que tal jogarmos aquele jogo ridículo da garrafa?

Thalia comentou animada:

—Vamos!! Eu nunca joguei...

Não é como se alguém mais tivesse outra idéia. De qualquer forma havia muita gente querendo se dar bem aquela noite.

—EU RODO! — exclamou Dakota, depois que todos fizeram uma roda no chão da sala.

A garrafa foi passada para ele, que a rodou.

Piper perguntaria a Percy.

—Verdade ou desafio? — perguntou Piper.

—Verdade — respondeu Percy.

—O que você sente pela Annabeth?

Percy levantou a sobrancelha.

—Defina "sentir" — disse ele desconfiado.

—Eu quero saber se você a ama ou não, seu bocó — Piper revirou os olhos.

Percy olhou para Annabeth que estava corada demais para seu próprio bem, e beliscava o braço de Piper, que parecia não ligar.

—Aham — respondeu ele na maior tranquilidade.

Annabeth levantou uma sobrancelha para ele ainda corada, e Percy sorriu para ela mostrando os dentes.

Na segunda rodada, Leo teria que perguntar a Hazel.

—Verdade ou desafio? — perguntou Leo.

—Desafio! — exclamou Hazel animada. Leo pensou um pouco, depois sorriu sugestivamente.

—Tire a blusa e fique sem ela até o final do jogo. — disse ele.

Hazel riu um pouco e tirou a blusa sem pudor, ficando apenas de sutiã.

Pouco depois, Dakota se virou para Frank e fez um sinal de joinha com a mão, como se dissesse: "parabéns ein cara, mercadoria de boa qualidade", mas Frank estava indignado.

—Pera, ele pode fazer isso? — perguntou Frank — expor a Hazel desse jeito?

—Claro que pode – disse Jason

—Vale completamente tudo.

—Bom saber... — comentou Dakota sorrindo.

Frank bufou e seguiram para o terceiro round. Foi a vez de Dakota perguntar a Reyna.

—Verdade ou desafio? — perguntou ele sorrindo maliciosamente.

—Desafio — Reyna respondeu indiferente, e claramente não intimidada pelo sorriso de Dakota.

—Te desafio a beijar a pessoa que mais odeia nessa sala — disse ele.

—Jason? — perguntou ela levantando a sobrancelha.

—Não! Que graça teria? — riu Dakota — me deixe ser mais específico: te desafio a beijar a garota que mais odeia nessa sala.

Reyna ficou calada por um tempo, até que disse, determinada:

—Então seria Piper.

Piper arregalou os olhos e ficou estática por um tempo.

—Vai Piper — disse Jason tentando esconder a empolgação.

Piper lhe lançou um olhar mortal, mas parecia estar se acostumando com a idéia.

Então Piper e Reyna se aproximaram.

Foi o beijo mais sexy que qualquer um dali já havia visto. E naquele momento, Jason zerou a vida.

Todos tiveram medo de se manifestar quando o beijo acabou, menos Dakota:

—É ASSIM QUE SE FAZ!! Vocês, meninas, mexeram com o meu coração e com outras partes de mim...

—Cala a boca e continua o jogo. — resmungou Piper.

—Quarto round! — exclamou Leo.

Nico perguntaria para Annabeth, que não parecia muito animada com isso.

—Verdade ou desafio? — perguntou ele.

Depois da pergunta que fizeram a Percy, ela temia que tipo de pergunta fariam a ela, por isso escolheu...

—Desafio.

Nico não precisou pensar muito, parecia já ter aquilo em mente a algum tempo.

—Te desafio a ficar 10 minutos trancada no armário de qualquer quarto com o Percy. — ele riu — já que vocês gostam tanto de armários...

Percy parecia ter adorado a idéia, mas Annabeth parecia apreensiva.

“Como ela conseguiria se controlar tão perto de Percy por 10 minutos?”

Percy se levantou do chão, andou até ela e lhe ofereceu a mão.

—Vamos?

Annabeth pegou a mão dele e se levantou.

Indo para o quarto, passaram pela mesa onde estavam as bebidas, Annabeth fez menção pegar um copo, mas Percy a impediu.

—Eu faço questão de que tudo que façamos essa noite, você se lembre amanhã – disse passando os braços em sua cintura.

"Ele é um Shark, Annabeth. Um. Shark.", ela disse a si mesma.

—Como se fossemos fazer alguma coisa — disse Annabeth tentando esconder a falta de ar e o batimento acelerado.

Percy riu e ergueu os braços como se rendesse.

—Vamos acabar logo com isso — disse Annabeth andando mais rápido para o quarto.

Quando entraram no armário, perceberam que era um pouco menor que o outro, e que estavam mais perto.

—Confortável? — perguntou Percy.

—Claro que não — respondeu Annabeth.

—Vai ficar. — disse antes de beijá-la.

Quando eles se afastaram novamente Percy a olhava tão intensamente que ela não conseguia encará-lo de volta. Na ultima vez que haviam se falado ela fora tão rude com ele, mas ele mesmo assim estava ali, fazendo ela se sentir maravilhosa.

Então ele disse:

—Eu realmente gosto de você, Annabeth.

O coração dela deve ter dado uns vinte mortais nesse momento.

Ela tentou falar, mas não sabia o que dizer.

Percy era a única pessoa que a deixava desse jeito, sem conseguir formular frases com sentido.

—Você gosta de mim? – perguntou com a mão em seu rosto.

Ela assentiu ficando vermelha.

Ele sorriu torto, e então pegou algo atrás dela, um edredom, e forrou o armário com ele. E também havia dois travesseiros, que ele ajeitou um em cima do outro, atrás de Annabeth, para deitá-la confortavelmente.

—É a sua primeira vez? – perguntou ele curioso.

Então ela ficou mais vermelha. Que diabos tinha naquele brownie para ela não conseguir ao menos abrir a boca para respirar? Ou ela estava assim por causa do Percy?

Annabeth assentiu novamente, nervosa.

Ela nunca havia parado para pensar sobre isso direito, mas sempre que pensava na sua primeira vez parecia distante, já que não tinha pretensões de fazer isso com alguém até agora.

Percy abriu um sorriso maior ainda, e beijou-a mais apaixonadamente.

Estava tão escuro, e quente, que Annabeth nem reparou quando as suas roupas roupas foram arrancadas. E ela estava concentrada em arrancar as de Percy.

Logo nenhuma roupa mais os separava. E ele fazia coisas com os dedos que ela não acha que eram coisas que uma moça de família devia permitir, mas naquele momento não estava dando à mínima. Ela só gemia, e arranhava as costas dele.

Então ele inesperadamente se afastou. Ela o olhou sem entender bulhufas e ele sorriu pervertidamente.

—Ah, nos vamos fazer, a partir desse ponto – apontou a própria ereção – não tem como parar mais, mas estava pensando... Você quer que sua primeira vez seja num armário? – perguntou

Ela parou para pensar. Ele dizendo aquilo fazia parecer péssimo, mas havia sentido em fazer aquilo no armário. Tudo tinha começado com ela em seu armário.

Ela deu nos ombros resmungando algo incompreensível.

Percy riu.

—Ah não, eu não vou dormir a noite se fizer isso com você bem aqui.

E então ele simplesmente a pegou no colo, saiu do armário e carregou até a cama que estava a poucos metros dalí.

—Confortável? — perguntou

Ela revirou os olhos ansiosa.

—Vai melhorar se você for macho e fizer o que tem que fazer – resmungou mal humorada. Ela tinha gostado muito do que ele tinha feito no armário. – ou eu vou precisar esfregar a bunda na sua cara para você me foder?

—Ah Annabeth Chase você mexeu com fogo. E vai se arrepender. – disse ele agora segurando um de seus seios – vai pedir clemência garota.

Depois disso ela foi incapaz de dar qualquer outra resposta compreensível.

E não foi necessário que ela esfregasse a bunda na cara de Percy.

—______

Depois que Percy e Annabeth haviam se trancado no armário por muito mais que dez minutos todos desistiram de esperar e o grupo se dispersou em casais ou trios, cada um procurando o que fazer. A noite estava se saindo mais estranha do que qualquer um teria imaginado.

Então, como se para provar isso Reyna se sentou no sofá, ao lado de Piper.

—Ainda não entendi o que o Jason viu em você. – comentou Reyna lançando um olhar penetrante sobre a outra.

Piper olhou nos olhos de Reyna e viu que ela estava prestes a chorar.

Reyna que sempre era tão segura, tão cheia de si, superior abraçou Piper.

ABRAÇOU! E ainda soluçou em seu pescoço.

—E eu gosto tanto dele... Sempre, tudo o que fiz foi por ele! Até mesmo agora que... – Reyna mudou de idéia e se afastou de Piper – Sabe, o que? Acho que temos que ir perguntar isso para ele. – e simplesmente a puxou sofá afora atrás de Jason.

Jason estava sozinho na mesa, se empanturrando de brownie, como um morto de fome.

—JAY JAY! – berrou Reyna quase pulando no colo dele ainda segurando a mão de Piper.

Jason a fitou apavorado.

Era só o que faltava. As duas mancomunando contra ele.

—Oi. – respondeu lhes dando um sorriso desanimado.

Piper cutucou Reyna para que ela falasse algo, mas a morena permaneceu em silencio encarando-o perdida. Havia esquecido o que havia ido perguntar.

—A Reyna quer te perguntar algo. – murmurou Piper agora chutando a canela de Reyna.

Reyna pareceu acordar do seu transe, e deu um sorriso para Piper antes de se virar para Jason e perguntar:

—O que você acha de fazermos um ménage?

Em condições normais Piper teria pirado completamente com a idéia. Mas naquele momento quando ouviu aquilo só ficou levemente surpresa. Quanto a Jason, bem Jason quase gozou ali mesmo com a idéia. As duas garotas que ele mais gostava querendo que ele as fodesse ao mesmo tempo. Sentiu-se o macho alfa do pedaço. O Sr. Coelhinho com suas coelhinhas.

A única que resposta que consegui formular em que poderia manter sua integridade foi:

—Partiu.

Logo estavam os três percorrendo a casa atrás de um quarto, acabaram entrando no de Calipso. Oh, aquilo seria sexy. Até Calipso estaria ali, espiritualmente.

Reyna e Piper começaram a tirar as roupas uma da outra. Piper ficou com uma calcinha rosa clara e um sutiã que combinava com a calcinha, enquanto Reyna estava com lingerie preta, e de renda.

Jason não conseguia parar de se beliscar pensando que nem em seus sonhos poderia ser mais perfeito. Então, as duas vieram até ele e começaram a despi-lo. Quando ele não tinha mais nada além de uma cueca boxer azul marinho as duas jogaram- no na cama e começaram a se tocar. Reyna apalpou os peitos de Piper, Piper pegou na bunda de Reyna e elas se beijaram novamente. Então foram até Jason. Piper colou seu corpo atrás dele enquanto Reyna o beijava. Aquilo era como um sanduiche humano.

E as duas o acariciavam.

Não podia ficar melhor... Não tinha jeito.

“Céus, não pode ser verdade! Eu morri e estou no paraíso” pensou quase chorando de alegria.

Então, quando decidiu finalmente tomar uma atitude naquilo e fazê-las gemer seu nome – pensou nas duas gemendo seu nome – seu membro, que já estava duro não agüentou e explodiu ali mesmo, em cima de Piper, que agora estava na frente. E Jason caiu exausto no colchão sem forçar para sequer abrir os olhos.

Piper e Reyna o encararam sem acreditar. Piper estava decepcionada, e Reyna furiosa.

—Típico...— resmungou Reyna pulando da cama e se virando para sair do quarto.

—Aonde você vai? – perguntou Piper franzindo a testa que parecia estar pegando fogo.

Ela inteira estava pegando fogo.

Reyna se virou para ela na porta.

—Nos temos três opções. Tomar um banho gelado. Resolver nossos problemas sozinhas. E... Procurar outra pessoa para resolvê-los. Digamos que essa ultima seja a que mais me interessa... Eu quero sexo.

—Que biscate! – comentou Piper chocada.

Reyna revirou os olhos e disse antes de sair.

—Você que é tonta.

E como se para comprovar isso Jason começou a roncar.

Piper nunca sentiu tanta vontade na vida de matá-lo, como naquele momento.

—______

Leo nunca se sentira tão sozinho na vida. Percy e Annabeth estavam trancados num armário se divertindo nus. Hazel havia sumido há algum tempo, e Frank também, então era obvio que estava juntos, também se divertindo nus. E Nico disse que estava indo prepara um milk shake, mas Leo duvidava que ele voltasse tão rapidos depois do jeito que tinha visto Zoe entrando na cozinha e trancando a porta. Trancando a porta. E nem Jason, Piper ou Reyna estavam a vista, o que era muito suspeito. E invejável. Jason tinha duas garotas linda correndo atrás dele, enquanto Leo não tinha nenhuma. E Battlefield podia dizer que ele era fofo, e tinha um sorriso lindo, mas se isso fosse verdade era de se esperar que ele também tivesse ao menos uma garota, para chamar de sua.

E ele estava nessas divagações quando foi puxado violentamente para dentro do menor quarto da casa, que tinha apenas um armário, uma cama de solteiro e um criado mudo com um abajur em cima.

Reyna tinha uma força extraordinária para uma garota.

Ela o avaliou por uns três segundos, murmurou algo que ele não soube dizer que era “Serve” ou “Seiva” e o puxou para si lhe dando um beijo que ele nunca mais esqueceria na vida. Tinha certeza.

E sem mais nenhuma explicação Reyna simplesmente começou a despi-lo. Em um minuto e meio ele já estava só de cueca. E Leo sabia que ela só não tinha tirado a cueca para deixar mais emocionante.

Isso devia ser um recorde em algum lugar.

Reyna o empurrou na cama.

—Se nos vamos fazer isso, Valdez, vai ser do meu jeito. – disse com os olhos faiscando.

Leo sabia que estava prestes a sofrer. E que valeria a pena.

Ela veio para cima dele e se beijaram novamente. Reyna entrelaçou suas pernas na dele e ele finalmente se recuperou do espanto e passou as mãos nas costas dela, e tirou seu sutiã.

Ele não conseguiu conter o sorriso ao pensar nas lamurias de cinco minutos atrás. Reyna se afastou o encarando.

—O que é tão engraçado? – perguntou perigosamente.

Ela estava ardendo em chamas, precisava dele, mas não se entregaria para alguém que estava rindo dela.

—O destino. Cinco minutos atrás estava pensando quem essa noite seria um saco – respondeu ele tirando a cueca.

Reyna relaxou e sorriu.

—Você não deve levar nada disso para o lado pessoal. Você só estava no lugar certo na hora certa. Eu ainda o desprezo.

Leo sorriu também.

—O sentimento é mutuo. – disse virando-a para ficar por cima e encaixá-la nele.

“Ah, essa vai ser uma longa noite...” pensou Leo alegremente quando já estavam fazendo aquilo pela segunda vez.

Reyna era insaciável.

—______

Thalia se sentia tonta e confusa. Para todo o lado que ia parecia que ela tinha entrado num filme pornô. Por fim resolveu tentar o quarto maior, cuja porta estava entreaberta.

Já estava atravessando a porta quando viu que Jason e Piper estavam deitados na cama. O primeiro roncando, e a segunda desperta assistindo Barbie Lago dos Cisnes.

“Que tipo de pessoa transa e depois assiste Barbie Lado dos Cisnes” se perguntou Thalia.

—Oi – cumprimentou Piper sendo até simpática para alguém que tinha acabado de ter sua privacidade invadida.

—Hum... Oi – respondeu Thalia embaraçada — Vocês...? – ela não sabia exatamente o que perguntar mas Piper lhe respondeu mesmo assim.

—Ah não! – disse fechando a cara – ele dormiu...

Thalia balançou a cabeça com desgosto. Jason podia negar, mas ele era o maior viadão.

—Você se importaria se eu...?

Piper a interrompeu novamente.

—Senta aqui! – e empurrou Jason para longe.

Thalia sorriu e deitou-se entre Jason e Piper. Aquilo era bizarro, ela odiava a Barbie, mas era melhor do que vagar pela casa entrando e saindo de filmes pornôs sem de fato participar deles.

Não que ela quisesse, é claro, o seu cara não estava naquela casa.

Mas isso não era um problema, ela o veria em breve, e tiraria o atraso.

“Ele com certeza não dormiria numa hora dessas.” Pensou olhando para Piper com pena.

—______

Nico sentiu a súbita vontade de tomar um milkshake, então foi até a cozinha.

Ele estava de boa, colocando sorvete do liquidificador quando ouviu alguém entrando na cozinha e se virou.

—Zoe — disse ele quando percebeu que era ela — quer milkshake?

—Não, não... obrigada — ela disse subindo e sentando na mesa, daquele jeito ela podia balançar as pernas como uma criança, e quase parecia inofensiva.

Se você deixar de lado o fato de que ela era a intimidadora mais intimidante que Nico já conhecera.

—Parece que melou o jogo... — comentou ela.

—É — Nico riu — duvido que Annabeth e Percy vão sair de lá tão cedo.

Zoe sorriu.

Nico não se lembrava de tê-la visto sorrir alguma vez.

—E o que você vai fazer depois de tomar seu milk shake? — perguntou ela descendo da mesa e andando até Nico.

—Não sei... — disse ele desconfiado — e você?

—Também não sei — ela parou em sua frente e cruzou os braços. — estou entediada.

Muito suspeito.

—Ok, desembucha. O que você quer? — perguntou Nico.

Zoe levantou as sobrancelhas.

—Por que eu iria querer alguma coisa?

—Sei lá, me diz você — ele cruzou os braços e os dois ficaram na mesma posição — está sendo legal demais pra alguém que quase matou o Dakota.

Ela revirou os olhos

—Ele mereceu.

—Uhum — ironizou Nico.

Zoe sorriu novamente.

—Você é estranho.

—Obrigada.

—Não parece nada com a Bianca.

—Agradeço.

—Por que está sendo tão rude? — perguntou ela — você não parecia ter nenhum problema comigo quando me agarrou por trás aquele dia na sua casa.

Nico se indignou.

—Eu estava tentando te impedir de quebrar mais coisas!

—Vai dizer que não se aproveitou da situação? — provocou ela.

—... Talvez.

Zoe sorriu triunfante.

—Em outras circunstâncias você chamaria de machista aproveitador. O que aconteceu? — perguntou ele.

—Sei lá... Deve ser a bebida — ela disse depois de pensar um pouco — é, eu realmente não ligo. Aliás, estou até lisonjeada.

Nico gargalhou.

—Meu Deus, você bebeu demais.

Zoe chegou mais perto.

—Bom, então talvez você devesse se aproveitar dessa situação também — disse ela.

Nico se perguntou se havia ouvido direito.

—Q-que?

—Você fica mais bonitinho calado — ela o beijou.

E alguns segundos depois, suas roupas estavam espalhadas por toda a cozinha.

—______

Hazel procurou sua blusa, mas não a achou.

Pensou "foda-se essa merda eu vou ao banheiro" e assim o fez.

Chegando lá, lavou o rosto por que estava se sentindo meio tonta.

"Bebi demais", disse a si mesma.

Quando ouviu a porta do banheiro se abrindo pensou que fosse coisa da sua imaginação. Mas não era.

—Frank? — perguntou

—Oie, lindeza — ele disse meio grogue.

Frank andou até ela e a abraçou.

"Ai meu Deus"

—Que saudades de te abraçar, Hazel.

Ela estremeceu ao ouvir seu nome e ao perceber as mãos frias de Frank em sua cintura nua.

—Não achou a sua blusa? — perguntou Frank.

Ela se afastou dele.

—Você está bêbado, eu estou bêbada e seria bem mais seguro pra nós dois você saísse daqui — disse Hazel indicando a porta do banheiro.

Frank deu uma risadinha.

—Por que você só deixa as coisas mais duras?

Hazel revirou os olhos, mas quando percebeu o significado escondido naquela frase, engasgou.

Frank continuou:

—Eu vim aqui pra dizer o que não teria coragem de dizer enquanto estou sóbrio, então cala a boca e escute pelo menos uma vez na sua vida. — ele apontou o dedo para ela.

Hazel franziu a testa e sentiu seu coração apertar.

—Eu te amo. — começou ele

—Frank...

—Shhhhhhhhhhhhhh — ele colocou o dedo nos lábios de Hazel impedindo-a de falar. — é verdade.

—Eu sei que é, e eu sinto o mesmo — ela disse magoada afastando o dedo dele — mas você sabe que não vai dar certo. Eu sou uma Jet e você é um Shark. Já sofremos de mais por causa disso e eu cansei.

—Eu também cansei — disse ele sincero — por isso decidi sair dos Sharks. Por você.

O coração de Hazel pareceu parar. Ela não conseguiu acreditar: sempre sonhara com o momento em que Frank renuncia seu lugar nos Sharks por ela. Mas naquele momento, quando realmente estava acontecendo, ela não queria aquilo.

—Frank, não. — disse ela

A expressão de Frank se tornou sombria.

—Por que? — perguntou.

—Eu não quero que você abandone seus amigos por mim — disse ela.

—Oh! Mas assim então... Não vamos poder ficar juntos.

—Não — disse ela rapidamente, tentando afastar a alegria da possibilidade de estar junto dele — e além do mais, eu e Leo estamos... Nos conhecendo melhor.

Frank sorriu de lado.

—Que cara é essa? — perguntou Hazel.

—Que cara?

—Essa cara — ela o imitou

—Nada — ele se aproximou

—É só que o Leo teve que te desafiar a tirar a blusa pra te ver de sutiã. Vocês não parecem muito... — ele a puxou pra perto — íntimos.

—Íntimos? — ela disse com um pouco de dificuldade para respirar — ah, nós estamos íntimos. Muito íntimos — ela riu sem graça — íntimos até demais... Nem queira saber!

—Hmm... É mesmo? — ele a prensou na pia.

—Ele é a azeitona da minha empadinha. — disse Hazel quase como um sussurro.

—Uhum... Que romântico — Frank a beijou.

Ficaram assim por vários minutos até que Hazel reuniu a força de vontade necessária para afastá-lo.

—Para! — exclamou ela — eu já disse que não vai dar certo, Frank. Agora, me larga! — ela bateu nos braços fortes dele que a seguravam — sou uma moça de família e exijo respeito.

—Peito... — Frank começou a subir as mãos.

—FRANK!

Ele gargalhou alto.

—Brincadeira... — ele colocou as mãos de volta em sua cintura encostou a testa na dela.

—Ainda podemos ser amigos- ela pegou o rosto dele nas mãos. Frank não respondeu, e Hazel ficou preocupada. Ela o amava, e queria pelo menos ser amiga dele.

—Tá — respondeu ele finalmente.

—Mesmo?

—Claro... — Frank sentou Hazel na pia, afastando suas pernas uma da outra, se encaixando entre elas — contanto que amigos possam fazer isso — e a beijou novamente. E dessa vez, Hazel não o afastou.

—______

Dakota, Bianca e Rachel eram os únicos na sala depois que todos saíram pra arrumar algo para fazer.

Dakota estava sentado no meio do sofá com Bianca de um lado e Rachel do outro.

—Que téééééééédiooo — comentou Dakota jogando a cabeça pra trás.

—Nem me fale — concordou Bianca. Dakota se virou para ela e sorriu sugestivamente.

—A gente podia fazer alguma coisa junto — ele chegou perto dela e colocou a mão em sua perna.

Rachel achou que fosse vomitar.

—E o que você sugere? — perguntou Bianca sorrindo.

—Uhhhh, tigresa finalmente mostrou as garras — ele riu.

"Dai-me paciência".

Rachel não mais achava, ela tinha certeza que ia vomitar.

Bianca, que estava com a mão no ombro de Dakota, começou descê-la.

—Então... Sobre aquela massagem que você pediu... — ela disse e o beijou.

"MAS QUE SALIÊNCIA!! TIRA A MÃO DELE SIRIGAITA", Rachel gritou internamente.

E assim, eles começaram a se pegar no sofá como se Rachel não estivesse ali.

Quando começaram a gemer, Rachel teve que dar um basta.

Ela pigarreou.

Nada.

—Gente...

Nada.

—OW LICENÇA

Enfim eles pararam.

—Ai Rachel, virou empata-foda agora? — perguntou Dakota, que agora estava sem camisa com o cabelo todo bagunçado.

—Vocês vão mesmo ficar fazendo isso na minha presença? — perguntou Rachel indignada.

—Desculpa Rach, mas os incomodados que se mudem — disse Dakota voltando a atenção para Bianca.

Rachel ficou magoada. Gostava daquele idiota há tanto tempo, e ultimamente estava achando que ele até poderia gostar dela de volta. Mas, aparentemente, estava errada.

—Dakota — chamou Bianca se afastando um pouco dele — a Rachel está certa.

—Ahn? — perguntaram Rachel e ele juntos.

—Não podemos fazer isso na frente dela — disse Bianca.

—Mas todos os quartos estão ocupados — protestou Dakota meio choroso.

— E eu já passei do ponto sem retorno aqui — ele apontou para baixo.

—Nós não precisamos parar — Bianca sorriu

—Ahn? — Rachel e Dakota disseram juntos novamente.

—Awn, Sharks... Tão lerdinhos — disse Bianca — eu quero dizer que talvez a Rachel pudesse... Se juntar a nós.

Rachel compreendeu imediatamente e corou, Dakota demorou um pouco para entender.

—OH! OH! MEU DEUS — exclamou ele — GENIAL BIANCA!! VOCÊ É PRA CASAR.

Ele se virou para Rachel ansioso por uma resposta.

—O que? Não! — respondeu ela.

—Ahhhhhh por favor Rach!! — pediu ele ajoelhando a seus pés — só uma vez só, pela nossa amizade.

Rachel olhou para Bianca, que estava com as sobrancelhas arqueadas como quem dissesse: "o que você vai perder com isso?" "Nada", concluiu Rachel.

—Se não pode vencê-los — disse Rachel — junte-se a eles.

Notas finais
Annie: entao ne... que delicia de capitulo o que acharam?? :) valeu a pena a espera? conseguiram descobrir a pista que Battlefield deixou? ai ai se vcs soubessem... esse capitulo foi meio complicado de escrever enfim, espero que tenham gostado de ler o capitulo tanto quando gostamos de escreve-lo!!!!! tchau meus lindos, beijossssss na bundaaaa :3