Battle Cry - Interativa
12 Vale dos Condenados
Notas iniciais
Sabrina Merlin Minght era uma jovem filha de um mago que fora morto há muito tempo, pela própria mãe, Viviane. Desprezando a filha por causa do ódio que nutria pelo pai da criança, Vivane abandonou-a numa floresta há muito tempo, quando esta foi encontrada pelo irmão de Olaf, o mago Oto e desde então sendo criada por ele em consideração ao antigo amigo, Merlin.
Crescendo de forma promissora, a jovem aprendiz sabia muitos feitiços e sua especialidade eram poções mágicas fazendo isso com perfeição, isso lhe garantia um ar de superioridade e uma arrogância sem tamanho, sendo carinhosa ou gentil apenas com o próprio mestre. Entretanto, durante uma viagem a garota fora atacada por Desirré, uma feiticeira do tempo, a qual sendo amiga de Viviane, prometeu vinga-la garantindo que Sabrina nunca alcançasse seus objetivos. E assim, sem explicação alguma e simplesmente sumindo do mapa, a jovem maga estava com o destino traçado a passar o resto dos seus dias presa no vale dos condenados, uma vez que não poderia sair de lá sem uma magia de tele transporte ou encontrando a saída sozinha.
A medida com que iam se aprofundando da caverna, os milites ficavam cada vez mais tensos e inseguros, não sabiam exatamente como lidar com aquilo, o que encontrariam pela frente, e parecia que o lugar não tinha fim. A projeção astral de Gretel guiava-os pela entrada, mas quando eles chegaram ao inicio do vale perceberam que teriam de seguir só.
– Só posso vir até aqui. – A aprendiz de mago disse. – Quando encontrarem o que procuram, apenas usem as pedras.
Aquele era um lugar confuso, e magico, o que queria dizer que lidar com ele era uma tarefa quase impossível. Para Fernando que era imune a magia aquilo não passava de uma enorme caverna sem sentido de ser, repleta de escuridão e vazio, embora ele tivesse tido dificuldade de encontrar a saída. Lá tinham muitas plantas misteriosas, com fragrâncias mágicas que confundiam o sentido das pessoas, era como a floresta das alucinações, só que na versão assustadora.
– A energia desse lugar é muito confusa, não consigo achar lógica nela. – Laura disse sentindo-se um pouco perturbada. – Vamos ficar juntos.
– Relaxa princesinha, será fácil. – Klaus disse com um sorriso torto, mas sua expressão logo mudou quando viu que aquele lugar era imenso, e nem sinal da tal maga.
Eles estavam diante de uma ponte fina de cristal que fazia um caminho único em direção a um monte, onde duas cachoeiras caiam para cima. Abaixo, tinha milhares de pedras pontiagudas, se eles caíssem estariam mortos com foda certeza.
– Esse lugar é muito estranho. – Lily saiu andando na frente, tomando a dianteira do grupo e caminhando de forma destemida.
– O nome não é atoa. – Skye disse de forma cética. – Vamos apenas ter calma.
– Será que podemos controlar os elementos aqui? – Flame perguntou curioso e olhava de um lado para o outro, o céu tinha uma cor amarela com nuvens rosadas. Aquele lugar só poderia existir em sonhos, porque tudo ali era inacreditável.
– Vocês estão sentindo isso? – Laura parou meio apavorada. – Rápido! Deem as mãos.
Ela mal pode falar, pois logo um vento muito forte surgiu, só que ao invés de empurrá-los para cair nas rochas pontiagudas, o vento vinha de baixo e os empurrava para cima. O que estava acontecendo?
[...]
Fernando por sua vez, como não podia acompanhar o grupo na missão, decidiu ir até a tribo dos elfos do sul para ver se eles precisavam de ajuda. Ele até chamaria Liraz, se ela não estivesse se recuperando, mas de certo modo, as vezes, ele gostava de ficar sozinho. Ele se lembrava de como tinha sido confuso ficar naquele lugar, de como tinha ido parar lá.
Há quatro anos atrás o príncipe tinha conhecida uma elfa chamada Azmoda, que se apaixonou por ele, porém como ele não pode corresponde-la ela se vingou jogando-o no vale dos condenados. Pouco tempo depois, ele tinha descoberto que ela era uma traidora da tribo do sul, que servia de aliada de Lorde Daymon. E ele pensava que se existia alguém capaz de armar um plano tão mirabolante capaz de machucar os elfos, sem dúvida era ela.
– Azmora, a misteriosa. – Ele murmurou enquanto avistava a entrada da vila.
– Você me parece preocupado. – Diamante Negro rompeu o silêncio. – Recordações ruins?
– Não sei o que pensar, sequer entendo os planos de Daymon, e sabe o que é estranho? Até agora, ele não tentou nos impedir, tem algo de muito errado.
– Tenho a impressão de que descobriremos. – O cavalo imediatamente parou em frente há um enorme portão de madeira, numa floresta. Lá as casas eram nas árvores, e algumas no chão, a tribo do sul tinha costumes e uma estética diferente.
Um dos elfos que montavam guarda anunciou. – O cavaleiro negro está aqui. – E os portões se abriram, logo vindo a líder da vila recepcionar o jovem príncipe, que quase sempre viajava sozinho e se apresentava para todos com esse nome.
– Seja bem vindo, majestade. – A Elfa Lider foi cordial mantendo as formalidades, embora às vezes tivesse atitudes meio infantis. O nome dela era Pyor Laathols, tinha cerca de 25 anose uma estatura alta .
O príncipe a olhou bem, claro de forma respeitosa, e viu que ela era bastante bela. Pyor tinha longos cabelos castanhos, quando soltos eram enrolados , porém eles ficavam presos e algumas mechas tinham naturalmente uma cor mais escura. Seu nariz era perfeito, os lábios um pouco mais carnudos e olhos eram cor de avelã que transpassavam bondade e bravura.
– Eu vim ver no que posso ajudar, já requisitamos ajuda, mas qual o problema da aldeia? – Fernando perguntou de forma humilde, meio preocupado e a Elfa pediu para que ele a seguisse. Embora de aparência responsável, ela parecia ter um tipo de liderança bem diferente de Sheffield, e na verdade naquele momento sua expressão era de muito preocupada.
Eles foram até uma parte bem afastada da cidade, onde tinha sido improvisado um hospital de emergência, já que em geral elfos não eram acostumados a doenças. Lá, Fernando pode ter uma das visões mais perturbadoras em sua vida. – Maldito! – Num acesso de raiva ele socou com força a porta do local, demonstrando como nunca tinha antes a sua raiva de Daymon, ele que era sempre tão indiferente e controlado, naquele momento só sentia vontade de quebrar os ossos daquele infeliz. – Como ele foi capaz?
A imagem era triste, pois a doença epidêmica atingia apenas crianças com menos de doze anos. Elas choravam, não sentiam dor, mas pareciam estar tendo terríveis pesadelos dos quais não conseguiam acordar. – Nós já perdemos algumas. – Pyor num momento de sensibilidade deixou rolar uma lágrima de seus olhos. – E se continuar assim, todas morreram.
Naquele momento, Fernando entendia porque Thiago estava tão determinado em correr qualquer risco para ajudar a tribo, pois aquilo era desumano. E o príncipe, só lembrava-se da ultima coisa que ouvira de Daymon antes de fugir com sua pequena irmã: “Matem esses dois bastardos, a desgraça se corta pela raiz.” – Ele com certeza era muito capaz disso, aquele olhar frio e livre de sentimentos do lorde confirmavam sua natureza.
– Você pode pegar algumas plantas pra mim? Eu não posso curá-los, porque está além da minha capacidade, mas eu posso dar um alivio e fazê-los aguentar algum tempo. – Fernando retirou seu casaco, e arregaçou as mangas de sua camisa social. Ele iria preparar um remédio natural que aprenderá com Sheffield, que funcionava como uma espécie de calmamente, aquilo não iria curar as crianças elfas, mas as faria aguentar por um tempo mais elevado, até que os guerreiros voltassem.
– Eu mesma irei busca-las, faça uma lista. – Pyor disse com determinação, disposta a fazer qualquer coisa por seu povo.
[...]
O vento jogou todos na altura das nuvens. – O que está acontecendo? – Lily tentava se agarrar a algo, porém ninguém conseguia uma estabilidade. Todos de repente começaram a cair, mas de uma forma bastante lenta, mais como se afundassem devagar, ficando em pânico.
– Apenas lembre-se do que o Calisto falou sobre o calor, mas não só isso. Os guerreiros são apenas “um”. Se precisarem de ajuda, sintam a natureza! – Laura gritou, enquanto sentia que se afastava de todos. – Vamos sair dessa! – Depois disso ninguém ouvia mais nada.
Todos tentavam manter o controle, mas estava difícil, pois naquele lugar nada, absolutamente nada fazia sentido. Flame foi parar num lugar completamente escuro, até que ele ouviu latidos e logo pode ver seu cachorro Hunter.
– O que você faz aqui? – Ele perguntou ao animal, meio surpreso, afinal aquilo era impossível. Logo a sua frente, entretanto ele pode ver uma floresta imensa incendiando. – O que é isso? Com seus dezoito anos, ele nunca tinha visto em toda sua carreira de bombeiro um incêndio tão grande como aquele. Na verdade, ele nunca temeu o fogo, mas por um momento parou para pensar que seus amigos poderiam estar correndo perigo no meio daquelas chamas enormes. – Droga! Será que o Klaus fez alguma besteira? – Ele gritou correndo na direção da floresta, porém o seu cachorro segurou a ponta de sua capa.
– O que pensa que está fazendo? – Naquele instante, o cachorro transformou-se em milhares de pequenas aranhas que começaram a subir por seu corpo. Aquela era sua pior fobia, e as coisas estavam ficando tensas, pois elas começavam a tecer teias em volta dele, o deixando paralisado.
Não muito longe dali, Lily parecia estar diante, na verdade pisando em nuvens. Eram névoas por toda parte, foi quando ela ouviu um barulho de uma bola quicando, e a sua frente apareceu uma montanha, ela afastou os pés e encima das montanha, numa cratera tinha uma quadra. Uma mulher com asas de morcego e dentes de vampiro quicava com a bola no chão.
– Uh, parece que terei um par para jogar? – a mulher, de cabelos negros e curtos num chanel, usava um batom negro e uma roupa esportiva da mesma cor. Quando deu por si, Lily já estava de pé na quadra. – Que tal se nós duas fizermos uma aposta? Eu e você num jogo um a um.
– Q-quem é você? – Só o fato daquelas asas de morcego estarem ali já deixavam a ruiva apavorada. Lily lembrava-se que uma vez, tinha perdido um jogo por causa de um morcego que invadirá a quadra. O pânico foi tanto, que a distração fez seu time perder, muitos a culparam não sendo nada compreensivos, e desde então ela nunca superará aquilo. Claro que ela era um morcego, mas era assustador, ainda assim, porque aquele maldito lugar parecia estar lendo sua mente? Isso era extremamente péssimo.
A mulher jogou a bola numa cesta, enquanto esperava por uma resposta, tudo estava bastante claro, o céu tinha tomado uma coloração azul normal e a quadra estava iluminada. Aquilo sem dúvidas, só podia ser uma ilusão, ela precisava se lembrar de onde estava, pois aquele era o lugar mais traiçoeiro que existia, mas como se libertar daquilo e encontrar os outros?
– Desafio aceito. – Lily disse de forma receosa, porém pensava o tempo todo que aquela mulher não era um morcego. Ela ainda tinha sua fobia, mas na verdade, ela não passava de uma pseudo-vampira imaginária, só poderia ser aquilo e nada além disso, ou será que naquele mundo esse tipo de criatura também existia?
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