Notas iniciais
Quarta, capítulo 6 postado :3 A cada capitulo há revelações diferentes, e embora demorem, muitos personagens terão destaque importante na história XD

Depois de uma longa noite de sono, ao amanhecer do sol, Fernando já aguardava os escolhidos frente à entrada da tribo dos Elfos do norte. Enquanto eles se aproximavam, Laura aproveitou para conversar com a líder da vila.

– O que está acontecendo exatamente? – A garota apenas observava que na entrada tinha seis cavalos de um excelente porte, eles pareciam do tipo selvagem, no estilo que estavam acostumados a correr bastante e suportar qualquer situação.

– Seu irmão me pediu para convoca-los. – Sheffield disse gentilmente enquanto sorria. Sua beleza realmente era estonteante e até deixava Laura com uma pontinha de inveja, pois ela tinha uma espécie de aura muito luminosa, algo que era muito comum aos Elfos da tribo do Norte, talvez por isso eles fossem tão prósperos.

Assim como era comum aos Elfos, Sheffield tinha a habilidade de se conectar ao mundo dos sonhos, e tal como Fernando havia pedido, ela mesma convocou que os cavalos estivessem ali pela manhã. Laura ainda não entendia porque tinha uma facilidade tão grande de sentir a energia da natureza vindo das pessoas, embora algumas delas fossem névoas indecifráveis.

– Você ainda tem muitas dúvidas. – A Elfa comentou. – Você se pergunta por que é a única que pertence a esse mundo... Princesa Laura.

– Agradeço se me chamar apenas pelo meu nome. – A garota respondeu meio sem emoção, estava pensativa. Afinal de contas ela entendia que eles estavam prestes a enfrentar uma guerra, então quando chegasse a hora de que forma deveriam agir? E não era apenas isso, ela sentia que sua responsabilidade talvez fosse a maior de todas.

– Para que serve o Equilíbrio? – Ela perguntou, mas não obteve resposta já que Fernando num estado eufórico pedia que ela e os outros se aproximassem.

Ele acenava com um largo sorriso em seu rosto, os cabelos negros bagunçados e os olhos verdes com um brilho diferente. – Sabe? Desde que ele veio se refugiar em nossa tribo essa é a primeira vez que o vejo sorrir dessa forma. – Sheffield disse com um olhar satisfeito, quase materno.

A Elfa líder não tinha filhos e por isso nutria um grande carinho por todos os jovens que passavam por ali. Ela se lembrava de que logo após o massacre Fernando tinha ido parar em sua tribo, com nove anos de idade, lá ele passou alguns anos de sua vida, aprendeu a manusear o arco; sentir a natureza; falar a língua dos Elfos e adquirir virtudes que todo homem deveria ter. – Seu irmão também nasceu com um grande propósito. – Ela concluiu e se afastou sem se despedir do grupo.

Laura se aproximou do irmão e das outras pessoas. Lá ele explicava a trajetória que fariam até as muralhas rebeldes, e que ela levaria pelo menos dois dias. Os cavalos estavam agitados, pareciam loucos para correr e nenhum deles parecia de forma alguma ser dócil, exceto pelo cavalo negro de Fernando.

– Bem, esses são Espirito de fogo, Ventania, Coração de gelo, Relâmpago, Terremoto e Lancelot. – Fernando disse apontando cada um dos cavalos. –Skye, Lily, Alec, Flame, Klaus e minha irmã Laura. – Concluiu apontando para os humanos.

– Você está nos apresentando aos cavalos? – Skye franziu o cenho achando aquilo uma tremenda loucura.

– E há algum problema nisso? – Ventania disse com desdém para a pessoa que iria montá-lo.

– Certo, me diga que esse cavalo não falou. – Alec disse meio assustado.

– A essa altura eu não duvido de nada. – Lily disse já montando em relâmpago o cavalo que equivalia a ela, era meio que uma intuição e para a sorte dela, ele era o mais dócil de todos, porém calado.

Havia uma razão para aqueles em especial falarem, mas isso era uma longa história para outro momento. – Klaus, cuidado com o espirito do fogo ele é o mais selvagem, e... Alec o nome Terremoto não é atoa. – Fernando os alertou.

– O que você quer dizer com isso? – Alec disse meio receoso, enquanto encarava o cavalo de cor castanha igual à terra relinchando como se desse gargalhadas.

– Fica frio garoto, ele está apenas brincando. – O tom de voz de Terremoto soava irônico de mais para alguém ficar tranquilo.

– Eu vou fazer churrasco de cavalo caso alguém morra em mais uma corrida desenfreada. – Fernando disse num tom severo e os cavalos começaram a relinchar com deboche, como se aquilo fosse um desafio.

– Vocês são um bando de idiotas. – Coração de gelo o mais antissocial e sem emoção de todos disse de forma fria, seu nome não era por acaso.

– Falando desse jeito até parece a Skye. – Flame não evitou uma gargalhada.

– Eu realmente não me importo de ir a pé. – Alec falava de forma bastante apavorada já vendo que aquilo parecia um suicídio.

– Eu concordo com você meu amigo Alec. – Klaus disse divertido enquanto passava a mão pelo ombro do mais novo amigo. – Mas eu topo o desafio, afinal não chegamos até aqui para amarelar agora certo?-Ele olhou desafiadoramente para o cavalo de pelos negros, com a crina cortada e meio arrepiada demonstrando um ar de rebeldia. Espirito de fogo relinchou com desprezo.

Todos montaram em seu respectivo cavalo, e Laura enquanto rolava a discussão tinha trocado algumas palavras com Lancelot que tinha lhe contado que era seu cavalo desde que ela nascerá. – Vamos ir num trote manso enquanto não chegamos à parte mais perigosa. – Fernando disse de forma tranquila, rezando para que fosse ouvido. Enquanto que, todos o seguiam, já que ele liderava em seu cavalo negro, mas uma curiosidade ainda tomava todos.

– Ei, Fernando qual é o nome do seu cavalo? – Klaus perguntou curioso, e todos demonstraram a mesma curiosidade.

– Ele se chama Carvão. – O jovem príncipe respondeu e todos soltaram gargalhadas histéricas, pois era um nome engraçado. – Que foi é verdade.

– Você me paga. – O cavalo de Fernando murmurou meio aborrecido, mas o príncipe apenas se abaixou e sussurrou algo.

– Ei Diamante Negro não fique chateado, deixe-me divertir-me, é só uma brincadeira. – Em resposta o cavalo apenas bufou.

[...]

Nas proximidades da floresta negra, já nos gramados verdes das terras sem-nome, antes dos montes uivantes dois cavaleiros em roupas negras perseguiam a Elfa de cabelos prateados.

– Haha, essa caçada está interessante, não é mesmo Derek? – Um homem forte e robusto disse num tom sádico, ele tinha cabelos num tom meio acinzentado demonstrado a idade que já chegava à faixa entre 40 e 50; seus bigodes também alternava entre negros e grisalhos e seus olhos eram de um azul bastante claro. Ele segurava as rédeas de seu cavalo com uma mão, enquanto na outra portava uma besta¹ que usava para atirar na Elfa que corria de forma rápida já algum tempo. Ele era Vladmir Headkllif o cavaleiro secreto do sadismo, seguidor mais antigo e leal de Daymon. Ele tinha a mania de criar joguinhos sádicos, perseguir prisioneiros e tortura-los quando tinha chance. E aquele que o acompanhava era Derek Haas o cavaleiro secreto do ódio.Derek tinha cabelos negros e lisos, na altura dos ombros e repicados; 22 anos de idade e olhos cor de esmeralda. Ele não deu uma palavra ao parceiro, que por sinal odiava, afinal a natureza calada e rude era sua marca registrada.

– Malditos! – Liraz praguejou enquanto corria, pois por estar ajudando-os aquilo não deveria passar de uma atuação, porém com a personalidade podre de Vladmir isso não era possível. Ele tinha aproveitado a desculpa para feri-la, e na verdade a vontade da Elfa era enfiar uma flechada bem no coração daquele homem imundo, porém a todo o momento ela se lembrava de que um ato daqueles poderia ser considerado traição e com certeza Seliee pagaria por aquilo. Como ela odiava ficar de mãos atadas, afinal ela tinha capacidade o bastante para mata-los caso estivesse só, mas o problema é que sua jovem irmã poderia pagar por isso.

Com sua natureza dócil Seliee não faria mal a uma mosca e isso de certo modo a tornava mais vulnerável. Liraz lembrava-se que quando sua irmã foi capturada ela tinha ido caçar alguma comida, e por infelicidade Daymon tinha invadido a pequena vila na qual residiam, e por isso não lhe restava outra alternativa a não ser se render até que pudesse libertá-la em segurança.

De qualquer modo naquele momento ela deveria se focar na sua missão, que até então seria a coisa mais importante em sua vida, unicamente por Seliee. Ela viu um grupo de viajantes saindo da floresta proibida a cavalo, seus olhos róseos tinham um alcance muito preciso, e por isso sabia que era no meio deles que deveria se infiltrar. Ela poderia ser uma excelente atriz, mas Vladmir fazia questão de dar um pouco de realidade as coisas. Com a besta ele mirou uma flecha no calcanhar da Elfa fazendo-a cair no chão com bastante dor.

– Oh, você não acha que mestre Daymon ficará chateado se nós matarmos ela, ficará? – Vladmir dizia divertido, mas foi detido por Derek, que vendo a aproximação do grupo apenas fez um sinal com a mão para aquele idiota.

Liraz estava caída no chão, com as roupas levemente sujas e o rosto suado. Seus cabelos prateados caiam na frente de seu rosto, embora o tom rosado de seus olhos ardessem como chamas repletas de ódio, ela lembrava pela humilhação que estava sujeita a passar, e se vingaria daquele miserável quando tivesse a primeira oportunidade.

De qualquer modo ela não tinha muito como se concentrar naquilo, afinal ela estava sentindo uma dor muito intensa e ao retirar a flecha ela só fez aumentar. O sangue escorria por seus dedos finos, sujando suas roupas, o arco estava ainda em suas costas e a trança de seu cabelo levemente desgrenhada. Ela não era lá tão boa com a magia de cura, já que fora sempre concentrada na arte de batalhar, cuidar de seus ferimentos era algo que Seliee fazia, com sua natureza acolhedora e tranquila. Não tinha um minuto em que não pensasse na irmã.

[...]

Os cavalos já se lançavam num galope um pouco mais rápido, seguindo o fluxo do vento e movendo-se em liberdade naquele prado de cor verde bem viva. O ar era fresco e a paisagem bela, os montes uivantes não estavam tão longe, apesar de que a viagem teve que ser interrompida por algo inesperado.

– Tem alguém em perigo. – Laura disse com um sentimento premonitório, e sem mais nem menos guiou Lancelot para que ele fosse à direção da floresta negra.

Fernando e os outros a seguiram, mas ela estava indo numa velocidade incrivelmente rápida. Afinal, seus avós na terra tinham uma fazenda e andar a cavalo era uma das coisas que ela mais adorava e fazia bem.

– Terremoto você chacoalha muito. – Alec reclamou com a leve impressão de que o cavalo queria derrubá-lo.

– Relaxa, isso é normal. – Terremoto relinchou num tom divertido.

O restante do grupo mantinha feições bastante sérias, seguindo os dois irmãos em direção a Floresta Negra, embora algum deles já se dissesse mentalmente que não entrariam lá novamente.

– São os cavaleiros secretos. – Fernando estreitou os olhos com raiva e partiu a galope numa velocidade bastante rápida enquanto retirava sua espada da bainha e partia na direção deles.

Os outros seguiram um pouco atrás – Uma Elfa. – Lily disse de forma surpresa ao notar as orelhas pontudas característica dos Elfos e desceu do cavalo para ajuda-la.

Fernando já tinha passado daquele ponto e entrou na floresta negra seguindo os dois cavaleiros, enquanto o restante do grupo ficou esperando do lado de fora no prado onde era mais seguro. – Vamos ajuda-la! – Laura disse num tom de voz firme, enquanto os outros se mantinham em expectativa observando a garota rasgar um pedaço de sua própria blusa para enfaixar o ferimento e estancar o sangue.

– E o que faremos depois? Pode ter mais daqueles caras por aqui. – Alec disse em seu tom costumeiro, estava preocupado com a segurança do grupo e todos mantinham o mesmo tipo de olhar.

– Vamos nos esconder até meu irmão voltar, somos muito fracos pra enfrenta-los agora. – Laura dizia num tom determinado, muito diferente da forma retraída e neutra como lidava com as coisas até então.

– Fale por você mesma. – Skye disse meio incomodada pela indagação de ser fraca, pois o grupo poderia até ser, mas ela tinha confiança em si mesma e sabia que sozinha se sairia bem melhor do que com eles.

– Nós conhecemos bem os lugares por aqui. – Lancelot o cavalo de Laura disse observando o ambiente ao seu redor, e apontou na direção onde tinha um grupo de pedras. – Tenho certeza que vossa majestade ficará bem.

– Flame como o seu cavalo é um dos menos problemáticos você leva a Elfa, Skye Lily virão com a gente, Alec e Klaus vão ficar esperando pelo meu irmão aqui. – Laura disse de forma convincente, e embora não se conhecessem há muito tempo, todos ali queriam sobreviver o que significava trabalharem juntos, afinal aquele não era seu mundo.

¹ besta: Armas que consiste em um arco e flecha pequeno que é disparado através de um gatilho.

Notas finais
Ta ai a explicação do porque o Fernando sabe falar Elfico -rs Na fic essa é uma raça especial de cavalos que fala, nem todos são assim, mas esses são, e bem, eles são mais teimosos que humanos. Diamante negro é meu chocolate favorito, apesar que Carvão parece um bom nome pra cavalo kkkkk. E ps: Desde que li a ficha do Derek eu imagino ele como o Ben Barnes, então imaginem o Ben Barnes uhsauhshsuahusahuassuh