Batman em o País das Trevas

2 Capítulo 1 - A Sala das Portas



Capítulo 1 — A Sala das Portas Barbara caiu graciosamente no chão, onde um lustre dourado brilhava com intensidade. Recuperando-se da queda, observou o novo cenário. Estava em algo que deveria ser um quarto, porém estava de cabeça pra baixo, onde deveria estar o lustre era o chão e onde deveria estar a mobilha era o teto, se não fosse por isso, ainda havia um Alfred de ponta cabeça tentando abrir uma porta com um molho de chaves. --- Alfred! --- gritou ela --- O que esta havendo? --- É tarde, estamos muito atrasados! --- Espera, como... Antes que pudesse terminar a frase ele conseguiu abrir a porta e desapareceu. Mais uma vez sem entender Batgirl ficou sozinho e frustrada. Como ele estava ali de pé, ou melhor andando no teto? Isso era impossível, não, deveria ter uma explicação, isso só poderia ser ilusão. --- Muito bem --- disse ela a si mesma --- Respire fundo, acalma-se e prossiga. Ela respirou fundo, balançou o cabelo e decidida partiu para a porta, apesar de estar de ponta cabeça, não foi difícil alcança-la. Porém ela não esperava o pior, assim que encostou na porta seu corpo foi impulsionado para o teto, ou melhor o agora chão. Com grande habilidade conseguiu se contorcer evitando sua queda fatal. Do outra lado da porta havia um extenso corredor com uma única porta no final, cuja qual estava aberta e iluminava o corredor com uma luz azulada e prateada. Atravessando o corredor, ao se aproximar do portal, ela pode ter uma previa da próxima sala. Em um turbilhão de luzes azuis e prateadas, havia uma grande plataforma, com diversas pontes que se interligavam em um Ballet sincronizado, elas subiam e desciam em uma velocidade rápida, formando caminhos diferentes a cada minuto. Estonteada e sem reação, acabou por perder de vista um veloz Alfred que saltava com graciosidade de uma ponte a outra, antes que pudesse encontra-lo com os olhos, já havia desaparecido por entre uma das portas no final do caminho. Sem saber ao certo o que fazer ou para onde ir, Barbara se viu forçada e arriscar. Pulou na plataforma. Ficou parada no mesmo lugar por um longo tempo analisando a situação, não entendia muito bem como funcionava aquele caminho instável, porem tinha conhecimento o bastante para perceber que algumas pontes mantinham a mesma rota e outras dependendo de como se encontravam podiam mudar ou não a sua rota, era apenas uma máquina e respondia a certas ações. Barbara venceu aquele desafio com precisão, atravessou saltando de uma ponte a outra até por fim chegar na ultima plataforma que dava acesso a três portas de madeira. Parada de frente a elas analisou a última imagem que tinha de Alfred, ele estava voltado inteiramente para a direita o que por sua vez eliminava uma das portas, agora bastava saber se deveria tentar a do meio ou da direita. A porta do meio estava coberta por musgo já a da direita era coberta por uma fina camada de poeira. Procurou mas não havia nenhuma marca de algum contato com as duas. Teria que arriscar! Decidida, abriu a porta. Como uma onda, água jorrou furiosamente, jogando-a para longe. Antes que batesse no chão, conseguiu agarrar-se em uma das pontes, com agilidade prendeu-se a mesma e evitou ser sugada pela correnteza. Observou o salão se encher rapidamente, não haveria muita opção, teria que subir novamente de algum modo e tentar a outra porta. Porem a tarefa logo se fez quase impossível, pois as pontes pararam de se mover e com o desespero tomando forma a única saída era pular de uma a uma, evitando ao máximo escorregar ou cair. Começou a empreitada e antes que pudesse chegar as portas, viu as pontes desabarem aos poucos. Sem o equilíbrio e a esperança viu-se caindo lentamente para a água. Pega pelo turbilhão, soçobrou pelo vortex, antes que pudesse fazer qualquer coisa para se salvar, enxergou-se atravessando por dentro da correnteza, até perder a noção de tempo e espaço, sendo engolida por águas cada vez mais frias e escuras. Num momento de fraqueza achou que era seu fim, porem um raio de luz surgiu e antes mesmo que pudesse perceber seu instinto de sobrevivência a impulsionou para a mesma. Conforme a luz aumentava a esperança também e assim que a alcançou, emergiu respirando grandes quantidades de ar. Boiando, teve que esperar um momento até poder voltar a si, procurou a sua volta e não encontrou nada a não ser o mar, quando novamente pensara que perderia a esperança, viu algo boiando na água, nadou e nadou até alcança-lo. Quando se aproximou para toca-lo, um corvo apareceu, distraída não notou que um homem emergira da água, vestido roupas velhas e com um saco de batata na cabeça. Ela não pode acreditar, era o Espantalho. Antes que pudesse falar qualquer coisa, uma onde surgiu e levou ela e os dois para longe. Perdida no turbilhão, apenas sentiu a maré a levando e por fim sentiu seu corpo ser jogado para algo macio e arenoso. Abrindo os olhos, apesar do incomodo da água salgada, conseguiu enxergar uma praia por quilómetros de pura areia branca. Ela não era a única ali o vilão Espantalho também estava lá, mas agora em pé e com o corvo voando a sua volta. Quando a viu ele chegou perto, bateu três vezes com as mãos e rindo disse. --- Vamos! --- exclamou Espantalho --- Vai ajudar a secar! Barbara saltou de espanto pronta para lutar, mas a única coisa que ele fez foi sair correndo. Ela não entendia mais nada daquela maluquice, sabia que só haveria um modo de resolver aquilo, iria a força obrigar o vilão a falar alguma coisa que fosse tangível. Reunindo forçar disparou atrás do criminoso. Ele era rápido, mas ela já estava acostumado a sair correndo atrás dos insanos vilões de Gotham, quando mais ela corria não parecia porém conseguir se aproximar, as suas roupas no entanto graças ao calor que emanava do corpo, começavam a secar. Quando chegou ao ponto de agarra-lo, viu algo inacreditável, o corvo veio voando e com ele outros, estes chegaram perto do Espantalho e segurando suas roupas com as garras, levantaram-no ao ar. --- Olha só eu não disse, as roupas ficaram até mais leves! Agora sozinha e pasma com a situação que ocorrera, começou a tentar raciocinar, antes havia imaginado que Batman estava em perigo devido a pressa de Alfred, mas depois da queda, a sala invertida, a sala das portas e a praia, nada mais estava fazendo sentido. Cançada da corrida sentou-se na areia olhando o mar e o por-do-sol. Perdida em pensamentos demorou a notar a figura que se aproximava vagarosamente. --- Não pode ser! --- ela agora se sentia oficialmente maluca --- Harvey?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.