Batgirl

7 Capítulo 7


Em um ato heroico ou suicida de desespero, Batgirl saiu de seu esconderijo correndo e com os dois pés pousou no peito do inimigo que cambaleou para trás instantaneamente deixando os pentes de balas caindo ao chão.

Batgirl agarrou um de seus braços e jogou a cabeça para trás machucando o nariz dele, com a mão livre, Máscara enfiou o dedo no tiro do ombro da jovem a fazendo gemer de dor. Mas a mesma pisou no pé dele e com os braços o fez soltar os projeteis que segurava. Mesmo que tenha levado diversas coronhadas no meio do caminho.

Máscara sacou uma faca e investiu contra ela. Sua atenção completa estava em fugir da lâmina afiada, seu corpo não suportaria mais um buraco ou fissura naquela altura do campeonato, a quantidade de sangue que estava perdendo era tremenda, estava perdendo as forças e provavelmente desmaiaria. Mas ela não podia desistir.

Ativando seu bat-cinto retirou de lá uma corda de cobre e liga de titânio, com pouco menos de 50 centímetros, para poder lidar com a faca do inimigo. Desse modo, o combate se tornou mais justo.

Máscara investiu pela esquerda, Batgirl fugiu pela direita e prendeu as mãos do inimigo com a corda, derrubando a faca para o chão, mas batendo o pé nela e a pegando no ar. Trocando de mão em segundos, a jovem enfiou a faca na perna do homem.

— Você fala demais. – Ela serrou os dentes se referindo a ameaça dele sobre mata-la.

Ele tombou, tendo seu nervo e veias principais sendo acertadas. Suas armas estavam a longe alcance, não havia como acerta-la. Ele estava sem recursos.

— Vai me deixar vivo, Batgirl? – Ele a assistia refolegar. – Termine o trabalho, ou eu vou atrás de você e de Bruce Wayne mais uma vez.

A menina estralou os ossos das mãos, utilizando de um mesmo estilo de corda que prendia os punhos dele, ela o cercou pelo pescoço sentindo o homem perder o ar aos poucos enquanto a corda cortava a pele de sua mão pelo esforço.

— Você vai ter o que merece, Roman Sionis.

A adrenalina vai embora conforme o inimigo de infância de seu pai adotivo desmaia a sua frente, ela era uma pessoa mudada, não matava. Mas isso não queria dizer que não ia se certificar de tira-lo de orbita por algumas horas. Ela se afasta dele, sentindo as pernas pararem de funcionar e caindo ao chão.

Completamente fraca, com pouco sangue em seu sistema, vendo pontinhos pretos dançarem em sua visão e o ar de seus pulmões com cada vez mais dificuldade de entrar, sua audição está baixa por conta dos tiros que quase a ensurdeciam.

Entretanto, enquanto fitava a imagem da lua, o grande morcego de Gotham veio do céu. Se aproximando a cada segundo, com os braços abertos, formando seu simbolo mesmo de longe. Os olhos da menina pesaram, ela sentia o desespero querendo tomar conta de sua mente naquele momento, mas os estilhaços de vidro quebrado junto da rajada de vento que o morcego trazia era revigorante fazendo-a sorrir.

— Meu herói.